{"id":1118,"date":"2005-10-19T00:00:00","date_gmt":"2005-10-19T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1118"},"modified":"2005-10-19T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-19T00:00:00","slug":"direitos-humanos-145-sindicalistas-assinados-em-2004","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/mundo\/direitos-humanos-145-sindicalistas-assinados-em-2004\/","title":{"rendered":"Direitos Humanos: 145 sindicalistas assinados em 2004"},"content":{"rendered":"<p>Bruxelas, 19\/10\/2005 &ndash; Cento e quarenta e cinco sindicalistas foram assassinados no ano passado, 16 a mais do que em 2003, segundo o &uacute;ltimo informe da Confedera&ccedil;&atilde;o Internacional de Organiza&ccedil;&otilde;es Sindicais Livres (Ciosl), a principal central de trabalhadores do planeta. O documento divulgado nesta ter&ccedil;a-feira, que cobre 136 pa&iacute;ses nos cinco continentes, documenta mais de 700 ataques violentos contra sindicalistas e quase 500 amea&ccedil;as de morte. Todos esses casos se relacionavam com a atividade sindical. A Ciosl, que tem um total de 145 milh&otilde;es de filiados, advertiu que os trabalhadores organizados correm, em muitos pa&iacute;ses, risco de discrimina&ccedil;&atilde;o, demiss&atilde;o e pris&atilde;o, ao mesmo tempo em que s&atilde;o impostos &quot;obst&aacute;culos legais &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o de sindicatos e &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o coletiva&quot;.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;O relat&oacute;rio deste ano revela o quanto longe governos e empregadores est&atilde;o dispostos a ir para suprimir os direitos dos trabalhadores em busca de competitividade nos cada vez mais degoladores mercados globais&quot;, advertiu nesta ter&aacute;-feira o secret&aacute;rio-geral da organiza&ccedil;&atilde;o, Guy Ryder. &quot;A globaliza&ccedil;&atilde;o deve seguir um rumo completamente diferente, com preocupa&ccedil;&otilde;es sociais e pondo vim &agrave; explora&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou o sindicalista. Na Am&eacute;rica foi registrada a maior quantidade de assassinatos e amea&ccedil;as de morte, enquanto a &Aacute;sia do lado do Pac&iacute;fico foi a primeira em mat&eacute;ria de sindicalistas presos, segundo o informe da Ciosl. Novamente, o pa&iacute;s em pior situa&ccedil;&atilde;o foi a Col&ocirc;mbia, onde foram assassinados no ano passado 99 sindicalistas e centenas sofreram amea&ccedil;as, diz o documento.<\/p>\n<p> A Col&ocirc;mbia, com freq&uuml;&ecirc;ncia qualificada de &quot;a mais antiga democracia parlamentar da Am&eacute;rica do Sul&quot;, h&aacute; 40 anos &eacute; palco de uma &quot;brutal guerra civil entre as guerrilhas esquerdistas e a oligarquia direitista&quot;, afirmaram os autores do informe. &quot;Isso levou ao desenvolvimento de uma generalizada cultura de viol&ecirc;ncia, na qual o pre&ccedil;o de um sic&aacute;rio varia entre US$ 20 e US$ 200. a maioria dos sindicalistas foi assassinada por paramilitares direitistas, que matam impunemente&quot;, disse &agrave; IPS Sara Hammerton, do Departamento de Direitos Sindicais da Ciosl.<\/p>\n<p> &quot;O governo n&atilde;o demonstrou vontade pol&iacute;tica para solucionar o problema. N&atilde;o conseguiu processar os assassinos. E, como se n&atilde;o bastasse, o pr&oacute;prio governo tentou sufocar os sindicatos para dissolver as organiza&ccedil;&otilde;es do setor p&uacute;blico&quot;, afirmou. V&aacute;rios trabalhadores tamb&eacute;m foram assassinados por seu trabalho sindical na Bielor&uacute;ssia, Birm&acirc;nia, Camboja, China, Filipinas, Haiti, Ir&atilde;, Nig&eacute;ria, Rep&uacute;blica Dominicana, Turquia, Venezuela e Zimb&aacute;bue, e muitos outros apanharam ou foram feridos, indica o documento da Ciosl. Nas Filipinas, 14 pessoas acabaram mortas quando for&ccedil;as de seguran&ccedil;a usaram um planador e ve&iacute;culos blindados para romper um piquete.<\/p>\n<p> Enquanto isso, muitos governos nada fazem para atender os problemas sofridos pelos sindicalistas. &quot;Os consideramos a causa do problema. Na Bielor&uacute;ssia, o governo conseguiu ter a principal central sindical sob seu controle e procura sufocar todas as organiza&ccedil;&otilde;es independentes. No Zimb&aacute;bue e na Nig&eacute;ria, o governo &eacute; o principal repressor dos sindicatos&quot;, segundo Hammerton. A China tamb&eacute;m preocupa a Ciosl. &quot;Pequim ainda nega a liberdade de associa&ccedil;&atilde;o. O governo s&oacute; reconhece os sindicatos oficiais, que demonstraram sua inefic&aacute;cia para proteger os direitos dos trabalhadores&quot;, advertiu a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> Na Europa, onde a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; menos dram&aacute;tica, as autoridades de v&aacute;rios Estados outrora integrantes da extinta Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica procuram &quot;ativamente&quot; controlar os sindicatos, segundo a Ciosl. Os servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a da Ucr&acirc;nia costumam visitar as sedes sindicais, e inclusive as casas dos dirigentes, afirmou a organiza&ccedil;&atilde;o. As autoridades da Ge&oacute;rgia &quot;hostilizam e det&ecirc;m representantes sindicais, det&ecirc;m seus l&iacute;deres, obstruem as atividades das organiza&ccedil;&otilde;es e apreendem seus bens de maneira ilegal&quot;, acrescenta o estudo. Os trabalhadores das zonas francas de processamento de exporta&ccedil;&otilde;es (maquiagem), estabelecidas pelos governos para incentivar a atividade econ&ocirc;mica e a entrada de divisas, s&atilde;o regi&otilde;es de &quot;cont&iacute;nua repress&atilde;o anti-sindical&quot;, de acordo com a Ciosl.<\/p>\n<p> Trabalhadores da Nam&iacute;bia sofreram o embate de c&atilde;es por parte de representantes dos propriet&aacute;rios da f&aacute;brica t&ecirc;xtil. Uma trabalhadora foi duramente golpeada na repress&atilde;o. O documento considera a situa&ccedil;&atilde;o nas zonas francas de Fiji, &Iacute;ndia, Filipinas e Sri Lanka, destacando &quot;o efeito da dura competi&ccedil;&atilde;o sem regular nos mercados globais nos direitos dos trabalhadores&quot;. A Ciosl apresenta um caso de Bangladesh, onde as trabalhadoras tentaram criar um sindicato da ind&uacute;stria do vesti&aacute;rio. &quot;O gerente geral as amea&ccedil;ou de morte e depois contratou criminosos para que batessem em muitas delas, sendo que 25 ficaram feridas&quot;, diz o documento. A Ciosl ajuda sindicatos nacionais a apresentarem demandas junto aos mecanismos de supervis&atilde;o da Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT). (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruxelas, 19\/10\/2005 &ndash; Cento e quarenta e cinco sindicalistas foram assassinados no ano passado, 16 a mais do que em 2003, segundo o &uacute;ltimo informe da Confedera&ccedil;&atilde;o Internacional de Organiza&ccedil;&otilde;es Sindicais Livres (Ciosl), a principal central de trabalhadores do planeta. O documento divulgado nesta ter&ccedil;a-feira, que cobre 136 pa&iacute;ses nos cinco continentes, documenta mais de 700 ataques violentos contra sindicalistas e quase 500 amea&ccedil;as de morte. Todos esses casos se relacionavam com a atividade sindical. A Ciosl, que tem um total de 145 milh&otilde;es de filiados, advertiu que os trabalhadores organizados correm, em muitos pa&iacute;ses, risco de discrimina&ccedil;&atilde;o, demiss&atilde;o e pris&atilde;o, ao mesmo tempo em que s&atilde;o impostos &quot;obst&aacute;culos legais &agrave; organiza&ccedil;&atilde;o de sindicatos e &agrave; negocia&ccedil;&atilde;o coletiva&quot;.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/mundo\/direitos-humanos-145-sindicalistas-assinados-em-2004\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1478,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1118","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1118","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1478"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1118"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1118\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1118"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1118"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1118"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}