{"id":11387,"date":"2013-02-18T07:59:17","date_gmt":"2013-02-18T07:59:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11387"},"modified":"2013-02-18T07:59:17","modified_gmt":"2013-02-18T07:59:17","slug":"derretimento-do-permafrost-ameaa-mais-do-que-se-pensava","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/mundo\/derretimento-do-permafrost-ameaa-mais-do-que-se-pensava\/","title":{"rendered":"Derretimento do permafrost amea&ccedil;a mais do que se pensava"},"content":{"rendered":"<p>Uxbridge Canad&aacute;, 18\/02\/2013 &ndash; Cientistas descobriram que, quando o permafrost (gelo permanente) derrete e o carbono preso nele &eacute; liberado e exposto &agrave; luz do Sol, ele se converte em di&oacute;xido de carbono em ritmo 40% mais veloz.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11387\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/rachaduras.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11387\" class=\"size-medium wp-image-11387\" title=\"Rachaduras no permafrost do \u00c3\u0081rtico vistas de um helic&oacute;ptero. - Brocken Inaglory\/cc by 3.0\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/rachaduras.jpg\" alt=\"Rachaduras no permafrost do \u00c3\u0081rtico vistas de um helic&oacute;ptero. - Brocken Inaglory\/cc by 3.0\" width=\"200\" height=\"140\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11387\" class=\"wp-caption-text\">Rachaduras no permafrost do \u00c3\u0081rtico vistas de um helic&oacute;ptero. - Brocken Inaglory\/cc by 3.0<\/p><\/div>  &quot;Isto realmente muda o rumo do debate&quot; sobre quando e quanto carbono &eacute; liberado na medida em que o permafrost derrete devido a temperaturas ainda mais altas no &Aacute;rtico, afirmou a pesquisadora Rose Cory, da Universidade da Carolina do Norte.<\/p>\n<p>H&aacute; 13 milh&otilde;es de quil&ocirc;metros quadrados de permafrost no Alasca, Canad&aacute;, Sib&eacute;ria e partes da Europa. Como a IPS j&aacute; informou, um estudo de 2011 estima que o aquecimento global poder&aacute; liberar carbono do permafrost suficiente para elevar em tr&ecirc;s graus a temperatura global, al&eacute;m do produzido pelas emiss&otilde;es humanas derivadas do petr&oacute;leo, g&aacute;s e carv&atilde;o. As emiss&otilde;es humanas est&atilde;o causando um aquecimento que se encaminha para os quatro graus, alertou na semana passada a Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (AIE).<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;ria uma r&aacute;pida &quot;descarboniza&ccedil;&atilde;o do fornecimento el&eacute;trico&quot; para evitar esse futuro, disse essa entidade ao divulgar um novo livro, intitulado Electricity in a Climate-Constrained World (A Eletricidade em um Mundo Climaticamente Limitado). &quot;As solu&ccedil;&otilde;es s&atilde;o bem conhecidas: maior efici&ecirc;ncia energ&eacute;tica, mais pesquisas e desenvolvimento da produ&ccedil;&atilde;o de energia de baixo carbono, e coloca&ccedil;&atilde;o de um pre&ccedil;o realista para o carbono&quot;, indica o livro.<\/p>\n<p>As proje&ccedil;&otilde;es da AIE n&atilde;o incluem as emiss&otilde;es de carbono do permafrost. Os modelos clim&aacute;ticos tampouco, disse Cory &agrave; IPS. E ningu&eacute;m levou em conta a recente descoberta de que a luz solar acelera a convers&atilde;o de carbono antigo em di&oacute;xido de carbono. &quot;Neste momento tentamos aprofundar esta descoberta para obter uma estimativa de quanto carbono poder&aacute; ser liberado&quot;, explicou.<\/p>\n<p>Cory e seus colegas estudaram regi&otilde;es do &Aacute;rtico no Alasca, onde o permafrost est&aacute; derretendo e fazendo entrar em colapso a superf&iacute;cie de terra que o recobre, formando buracos causados por eros&atilde;o e deslizamentos de terra, al&eacute;m de expor &agrave; luz do Sol solos enterrados durante muito tempo. Conclu&iacute;ram que a luz do Sol aumenta em pelo menos 40% a convers&atilde;o bactericida do carbono do solo exposto em di&oacute;xido de carbono, em compara&ccedil;&atilde;o com o carbono que permanece na escurid&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;Isto significa que o carbono do permafrost &eacute; potencialmente um fator enorme que ajudar&aacute; a determinar a rapidez com que a Terra esquenta&quot;, explicou o coautor do informe, George Kling, da Universidade de Michigan. &quot;N&atilde;o podemos dizer a rapidez com que este carbono do &Aacute;rtico retroalimentar&aacute; o ciclo global do carbono e acelerar&aacute; o aquecimento clim&aacute;tico sobre a Terra, mas o fato de que estar&aacute; exposto &agrave; luz significa que ocorrer&aacute; mais rapidamente do que pens&aacute;vamos&quot;, detalhou Kling em um comunicado.<\/p>\n<p>A equipe informou sobre suas descobertas em um artigo publicado no dia 11 deste m&ecirc;s na vers&atilde;o para a internet da revista norte-americana Proceedings of the National Academy of Sciences. Uma vez que o &Aacute;rtico esquente o suficiente, as emiss&otilde;es de carbono e metano derivadas do derretimento do permafrost iniciar&atilde;o uma retroalimenta&ccedil;&atilde;o que amplificar&aacute; o atual ritmo de aquecimento, disse anteriormente &agrave; IPS o cientista Kevin Schaefer, do Centro Nacional de Dados sobre Neve e Gelo (NSIDC) de Boulder, no Estado norte-americano do Colorado.<\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; estimativas precisas sobre as emiss&otilde;es de metano, um g&aacute;s cujo efeito estufa &eacute; 40 vezes mais potente do que o do di&oacute;xido de carbono. O metano pode ter um grande impacto sobre as temperaturas no curto prazo, assegurou Schaefer. Em 2011, sua pesquisa mostrou que faltavam apenas entre 15 e 20 anos para o permafrost chegar ao seu &quot;ponto de inflex&atilde;o&quot;. &Agrave; luz da descoberta de Cory, agora isto ter&aacute; que ser revisto. A &uacute;nica pergunta &eacute; com que anteced&ecirc;ncia acontecer&aacute;.<\/p>\n<p>&Eacute; necess&aacute;rio nos preparamos para um mundo cinco graus mais quente, disse Robert Watson, ex-presidente do Grupo Intergovernamental de Especialistas sobre a Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica (IPCC). Ao falar no dia 12 em um simp&oacute;sio em Londres, Watson, diretor cient&iacute;fico do Centro Tyndall para a Pesquisa sobre a Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica, observou que o mundo perdeu sua oportunidade de permanecer abaixo dos dois graus. &quot;Todas as evid&ecirc;ncias, na minha opini&atilde;o, sugerem que vamos rumo a um mundo com aquecimento entre tr&ecirc;s e cinco graus&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Quando Watson foi presidente do IPCC, entre 1997 e 2002, existia grande otimismo quanto a ser feito um acordo mundial para limitar as emiss&otilde;es contaminantes. &quot;Esper&aacute;vamos que as emiss&otilde;es n&atilde;o aumentassem no ritmo tremendo em que est&atilde;o ocorrendo&quot;, declarou ao servi&ccedil;o brit&acirc;nico de not&iacute;cias Climate News Network. Agora, &quot;todas as promessas do mundo, que em todo caso &eacute; improv&aacute;vel cumprirmos, n&atilde;o nos dar&atilde;o um mundo com aquecimento de apenas dois graus&quot;, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uxbridge Canad&aacute;, 18\/02\/2013 &ndash; Cientistas descobriram que, quando o permafrost (gelo permanente) derrete e o carbono preso nele &eacute; liberado e exposto &agrave; luz do Sol, ele se converte em di&oacute;xido de carbono em ritmo 40% mais veloz. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/mundo\/derretimento-do-permafrost-ameaa-mais-do-que-se-pensava\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":194,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4],"tags":[21],"class_list":["post-11387","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11387","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/194"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11387"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11387\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11387"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11387"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11387"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}