{"id":1143,"date":"2005-10-27T00:00:00","date_gmt":"2005-10-27T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1143"},"modified":"2005-10-27T00:00:00","modified_gmt":"2005-10-27T00:00:00","slug":"conselho-de-segurana-japo-ameaa-retirar-sua-contribuio-financeira-onu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/america-latina\/conselho-de-segurana-japo-ameaa-retirar-sua-contribuio-financeira-onu\/","title":{"rendered":"Conselho de Seguran&ccedil;a: Jap&atilde;o amea&ccedil;a retirar sua contribui&ccedil;&atilde;o financeira &agrave; ONU"},"content":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, 27\/10\/2005 &ndash; Frustrado por suas at&eacute; agora in&uacute;teis gest&otilde;es por um lugar permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, o Jap&atilde;o pensa em voz alta &#8211; e com certa infantilidade, segundo alguns &#8211; em reduzir suas contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; ONU. Quem mais elevou a voz foi o pr&oacute;prio primeiro-ministro, Junichiro Koizumi. &quot;O Jap&atilde;o suporta maior carga&quot; financeira do que China, Gr&atilde;-Bretanha, Fran&ccedil;a e R&uacute;ssia juntos, &quot;e isto deveria ser considerado&quot;, disse Koizumi na semana passada. O governante se referia ao fato de seu pa&iacute;s responder por 20% do or&ccedil;amento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, cerca de US$ 346 milh&otilde;es anuais, e carece das poderes que t&ecirc;m esses pa&iacute;ses.<br \/> <!--more--> <br \/> Como os Estados Unidos, a principal pot&ecirc;ncia mundial e maior contribuinte financeiro da ONU, China, Gr&atilde;-Bretanha, Fran&ccedil;a e R&uacute;ssia ocupam um lugar permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a e t&ecirc;m direito a veto sobre as decis&otilde;es desse &oacute;rg&atilde;o. Cabe a Washington cobrir 22% do or&ccedil;amento anual da ONU, Londres responde por 5,5360%, Pequim 1,5320%, Fran&ccedil;a 6,4660% e R&uacute;ssia 1,2%. &quot;O Jap&atilde;o est&aacute; obrigado a pagar uma contribui&ccedil;&atilde;o que supera em muito a soma do que &eacute; pago por quatro dos cinco membros permanentes do Conselho&quot;, recordou na semana passada Toshiro Ozawa, embaixador japon&ecirc;s na ONU, ao comit&ecirc; administrativo e or&ccedil;ament&aacute;rio das Na&ccedil;&otilde;es Unidas.<\/p>\n<p> &quot;Cada vez mais compatriotas mostram frustra&ccedil;&atilde;o. Argumentam que a contribui&ccedil;&atilde;o japonesa n&atilde;o &eacute; plenamente apreciada na ONU, ou que a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o d&aacute; ao Jap&atilde;o a devida considera&ccedil;&atilde;o, apesar da seriedade do apoio que lhe prestamos&quot;, acrescentou Ozawa. O atual debate reflete a desilus&atilde;o dos dirigentes pol&iacute;ticos japoneses e do p&uacute;blico em geral depois que T&oacute;quio viu negada sua solicita&ccedil;&atilde;o para integrar o Conselho de Seguran&ccedil;a como membro permanente. O Jap&atilde;o n&atilde;o s&oacute; n&atilde;o obteve apoio suficiente de outros integrantes da ONU como suas gest&otilde;es desataram uma ativa hostilidade por parte da China, que lembrou a atitude colonialista tradicionalmente apresentada por seu vizinho antes da Segunda Guerra Mundial (1939-1945).<\/p>\n<p> E as rela&ccedil;&otilde;es entre Jap&atilde;o e China n&atilde;o fazem mais do que piorar, devido &agrave;s freq&uuml;entes visitas de Koizumi ao santu&aacute;rio Yasukuni, onde est&atilde;o sepultados os executados por crimes de guerra depois da Segunda Guerra pelos vitoriosos aliados. Como se n&atilde;o bastasse, Pequim se manifestou contra as mudan&ccedil;as no sistema de contribui&ccedil;&atilde;o financeira para a ONU, que se baseia na riqueza dos membros. Mais de 64% dos japoneses entrevistados para uma pesquisa divulgada em fevereiro pelo Minist&eacute;rio das Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores apoiavam a entrada do pa&iacute;s no Conselho de Seguran&ccedil;a ampliado, enquanto dois ter&ccedil;os acreditavam que deve faz&ecirc;-lo com o poder de veto.<\/p>\n<p> &quot;A imagem das Na&ccedil;&otilde;es Unidas no Jap&atilde;o se ofuscou por v&aacute;rias raz&otilde;es, o que &eacute; uma verdadeira l&aacute;stima&quot;, disse o especialista em Ci&ecirc;ncias Pol&iacute;ticas Takeshi Inoguchi, ex-reitor da filial da Universidade das Na&ccedil;&otilde;es Unidas em T&oacute;quio. Os esc&acirc;ndalos de corrup&ccedil;&atilde;o dentro da ONU pioraram a imagem de incompet&ecirc;ncia e de complicadas lutas de poder que tiram da organiza&ccedil;&atilde;o apoio entre o povo japon&ecirc;s, segundo Inoguchi. Assim, para o p&uacute;blico n&atilde;o importa uma redu&ccedil;&atilde;o na contribui&ccedil;&atilde;o financeira japonesa para a ONU. &quot;As Na&ccedil;&otilde;es Unidas t&ecirc;m um papel vital para o Jap&atilde;o, um pa&iacute;s pac&iacute;fico, porque lhe serve de plataforma para desempenhar um papel internacional ativo. Uma ONU forte e competente &eacute; muito necess&aacute;ria nesta regi&atilde;o do planeta&quot;, afirmou o especialista.<\/p>\n<p> Mas &quot;se o Jap&atilde;o retirar sua contribui&ccedil;&atilde;o financeira &agrave; ONU, &eacute; certo que haver&aacute; repercuss&otilde;es devido &agrave; enorme propor&ccedil;&atilde;o desta contribui&ccedil;&atilde;o&quot;, disse o especialista em rela&ccedil;&otilde;es internacionais Toshiya Hoshino, da Universidade de Osaka. &quot;Isso mostraria que o papel do Jap&atilde;o na pol&iacute;tica internacional &eacute; extremamente importante&quot;, acrescentou Hoshino, que h&aacute; muito tempo vem sendo um forte defensor da entrada de seu pa&iacute;s no Conselho. T&oacute;quio tem pago mais do que as cotas estabelecidas para apoiar o trabalho da ONU em mat&eacute;ria de igualdade, seguran&ccedil;a e direitos humanos, e aumentou sua participa&ccedil;&atilde;o em miss&otilde;es de manuten&ccedil;&atilde;o da paz e no desenvolvimento da &Aacute;frica, afirmou o especialista.<\/p>\n<p> Alguns analistas prev&ecirc;em que a crescente frustra&ccedil;&atilde;o pode ter reflexos em uma dr&aacute;stica redu&ccedil;&atilde;o da contribui&ccedil;&atilde;o financeira japonesa para a ONU j&aacute; no pr&oacute;ximo ano, especialmente durante a discuss&atilde;o do or&ccedil;amento nacional de 2006, sob a bandeira de abater o enorme d&eacute;ficit fiscal. A chancelaria garantiu que n&atilde;o ser&atilde;o reduzidas essas contribui&ccedil;&otilde;es, por&eacute;m, especialistas consideram que isso &eacute; inevit&aacute;vel. Inoguchi previu que a redu&ccedil;&atilde;o ser&aacute; de 10%. Trata-se de um exemplo de imper&iacute;cia diplom&aacute;tica, afirmou Rie Nagase, do n&atilde;o-governamental Centro de Recursos da &Aacute;sia-Pac&iacute;fico. &quot;O Jap&atilde;o parece um menino mimado, porque o argumento de que o Jap&atilde;o n&atilde;o deveria pagar mais do que a Gr&atilde;-Bretanha ou a China n&atilde;o &eacute; atualmente o principal ponto de debate na ONU&quot;, disse o ativista &agrave; IPS. T&oacute;quio gasta muito mais em obras p&uacute;blicas desnecess&aacute;rias do que com contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; ONU, que depende dessa contribui&ccedil;&atilde;o, afirmou Nagase. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T&oacute;quio, 27\/10\/2005 &ndash; Frustrado por suas at&eacute; agora in&uacute;teis gest&otilde;es por um lugar permanente no Conselho de Seguran&ccedil;a da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, o Jap&atilde;o pensa em voz alta &#8211; e com certa infantilidade, segundo alguns &#8211; em reduzir suas contribui&ccedil;&otilde;es &agrave; ONU. Quem mais elevou a voz foi o pr&oacute;prio primeiro-ministro, Junichiro Koizumi. &quot;O Jap&atilde;o suporta maior carga&quot; financeira do que China, Gr&atilde;-Bretanha, Fran&ccedil;a e R&uacute;ssia juntos, &quot;e isto deveria ser considerado&quot;, disse Koizumi na semana passada. O governante se referia ao fato de seu pa&iacute;s responder por 20% do or&ccedil;amento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, cerca de US$ 346 milh&otilde;es anuais, e carece das poderes que t&ecirc;m esses pa&iacute;ses.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/10\/america-latina\/conselho-de-segurana-japo-ameaa-retirar-sua-contribuio-financeira-onu\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":200,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2],"tags":[],"class_list":["post-1143","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1143","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/200"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1143"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1143\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1143"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1143"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1143"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}