{"id":11404,"date":"2013-02-20T08:28:51","date_gmt":"2013-02-20T08:28:51","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11404"},"modified":"2013-02-20T08:28:51","modified_gmt":"2013-02-20T08:28:51","slug":"sua-diante-de-frouxos-controles-de-mercenrios","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/economia\/sua-diante-de-frouxos-controles-de-mercenrios\/","title":{"rendered":"Su&iacute;&ccedil;a diante de frouxos controles de mercen&aacute;rios"},"content":{"rendered":"<p>Basileia, Su&iacute;&ccedil;a, 20\/02\/2013 &ndash; O governo su&iacute;&ccedil;o apresentou um projeto de lei para regular a ind&uacute;stria militar privada, mas cr&iacute;ticos afirmam que &eacute; in&uacute;til. No dia 24 de mar&ccedil;o de 2010 foi inclu&iacute;da uma nova empresa no registro comercial da Basileia.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11404\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/controle.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11404\" class=\"size-medium wp-image-11404\" title=\"A Aegis, uma empresa privada dedicada &quot;\u00c3\u00a0 seguran&ccedil;a e ao manejo de riscos&quot;\u009d, se mudou silenciosamente para a Su\u00c3\u00ad&ccedil;a. - Ray Smith\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/controle.jpg\" alt=\"A Aegis, uma empresa privada dedicada &quot;\u00c3\u00a0 seguran&ccedil;a e ao manejo de riscos&quot;\u009d, se mudou silenciosamente para a Su\u00c3\u00ad&ccedil;a. - Ray Smith\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11404\" class=\"wp-caption-text\">A Aegis, uma empresa privada dedicada &quot;\u00c3  seguran&ccedil;a e ao manejo de riscos&quot;\u009d, se mudou silenciosamente para a Su\u00c3\u00ad&ccedil;a. - Ray Smith\/IPS<\/p><\/div>  Seu nome era Aegis Group Holdings AG. Poucos meses depois, em 2 de agosto, foi informado que o grupo havia assumido o controle sobre a Aegis Defense Services Ltd., com sede em Londres.<\/p>\n<p>A Aegis descreve a si mesma como &quot;uma empresa l&iacute;der&quot; na &aacute;rea &quot;de seguran&ccedil;a privada e manejo de riscos&quot;. Assim, fornece servi&ccedil;os em todo o mundo, incluindo pa&iacute;ses devastados por guerras, como Iraque e Afeganist&atilde;o. A chegada da companhia pegou de surpresa o governo, e tamb&eacute;m o p&uacute;blico. A previs&atilde;o &eacute; de que mais empresas militares privadas se mudar&atilde;o para a Su&iacute;&ccedil;a tentando tirar proveito da estabilidade pol&iacute;tica do pa&iacute;s, dos baixos impostos e de sua imagem pac&iacute;fica e de neutralidade.<\/p>\n<p>As companhias militares privadas legalmente n&atilde;o diferem de nenhum outro fornecedor de servi&ccedil;os de seguran&ccedil;a, e as firmas ativas em &aacute;reas de conflito s&atilde;o dif&iacute;ceis de serem identificadas no registro comercial. O Departamento Federal de Justi&ccedil;a e Pol&iacute;cia estima que no pa&iacute;s operam 20 dessas empresas.<\/p>\n<p>A Su&iacute;&ccedil;a tem uma longa hist&oacute;ria de enviar agricultores pobres como mercen&aacute;rios para campos de batalha europeus. No final da Idade M&eacute;dia, os cant&otilde;es su&iacute;&ccedil;os assumiram o papel de mediadores. A queda do neg&oacute;cio dos mercen&aacute;rios come&ccedil;ou no s&eacute;culo 18 e terminou com a introdu&ccedil;&atilde;o da Constitui&ccedil;&atilde;o federal su&iacute;&ccedil;a em 1848. A partir de 1859, j&aacute; n&atilde;o era permitido combater em campos de batalha estrangeiros. Desde ent&atilde;o a &quot;neutralidade&quot; se converteu em um elemento fundamental da pol&iacute;tica externa da Su&iacute;&ccedil;a e, de um modo mitol&oacute;gico, em uma pe&ccedil;a fundamental de sua identidade coletiva.<\/p>\n<p>Muitos viram a chegada da Aegis como uma amea&ccedil;a &agrave; neutralidade do pa&iacute;s. Os pol&iacute;ticos su&iacute;&ccedil;os impulsionaram a cria&ccedil;&atilde;o de um novo contexto legal para o registro e a extens&atilde;o de licen&ccedil;as para empresas de seguran&ccedil;a privada. Josef Lang, ent&atilde;o conselheiro nacional e uma das principais figuras do Grupo Para Uma Su&iacute;&ccedil;a Sem Ex&eacute;rcito, pediu uma proibi&ccedil;&atilde;o nacional para as companhias militares privadas.<\/p>\n<p>A ministra da Justi&ccedil;a, Simonetta Sommaruga, anunciou no dia 23 de janeiro uma &quot;proibi&ccedil;&atilde;o para as companhias mercen&aacute;rias&quot;. Afirmou que a Su&iacute;&ccedil;a j&aacute; n&atilde;o serviria como base para atividades que violaram os direitos humanos. Mas, o que foi anunciado como uma &quot;proibi&ccedil;&atilde;o&quot; se mostrou ser uma regula&ccedil;&atilde;o in&uacute;til. O projeto de lei prev&ecirc; a notifica&ccedil;&atilde;o e proibi&ccedil;&atilde;o de certas atividades, mas n&atilde;o das companhias de seguran&ccedil;a privadas em si mesmas. Pro&iacute;be que firmas ou grupos empresariais com sede na Su&iacute;&ccedil;a &quot;participem diretamente de hostilidades dentro de um conflito armado no exterior&quot;.<\/p>\n<p>Em poucas palavras, &quot;isto significa que a nova lei permite &agrave;s chamadas empresas de seguran&ccedil;a agirem dentro de conflitos armados no exterior e participarem indiretamente das hostilidades&quot;, disse Josef Lang. &quot;Quem pensa que no fragor da batalha algu&eacute;m pode diferenciar entre participa&ccedil;&atilde;o &#39;direta&#39; e &#39;indireta&#39;, n&atilde;o tem ideia de como s&atilde;o as batalhas atuais&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Ulrich Petersohn, pesquisador do Centro para os Estudos sobre Seguran&ccedil;a, disse que no direito internacional a defini&ccedil;&atilde;o de &quot;participa&ccedil;&atilde;o direta em hostilidades&quot; &eacute; vaga e est&aacute; sujeita a debate. &quot;E onde termina a autodefesa?&quot;, perguntou. &quot;Obviamente, h&aacute; uma zona cinza&quot;, acrescentou. Petersohn tamb&eacute;m apresentou um dilema realista. &quot;O que se aplica quando &eacute; atacado um complexo militar custodiado por pessoal de empresas militares privadas?&quot;.<\/p>\n<p>O novo projeto de lei tamb&eacute;m pro&iacute;be essas companhias de &quot;realizarem qualquer atividade que incentive viola&ccedil;&otilde;es s&eacute;rias aos direitos humanos&quot;. Sobre isto, Lang perguntou: &quot;Por acaso significa que est&aacute; permitido incentivar viola&ccedil;&otilde;es leves dos direitos humanos?&quot;. O pol&iacute;tico do Partido Verde acredita que a lei n&atilde;o pode obrigar a Aegis a deixar a Su&iacute;&ccedil;a. &quot;Eles simplesmente prometer&atilde;o n&atilde;o participar diretamente de hostilidades em &aacute;reas de conflito, e tamb&eacute;m nada fazer para incentivar viola&ccedil;&otilde;es s&eacute;rias aos direitos humanos&quot;.<\/p>\n<p>N&atilde;o est&aacute; claro como as autoridades su&iacute;&ccedil;as poder&atilde;o controlar as atividades dos mercen&aacute;rios no terreno. Albert A. Stahel, diretor do Instituto de Estudos Estrat&eacute;gicos, com sede em W&auml;denswil, perto de Zurique, acredita ser poss&iacute;vel uma queda da atra&ccedil;&atilde;o que a Su&iacute;&ccedil;a representa para as companhias militares privadas, mas disse que as que j&aacute; est&atilde;o presentes no pa&iacute;s n&atilde;o ser&atilde;o limitadas. &quot;O Conselho Federal deveria ter proposto uma proibi&ccedil;&atilde;o clara para as empresas militares privadas, declarando expressamente que n&atilde;o toleramos nenhuma firma que participe de guerras&quot;, enfatizouo Stahel &agrave; IPS.<\/p>\n<p>Petersohn tampouco v&ecirc; uma imposi&ccedil;&atilde;o de limita&ccedil;&otilde;es legais significativas para a Aegis. &quot;No entanto, a arma mais afiada do projeto de lei &eacute; que podem ser apresentadas demandas com base em suspeitas&quot;. As companhias est&atilde;o ansiosas para evitar publicidade negativa, e isto pode coloc&aacute;-las sob press&atilde;o, explicou.<\/p>\n<p>Lang citou como exemplo a r&iacute;gida regula&ccedil;&atilde;o da Noruega. &quot;Em lugar de proibir determinadas atividades praticamente imposs&iacute;veis de serem definidas, seria mais fact&iacute;vel aplicar um crit&eacute;rio mais control&aacute;vel. As empresas norueguesas n&atilde;o t&ecirc;m permitido a entrada de armas em outros pa&iacute;ses&quot;, afirmou. No plano internacional, a Su&iacute;&ccedil;a, junto como o Comit&ecirc; Internacional da Cruz Vermelha, lan&ccedil;ou um processo que levou, em 2008, ao Documento de Montreux. Este texto intergovernamental assinado por 44 Estados cont&eacute;m uma compila&ccedil;&atilde;o de boas pr&aacute;ticas, mas n&atilde;o &eacute; legalmente vinculante.<\/p>\n<p>Inesperadamente, a lei proposta pelo governo su&iacute;&ccedil;o n&atilde;o adere &agrave;s boas pr&aacute;ticas sugeridas. O Documento de Montreux promove medidas para garantir a transpar&ecirc;ncia em autoriza&ccedil;&otilde;es como a do controle por parte dos &oacute;rg&atilde;os parlamentares. O projeto su&iacute;&ccedil;o deixa fora toda medida de transpar&ecirc;ncia. No entanto, se for aprovada, a lei obrigar&aacute; as companhias militares privadas que operam na Su&iacute;&ccedil;a a assinar o C&oacute;digo de Conduta Internacional para Fornecedores de Servi&ccedil;os de Seguran&ccedil;a Privada (Icoc-PSP), um contexto autorregulat&oacute;rio j&aacute; assinado por 592 empresas do setor.<\/p>\n<p>Para Stahel, este enfoque &eacute; in&uacute;til, porque n&atilde;o h&aacute; mecanismo para impor san&ccedil;&otilde;es. Petersohn tem esperan&ccedil;as de que esses c&oacute;digos possam levar ao desenvolvimento de normas que impliquem certo grau de obrigatoriedade. O Icoc-PSP &eacute; funcional principalmente para a imagem das empresas signat&aacute;rias, e mant&eacute;m &agrave; dist&acirc;ncia outros fornecedores de servi&ccedil;os. Petersohn enfatizou que as viola&ccedil;&otilde;es ao C&oacute;digo, de todo modo, correm o risco de desembocar em campanhas de den&uacute;ncias. O parlamento su&iacute;&ccedil;o debater&aacute; o projeto de lei, mas n&atilde;o se espera que o torne mais severo. &quot;Foi dado um passo nessa dire&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, o copo est&aacute; apenas pela metade&quot;, disse Stahel. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Basileia, Su&iacute;&ccedil;a, 20\/02\/2013 &ndash; O governo su&iacute;&ccedil;o apresentou um projeto de lei para regular a ind&uacute;stria militar privada, mas cr&iacute;ticos afirmam que &eacute; in&uacute;til. No dia 24 de mar&ccedil;o de 2010 foi inclu&iacute;da uma nova empresa no registro comercial da Basileia. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/02\/economia\/sua-diante-de-frouxos-controles-de-mercenrios\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":180,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,5,11],"tags":[18],"class_list":["post-11404","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-economia","category-politica","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11404","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/180"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11404"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11404\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11404"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11404"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11404"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}