{"id":1139,"date":"2005-10-26T00:00:00","date_gmt":"2005-10-26T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1139"},"modified":"2005-10-26T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-26T00:00:00","slug":"economia-washington-pequim-e-a-balana-comercial","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/mundo\/economia-washington-pequim-e-a-balana-comercial\/","title":{"rendered":"Economia: Washington, Pequim e a balan&ccedil;a comercial"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 26\/10\/2005 &ndash; Os Estados Unidos redobraram esta semana a press&atilde;o sobre a China para obter reformas econ&ocirc;micas que contenham o explosivo super&aacute;vit do gigante asi&aacute;tico no com&eacute;rcio bilateral. O governo de George W. Bush considera que adotar medidas protecionistas contra a China seria prejudicial para as companhias norte-americanas, que dependem de economias abertas e t&ecirc;m um crescente n&uacute;mero de neg&oacute;cios nesse pa&iacute;s. O secret&aacute;rio de Com&eacute;rcio norte-americano, Carlos Guti&eacute;rrez, disse na segunda-feira que a China deveria realizar mudan&ccedil;as econ&ocirc;micas e financeiras para converter-se em destino ainda mais atraente para investimentos e conter o crescente d&eacute;ficit comercial dos Estados Unidos com essa na&ccedil;&atilde;o, que no ano passado chegou &agrave; cifra sem precedentes de US$ 162 bilh&otilde;es.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;Quando medida por tamanho ou pela natureza complementar de nossa economia, a China oferece grandes promessas de neg&oacute;cios para os Estados Unidos, mas sempre que seja sob os termos apropriados do com&eacute;rcio&quot;, disse o funcion&aacute;rio. Guti&eacute;rrez destacou que esses termos significam liberaliza&ccedil;&atilde;o comercial e abertura para empresas estrangeiras. &quot;Pedimos que a China se converta em um ator respons&aacute;vel dentro do sistema econ&ocirc;mico mundial, alinhando sua economia aos princ&iacute;pios do mercado&quot;, disse Guti&eacute;rrez em um discurso na Confer&ecirc;ncia de Atualiza&ccedil;&atilde;o sobre Controles e Pol&iacute;ticas de Exporta&ccedil;&atilde;o, um encontro anual de empres&aacute;rios em Washington.<\/p>\n<p> Mais especificamente, os Estados Unidos pressionam a China para que coloque em pr&aacute;tica uma s&eacute;rie de reformas que incluam leis de prote&ccedil;&atilde;o da propriedade intelectual, revaloriza&ccedil;&atilde;o do yuan e limites &agrave; reexporta&ccedil;&atilde;o de produtos de alta tecnologia norte-americanos. Washington diz que dois ter&ccedil;os de todos os bens falsificados apreendidos pelas autoridades aduaneiras norte-americanas procedem da China, e que cerca de 90% dos programas de computa&ccedil;&atilde;o vendidos pelos chineses s&atilde;o pirateados. O secret&aacute;rio do Tesouro, John Snow, e o hoje ex-presidente da Reserva Federal, Alan Greenspan, visitaram a China na semana passada para estimular uma reforma monet&aacute;ria nesse pa&iacute;s, algo que Washington considera b&aacute;sico para equilibrar o interc&acirc;mbio.<\/p>\n<p> Washington calcula que a pol&iacute;tica econ&ocirc;mica de Pequim desvalorizou o yuan em 40%, o que torna as exporta&ccedil;&otilde;es chinesas artificialmente muito baratas, contribuindo para aumentar o d&eacute;ficit comercial norte-americano. Diante da press&atilde;o dos Estados Unidos, o governo chin&ecirc;s valorizou sua moeda em 2,1% em julho, mas Washington quer mais. Entretanto, a China afirma que n&atilde;o pode se arriscar a prejudicar seu auge exportador, pois milh&otilde;es de seus cidad&atilde;os dependem dessa atividade. Os norte-americanos tamb&eacute;m querem que Pequim garanta que os produtos de alta tecnologia exportados pelos Estados Unidos para a China n&atilde;o acabem em m&atilde;os de pa&iacute;ses &quot;hostis&quot;.<\/p>\n<p> O governo Bush tamb&eacute;m pede que Pequim habilite uma competi&ccedil;&atilde;o justa entre as empresas locais e estrangeiras, sobretudo nos setores de servi&ccedil;os financeiros, bancos e seguros. Washington acusou os chineses de subsidiarem as empresas locais, e Pequim se comprometeu a apresentar um detalhado informe de suas subven&ccedil;&otilde;es perante a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio at&eacute; o final deste ano. &quot;Do ponto de vista dos Estados Unidos, a rela&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica com a China precisa melhorar, para dizer o m&iacute;nimo. Sem uma melhoria, existem riscos de serem adotadas restri&ccedil;&otilde;es ao com&eacute;rcio entre nossos pa&iacute;ses&quot;, disse Guti&eacute;rrez.<\/p>\n<p> A economia chinesa cresce de forma sustentada, e &eacute; cada vez mais importante para os empres&aacute;rios norte-americanos. A China se converteu no terceiro s&oacute;cio comercial dos Estados Unidos e no sexto mercado para suas exporta&ccedil;&otilde;es. No ano passado, as vendas norte-americanas de bens e servi&ccedil;os para o mercado chin&ecirc;s somaram US$ 42 bilh&otilde;es, convertendo esse pa&iacute;s asi&aacute;tico no mercado de maior crescimento para produtos manufaturados dos Estados Unidos. As exporta&ccedil;&otilde;es norte-americanas de computadores e outros equipamentos eletr&ocirc;nicos para a China aumentaram 20% entre 2002 e 2003, somando US$ 7 bilh&otilde;es, enquanto as vendas de produtos qu&iacute;micos cresceram 24% no mesmo per&iacute;odo com US$ 3,7 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p> Os investimentos norte-americanos na China somam US$ 50 bilh&otilde;es. Isto explica o motivo de o governo Bush, promotor do livre com&eacute;rcio e da abertura de novos mercados para empresas de seu pa&iacute;s, rejeitar os pedidos do Congresso de adotar medidas protecionistas contra a China, diante das queixas dos fabricantes norte-americanos contra a entrada de produtos chineses baratos. Legisladores norte-americanos alertaram no come&ccedil;o deste m&ecirc;s que discutiriam a ado&ccedil;&atilde;o de novas tarifas alfandeg&aacute;rias se Pequim n&atilde;o atender as demandas de Washington. O senador Charles Schumer, do opositor Partido Democrata, amea&ccedil;ou apresentar um projeto de lei impondo tarifas de, pelo menos, 27,5% &agrave;s importa&ccedil;&otilde;es chinesas a partir de 24 de novembro.<\/p>\n<p> No entanto, Guti&eacute;rrez disse que esse tipo de amea&ccedil;a &eacute; obsoleta atualmente, porque n&atilde;o se ajustam &agrave; arquitetura comercial mundial, e destacou que o crescimento chin&ecirc;s est&aacute; criando empregos nos Estados Unidos. Empresas e trabalhadores norte-americanos se beneficiam do crescente poder de compra dos 1,3 bilh&atilde;o de consumidores chineses. &quot;Pensem nos ganhos das empresas que fazem neg&oacute;cios com a China&quot;, disse o secret&aacute;rio de Com&eacute;rcio. &quot;Temos que recha&ccedil;ar drasticamente a medida medieval oferecida pelos que promovem um isolamento econ&ocirc;mico. O protecionismo j&aacute; fracassou no passado, e estas pol&iacute;ticas nos far&atilde;o fracassar novamente se foram erguidas barreiras comerciais sobre velhos e antiquados fundamentos protecionistas&quot;, acrescentou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 26\/10\/2005 &ndash; Os Estados Unidos redobraram esta semana a press&atilde;o sobre a China para obter reformas econ&ocirc;micas que contenham o explosivo super&aacute;vit do gigante asi&aacute;tico no com&eacute;rcio bilateral. O governo de George W. Bush considera que adotar medidas protecionistas contra a China seria prejudicial para as companhias norte-americanas, que dependem de economias abertas e t&ecirc;m um crescente n&uacute;mero de neg&oacute;cios nesse pa&iacute;s. O secret&aacute;rio de Com&eacute;rcio norte-americano, Carlos Guti&eacute;rrez, disse na segunda-feira que a China deveria realizar mudan&ccedil;as econ&ocirc;micas e financeiras para converter-se em destino ainda mais atraente para investimentos e conter o crescente d&eacute;ficit comercial dos Estados Unidos com essa na&ccedil;&atilde;o, que no ano passado chegou &agrave; cifra sem precedentes de US$ 162 bilh&otilde;es.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/mundo\/economia-washington-pequim-e-a-balana-comercial\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1139","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1139","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1139"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1139\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1139"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1139"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1139"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}