{"id":11282,"date":"2013-01-29T03:07:04","date_gmt":"2013-01-29T03:07:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11282"},"modified":"2013-01-29T03:07:04","modified_gmt":"2013-01-29T03:07:04","slug":"ascenso-da-marca-solas-rebeldes-na-etipia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/ascenso-da-marca-solas-rebeldes-na-etipia\/","title":{"rendered":"Ascens&atilde;o da Marca &#39;Solas Rebeldes&#39; na Eti&oacute;pia"},"content":{"rendered":"<p>ADIS ABEBA, 29\/01\/2013 &ndash; O inovador fabricante de cal&ccedil;ado et&iacute;ope Solas Rebeldes vai abrir o seu segundo ponto de venda a retalho em Taiwan este ano. <!--more--> Com a ambi&ccedil;&atilde;o de abrir outras 30 lojas em todo o mundo e em pa&iacute;ses como os Estados Unidos, a Austr&aacute;lia, a It&aacute;lia e o Jap&atilde;o, as Solas Rebeldes, a maior marca de cal&ccedil;ado em &Aacute;frica, est&aacute; a tornar-se, rapidamente, uma marca global competitiva. Actualmente a companhia vende a sua gama inovadora de sapatos artesanais feitos de materiais reciclados em 55 pa&iacute;ses e &eacute; agora uma das empresas et&iacute;opes bem sucedidas, com uma presen&ccedil;a marcante em s&iacute;tios de com&eacute;rcio electr&oacute;nico como a Amazon. O seu sucesso reflecte a crescente ind&uacute;stria de fabrico de cal&ccedil;ado neste pa&iacute;s do Corno de &Aacute;frica, com investidores chineses a investirem cada vez mais neste sector      <\/p>\n<p>Criada em 2005 pela empres&aacute;ria et&iacute;ope Bethlehem Tilahun, que queria criar empregos e prosperidade sustent&aacute;vel para o seu pa&iacute;s, as empresa Solas Rebeldes teve vendas ascendendo a dois milh&otilde;es de d&oacute;lares em 2011 e prev&ecirc;-se que venha a gerar receitas entre 15 a 20 milh&otilde;es de d&oacute;lares at&eacute; 2015. &quot;Estamos muito entusiasmados com a abertura de uma loja Solas Rebeldes no cora&ccedil;&atilde;o de Taichung. Taichung &eacute; o epicentro do cal&ccedil;ado, o centro do design asi&aacute;tico para as maiores marcas de cal&ccedil;ado do planeta,&quot; disse Bethlehem &agrave; IPS. A nova loja expande o plano da companhia de tirar partido da crescente procura por parte dos consumidores no florescente mercado de cal&ccedil;ado asi&aacute;tico, tornando-se a primeira marca africana a abrir pontos de venda a retalho em regime de franchise na &Aacute;sia. Bethlehem tenciona p&ocirc;r em causa os estere&oacute;tipos existentes sobre o seu pa&iacute;s. Um &iacute;ndice de pobreza publicado pela Universidade de Oxford e pelas Na&ccedil;&otilde;es Unidas em 2011 classificou a Eti&oacute;pia como o segundo pa&iacute;s mais pobre do mundo depois do N&iacute;ger. Mas o sucesso da marca Solas Rebeldes prova que a Eti&oacute;pia est&aacute; preparada para fazer a transi&ccedil;&atilde;o da depend&ecirc;ncia da ajuda estrangeira para uma situa&ccedil;&atilde;o em que consegue orientar o seu futuro econ&oacute;mico ao utilizar os recursos e as compet&ecirc;ncias desenvolvidas localmente, e ao explorar as muitas oportunidades de neg&oacute;cio no pa&iacute;s, segundo Bethlehem. &quot;A empresa Solas Rebeldes est&aacute; orgulhosa de ser a marca de cal&ccedil;ado africano que mais rapidamente tem crescido no planeta e a primeira marca de cal&ccedil;ado a n&iacute;vel mundial a surgir numa na&ccedil;&atilde;o em desenvolvimento. &Eacute; a prova evidente que a cria&ccedil;&atilde;o de marcas inovadoras de craveira mundial &eacute; o melhor caminho para uma maior prosperidade partilhada em pa&iacute;ses em desenvolvimento como a Eti&oacute;pia,&quot; disse Bethlehem. A empresa Solas Rebeldes &eacute; o primeiro fabricante de cal&ccedil;ado do mundo com certifica&ccedil;&atilde;o de com&eacute;rcio justo. Todos os sapatos s&atilde;o produzidos &agrave; m&atilde;o por mais de 100 pessoas que usam as pr&aacute;ticas artesanais tradicionais et&iacute;opes e ainda materiais reciclados e em algod&atilde;o org&acirc;nico trabalhado &agrave; m&atilde;o obtidos localmente. Num mercado onde a maioria das marcas de cal&ccedil;ado &eacute; produzida por m&aacute;quinas, as Solas Rebelde s&atilde;o uma lufada de ar fresco. &quot;O nosso modelo econ&oacute;mico est&aacute; centrado na sensibilidade ecol&oacute;gica e na capacita&ccedil;&atilde;o comunit&aacute;ria. O nosso modelo maximiza o desenvolvimento local com a cria&ccedil;&atilde;o de uma cadeia de abastecimento local vibrante ao mesmo tempo que se produz cal&ccedil;ado de qualidade internacional,&quot; afirmou Bethlehem. Bethlehem, que esteva na capa da revista Forbes em Janeiro de 2012, altura em que foi apresentada como uma das mulheres africanas mais bem sucedidas, tem ganho muitos louvores e um reconhecimento internacional consider&aacute;vel pelo seu trabalho nas Solas Rebeldes. &Eacute; agora uma das empres&aacute;rias mais reconhecidas em &Aacute;frica. Segundo o Banco Mundial, o empresariado feminino &eacute; mais elevado em &Aacute;frica do que em qualquer outra regi&atilde;o do mundo. Em 2011, o F&oacute;rum Econ&oacute;mico Mundial selecionou Bethlehem como &quot;Jovem L&iacute;der Mundial&quot;. Em Junho de 2012, ganhou o pr&eacute;mio anual de &quot;Empres&aacute;ria Excepcional&quot; nos Pr&eacute;mios de Neg&oacute;cios Africanos organizado pela African Business Magazine. Eugene Owusu, representante da Eti&oacute;pia junto do Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento, disse &agrave; IPS: &quot;A empresa Solas Rebelde est&aacute; a tirar partido da melhoria das infra-estruturas e da crescente m&atilde;o-de-obra qualificada local, para apresentar todas as caracter&iacute;sticas que se devem encontrar nos empres&aacute;rios et&iacute;opes. &quot;&Eacute; uma empresa inovadora, que cria empregos, sustent&aacute;vel do ponto de vista ambiental e mundialmente competitiva. A empresa Solas Rebeldes est&aacute; realmente a abrir caminho para que as outras companhias locais a sigam, numa altura em que a Eti&oacute;pia procura minimizar a sua depend&ecirc;ncia da ajuda. &quot; O Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI) informou que a economia et&iacute;ope cresceu 7.5 por cento em 2011. O pa&iacute;s, com a segunda maior popula&ccedil;&atilde;o em &Aacute;frica, &eacute; uma das economias n&atilde;o petrol&iacute;feras com crescimento mais r&aacute;pido do mundo nos &uacute;ltimos anos em &Aacute;frica, de acordo com o Banco Mundial. As receitas das exporta&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s aumentaram 15 por cento para 3.2 mil milh&otilde;es de dol&aacute;res entre 2010 e 2011, segundo o Minist&eacute;rio do Com&eacute;rcio e Ind&uacute;stria da Eti&oacute;pia. O objectivo do governo &eacute; duplicar as exporta&ccedil;&otilde;es como percentagem da produ&ccedil;&atilde;o econ&oacute;mica at&eacute; 2015, com uma maior contribui&ccedil;&atilde;o proveniente da venda de minerais e produtos manufacturados. Owusu explicou que o vibrante sector privado da Eti&oacute;pia iria ajudar o pa&iacute;s na sua traject&oacute;ria de crescimento e isto deveria traduzir-se na redu&ccedil;&atilde;o da pobreza e desenvolvimento nacional. &quot;As empresas privadas locais ser&atilde;o a funda&ccedil;&atilde;o a partir da qual a Eti&oacute;pia pode consolidar o forte crescimento geral demonstrado na &uacute;ltima d&eacute;cada e concretizar a ousada vis&atilde;o transformadora que o pa&iacute;s estabeleceu para se tornar um pa&iacute;s de rendimento m&eacute;dio at&eacute; ao ano de 2025,&quot; disse Owusu. De acordo com um recente relat&oacute;io do FMI sobre o investimento chin&ecirc;s na Eti&oacute;pia, &quot;A ind&uacute;stria transformadora &eacute; respons&aacute;vel pelo maior investimento estrangeiro directo chin&ecirc;s na Eti&oacute;pia, atra&iacute;do pela m&atilde;o-de-obra de baixo custo e pelos contratos de arrendamento de terras em larga escala, a que se deve acrescentar a dimens&atilde;o do mercado et&iacute;ope. Os fabricantes chineses, especialmente os fabricantes de cal&ccedil;ado, est&atilde;o agora a transferir as suas instala&ccedil;&otilde;es produtivas para a Eti&oacute;pia para escaparem aos crescentes custos de produ&ccedil;&atilde;o na China, mas tamb&eacute;m porque a Eti&oacute;pia tem um dos maiores sectores de pecu&aacute;ria em &Aacute;frica, fornecendo desse modo couro aos produtores. A Eti&oacute;pia tamb&eacute;m possui uma m&atilde;o-de-obra de grande dimens&atilde;o e barata. O falecido Primeiro-Ministro, Meles Zenawi, queria que o pa&iacute;s se tornasse um importante produtor e exportador de cal&ccedil;ado de cabedal como parte do seu plano de desenvolvimento econ&oacute;mico. A companhia chinesa Huajian Shoes anunciou em 2012 que iria investir dois bili&otilde;es de d&oacute;lares na ind&uacute;stria de produ&ccedil;&atilde;o de cal&ccedil;ado na Eti&oacute;pia. At&eacute; agora, as empresas chinesas investiram 900 milh&otilde;es de d&oacute;lares na economia et&iacute;ope, segundo a Ag&ecirc;ncia de Investimento da Eti&oacute;pia. Zemedeneh Negatu, s&oacute;cio-gerente da Ernst &amp; Young na Eti&oacute;pia, acredita que empresas como a Solas Rebeldes ir&atilde;o ajudar a transformar o panorama econ&oacute;mico da Eti&oacute;pia e do continente. &quot;O sucesso da empresa &eacute; uma inspira&ccedil;&atilde;o para o emergente sector privado et&iacute;ope. &Eacute; importante recordar que, at&eacute; 1991, a Eti&oacute;pia era um pa&iacute;s pseudo-socialista sem sector privado. Contudo, num espa&ccedil;o de tempo relativamente curto, come&ccedil;ou a produzir hist&oacute;rias de sucesso como a empresa Solas Rebeldes, o que &eacute; um bom exemplo de uma hist&oacute;ria de sucesso mundial no sector privado orientado para as exporta&ccedil;&otilde;es. &quot;Recorro frequentemente &agrave; frase &#39;Chegou a altura de &Aacute;frica&#39; precisamente porque vejo cada vez mais Solas Rebeldes africanas como Bethlehem e a sua companhia.&quot;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>ADIS ABEBA, 29\/01\/2013 &ndash; O inovador fabricante de cal&ccedil;ado et&iacute;ope Solas Rebeldes vai abrir o seu segundo ponto de venda a retalho em Taiwan este ano. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/ascenso-da-marca-solas-rebeldes-na-etipia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1331,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3],"tags":[],"class_list":["post-11282","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11282","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1331"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11282"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11282\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11282"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11282"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11282"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}