{"id":11202,"date":"2013-01-15T08:19:14","date_gmt":"2013-01-15T08:19:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11202"},"modified":"2013-01-15T08:19:14","modified_gmt":"2013-01-15T08:19:14","slug":"destaques-consumo-colaborativo-a-favor-da-sustentabilidade-do-mercado-brasileiro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/america-latina\/destaques-consumo-colaborativo-a-favor-da-sustentabilidade-do-mercado-brasileiro\/","title":{"rendered":"DESTAQUES: Consumo colaborativo a favor da sustentabilidade do mercado brasileiro"},"content":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO, Brasil, 15\/01\/2013 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- Definido pela revista Time como uma das dez ideias capazes de mudar o mundo, o consumo colaborativo se imp&otilde;e, seja como troca, aluguel ou venda, como uma nova ferramenta de desenvolvimento.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11202\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/611_Sao_Paulo_PhotostockIPS.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11202\" class=\"size-medium wp-image-11202\" title=\"O consumo colaborativo pode ajudar a aliviar o tr&acirc;nsito e, por consequ&ecirc;ncia, o meio ambiente em cidades como S&atilde;o Paulo - Photostock\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/611_Sao_Paulo_PhotostockIPS.jpg\" alt=\"O consumo colaborativo pode ajudar a aliviar o tr&acirc;nsito e, por consequ&ecirc;ncia, o meio ambiente em cidades como S&atilde;o Paulo - Photostock\/IPS\" width=\"200\" height=\"130\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11202\" class=\"wp-caption-text\">O consumo colaborativo pode ajudar a aliviar o tr&acirc;nsito e, por consequ&ecirc;ncia, o meio ambiente em cidades como S&atilde;o Paulo - Photostock\/IPS<\/p><\/div>  Ainda conhecido por poucos no Brasil, o consumo colaborativo surge no mercado de bens e servi&ccedil;os das grandes cidades como uma forma de atuar com mais consci&ecirc;ncia em um momento em que o mundo debate formas de se reinventar para enfrentar a severa crise econ&ocirc;mica e ambiental. A express&atilde;o foi cunhada no come&ccedil;o da d&eacute;cada passada nos Estados Unidos para identificar uma alternativa que surgia ao modelo de consumo excessivo e desenfreado que caracteriza a sociedade desse pa&iacute;s desde a d&eacute;cada de 1980.<\/p>\n<p>Trata-se de um mecanismo para compartilhar ou permutar aparelhos eletr&ocirc;nicos, livros, roupas, cal&ccedil;ados, instrumentos, m&oacute;veis e, inclusive, bicicletas e at&eacute; autom&oacute;veis, os quais podem ser alugados por um per&iacute;odo curto. Esta pr&aacute;tica de consumo se soma &agrave; atual demanda de a&ccedil;&otilde;es sustent&aacute;veis com a tecnologia. Quanto mais avan&ccedil;arem os novos meios, mais f&aacute;cil ser&aacute; realizar buscas na internet e escolher servi&ccedil;os, afirmam seus defensores. A revista Time definiu, em 2011, o consumo colaborativo como uma das dez ideias capazes de mudar o mundo.<\/p>\n<p>A nova tend&ecirc;ncia est&aacute; entrando timidamente no mercado brasileiro. Em 2011 foram criados os primeiros portais na internet de consumo colaborativo, tendo como iniciativas pioneiras o BuscaL&aacute; e o DescolaA&iacute;. &quot;Este modo de consumo &eacute; uma forma extremamente consciente e importante para o futuro do planeta, e pode ser trabalhado de diversas maneiras, como troca, aluguel ou venda de qualquer produto&quot;, explicou Leilson Duarte, um dos tr&ecirc;s s&oacute;cios do BuscaL&aacute;.<\/p>\n<p>Nas plataformas de trocas o interessado procura pelos produtos que necessita e informa o que pode dar em troca. A partir do momento em que uma oferta e uma demanda se identificam e se complementam, o sistema coloca os dois usu&aacute;rios em contato. &quot;Permutar um produto que n&atilde;o se usa mais por outro que se precisa &eacute; uma forma de deixar de consumir produtos novos, evitando, assim, a produ&ccedil;&atilde;o de outras pe&ccedil;as, o que tamb&eacute;m evita o ac&uacute;mulo de lixo&quot;, explicou Duarte em entrevista ao Terram&eacute;rica.<\/p>\n<p>Duarte, que estudou as novas tend&ecirc;ncias na Europa e nos Estados Unidos antes de desenvolv&ecirc;-las no Brasil, contou que o objetivo do BuscaL&aacute; &eacute; promover o acesso a um produto e n&atilde;o a sua posse. &quot;O importante n&atilde;o &eacute; ter uma c&acirc;mera fotogr&aacute;fica, mas poder fazer fotos; n&atilde;o se precisa ser dono de uma furadeira, mas ter uma &agrave; m&atilde;o quando necess&aacute;rio&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>&quot;O BuscaL&aacute; tem como aliadas de grande destaque as redes sociais, principalmente o Facebook e o Twitter, que alcan&ccedil;am um crescimento surpreendente a cada m&ecirc;s&quot;, ressaltou Duarte. Esta plataforma recebe 150 mil visitas mensais e oferece mais de 40 mil produtos, que s&atilde;o oferecidos pelos pr&oacute;prios usu&aacute;rios registrados. &quot;Nossa expectativa &eacute; que seja o maior site de consumo colaborativo do Brasil. Al&eacute;m de fazer bem ao bolso de todos que o compartilham, &eacute; uma forma de preservar os ecossistemas e evitar o gasto desnecess&aacute;rio e desenfreado que vivemos atualmente&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>Por sua vez, o DescolaA&iacute; &eacute; um site que oferece objetos de aluguel, como livros, discos, v&iacute;deos e jogos. Para cada transa&ccedil;&atilde;o s&atilde;o cobrados R$ 2 de cada usu&aacute;rio. Com este portal, &quot;voc&ecirc; ganha dinheiro e ainda ajuda o planeta, evitando que os outros produtos sejam fabricados mediante a extra&ccedil;&atilde;o de novos recursos naturais&quot;, anuncia o site, cujo slogan &eacute; a sustentabilidade do mercado.<\/p>\n<p>O consumo colaborativo serve de inspira&ccedil;&atilde;o para jovens empres&aacute;rios em busca de novos modelos de neg&oacute;cios simples e acess&iacute;veis, sem exigir elevados investimentos nem grandes conhecimentos administrativos. &Eacute; o caso do empres&aacute;rio Felipe Barroso, de 34 anos, que em seu momento se mudou de Curitiba para S&atilde;o Paulo, a fim de investir em um modelo de neg&oacute;cio criativo que se afastasse das f&oacute;rmulas convencionais. Desta forma, criou em 2009 a empresa Zazcar, que aplica o sistema de carsharing, express&atilde;o inglesa que significa compartilhar autom&oacute;veis.<\/p>\n<p>&quot;Encontrei-me na internet com este modelo de neg&oacute;cios que implica compartilhar autom&oacute;veis. O mais interessante &eacute; que promove a redu&ccedil;&atilde;o da quantidade de ve&iacute;culos nas ruas&quot;, destacou Barroso ao Tierram&eacute;rica. Sua empresa, com sede em S&atilde;o Paulo, decidiu apostar em um sistema simples de aluguel de autom&oacute;veis 24 horas por dia, sete dias por semana, por um breve per&iacute;odo. Ap&oacute;s tr&ecirc;s anos de funcionamento, passou de apenas dez ve&iacute;culos e 74 clientes registrados para 60 carros e quase dois mil clientes.<\/p>\n<p>Na &uacute;ltima d&eacute;cada, 1,2 milh&atilde;o de novos autom&oacute;veis ocuparam as ruas paulistanas, cujos engarrafamentos de v&aacute;rios quil&ocirc;metros chegam a paralisar a cidade nos hor&aacute;rios de pico, segundo o Departamento Estadual de Tr&acirc;nsito.<\/p>\n<p>&quot;Os clientes se registram pelo pr&oacute;prio site, ou por telefone, e obt&ecirc;m um cart&atilde;o e podem acertar o hor&aacute;rio e o dia que necessitam pelo m&iacute;nimo de uma hora e o m&aacute;ximo de sete dias. A empresa se encarrega da manuten&ccedil;&atilde;o e do combust&iacute;vel&quot;, explicou Barroso. Em agosto de 2012, um estudo feito pela Zazcar concluiu que, para cada autom&oacute;vel da empresa, seis eram retirados das ruas. &quot;Cerca de 25% de nossos clientes venderam pelo menos um de seus carros&quot;, contou. <\/p>\n<p>O sistema de carsharing &eacute; a prova de que h&aacute; espa&ccedil;o e potencial para o crescimento deste modelo de consumo colaborativo. Barroso afirmou que o faturamento anual da empresa aumentou 180%. &quot;Os usu&aacute;rios aderem cada vez mais ao sistema. No come&ccedil;o houve uma certa resist&ecirc;ncia dos consumidores, mas o &quot;boca a boca&quot; motivou muita gente. A receptividade foi un&acirc;nime&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Este sistema favorece muitos motoristas que percorrem at&eacute; 12 mil quil&ocirc;metros por ano e s&atilde;o a maioria dos propriet&aacute;rios de autom&oacute;veis. Segundo Barroso, &eacute; poss&iacute;vel economizar entre R$ 500 e R$ 800 por ano. &quot;Este modelo est&aacute; come&ccedil;ando, e tem potencial para crescer, mas ainda falta evoluir mais no consumo colaborativo a partir dos bens dos pr&oacute;prios usu&aacute;rios. Tende a evoluir a partir das novas tecnologias, que permitem &agrave; pessoa se conectar com outras de uma maneira simples. Assim, se facilita a busca, as compras e os servi&ccedil;os&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>*<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>RIO DE JANEIRO, Brasil, 15\/01\/2013 &ndash; (Tierram&eacute;rica).- Definido pela revista Time como uma das dez ideias capazes de mudar o mundo, o consumo colaborativo se imp&otilde;e, seja como troca, aluguel ou venda, como uma nova ferramenta de desenvolvimento. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/america-latina\/destaques-consumo-colaborativo-a-favor-da-sustentabilidade-do-mercado-brasileiro\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5],"tags":[21],"class_list":["post-11202","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11202","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11202"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11202\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11202"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11202"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11202"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}