{"id":11295,"date":"2013-01-30T09:26:13","date_gmt":"2013-01-30T09:26:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11295"},"modified":"2013-01-30T09:26:13","modified_gmt":"2013-01-30T09:26:13","slug":"unio-africana-no-consegue-paz-na-regio-sudanesa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/unio-africana-no-consegue-paz-na-regio-sudanesa\/","title":{"rendered":"Uni&atilde;o Africana n&atilde;o consegue paz na regi&atilde;o sudanesa"},"content":{"rendered":"<p>Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 30\/01\/2013 &ndash; Os esfor&ccedil;os dos governantes dos pa&iacute;ses-membros da Uni&atilde;o Africana (UA) n&atilde;o bastaram para aproximar posi&ccedil;&otilde;es no conflito entre Sud&atilde;o e Sud&atilde;o do Sul.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11295\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Sudao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11295\" class=\"size-medium wp-image-11295\" title=\"O presidente do Sud&atilde;o do Sul, Salva Kirr, na c&uacute;pula da Uni&atilde;o Africana. - Cr&eacute;dito: Elias Asmare\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Sudao.jpg\" alt=\"O presidente do Sud&atilde;o do Sul, Salva Kirr, na c&uacute;pula da Uni&atilde;o Africana. - Cr&eacute;dito: Elias Asmare\/IPS\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11295\" class=\"wp-caption-text\">O presidente do Sud&atilde;o do Sul, Salva Kirr, na c&uacute;pula da Uni&atilde;o Africana. - Cr&eacute;dito: Elias Asmare\/IPS<\/p><\/div>  O presidente sul-sudan&ecirc;s, Salva Kirr, e seu colega do norte, Omar al-Bashir, mantiveram um encontro paralelo &agrave; c&uacute;pula da UA, realizada nos dias 27 e 28 deste m&ecirc;s em Adis Abeba, para discutir a implanta&ccedil;&atilde;o dos acordos que assinaram em setembro do ano passado.            <\/p>\n<p> No dia 25, Kirr pediu uma imediata implementa&ccedil;&atilde;o dos acordos ap&oacute;s um encontro bilateral, e disse aos jornalistas presentes na sede da UA que os dois pa&iacute;ses deveriam &quot;passar da ret&oacute;rica &agrave; a&ccedil;&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>Kirr e Bashir assinaram nove acordos no dia 27 de setembro do ano passado, ap&oacute;s os cont&iacute;nuos enfrentamentos dos dois pa&iacute;ses na fronteira por tarifas vinculadas ao petr&oacute;leo e por reclama&ccedil;&otilde;es sobre os Estados fronteiri&ccedil;os ricos em petr&oacute;leo, inclu&iacute;da a regi&atilde;o de Abyei. Ent&atilde;o, o Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) amea&ccedil;ou ambos com san&ccedil;&otilde;es se n&atilde;o chegassem a um acordo. Mas os pactos ainda n&atilde;o entraram em vigor, pois n&atilde;o t&ecirc;m data limite.<\/p>\n<p>O analista independente em quest&otilde;es de seguran&ccedil;a e paz na &Aacute;frica oriental Mehari Taddele Maru disse &agrave; IPS que as san&ccedil;&otilde;es da ONU poderiam servir no caso de os pa&iacute;ses n&atilde;o chegarem a um acordo. &quot;&Eacute; preciso considerar novamente as san&ccedil;&otilde;es, mas devem estar bem dirigidas para que exer&ccedil;am press&atilde;o sobre as autoridades e n&atilde;o afetem apenas o povo em geral&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Mas o comiss&aacute;rio do Conselho de Seguran&ccedil;a e Paz da UA, Ramtane Lamamra, disse &agrave; IPS que n&atilde;o s&atilde;o necess&aacute;rias san&ccedil;&otilde;es. &quot;Existe uma clara expectativa de que o fracasso n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o e a paci&ecirc;ncia faz parte de todo o exerc&iacute;cio&quot;, afirmou. Por seu lado, o presidente da Comiss&atilde;o da UA, Nkosazna Dlamini-Zuma, disse &agrave;s delega&ccedil;&otilde;es dos dois pa&iacute;ses que o conflito apresenta uma s&eacute;rie de desafios sobre &quot;como celebrar a diversidade enquanto se persegue o objetivo de uma &Aacute;frica unida&quot;.<\/p>\n<p>As negocia&ccedil;&otilde;es entre os dois pa&iacute;ses parecem seguir de forma indefinida enquanto o Conselho de Seguran&ccedil;a e Paz estendeu at&eacute; o final de julho o mandato da equipe mediadora, liderada pelo presidente sul-africano, Thabo Mbeki. Mehari pontuou que esse fato &eacute; motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o, pois &quot;cada reuni&atilde;o termina com novas condi&ccedil;&otilde;es, novas solicita&ccedil;&otilde;es e at&eacute; novos documentos. Os acordos anteriores s&atilde;o quase esquecidos&quot;, lamentou.<\/p>\n<p>Sud&atilde;o do Sul responsabilizou seu vizinho por atrasar a implanta&ccedil;&atilde;o de acordos de seguran&ccedil;a anteriores, que incluem criar uma zona de conten&ccedil;&atilde;o entre ambos, e acusa o Sud&atilde;o de apresentar novas reclama&ccedil;&otilde;es na &uacute;ltima reuni&atilde;o de alto n&iacute;vel sobre seguran&ccedil;a. A delega&ccedil;&atilde;o sudanesa n&atilde;o quis comentar a respeito, e disse &agrave; IPS que &quot;acordamos com a delega&ccedil;&atilde;o sul-sudanesa de n&atilde;o fazer declara&ccedil;&otilde;es &agrave; imprensa com as negocia&ccedil;&otilde;es em curso&quot;.<\/p>\n<p>Mehri disse que as atuais negocia&ccedil;&otilde;es foram usadas como desculpa para n&atilde;o se concentrar na democratiza&ccedil;&atilde;o e no fornecimento de servi&ccedil;os b&aacute;sicos aos cidad&atilde;os dos dois pa&iacute;ses. Tamb&eacute;m afirmou que Bashir pode usar o conflito atual para obter benef&iacute;cio pol&iacute;tico e alegar ser o &uacute;nico governante que pode enfrentar a amea&ccedil;a do Sud&atilde;o do Sul e a comunidade internacional. Os problemas fronteiri&ccedil;os tamb&eacute;m foram usados pelo Ex&eacute;rcito de Liberta&ccedil;&atilde;o do Povo do Sud&atilde;o, principal grupo pol&iacute;tico do Sud&atilde;o do Sul, para distrair a aten&ccedil;&atilde;o por n&atilde;o ter fornecido servi&ccedil;os &agrave; popula&ccedil;&atilde;o, pois ainda est&atilde;o lidando com sua transforma&ccedil;&atilde;o de movimento de liberta&ccedil;&atilde;o em partido pol&iacute;tico democr&aacute;tico.<\/p>\n<p>Organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil africana pediram urg&ecirc;ncia &agrave; UA no sentido de adotar medidas sobre as condi&ccedil;&otilde;es humanit&aacute;rias que se deterioram nas zonas fronteiri&ccedil;as em conflito, com os Estados sudaneses de Kordof&aacute;n do Sul e Nilo Azul. Os dois pa&iacute;ses mant&ecirc;m um conflito armado em &aacute;reas civis dos dois Estados. Em 2012, a organiza&ccedil;&atilde;o Human Rights Watch (HRW), com sede em Nova York, denunciou as for&ccedil;as do governo sudan&ecirc;s por violarem o direito humanit&aacute;rio internacional.<\/p>\n<p>Abozer Mohammad, da organiza&ccedil;&atilde;o sudanesa Grupo Nacional para os Direitos Humanos, com status consultivo na ONU, disse que os acordos entre os dois Estados n&atilde;o levam em conta a popula&ccedil;&atilde;o, e s&oacute; tratam de quest&otilde;es pol&iacute;ticas. A estrat&eacute;gia entre os dois pa&iacute;ses teria que ser mais sobre a constru&ccedil;&atilde;o de capacidades. &quot;Ao ouvir falar dos pol&iacute;ticos, a gente pensa que a guerra come&ccedil;ar&aacute; amanh&atilde;. &Eacute; preciso mudar isso&quot;, disse Mohammad &agrave; IPS.<\/p>\n<p>Est&aacute; previsto que as delega&ccedil;&otilde;es dos dois pa&iacute;ses voltem &agrave; Eti&oacute;pia em fevereiro para continuar negociando a implanta&ccedil;&atilde;o dos acordos. Sud&atilde;o do Sul, rico em petr&oacute;leo, interrompeu sua produ&ccedil;&atilde;o em janeiro de 2012 por desacordos sobre a tarifa do transporte que o Sud&atilde;o lhe cobrava, e ainda n&atilde;o a reiniciou. A renda deixada pelo petr&oacute;leo &eacute; essencial para as economias dos dois pa&iacute;ses. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 30\/01\/2013 &ndash; Os esfor&ccedil;os dos governantes dos pa&iacute;ses-membros da Uni&atilde;o Africana (UA) n&atilde;o bastaram para aproximar posi&ccedil;&otilde;es no conflito entre Sud&atilde;o e Sud&atilde;o do Sul. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/unio-africana-no-consegue-paz-na-regio-sudanesa\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1335,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,6,11],"tags":[],"class_list":["post-11295","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-direitos-humanos","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11295","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1335"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11295"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11295\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11295"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11295"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11295"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}