{"id":11395,"date":"2013-02-19T09:56:40","date_gmt":"2013-02-19T09:56:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11395"},"modified":"2013-02-19T09:56:40","modified_gmt":"2013-02-19T09:56:40","slug":"eeuu-ir-poucas-esperanas-de-avano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/politica\/eeuu-ir-poucas-esperanas-de-avano\/","title":{"rendered":"EEUU-IR&Atilde;: Poucas esperan&ccedil;as de avan&ccedil;o"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 19\/02\/2013 &ndash; Apesar do acordo entre Ir&atilde; e os cinco membros permanentes do Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) mais a Alemanha (P5+1) para reiniciar as negocia&ccedil;&otilde;es sobre o programa nuclear de Teer&atilde; no final deste m&ecirc;s, poucos observadores nos Estados Unidos acreditam que esteja pr&oacute;ximo um avan&ccedil;o decisivo. <!--more--> O pessimismo foi refor&ccedil;ado no dia 7, quando o l&iacute;der supremo do Ir&atilde;, aiatol&aacute; Ali Khamenei, pareceu rejeitar a proposta de manter conversa&ccedil;&otilde;es bilaterais diretas com os Estados Unidos, apresentada pelo vice-presidente norte-americano, Joseph Biden, em uma importante confer&ecirc;ncia sobre seguran&ccedil;a realizada na &uacute;ltima semana de janeiro em Munique, na Alemanha. <\/p>\n<p>O chanceler iraniano, Ali Akhbar Salehi, inicialmente deu as boas-vindas a essa oferta, desde que Washington desistisse de sua &quot;ret&oacute;rica amea&ccedil;adora quanto a todas as op&ccedil;&otilde;es sobre a mesa&quot;. Por&eacute;m, Khamenei disse em um discurso no dia 9 passado a oficiais da for&ccedil;a a&eacute;rea que: &quot;essas negocia&ccedil;&otilde;es n&atilde;o resolveriam nada. Voc&ecirc;s apontam uma arma contra o Ir&atilde; dizendo que querem conversar. A na&ccedil;&atilde;o iraniana n&atilde;o se assustar&aacute; com as amea&ccedil;as&quot;. <\/p>\n<p>Isto confirmou para alguns observadores em Washington que &eacute; improv&aacute;vel que ocorram negocia&ccedil;&otilde;es s&eacute;rias &#8211; seja entre Ir&atilde; e o P5+1 (China, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, Gr&atilde;-Bretanha e R&uacute;ssia mais a Alemanha) ou em conversa&ccedil;&otilde;es bilaterais entre Teer&atilde; e Washington &#8211; antes das elei&ccedil;&otilde;es presidenciais iranianas, previstas para junho. <\/p>\n<p>&quot;Simplesmente n&atilde;o est&aacute; na natureza de Khamenei concordar com conversa&ccedil;&otilde;es desde uma posi&ccedil;&atilde;o de debilidade, e sem d&uacute;vida n&atilde;o sem a prote&ccedil;&atilde;o de que as conversa&ccedil;&otilde;es sejam realizadas por um presidente iraniano o qual possa culpar por qualquer potencial fracasso&quot; nas mesmas, escreveu Trita Parsi, presidente do Conselho Nacional Iraniano-Norte-Americano, em seu site The Daily Beast. <\/p>\n<p>Segundo Parsi, &quot;parece que Khamenei preferiria esperar at&eacute; depois das elei&ccedil;&otilde;es iranianas, tanto para encontrar maneiras de trazer o impulso de novo para o lado do Ir&atilde; como para esconder-se atr&aacute;s do novo presidente nas conversa&ccedil;&otilde;es&quot;. <\/p>\n<p>Parsi se referiu dessa forma &agrave; no&ccedil;&atilde;o generalizada em Washington de que o impacto acumulativo das san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas internacionais lideradas pelos Estados Unidos contra o Ir&atilde;, bem como a guerra civil na S&iacute;ria, enfraqueceu Teer&atilde;. Isso &quot;for&ccedil;ou&quot; uma volta &agrave; mesa de negocia&ccedil;&otilde;es, agora n&atilde;o para fazer as concess&otilde;es reclamadas pelo governo de Barack Obama e por seus aliados. <\/p>\n<p>Estas incluem acabar com o enriquecimento de ur&acirc;nio a 20% por parte de Teer&atilde;, tirar do pa&iacute;s suas reservas j&aacute; enriquecidas nessa propor&ccedil;&atilde;o, fechar sua central subterr&acirc;nea de Fordow, aceitar um regime de inspe&ccedil;&otilde;es altamente intrusivas por parte da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia At&ocirc;mica (AIEA). Tamb&eacute;m se prop&otilde;em a esclarecer todas as d&uacute;vidas dessa entidade referentes ao programa nuclear iraniano. <\/p>\n<p>Em troca, segundo funcion&aacute;rios norte-americanos, Washington &#8211; e presumivelmente os outros membros do P5+1 &#8211; estar&atilde;o preparados para reduzir as san&ccedil;&otilde;es da ONU contra o Ir&atilde;. E tamb&eacute;m para garantir o fornecimento de combust&iacute;vel nuclear para o Reator de Pesquisas de Teer&atilde;, que produz is&oacute;topos m&eacute;dicos; facilitar servi&ccedil;os &agrave; obsoleta frota de avi&otilde;es civis do Ir&atilde; e fornecer outro tipo de &quot;al&iacute;vio de san&ccedil;&otilde;es dirigidas&quot; que, no entanto, n&atilde;o incluam castigos relativos ao petr&oacute;leo &#8211; e &agrave;s finan&ccedil;as &#8211; que nos &uacute;ltimos dois anos prejudicaram particularmente a economia iraniana. <\/p>\n<p>O al&iacute;vio gradual dessas san&ccedil;&otilde;es ser&aacute; cumprido depois que o Ir&atilde; implantar de modo pleno e verific&aacute;vel sua parte do trato. Por&eacute;m, at&eacute; que se chegue a esse acordo, Washington se comprometeu a aumentar a press&atilde;o, segundo funcion&aacute;rios norte-americanos que dizem que o governo est&aacute; voltado para uma estrat&eacute;gia de impedir que o Ir&atilde; obtenha uma arma nuclear por meios militares, caso seja necess&aacute;rio. <\/p>\n<p>De fato, o governo anunciou no dia 6 que havia come&ccedil;ado a implantar novas san&ccedil;&otilde;es autorizadas pelo Congresso norte-americano que obrigariam os compradores estrangeiros do petr&oacute;leo iraniano a cumprirem certas condi&ccedil;&otilde;es. Para evitar as san&ccedil;&otilde;es, os compradores teriam que fazer os pagamentos em contas locais a partir das quais o Ir&atilde; poderia, ent&atilde;o, comprar mercadorias fabricadas localmente. <\/p>\n<p>Est&aacute; amplamente aceito que as san&ccedil;&otilde;es respondem, pelo menos em uma parte substancial, pela queda de 50% do valor do rial, a moeda iraniana; pela infla&ccedil;&atilde;o galopante e pelo aumento importante do desemprego nos &uacute;ltimos meses. Mas, ao mesmo tempo, h&aacute; cada vez mais d&uacute;vidas de que as san&ccedil;&otilde;es estejam conseguindo seu objetivo (for&ccedil;ar o Ir&atilde; a aceitar as r&iacute;gidas redu&ccedil;&otilde;es de seu programa nuclear exigidas pelos Estados Unidos) ou de que haver maiores probabilidades de o conseguirem nos pr&oacute;ximos 18 a 24 meses. <\/p>\n<p>Este &eacute; o contexto tempor&aacute;rio no qual a maioria dos especialistas acredita que Teer&atilde; poderia conseguir a capacidade de fabricar uma bomba nuclear muito rapidamente, caso se decida por isso. Na verdade, nas &uacute;ltimas semanas o Ir&atilde; come&ccedil;ou a instalar sofisticadas centr&iacute;fugas na central nuclear de Natanz que, plenamente ativadas, poder&atilde;o acelerar de modo significativo a propor&ccedil;&atilde;o do enriquecimento do ur&acirc;nio. A medida foi vista como um esfor&ccedil;o de Teer&atilde; pra fortalecer sua posi&ccedil;&atilde;o antes da reuni&atilde;o do P5+1, que acontecer&aacute; no dia 26 em Almaty, no Cazaquist&atilde;o. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, enquanto em dezembro 56% dos entrevistados em uma pesquisa de opini&atilde;o p&uacute;blica iraniana responderam que as san&ccedil;&otilde;es prejudicaram em grande parte o sustento dos iranianos, outro estudo, divulgado no dia 7 pela firma Gallup em Washington, mostra que 63% acreditam que o pa&iacute;s deveria continuar desenvolvendo seu programa nuclear. <\/p>\n<p>&Agrave; luz dos &uacute;ltimos acontecimentos, os falc&otilde;es do Ir&atilde; em Washington pedem urg&ecirc;ncia para impor san&ccedil;&otilde;es mais duras e medidas para tornar mais cr&iacute;vel o eventual uso da for&ccedil;a. Estes cobran&ccedil;as, sem d&uacute;vida, ser&atilde;o amplificadas em boa parte no pr&oacute;ximo m&ecirc;s, quando o poderoso Comit&ecirc; Estados Unidos-Israel de Assuntos P&uacute;blicos realizar sua conven&ccedil;&atilde;o anual. <\/p>\n<p>Por&eacute;m, ao mesmo tempo parece ter aumentado a convic&ccedil;&atilde;o dentro da elite da pol&iacute;tica externa quanto a ser improv&aacute;vel que uma intensifica&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es e uma a&ccedil;&atilde;o militar amea&ccedil;adora deem resultado, e que Washington deveria estar mais disposto a aliviar as san&ccedil;&otilde;es para chegar a um acordo. <\/p>\n<p>De fato, o compromisso do governo em recorrer &agrave; a&ccedil;&atilde;o militar, se for considerada necess&aacute;ria para impedir que o Ir&atilde; obtenha uma arma at&ocirc;mica, tamb&eacute;m &eacute; cada vez mais questionado, enquanto os &quot;veteranos&quot; da pol&iacute;tica externa reclamam uma estrat&eacute;gia de &quot;dissuas&atilde;o&quot; caso o Ir&atilde; chegue a adquirir a capacidade de fabricar a bomba. <\/p>\n<p>&quot;Afinal, a guerra &eacute; muito cara, imprevis&iacute;vel e perigosa para ser uma op&ccedil;&atilde;o pr&aacute;tica&quot;, disse Bruce Riedel, ex-alto analista da Ag&ecirc;ncia Central de Intelig&ecirc;ncia (CIA) para o Oriente M&eacute;dio e &Aacute;sia austral. Riedel foi encarregado em 2009 de elaborar a pol&iacute;tica para o Afeganist&atilde;o na equipe de transi&ccedil;&atilde;o de Obama e que se mant&eacute;m vinculado &agrave; Casa Branca desde seu posto atual na Brookings Institution. <\/p>\n<p>A &quot;dura op&ccedil;&atilde;o&quot; entre uma solu&ccedil;&atilde;o diplom&aacute;tica e uma guerra que criou o compromisso de Obama com a preven&ccedil;&atilde;o &quot;&eacute; um erro&quot;, escreveu no come&ccedil;o deste m&ecirc;s o projeto The Iran Primer. &quot;Mas, &eacute; muito poss&iacute;vel que o novo secret&aacute;rio de Estado, John Kerry, e Obama saiam desta armadilha reabrindo a porta &agrave; conten&ccedil;&atilde;o, embora, provavelmente, eles o chamem de outra maneira&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Leia o blog de Jim Lobe sobre pol&iacute;tica externa dos Estados Unidos em www.lobelog.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 19\/02\/2013 &ndash; Apesar do acordo entre Ir&atilde; e os cinco membros permanentes do Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) mais a Alemanha (P5+1) para reiniciar as negocia&ccedil;&otilde;es sobre o programa nuclear de Teer&atilde; no final deste m&ecirc;s, poucos observadores nos Estados Unidos acreditam que esteja pr&oacute;ximo um avan&ccedil;o decisivo. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/politica\/eeuu-ir-poucas-esperanas-de-avano\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[14,16],"class_list":["post-11395","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica","tag-america-do-norte","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11395","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11395"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11395\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11395"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11395"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11395"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}