{"id":11461,"date":"2013-03-01T10:26:40","date_gmt":"2013-03-01T10:26:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11461"},"modified":"2013-03-01T10:26:40","modified_gmt":"2013-03-01T10:26:40","slug":"mar-vermelho-poderia-reanimar-o-mar-morto-parte-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/ambiente\/mar-vermelho-poderia-reanimar-o-mar-morto-parte-2\/","title":{"rendered":"Mar Vermelho poderia reanimar o Mar Morto &#8211; Parte 2"},"content":{"rendered":"<p>Ein Feshka, Cisjord&acirc;nia, Palestina, 01\/03\/2013 &ndash; Com as rela&ccedil;&otilde;es entre Israel e Palestina em um de seus priores momentos, como tamb&eacute;m o Mar Morto, surgem d&uacute;vidas quanto ao projeto do canal &quot;Vermelho-Morto&quot; poder realmente ajudar a recuperar, n&atilde;o apenas o lago des&eacute;rtico hiper-salgado, mas tamb&eacute;m a paz na regi&atilde;o, como se prop&otilde;e a megainiciativa do Banco Mundial.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11461\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/MarMorto.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11461\" class=\"size-medium wp-image-11461\" title=\"Encher o Mar Morto pode n&atilde;o passar de um sonho - Pierre Klochendler\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/MarMorto.jpg\" alt=\"Encher o Mar Morto pode n&atilde;o passar de um sonho - Pierre Klochendler\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11461\" class=\"wp-caption-text\">Encher o Mar Morto pode n&atilde;o passar de um sonho - Pierre Klochendler\/IPS<\/p><\/div>  Dois dos principais objetivos do projeto de construir um canal desde o Mar Vermelho at&eacute; o Mar Morto objetivam salvar este &uacute;ltimo de desaparecer e &quot;construir um s&iacute;mbolo de paz na regi&atilde;o&quot;. Se, por fim, o megaprojeto receber luz verde do Banco Mundial, sua implanta&ccedil;&atilde;o depender&aacute; dos doadores, e o clima econ&ocirc;mico internacional n&atilde;o &eacute; auspicioso.<\/p>\n<p>&Agrave; Jord&acirc;nia ser&aacute; destinada a maior propor&ccedil;&atilde;o de &aacute;gua dessalinizada, cerca de 230 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos por ano. Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP) receber&atilde;o, cada um, 60 milh&otilde;es de metros c&uacute;bicos anualmente. Por&eacute;m, numerosos ambientalistas jordanianos criticam a iniciativa.<\/p>\n<p>&quot;A maior parte da obra ser&aacute; em territ&oacute;rio jordaniano&quot;, disse Munqeth Mehyar, diretor da EcoPeace\/Amigos da Terra do Oriente M&eacute;dio-Am&atilde; (FoEME-Am&atilde;). &quot;A Jord&acirc;nia foi muito afetada pela crise econ&ocirc;mica global. Isto n&atilde;o faz prever nada bom para a ajuda internacional&quot;, acrescentou. &quot;Al&eacute;m disso, o projeto empregar&aacute; somente 1.700 pessoas e isso nos anos de auge da constru&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou, se referindo ao estudo de viabilidade divulgado pelo Banco Mundial em janeiro.<\/p>\n<p>Para que o canal se concretize e se desenvolva &eacute; importante a coopera&ccedil;&atilde;o entre os tr&ecirc;s benefici&aacute;rios que compartilham o Mar Morto (Israel, ANP e Jord&acirc;nia). E isso depender&aacute; da conjuntura pol&iacute;tica. &quot;O aqueduto ser&aacute; vulner&aacute;vel a ataques terroristas&quot;, alertou Gidon Bromberg, diretor da FoEME-Israel, em entrevista coletiva em Tel Aviv com suas contrapartes jordanianas. &quot;O destru&iacute;do gasoduto do Egito &eacute; um exemplo oportuno&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Nos arredores da cidade de Jeric&oacute;, na Cisjord&acirc;nia, ao norte do Mar Morto, camponeses palestinos plantam tamareiras em um campo que &quot;pertence&quot; a um assentamento israelense. &quot;N&atilde;o temos acesso ao Mar Morto, &eacute; um territ&oacute;rio ocupado. Como o canal poderia nos ajudar?&quot;, perguntaram. &quot;N&oacute;s chamamos o Mar Morto de &#39;ocupado&#39;&quot;, disse Silvan Shalom, ministro de Desenvolvimento Regional de Israel.<\/p>\n<p>&quot;O canal poderia ser uma base s&oacute;lida para a paz se os palestinos n&atilde;o tivessem ficado fora dele&quot;, afirmou Mehyar, do FoEME-Am&atilde;. &quot;Se a ANP quiser se unir, &eacute; mais do que bem-vinda. Mas os verdadeiros s&oacute;cios s&atilde;o Israel e Jord&acirc;nia. O projeto n&atilde;o servir&aacute; ao seu fim de promover a paz a menos que os palestinos controlem sua costa sobre o Mar Morto, e n&atilde;o fiquem apenas encarregados do projeto&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Por sua vez, Broomberg afirmou que &quot;Israel ter&aacute; que reconhecer a Palestina como ribeira do Mar Morto. N&atilde;o vejo o atual governo nacionalista cedendo. E se n&atilde;o o fizer, os poss&iacute;veis doadores n&atilde;o liberar&atilde;o o dinheiro&quot;.<\/p>\n<p>No estudo de viabilidade o Banco Mundial alerta que &quot;n&atilde;o h&aacute; um consenso claro a respeito de o projeto ser ben&eacute;fico para a paz&quot;. Mas, em outra parte insiste que &quot;h&aacute; um poss&iacute;vel benef&iacute;cio para a paz no projeto&quot;. Empres&aacute;rios interessados imaginam, talvez de forma prematura, que o &quot;benef&iacute;cio para a paz&quot; prometido vir&aacute; em forma de lagos artificiais, ao estilo da Disneyl&acirc;ndia para fins tur&iacute;sticos e recreativos, no deserto de Avar&aacute;, transformando-o no &quot;Vale de Paz&quot; ideal. Entretanto, isso pode colocar o carro &agrave; frente dos bois.<\/p>\n<p>A &aacute;gua, em termos de recurso existente e n&atilde;o de novas fontes, &eacute; um importante motivo de conflito entre Israel e a ANP, e as negocia&ccedil;&otilde;es est&atilde;o paralisadas desde 2010. O sucesso do projeto do Banco Mundial estar&aacute; em criar etapas e sincronizar os complexos elementos pol&iacute;ticos e t&eacute;cnicos derivados da iniciativa.<\/p>\n<p>Deixando de lado que seria inveross&iacute;mil Israel reconhecer os direitos ribeirinhos dos palestinos &agrave;s costas do Mar Morto em expans&atilde;o, para que uma implanta&ccedil;&atilde;o em etapas atenda os objetivos do projeto, ser&aacute; necess&aacute;rio realizar um m&iacute;nimo de 75% do plano total. Mas os direitos sobre as terras expostas pela redu&ccedil;&atilde;o do Mar Morto s&atilde;o motivo de controv&eacute;rsia entre israelenses e palestinos. &quot;Os especialistas do Banco Mundial nos dizem que &eacute; tudo ou nada, ou fazemos tudo ou n&atilde;o fazemos nada&quot;, disse Bromberg.<\/p>\n<p>Os ambientalistas preferem apoiar uma combina&ccedil;&atilde;o mais discreta de alternativas, conhecida como CA1, um estudo com mais de 20 op&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m publicado pelo Banco Mundial paralelamente com o de viabilidade. Um plano desse tipo exigir&aacute; a coopera&ccedil;&atilde;o sustentada entre os pa&iacute;ses benefici&aacute;rios e, para mudar os padr&otilde;es de uso da &aacute;gua na ind&uacute;stria e na agricultura, uma pol&iacute;tica de incentivos e castigos.<\/p>\n<p>&quot;Estas mudan&ccedil;as no uso da &aacute;gua poder&atilde;o ser alcan&ccedil;ados aos poucos, permitindo que haja uma quantidade de &aacute;gua suficiente para restaurar a por&ccedil;&atilde;o baixa do Rio Jord&atilde;o e estabilizar o n&iacute;vel do Mar Morto acima do atual&quot;, reconhece o Banco Mundial.<\/p>\n<p>O FoEME pediu cautela no desenvolvimento da iniciativa diante da falta de evid&ecirc;ncia firme de que o canal Vermelho-Morto n&atilde;o prejudicar&aacute; o meio ambiente. &quot;Em lugar de avan&ccedil;ar com um megraprojeto que nos atar&aacute; durante os pr&oacute;ximos 50 anos, poder&iacute;amos implantar v&aacute;rios projetos flex&iacute;veis de pequena escala, que respondam &agrave;s mudan&ccedil;as tecnol&oacute;gicas e que, juntos, cheguem ao mesmo resultado&quot;, opinou Bromberg.<\/p>\n<p>Shalom reconheceu que &quot;todos os pa&iacute;ses, inclusive a S&iacute;ria, retiram &aacute;gua do Rio Jord&atilde;o. N&atilde;o est&aacute; somente em nossas m&atilde;os&quot;. Bromberg ironizou dizendo que &quot;este tipo de projeto &eacute; muito atraente para as autoridades: uma fabulosa cerim&ocirc;nia inaugural, um projeto de US$ 10 bilh&otilde;es, dez companhias que ficam com uma parte importante do neg&oacute;cio e um punhado de pessoas que se tornam muito ricas&quot;.<\/p>\n<p>Se ver&aacute; um novo amanhecer no deserto? N&atilde;o t&atilde;o r&aacute;pido quanto o Mar Morto sucumbe &agrave; mar&eacute; cada vez mais baixa devido &agrave; atividade humana, desaparecendo na miragem brilhante de sua pr&oacute;pria recupera&ccedil;&atilde;o. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* Este &eacute; o segundo de dois artigos sobre quest&otilde;es ambientais e pol&iacute;ticas da proposta de recuperar o Mar Morto canalizando &aacute;gua desde o Mar Vermelho.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ein Feshka, Cisjord&acirc;nia, Palestina, 01\/03\/2013 &ndash; Com as rela&ccedil;&otilde;es entre Israel e Palestina em um de seus priores momentos, como tamb&eacute;m o Mar Morto, surgem d&uacute;vidas quanto ao projeto do canal &quot;Vermelho-Morto&quot; poder realmente ajudar a recuperar, n&atilde;o apenas o lago des&eacute;rtico hiper-salgado, mas tamb&eacute;m a paz na regi&atilde;o, como se prop&otilde;e a megainiciativa do Banco Mundial. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/ambiente\/mar-vermelho-poderia-reanimar-o-mar-morto-parte-2\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":430,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,11],"tags":[16],"class_list":["post-11461","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-politica","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11461","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/430"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11461"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11461\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11461"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11461"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11461"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}