{"id":1133,"date":"2005-10-25T00:00:00","date_gmt":"2005-10-25T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1133"},"modified":"2005-10-25T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-25T00:00:00","slug":"oriente-mdio-plano-de-genebra-torna-se-importante-aliado-da-paz-na-regio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/america-latina\/oriente-mdio-plano-de-genebra-torna-se-importante-aliado-da-paz-na-regio\/","title":{"rendered":"Oriente M&eacute;dio: Plano de Genebra torna-se importante aliado da paz na regi&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Budapeste, 25\/10\/2005 &ndash; O plano Genebra, lan&ccedil;ado nessa cidade su&iacute;&ccedil;a em 1&ordm; de dezembro de 2003, foi decisivo para impulsionar a retirada israelense do territ&oacute;rio palestino de Gaza, e uma ativa campanha na m&iacute;dia poderia convert&ecirc;-lo em um guia essencial para futuras negocia&ccedil;&otilde;es bilaterais. Este acordo alternativo foi resultado de um esfor&ccedil;o extra-oficial patrocinado pela Su&iacute;&ccedil;a e realizado por pol&iacute;ticos, acad&ecirc;micos e membros da sociedade civil dos dois lados do conflito israelense-palestino, e pretendia demonstrar que um entendimento vi&aacute;vel n&atilde;o era apenas desej&aacute;vel, mas tamb&eacute;m realista.<br \/> <!--more--> <br \/> Al&eacute;m de estipular uma completa retirada israelense de Gaza e da Cisjord&acirc;nia, o Plano de Genebra estabeleceu solu&ccedil;&otilde;es para temas espinhosos como o status de Jerusal&eacute;m e a repatria&ccedil;&atilde;o de refugiados. A capital seria divida entre dois Estados soberanos com base nas fronteiras anteriores &agrave; Guerra dos Seis Dias (junho de 1967), enquanto o regresso em massa de refugiados palestinos seria evitado em troca de compensa&ccedil;&atilde;o financeira. O primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, que se op&ocirc;s fortemente ao plano, agora admitiu que sua decis&atilde;o unilateral de se retirar de Gaza (em agosto deste ano) foi, em parte, uma resposta &agrave; crescente import&acirc;ncia do Plano de Genebra.<\/p>\n<p> &quot;Sharon se sentiu amea&ccedil;ado&quot;, disse &agrave; IPS Yossi Beilin, chefe da delega&ccedil;&atilde;o israelense para a iniciativa de Genebra em uma reuni&atilde;o sobre o plano realizada em Budapeste em meados deste m&ecirc;s. &quot;Ele agiu para que o mundo n&atilde;o o obrigasse&quot;, afirmou. Beilin disse que o Plano de Genebra continua sendo efetivo. &quot;Mesmo quando o Mapa da Paz n&atilde;o est&aacute; implementado em absoluto, temos de encontrar maneiras de avan&ccedil;ar. Qualquer vazio ser&aacute; preenchido com viol&ecirc;ncia&quot;, acrescentou. Participantes do encontro de Budapeste disseram que o Mapa da Paz, um plano patrocinado por Estados Unidos, R&uacute;ssia, Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, &eacute; um esfor&ccedil;o bem intencionado, mas n&atilde;o &eacute; levado a s&eacute;rio por nenhuma das partes. Por ser vago e com falta de detalhes, freq&uuml;entemente conduziu ao unilateralismo e ao adiamento dos problemas reais, que, por outro lado, s&atilde;o abordados pelo Plano de Genebra, afirmaram.<\/p>\n<p> Expoentes da linha dura dos dois lados do conflito freq&uuml;entemente rotulam as propostas de Genebra como concess&otilde;es inaceit&aacute;veis e trai&ccedil;&atilde;o dos interesses nacionais. Beilin disse &agrave; confer&ecirc;ncia de Budapeste que as concess&otilde;es s&atilde;o feitas somente em momentos de verdade. &quot;O &oacute;dio existe, mas n&atilde;o &eacute; imposs&iacute;vel de ser vencido&quot;, afirmou. &quot;As linhas vermelhas do outro lado nunca s&atilde;o t&atilde;o r&iacute;gidas quanto se julga. Este foi um &ecirc;xito do Plano de Genebra. Poder&aacute; n&atilde;o ser o acordo real, mas ainda n&atilde;o tem competidor&quot;. Yasser Abed Rabbo, chefe da delega&ccedil;&atilde;o Palestina, disse que o Plano de Genebra poderia preencher os vazios deixados por negocia&ccedil;&otilde;es pr&eacute;vias. &quot;Se amanh&atilde; nos sentarmos para negociar, o modelo de Genebra ser&aacute; a &uacute;nica solu&ccedil;&atilde;o balanceada. Isto n&atilde;o &eacute; ideologia, &eacute; experi&ecirc;ncia&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Partid&aacute;rios do plano afirmam que ele conta com 40% de aprova&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica nas duas partes do conflito e que esse apoio est&aacute; crescendo. Isto poderia transformar o plano em um ponto de refer&ecirc;ncia para esfor&ccedil;os futuros. Daniel Dor, especialista em comunica&ccedil;&otilde;es da Universidade de Telavive, apelou para &quot;aqueles elementos que podem mudar os padr&otilde;es da m&iacute;dia de ambos os lados para cooperar&quot;, tornando as propostas de Genebra mais realistas aos olhos do p&uacute;blico. &quot;A opini&atilde;o p&uacute;blica israelense, em &uacute;ltima inst&acirc;ncia, &eacute; a &uacute;nica for&ccedil;a&quot;, disse Avi Primor, analista do Centro Herzliya em Israel. &quot;A comunidade internacional necessita apoiar a sociedade civil e as iniciativas locais favor&aacute;veis ao processo de paz. &Eacute; a &uacute;nica maneira de pressionar o governo israelense&quot;, afirmou.<\/p>\n<p> Primor tamb&eacute;m acusou o lado palestino de &quot;n&atilde;o ter compreendido realmente como falar &agrave; opini&atilde;o p&uacute;blica de Israel&quot;. Disse que os palestinos deveriam dar o primeiro passo para convencer os israelenses de suas inten&ccedil;&otilde;es. &quot;Os israelenses s&oacute; se preocupam com a seguran&ccedil;a, e se deveria garantir-lhes isso&quot;, afirmou. &quot;Sei que isto pode soar injusto, mas &eacute; efetivo&quot;, ressaltou. Samit Al-Abed, membro da delega&ccedil;&atilde;o da Palestina, disse que n&atilde;o se podia por semelhante peso nos ombros dos palestinos. &quot;Se est&atilde;o confiscando nossa terra e destruindo nossos pr&eacute;dios, n&oacute;s mesmos temos que nos preocupar com a opini&atilde;o p&uacute;blica israelense? E a nossa opini&atilde;o p&uacute;blica?&quot;, perguntou.<\/p>\n<p> Mas Al-Abed disse que se deveria dar mais passos rumo &aacute; oficializa&ccedil;&atilde;o do plano. &quot;Necessitamos de uma posi&ccedil;&atilde;o europ&eacute;ia forte, porque precisamos de justi&ccedil;a. N&atilde;o vemos justi&ccedil;a na Am&eacute;rica (EUA)&quot;. Os Estados Unidos n&atilde;o apoiar&atilde;o o Plano de Genebra, afirmou Clayton Swisher, do Instituto para o Oriente M&eacute;dio, com sede em Washington. Esse pa&iacute;s &quot;n&atilde;o quer uma solu&ccedil;&atilde;o feita em uma Europa de &#039;esquerda&#039; e &quot;que come chocolate&quot;, disse Swisher se referindo &agrave; Su&iacute;&ccedil;a. As duas partes devem &quot;promover n&atilde;o o Plano de Genebra, mas seu esp&iacute;rito&quot;, ressaltou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Budapeste, 25\/10\/2005 &ndash; O plano Genebra, lan&ccedil;ado nessa cidade su&iacute;&ccedil;a em 1&ordm; de dezembro de 2003, foi decisivo para impulsionar a retirada israelense do territ&oacute;rio palestino de Gaza, e uma ativa campanha na m&iacute;dia poderia convert&ecirc;-lo em um guia essencial para futuras negocia&ccedil;&otilde;es bilaterais. Este acordo alternativo foi resultado de um esfor&ccedil;o extra-oficial patrocinado pela Su&iacute;&ccedil;a e realizado por pol&iacute;ticos, acad&ecirc;micos e membros da sociedade civil dos dois lados do conflito israelense-palestino, e pretendia demonstrar que um entendimento vi&aacute;vel n&atilde;o era apenas desej&aacute;vel, mas tamb&eacute;m realista.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/america-latina\/oriente-mdio-plano-de-genebra-torna-se-importante-aliado-da-paz-na-regio\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1133","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1133"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1133\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}