{"id":11299,"date":"2013-01-30T09:44:01","date_gmt":"2013-01-30T09:44:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11299"},"modified":"2013-01-30T09:44:01","modified_gmt":"2013-01-30T09:44:01","slug":"a-difcil-reduo-da-mortalidade-materna-na-frica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/a-difcil-reduo-da-mortalidade-materna-na-frica\/","title":{"rendered":"A dif&iacute;cil redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna na &Aacute;frica"},"content":{"rendered":"<p>Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 30\/01\/2013 &ndash; A cada dia morrem, em m&eacute;dia, 452 mulheres na &Aacute;frica subsaariana por complica&ccedil;&otilde;es derivadas da gravidez e do parto. <!--more--> Diante disso, os governantes reunidos na capital da Eti&oacute;pia renovaram seu compromisso de reduzir esse flagelo. A Uni&atilde;o Africana (UA) e o Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA) lan&ccedil;aram, em maio de 2009, a Carmma (Campanha para a Redu&ccedil;&atilde;o Acelerada da Mortalidade Materna na &Aacute;frica), para ampliar a disponibilidade de servi&ccedil;os de sa&uacute;de reprodutiva e deixar o continente mais perto de cumprir o quinto dos oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio, que trata desse tema.<\/p>\n<p>Antes da reuni&atilde;o da Carmma, o secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), Ban Ki-moon, pediu urg&ecirc;ncia aos chefes de Estado no sentido de se comprometerem com os ODM, em particular com a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna em tr&ecirc;s quartos entre 1990 e 2015 e garantir acesso universal &agrave; sa&uacute;de reprodutiva. Contudo, apesar das promessas, o continente ainda tem muito caminho pela frente at&eacute; chegar a cumprir essa meta. A &Aacute;frica subsaariana reduziu a mortalidade materna em 41%, em m&eacute;dia. O diretor-executivo do UNFPA, Babatunde Osotimehin, observou que a regi&atilde;o conseguiu &ecirc;xitos significativos, mas que s&atilde;o necess&aacute;rias reuni&otilde;es de alto n&iacute;vel, como a do dia 27. &quot;A &Aacute;frica sabe o que e como fazer, mas existem desafios&quot;, disse &agrave; IPS.<\/p>\n<p>O comiss&aacute;rio da UA para Assuntos Sociais, Mustapha Kaloko, n&atilde;o est&aacute; convencido de que a &Aacute;frica alcan&ccedil;ar&aacute; o objetivo at&eacute; 2015, mas acredita que a Carmma tem capacidade para acelerar a redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna. &quot;A natureza &uacute;nica da campanha &eacute; que n&atilde;o pede nada de novo&quot;, disse Kaloko &agrave; IPS. &quot;N&atilde;o estamos desenvolvendo novos planos, mas melhorando os instrumentos que j&aacute; temos&quot;, acrescentou, lembrando que foi poss&iacute;vel prevenir a maioria das mortes maternas na &Aacute;frica com a utiliza&ccedil;&atilde;o de pr&aacute;ticas e interven&ccedil;&otilde;es existentes.<\/p>\n<p>Um estudo da revista m&eacute;dica The Lancet conclui que uma mulher da &Aacute;frica subsaariana tem quase cem vezes mais possibilidades de morrer por complica&ccedil;&otilde;es derivadas da gravidez e do parto do que outra de um pa&iacute;s rico. Tamb&eacute;m afirma que oito dos dez pa&iacute;ses com maior taxa de mortalidade materna est&atilde;o na &Aacute;frica, e que a lista &eacute; liderada por Nig&eacute;ria e Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo.<\/p>\n<p>Outro grande desafio, de acordo com Osotimehin, &eacute; o grau de compromisso pol&iacute;tico das na&ccedil;&otilde;es para reduzir a mortalidade materna no continente. &quot;N&atilde;o se trata de dinheiro, mas sim de compromisso. Estamos aqui para garantir que nenhuma mulher morra dando vida&quot;, ressaltou. A grande maioria das mortes maternas, cerca de 57%, ocorre na &Aacute;frica, a maior taxa do mundo.<\/p>\n<p>Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; a mortalidade materna que preocupa os especialistas em desenvolvimento e os m&eacute;dicos locais, pois para cada morte vinculada &agrave; gravidez e ao parto cerca de 20 mulheres sofrem complica&ccedil;&otilde;es antes, durante e depois de darem &agrave; luz, o que deixa m&atilde;es e beb&ecirc;s com defici&ecirc;ncias ou problemas m&eacute;dicos para toda a vida. Graves sangramentos, infec&ccedil;&otilde;es, press&atilde;o alta e abortos praticados em condi&ccedil;&otilde;es inseguras s&atilde;o as causas mais comuns de complica&ccedil;&otilde;es e mortes, segundo o UNFPA.<\/p>\n<p>Para Dorothee Kinde Gazard, ministra da Sa&uacute;de de Benin, os n&uacute;meros s&atilde;o exorbitantes. &quot;Todos os n&iacute;veis da sociedade, em especial a escala comunit&aacute;ria, t&ecirc;m de estar envolvidos e comprometidos para garantir que nenhuma mulher morra ou fique incapacitada&quot;, afirmou. Benin adotou medidas para reduzir as mortes maternas melhorando os servi&ccedil;os de coleta de dados em cl&iacute;nicas e hospitais. &quot;Todas as mortes ficam registradas, de forma que podemos saber o motivo dos falecimentos e como evit&aacute;-los&quot;, explicou Gazard &agrave; IPS.<\/p>\n<p>O crescente uso de servi&ccedil;os de planejamento familiar teve &ecirc;xito em v&aacute;rios pa&iacute;ses, como Malawi, Tanz&acirc;nia e Z&acirc;mbia. Outra solu&ccedil;&atilde;o &eacute; reduzir a mortalidade materna evitando casamentos precoces, pontuou Osotimehin. &quot;Estes casamentos criam uma situa&ccedil;&atilde;o em que as meninas criam crian&ccedil;as sem estarem f&iacute;sica ou psicologicamente preparadas&quot;, acrescentou. No N&iacute;ger, cerca de tr&ecirc;s quartos das mulheres se casam ainda na adolesc&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>As meninas gr&aacute;vidas entre dez e 14 anos t&ecirc;m cinco vezes mais probabilidades de morrer durante a gravidez do que as que est&atilde;o na faixa dos 20 anos, segundo informe do Fundo das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Inf&acirc;ncia (Unicef), enquanto com idades entre 15 e 19 t&ecirc;m o dobro de probabilidades. A Carmma se concentra principalmente na sa&uacute;de das mulheres, mas os homens t&ecirc;m um papel importante na campanha. Osotimehin disse que todos devem se dar conta de que as altas taxas de mortalidade materna n&atilde;o s&atilde;o aceit&aacute;veis. &quot;Temos que falar com os homens porque s&atilde;o os que causam estes problemas&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Gazard concorda que a participa&ccedil;&atilde;o masculina &eacute; crucial. &quot;Sem eles n&atilde;o conseguir&iacute;amos reduzir a mortalidade materna&quot;, afirmou. Para envolver os homens, Benin lan&ccedil;ou um projeto em que os incentiva a acompanhar as esposas nos exames pr&eacute;-natais.<\/p>\n<p>At&eacute; agora, a Guin&eacute; Equatorial &eacute; o &uacute;nico pa&iacute;s africano entre os dez que alcan&ccedil;aram o quinto ODM. Figuras influentes como Michelle Bachelet, diretora-executiva da ONU Mulheres, est&atilde;o convencidas de que pouqu&iacute;ssimos pa&iacute;ses africanos conseguir&atilde;o reduzir a mortalidade materna em 75% at&eacute; 2015. &quot;Temos que nos concentrar em aumentar os esfor&ccedil;os, mas j&aacute; temos que come&ccedil;ar a pensar no que acontecer&aacute; depois de 2015&quot;, disse Bachele &agrave; IPS. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Adis Abeba, Eti&oacute;pia, 30\/01\/2013 &ndash; A cada dia morrem, em m&eacute;dia, 452 mulheres na &Aacute;frica subsaariana por complica&ccedil;&otilde;es derivadas da gravidez e do parto. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/01\/africa\/a-difcil-reduo-da-mortalidade-materna-na-frica\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1335,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,7],"tags":[21,24],"class_list":["post-11299","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-saude","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11299","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1335"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11299"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11299\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11299"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11299"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11299"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}