{"id":11312,"date":"2013-02-01T09:29:17","date_gmt":"2013-02-01T09:29:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11312"},"modified":"2013-02-01T09:29:17","modified_gmt":"2013-02-01T09:29:17","slug":"japo-necessitado-de-mo-de-obra-despreza-as-mulheres","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/direitos-humanos\/japo-necessitado-de-mo-de-obra-despreza-as-mulheres\/","title":{"rendered":"Jap&atilde;o, necessitado de m&atilde;o de obra, despreza as mulheres"},"content":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, Jap&atilde;o, 01\/02\/2013 &ndash; Apesar das leis progressistas e um sustentado aumento no n&uacute;mero de mulheres empregadas, o Jap&atilde;o est&aacute; atrasado em mat&eacute;ria de igualdade de g&ecirc;nero.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11312\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Japao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11312\" class=\"size-medium wp-image-11312\" title=\"Japao Jap&atilde;o, necessitado de m&atilde;o de obra, despreza as mulheres Homens no Jap&atilde;o se dirigem ao trabalho. Continuam sendo maioria no campo profissional. - Daan Bauwens\/IPS.\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Japao.jpg\" alt=\"Japao Jap&atilde;o, necessitado de m&atilde;o de obra, despreza as mulheres Homens no Jap&atilde;o se dirigem ao trabalho. Continuam sendo maioria no campo profissional. - Daan Bauwens\/IPS.\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11312\" class=\"wp-caption-text\">Japao Jap&atilde;o, necessitado de m&atilde;o de obra, despreza as mulheres Homens no Jap&atilde;o se dirigem ao trabalho. Continuam sendo maioria no campo profissional. - Daan Bauwens\/IPS.<\/p><\/div>  H&aacute; uma discrimina&ccedil;&atilde;o generalizada que se tornou mais sutil nos &uacute;ltimos anos. O Jap&atilde;o &eacute; um dos pa&iacute;ses mais industrializados do mundo, mas sempre se manteve apegado &agrave;s suas tradi&ccedil;&otilde;es. Al&eacute;m disso, os pap&eacute;is tradicionais de g&ecirc;nero tamb&eacute;m s&atilde;o uma fonte de desigualdade na terceira economia do mundo.<\/p>\n<p>Segundo o Programa das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para o Desenvolvimento (Pnud), o Jap&atilde;o &eacute; o pa&iacute;s rico mais desigual do mundo neste aspecto, e isto tende a se ampliar. Em outubro, o informe anual do F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial sobre brecha de g&ecirc;nero baixou o Jap&atilde;o de categoria, do 99&ordm; para o 101&ordm; lugar, junto com Tajiquist&atilde;o e G&acirc;mbia, em termos de igualdade pol&iacute;tica e social.<\/p>\n<p>A professora de sociologia Yuko Ogasawara, da Universidade de Nihon, em T&oacute;quio, n&atilde;o se surpreende com a degrada&ccedil;&atilde;o. &quot;Neste pa&iacute;s continua sendo imposs&iacute;vel combinar trabalho e fam&iacute;lia&quot;, disse &agrave; IPS. &quot;Essa &eacute; a principal raz&atilde;o da desigualdade. Espera-se que homens e mulheres trabalhem at&eacute; &agrave;s 22 horas todos os dias. Se voc&ecirc; quer formar uma fam&iacute;lia, obviamente isto &eacute; um obst&aacute;culo&quot;, observou.<\/p>\n<p>H&aacute; 15 anos, Ogasawara publicou Mulheres de escrit&oacute;rio e homens assalariados, no qual descreve o t&iacute;pico uso do espa&ccedil;o em um escrit&oacute;rio no Jap&atilde;o, onde as mulheres devem realizar tarefas administrativas e servir ch&aacute;, enquanto os homens sobem na escala hier&aacute;rquica. &quot;Mudou muito desde ent&atilde;o&quot;, apontou a professora &agrave; IPS. &quot;H&aacute; mais mulheres em cargos executivos, elas t&ecirc;m mais oportunidades. No entanto, h&aacute; um problema que persiste: 70% delas deixam de trabalhar ap&oacute;s terem o primeiro filho&quot;, acrescentou Ogasawara.<\/p>\n<p>&quot;Depois de criar os filhos, &eacute; muito dif&iacute;cil para as mulheres voltarem a trabalhar&quot;, pontuou Kathy Matsui, economista de um dos maiores bancos do Jap&atilde;o, que estuda o emprego feminino neste pa&iacute;s desde 1999. &quot;Frequentemente, o problema est&aacute; dentro das organiza&ccedil;&otilde;es e em seus sistemas de avalia&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou &agrave; IPS. &quot;A maioria dos departamentos de recursos humanos rejeita as mulheres quando h&aacute; um vazio de dez anos em seu curr&iacute;culo. Para eles significa que se esqueceram de tudo o que aprenderam e, portanto, n&atilde;o est&atilde;o aptas para serem contratadas. &Eacute; uma discrimina&ccedil;&atilde;o sutil&quot;, explicou.<\/p>\n<p>&quot;As mulheres que querem refazer suas carreiras s&oacute; conseguem trabalho de tempo parcial por um sal&aacute;rio baixo&quot;, detalhou Ogasawara. &quot;Est&atilde;o muito mal remuneradas em compara&ccedil;&atilde;o com quem trabalha em tempo integral, por isto muitas companhias querem manter o sistema como est&aacute;, pois t&ecirc;m m&atilde;o de obra barata&quot;, ressaltou. A discrimina&ccedil;&atilde;o est&aacute; profundamente enraizada nas institui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&quot;O Jap&atilde;o tem muitas leis contra a discrimina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero&quot;, disse Yoshiyuki Takeuchi, professora de economia da Universidade de Osaka. &quot;Mas os sistemas de impostos, de pens&otilde;es, a seguridade social e o seguro de sa&uacute;de est&atilde;o baseados em um modelo de fam&iacute;lia de quatro membros, com um pai que trabalha e uma m&atilde;e que cuida das tarefas dom&eacute;sticas&quot;, explicou Takeuchi.<\/p>\n<p>Neste pa&iacute;s &quot;as empresas pagam sal&aacute;rios maiores para os homens com esposas que n&atilde;o trabalham. As mulheres que retomam um emprego em meio per&iacute;odo t&ecirc;m menor renda. Estas s&atilde;o normas e leis criadas na d&eacute;cada de 1970 em fun&ccedil;&atilde;o da realidade econ&ocirc;mica da &eacute;poca, e n&atilde;o mudaram muito. Atualmente, impedem que as mulheres voltem a trabalhar&quot;, acrescentou Takeuchi.<\/p>\n<p>Mas a realidade econ&ocirc;mica japonesa muda muito r&aacute;pido. Este pa&iacute;s est&aacute; muito comprometido pela paralisa&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica iniciada h&aacute; 20 anos. A popula&ccedil;&atilde;o envelhece rapidamente, a taxa de natalidade diminui e as previs&otilde;es indicam que a popula&ccedil;&atilde;o diminuir&aacute; 30% at&eacute; 2055. &quot;A popula&ccedil;&atilde;o diminui e o pa&iacute;s n&atilde;o est&aacute; muito aberto &agrave; imigra&ccedil;&atilde;o&quot;, apontou Matsui.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o h&aacute; outra solu&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o ser aproveitar mais a popula&ccedil;&atilde;o existente. As mulheres representam 50% dos habitantes do pa&iacute;s, t&ecirc;m um elevado n&iacute;vel de educa&ccedil;&atilde;o, mas deixam de trabalhar ao chegarem a determinada idade&quot;, disse Matsui. &quot;N&atilde;o h&aacute; outra op&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o ser tomar medidas para que as mulheres continuem trabalhando. N&atilde;o &eacute; uma perspectiva feminista, mas uma an&aacute;lise objetiva de uma economista&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Entretanto, a sociedade japonesa n&atilde;o parece muito disposta a aceitar essa ideia. Uma pesquisa do governo, realizada em dezembro, revelou que 51% dos entrevistados pensam que as mulheres devem ficar em casa e cuidar da fam&iacute;lia, enquanto os maridos trabalham. Essa quantidade &eacute; 10,3% mais do que o resultado de um estudo semelhante feito em 2009. O aumento foi especialmente destacado na faixa et&aacute;ria entre 20 e 30 anos.<\/p>\n<p>&quot;A atual gera&ccedil;&atilde;o jovem sabe como &eacute; crescer com uma m&atilde;e que trabalha&quot;, explicou Suzanne Akieda, arque&oacute;loga belga que vive e trabalha no Jap&atilde;o h&aacute; 40 anos. &quot;Antes, muitas mulheres deixaram de lado sua vida pessoal para seguir uma carreira. Agora, muitas come&ccedil;aram a reconsiderar se isso foi correto. Essa &eacute; a rea&ccedil;&atilde;o&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, Jap&atilde;o, 01\/02\/2013 &ndash; Apesar das leis progressistas e um sustentado aumento no n&uacute;mero de mulheres empregadas, o Jap&atilde;o est&aacute; atrasado em mat&eacute;ria de igualdade de g&ecirc;nero. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/direitos-humanos\/japo-necessitado-de-mo-de-obra-despreza-as-mulheres\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":45,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,11],"tags":[17,21,24],"class_list":["post-11312","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-politica","tag-asia-e-pacifico","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11312","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/45"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11312"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11312\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11312"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11312"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11312"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}