{"id":11277,"date":"2013-01-28T09:50:23","date_gmt":"2013-01-28T09:50:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11277"},"modified":"2013-01-28T09:50:23","modified_gmt":"2013-01-28T09:50:23","slug":"os-polmicos-esforos-nucleares-da-ndia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/economia\/os-polmicos-esforos-nucleares-da-ndia\/","title":{"rendered":"Os pol&ecirc;micos esfor&ccedil;os nucleares da &Iacute;ndia"},"content":{"rendered":"<p>Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 28\/01\/2013 &ndash; Quando a &Iacute;ndia ingressou na ind&uacute;stria mundial da energia nuclear, h&aacute; cinco anos, muitos acreditaram que este pa&iacute;s encontraria rapidamente o caminho para acabar com sua depend&ecirc;ncia do cobre e de outros combust&iacute;veis f&oacute;sseis.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11277\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/protesto3.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11277\" class=\"size-medium wp-image-11277\" title=\"Protesto contra a usina de Koodankulam. - K.S.Harikrishnan\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/protesto3.jpg\" alt=\"Protesto contra a usina de Koodankulam. - K.S.Harikrishnan\/IPS\" width=\"200\" height=\"125\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11277\" class=\"wp-caption-text\">Protesto contra a usina de Koodankulam. - K.S.Harikrishnan\/IPS<\/p><\/div>  Afinal, a &Iacute;ndia j&aacute; tinha em funcionamento 19 reatores at&ocirc;micos que geravam cerca de quatro mil megawatts (MW) de energia, embora essa atividade desafiasse um embargo internacional liderado pelos Estados Unidos imposto depois que Nova D&eacute;lhi realizou um teste nuclear em 1974.<\/p>\n<p>A negativa da &Iacute;ndia em assinar o Tratado sobre N&atilde;o Prolifera&ccedil;&atilde;o das Armas Nucleares (TNP), assinado por 189 na&ccedil;&otilde;es desde 1968, tamb&eacute;m contribuiu para seu isolamento. Foi necess&aacute;ria uma isen&ccedil;&atilde;o especial do Grupo de Fornecedores Nucleares, de 47 membros, para que Nova D&eacute;lhi pudesse participar do com&eacute;rcio nuclear internacional.<\/p>\n<p>Com o levantamento dos embargos, o governo indiano projetou uma s&eacute;rie de &quot;parques nucleares&quot; que ser&atilde;o constru&iacute;dos por investidores estrangeiros ao longo de sua costa peninsular, o que acrescentar&aacute; 40 gigawatts de energia at&eacute; 2020.<\/p>\n<p>O governo avan&ccedil;a com o projeto apesar da resist&ecirc;ncia de agricultores e pescadores, que temem pelo seu sustento e forma de vida, do fato de a zona ser vulner&aacute;vel a movimentos s&iacute;smicos e de um recurso legal contra os planos nucleares apresentado por intelectuais &agrave; Suprema Corte. &quot;Havia poucas d&uacute;vidas de que o plano de construir numerosas usinas at&ocirc;micas ao longo da costa teria problemas&quot;, disse o cientista M. V. Ramana, do Programa sobre Ci&ecirc;ncia e Seguran&ccedil;a Global, da Universidade de Princeton (EUA).<\/p>\n<p>&quot;Devido aos crescentes conflitos sobre os recursos naturais, a oposi&ccedil;&atilde;o &agrave;s novas usinas nucleares apenas se intensificar&atilde;o no futuro. A escassez de &aacute;gua, por exemplo, ficar&aacute; cada vez mais severa ao longo do ano&quot;, disse Ramana &agrave; IPS atrav&eacute;s de e-mail. &quot;Os pescadores j&aacute; veem seu sustento amea&ccedil;ado por diversos problemas. os efluentes das plantas industriais e de energia lan&ccedil;ados no mar &eacute; um deles&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Intensos protestos acontecem em Jaitapur, no Estado de Maharashtra, onde a empresa francesa Areva S.A. constr&oacute;i um parque nuclear com capacidade de gerar 9.900 megawatts, e tamb&eacute;m em Koodankulam, no Estado de Tamil Nadu, onde est&aacute; quase conclu&iacute;da uma usina at&ocirc;mica russa.<\/p>\n<p>Ramana disse que o deslocamento de pessoas &eacute; outro problema. &quot;O tratamento aos afetados por instala&ccedil;&otilde;es nucleares &eacute; menos do que satisfat&oacute;rio&quot;, afirmou. &quot;Para come&ccedil;ar, os planejadores devem se dar conta de que o pa&iacute;s tem de escolher entre suas ambi&ccedil;&otilde;es e a democracia&quot;, acrescentou. &quot;Os intensos e prolongados protestos em Koodankulam e Jaitapur s&atilde;o um sinal de que todas as outras op&ccedil;&otilde;es para se fazer ouvir est&atilde;o bloqueadas&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Vinod Kumar Gaur, um dos principais especialistas em sismologia do pa&iacute;s e professor no famoso Instituto Indiano de Astrof&iacute;sica, na cidade de Bangalore, afirmou que os estudos de risco em Jaitapur est&atilde;o terrivelmente equivocados. Segundo Gaur, &eacute; significativo que a localiza&ccedil;&atilde;o do complexo nuclear de Jaitapur, constru&iacute;do para ser o maior do mundo, esteja a apenas 110 quil&ocirc;metros da represa de Koyna, que sofreu graves rachaduras ap&oacute;s ser afetada em 1967 por um terremoto de magnitude 6,4 na escala Richter.<\/p>\n<p>Tamb&eacute;m &eacute; importante assinalar, disse Gaur, que em 1524 um grande tsunami atingiu a costa ocidental da &Iacute;ndia, 100 quil&ocirc;metros ao norte de Jaitapur. A possibilidade de ocorrer outro n&atilde;o foi considerada nos atuais estudos.<\/p>\n<p>Gaur disse &agrave; IPS que &quot;a confirma&ccedil;&atilde;o ou refuta&ccedil;&atilde;o atrav&eacute;s de pesquisas cient&iacute;ficas &eacute; chave para determinar a seguran&ccedil;a s&iacute;smica da usina de Jaitapur, e o &uacute;ltimo terremoto no Jap&atilde;o demonstrou que &eacute; relevante considerar todas as possibilidades quando se trata de projetar uma usina de energia nuclear&quot;. acrescentou que &quot;igualmente importante &eacute; os resultados das pesquisas cient&iacute;ficas serem divulgados, para dessa forma dissipar os temores das pessoas&quot;.<\/p>\n<p>Ramana afirmou que &eacute; hora de o herm&eacute;tico Departamento de energia At&ocirc;mica participar de um honesto e transparente debate sobre seus planos, em particular com as pessoas que vivem perto dos locais escolhidos para os projetos. Esse organismo &quot;tem de abandonar posi&ccedil;&otilde;es cientificamente indefens&aacute;veis, como suas afirma&ccedil;&otilde;es de que seus reatores s&atilde;o 100% seguros e de que a probabilidade de um acidente nuclear &eacute; zero&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>&quot;Instalar um reator afetar&aacute; o meio ambiente, devido &agrave; expuls&atilde;o de contaminantes radioativos e &aacute;gua quente&#39;, alertou Ramana, lembrando que se &quot;os moradores se negam terminantemente a ter uma usina nuclear em meio a eles, o Departamento deve cancelar a constru&ccedil;&atilde;o das usinas&quot;.<\/p>\n<p>O Departamento evitou participar das consultas p&uacute;blicas exigidas pelo Movimento Popular Contra a Energia Nuclear, que lidera a resist&ecirc;ncia em Koodankulam. &quot;Realizar debates p&uacute;blicos se tornou ainda mais importante depois de Fukushima&quot;, disse S. O. Udayakumar, l&iacute;der dessa organiza&ccedil;&otilde;es desde 1988. O acidente nessa central nuclear japonesa &quot;ajudou as pessoas a entenderem melhor os perigos&quot;, disse &agrave; IPS.<\/p>\n<p>&quot;Considerando que a sociedade civil pediu insistentemente um debate p&uacute;blico, o primeiro-ministro deve dar um passo e realizar consultas em todo pa&iacute;s sobre a import&acirc;ncia de uma op&ccedil;&atilde;o energ&eacute;tica t&atilde;o perigosa e cara&quot;, disse, por sua vez, Karuna Raina, ativista do Greenpeace na &Iacute;ndia. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova D&eacute;lhi, &Iacute;ndia, 28\/01\/2013 &ndash; Quando a &Iacute;ndia ingressou na ind&uacute;stria mundial da energia nuclear, h&aacute; cinco anos, muitos acreditaram que este pa&iacute;s encontraria rapidamente o caminho para acabar com sua depend&ecirc;ncia do cobre e de outros combust&iacute;veis f&oacute;sseis. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/economia\/os-polmicos-esforos-nucleares-da-ndia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":178,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,10],"tags":[17],"class_list":["post-11277","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11277","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/178"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11277"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11277\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11277"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11277"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11277"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}