{"id":11264,"date":"2013-01-23T10:09:22","date_gmt":"2013-01-23T10:09:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11264"},"modified":"2013-01-23T10:09:22","modified_gmt":"2013-01-23T10:09:22","slug":"os-brics-investem-em-prioridades-nacionais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/os-brics-investem-em-prioridades-nacionais\/","title":{"rendered":"Os Brics investem em prioridades nacionais"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 23\/01\/2013 &ndash; As prioridades nacionais estariam determinando mais as decis&otilde;es de neg&oacute;cios no grupo Brics do que as perspectivas de criar um grande mercado com essa alian&ccedil;a, formada por Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11264\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Chris.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11264\" class=\"size-medium wp-image-11264\" title=\"Chris Hart, estrategista principal da gestora de ativos Investment Solutions. - John Fraser\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Chris.jpg\" alt=\"Chris Hart, estrategista principal da gestora de ativos Investment Solutions. - John Fraser\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11264\" class=\"wp-caption-text\">Chris Hart, estrategista principal da gestora de ativos Investment Solutions. - John Fraser\/IPS<\/p><\/div>  Foi o que afirmou em entrevista &agrave; IPS o economista Chris Hart, principal estrategista da gestora de ativos Investment Solutions, ap&oacute;s visitas ao Brasil e &agrave; &Iacute;ndia.<\/p>\n<p>Hart, junto ao chefe de investimentos da mesma companhia, Glen Silverman, planeja tamb&eacute;m viajar &agrave; China e &agrave; R&uacute;ssia para avaliar em primeira m&atilde;o as possibilidades da &Aacute;frica do Sul dentro deste grupo de economias emergentes. Os especialistas tamb&eacute;m preveem reunir informa&ccedil;&atilde;o sobre quais s&atilde;o os principais motores de investimento entre os membros do Brics.<\/p>\n<p>IPS: O que tenta conseguir com essas visitas?<\/p>\n<p>CHRIS HART: Estamos procurando entender o cen&aacute;rio de investimentos no mercado emergente, bem como a relev&acirc;ncia do Brics nos investimentos mundiais. As condi&ccedil;&otilde;es de investimentos em cada um dos pa&iacute;ses do grupo devem ser compreendidas claramente, e queremos ver o que podemos aprender que seja relevante para a &Aacute;frica do Sul. N&atilde;o se pode ter uma vis&atilde;o completa a partir de uma pesquisa feita de dentro do escrit&oacute;rio, por isso nosso ponto de partida &eacute; explorar as condi&ccedil;&otilde;es no terreno. N&atilde;o pretendo que uma simples visita nos d&ecirc; uma completa vis&atilde;o de um pa&iacute;s, mas que lance uma luz. Conversamos com l&iacute;deres de neg&oacute;cios, com algumas empresas espec&iacute;ficas, com economistas, estrategistas em investimentos e analistas sociais. Em nossa viagem &agrave; &Iacute;ndia tamb&eacute;m nos encontramos com acad&ecirc;micos e pol&iacute;ticos, e temos planos de falar com geoestrategistas em nossas visitas &agrave; China e &agrave; R&uacute;ssia. Al&eacute;m disso, queremos ver as condi&ccedil;&otilde;es no terreno por meio de visitas a bairros espec&iacute;ficos, pois n&atilde;o desejamos ter uma vis&atilde;o dourada da realidade. Pretendemos ir &agrave; China em maio e &agrave; R&uacute;ssia um ano depois.<\/p>\n<p>IPS: O que fazem com a informa&ccedil;&atilde;o recolhida?<\/p>\n<p>CH: Assessoramos e retroalimentamos nossos estudos sobre como destinar os ativos. Tamb&eacute;m compartilhamos nossas conclus&otilde;es em apresenta&ccedil;&otilde;es formais aos nossos clientes e &agrave; comunidade de gestores de ativos na &Aacute;frica do Sul.<\/p>\n<p>IPS: O que descobriu sobre a atitude do setor empresarial em rela&ccedil;&atilde;o ao grupo Brics?<\/p>\n<p>CH: Se voc&ecirc; pergunta a uma companhia brasileira, a resposta &eacute; que &eacute; absolutamente irrelevante. No Brasil, o idioma &eacute; um grande tema. &Eacute; uma economia autossuficiente. &Eacute; um enorme Estado. Quem vive ali tem poucas raz&otilde;es para falar outro idioma que n&atilde;o seja o portugu&ecirc;s. A empresa m&eacute;dia brasileira ainda n&atilde;o tem plena presen&ccedil;a em todo o pa&iacute;s, por isso toda a aten&ccedil;&atilde;o est&aacute; voltada para dentro. &Eacute; um pa&iacute;s muito introspectivo. Al&eacute;m disso, &eacute; muito dif&iacute;cil para empresas de fora competirem no Brasil, porque, pelo idioma e pelas complexidades legislativas, h&aacute; muitas barreiras.<\/p>\n<p>IPS: O que acontece com a &Iacute;ndia?<\/p>\n<p>CH: A pol&iacute;tica da &Iacute;ndia &eacute; a de se afastar dos bancos de desenvolvimento, que l&aacute; n&atilde;o s&atilde;o efetivos. &Eacute; semelhante ao Brasil, com poucas empresas tendo presen&ccedil;a em todo o territ&oacute;rio. As companhias brasileiras se manter&atilde;o por muito tempo com um enfoque para dentro, mas na &Iacute;ndia as empresas s&atilde;o bastante abertas e acess&iacute;veis &agrave;s oportunidades internacionais. V&atilde;o aonde puderem cravar sua fortaleza corporativa e, nesse sentido, t&ecirc;m maior senso empresarial. S&atilde;o mais conscientes globalmente do que as brasileiras. Contudo, quando as companhias apontam para as oportunidades globais, o Brics n&atilde;o &eacute; relevante. N&atilde;o est&atilde;o tentando seguir um caminho pol&iacute;tico. As empresas indianas n&atilde;o procuram entrar no Brasil devido ao Brics. Preferem ir para Qu&ecirc;nia ou Gana, ou mesmo Gr&atilde;-Bretanha. Ao contr&aacute;rio das empresas brasileiras, as da &Iacute;ndia s&atilde;o conglomerados diversificados, e aproveitam cada neg&oacute;cio quando h&aacute; oportunidade.<\/p>\n<p>IPS: Voc&ecirc; fala do conceito de &quot;cicatriz nacional&quot;. A que isto se refere e o quanto &eacute; relevante para o Brics?<\/p>\n<p>CH: Na &Aacute;frica do Sul, o apartheid &eacute; nossa cicatriz, e a repara&ccedil;&atilde;o do apartheid se torna algo relevante. A cicatriz nacional do Brasil &eacute; a infla&ccedil;&atilde;o, de uma forma semelhante &agrave; experi&ecirc;ncia alem&atilde;. &Eacute; um temor desde a hiperinfla&ccedil;&atilde;o registrada no final dos anos 1980 e come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1990. Na &Iacute;ndia, a situa&ccedil;&atilde;o &eacute; mais complexa. A cicatriz de um empres&aacute;rio &eacute; a burocracia e a corrup&ccedil;&atilde;o. Entretanto, os funcion&aacute;rios p&uacute;blicos mais velhos dizem que, na realidade, &eacute; o colonialismo, ao qual atribuem a corrup&ccedil;&atilde;o. Os acad&ecirc;micos citar&atilde;o a pobreza e a desigualdade. As cicatrizes nacionais distorcem as melhores pr&aacute;ticas e t&ecirc;m impacto na pol&iacute;tica. Podem ser os mais fortes desencorajadores de envolvimento no Brics do que qualquer outra considera&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 23\/01\/2013 &ndash; As prioridades nacionais estariam determinando mais as decis&otilde;es de neg&oacute;cios no grupo Brics do que as perspectivas de criar um grande mercado com essa alian&ccedil;a, formada por Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China e &Aacute;frica do Sul. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/os-brics-investem-em-prioridades-nacionais\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1358,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,4,11],"tags":[17],"class_list":["post-11264","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11264","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11264"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11264\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11264"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11264"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11264"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}