{"id":11497,"date":"2013-03-08T10:22:33","date_gmt":"2013-03-08T10:22:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11497"},"modified":"2013-03-08T10:22:33","modified_gmt":"2013-03-08T10:22:33","slug":"estados-unidos-veem-oportunidade-de-aproximao-com-a-venezuela","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/estados-unidos-veem-oportunidade-de-aproximao-com-a-venezuela\/","title":{"rendered":"Estados Unidos veem oportunidade de aproxima&ccedil;&atilde;o com a Venezuela"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 08\/03\/2013 &ndash; Ap&oacute;s a morte do presidente Hugo Ch&aacute;vez, os Estados Unidos expressaram seu desejo de melhorar as rela&ccedil;&otilde;es com a Venezuela. Por&eacute;m, funcion&aacute;rios e analistas independentes acreditam que qualquer aproxima&ccedil;&atilde;o levar&aacute; tempo e enfrentar&aacute; muitos obst&aacute;culos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11497\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/102477-20130308.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11497\" class=\"size-medium wp-image-11497\" title=\"Nicol&aacute;s Maduro - UN Photo\/Mark Garten\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/102477-20130308.jpg\" alt=\"Nicol&aacute;s Maduro - UN Photo\/Mark Garten\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11497\" class=\"wp-caption-text\">Nicol&aacute;s Maduro - UN Photo\/Mark Garten<\/p><\/div>  Especialistas norte-americanos tamb&eacute;m acreditam que o vice-presidente venezuelano, Nicol&aacute;s Maduro, conta com as maiores chances de vencer as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es, que devem ser convocadas dentro dos pr&oacute;ximos 30 dias. Afirmam que se Maduro for eleito sucessor de Ch&aacute;vez e liderar um governo com amplo consenso, provavelmente as rela&ccedil;&otilde;es com Washington melhorar&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;A oposi&ccedil;&atilde;o perdeu as elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de outubro e tamb&eacute;m as regionais em dezembro, e agora seus membros se acusam entre si&quot;, disse Michael Shifter, presidente do Di&aacute;logo Interamericano, centro de Estudos com sede em Washington. &quot;Creio que Maduro est&aacute; em uma posi&ccedil;&atilde;o muito s&oacute;lida&quot;, afirmou. Mas, para garantir uma vit&oacute;ria o vice-presidente, provavelmente, ter&aacute; que consolidar sua base pol&iacute;tica, que compartilhe os sentimentos antinorte-americanos que caracterizaram Ch&aacute;vez, segundo analistas.<\/p>\n<p>No dia 5, poucas horas antes da morte de Ch&aacute;vez, Maduro anunciou a expuls&atilde;o de dois adidos militares norte-americanos acusados de quererem desestabilizar o pa&iacute;s, e sugeriu que Washington havia inoculado de alguma forma o c&acirc;ncer no presidente. Para David Smilde, do Escrit&oacute;rio em Washington para Assuntos Latino-Americanos (WOLA), o momento em que Maduro fez este an&uacute;ncio revelou que seu objetivo era criar unidade sob sua pessoa antes da iminente morte do presidente.<\/p>\n<p>&quot;Creio que o ocorrido ontem foi parte de uma campanha eleitoral, e, portanto, n&atilde;o necessariamente relacionada com o processo com o qual estamos tentando melhorar as rela&ccedil;&otilde;es&quot;, disse a jornalistas na quarta-feira um alto funcion&aacute;rio do Departamento de Estado norte-americano, que pediu para n&atilde;o ser identificado.<\/p>\n<p>O funcion&aacute;rio qualificou de &quot;vergonhosas&quot; as acusa&ccedil;&otilde;es de Maduro, que foi chanceler venezuelano entre 2009 e janeiro deste ano, cargo que compatibilizou com o de vice-presidente desde outubro de 2012. &quot;Seguramente ser&aacute; uma campanha dif&iacute;cil. Sem d&uacute;vida, continuaremos ouvindo coisas sobre os Estados Unidos que n&atilde;o ajudar&atilde;o a melhorar as rela&ccedil;&otilde;es&quot;, previu.<\/p>\n<p>No entanto, a maioria dos observadores acredita que Maduro estaria disposto a conseguir maior aproxima&ccedil;&atilde;o com Washington do que a tentada por Ch&aacute;vez, que inicialmente comemorou a elei&ccedil;&atilde;o do presidente Barack Obama em 2008, mas rapidamente se desiludiu e em 2010 declarou persona no grata o embaixador norte-americano em Caracas.<\/p>\n<p>No final de novembro, Maduro manteve uma cordial conversa por telefone com a secret&aacute;ria de Estado-adjunta para Assuntos do Hemisf&eacute;rio Ocidental, Roberta Jacobson, sobre como melhorar as rela&ccedil;&otilde;es bilaterais. &quot;Se Maduro for eleito e liderar um governo com amplo consenso, &eacute; prov&aacute;vel que as rela&ccedil;&otilde;es com os Estados Unidos melhorem&quot;, disse Smilde.<\/p>\n<p>&quot;Maduro &eacute; um negociador, e seu papel foi significativo no avan&ccedil;o das rela&ccedil;&otilde;es diplom&aacute;ticas com a Col&ocirc;mbia. Algu&eacute;m pode imaginar uma melhoria semelhante com os Estados Unidos. Mas, a &acirc;ncora conceitual da ideologia de Maduro &eacute; o anti-imperialismo&quot;, na qual os Estados Unidos continuam sendo o inimigo, afirmou Smilde.<\/p>\n<p>Por sua vez, Shifter disse &agrave; IPS: &quot;Maduro, obviamente, governar&aacute; de forma muito diferente em rela&ccedil;&atilde;o a Ch&aacute;vez. N&atilde;o tem o mesmo carisma nem o mesmo apetite por controle e poder. &Eacute; um l&iacute;der sindicalista com muita experi&ecirc;ncia em negocia&ccedil;&otilde;es, por isso veremos um estilo diferente que poderia oferecer algumas oportunidades para os Estados Unidos. N&atilde;o quentes e estreitas rela&ccedil;&otilde;es com a Venezuela, mas, ao menos, canais de comunica&ccedil;&atilde;o e embaixadores nas duas capitais. Isso j&aacute; seria um avan&ccedil;o&quot;.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, Shifter disse que a Casa Branca avan&ccedil;aria muito lentamente, para n&atilde;o provocar a ala mais direitista do Congresso norte-americano, que comemorou a morte de Ch&aacute;vez com entusiasmo. Entre outras coisas, os legisladores mais antichavistas pediram ao governo de Obama que respondesse com a mesma moeda &agrave;s expuls&otilde;es dos adidos militares em Caracas, medida que funcion&aacute;rios do Departamento de Estado disseram, na quarta-feira, que estava sendo analisada.<\/p>\n<p>&quot;Hugo Ch&aacute;vez foi um tirano que obrigou o povo da Venezuela a viver no medo&quot;, disse o presidente da Comiss&atilde;o de Assuntos Exteriores da C&acirc;mara de Representantes, Ed Royce, do opositor Partido Republicano. &quot;Sua morte afeta a alian&ccedil;a de l&iacute;deres esquerdistas antinorte-americanos na Am&eacute;rica do Sul. Finalmente, este ditador desapareceu&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>O problema no lado norte-americano &eacute; que &quot;alguns membros do Congresso poderiam se tornar muito cr&iacute;ticos diante de qualquer sinal de aproxima&ccedil;&atilde;o entre o governo e Maduro&quot;, disse Shifter. E os funcion&aacute;rios de Obama &quot;n&atilde;o ir&atilde;o querer brigar com o Congresso por causa da Venezuela. Assim, tentar&atilde;o explorar essas aberturas, mas ser&atilde;o muito cautelosos e cuidadosos ao faz&ecirc;-lo&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Apesar da hostilidade de Ch&aacute;vez em rela&ccedil;&atilde;o aos Estados Unidos, que atingiu seu &aacute;pice quando o governo de George W. Bush (2001-2009) apoiou uma falida tentativa de golpe contra ele em 2002, as fortes rela&ccedil;&otilde;es comerciais n&atilde;o foram afetadas durante seus 14 anos de governo.<\/p>\n<p>Shannon O&#39;Neil, pesquisador de assuntos latino-americanos para o influente Centro de Rela&ccedil;&otilde;es Exteriores, disse em uma coluna para a rede brit&acirc;nica BBC que os Estados Unidos compravam mais petr&oacute;leo da Venezuela do que de qualquer outro pa&iacute;s, enquanto a na&ccedil;&atilde;o sul-americana era a maior consumidora de produtos manufaturados norte-americanos, particularmente autom&oacute;veis.<\/p>\n<p>Desde a conversa em novembro entre Maduro e Jacobson, funcion&aacute;rios de menor escal&atilde;o dos dois pa&iacute;ses teriam realizado reuni&otilde;es ocasionais em Washington para explorar novas oportunidades de coopera&ccedil;&atilde;o, no que um funcion&aacute;rio do Departamento de Estado qualificou de &quot;caminho com algumas pedras&quot;.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o come&ccedil;amos com a parte substantiva dessas conversa&ccedil;&otilde;es, assim realmente n&atilde;o fomos muito longe e n&atilde;o est&aacute;vamos seguros de que o governo da Venezuela desejava continuar esse caminho quando ocorreu a morte de Ch&aacute;vez&quot;, disse o funcion&aacute;rio. Ele tamb&eacute;m sugeriu possibilidades de coopera&ccedil;&atilde;o na luta contra as drogas e o terrorismo, bem como em seguran&ccedil;a p&uacute;blica e em temas comerciais e econ&ocirc;micos que interessam aos dois pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, informou que Washington enviar&aacute; hoje uma delega&ccedil;&atilde;o ao funeral de Estado de Ch&aacute;vez e pressionar&aacute; Caracas para que permita a entrada de observadores internacionais, bem como o trabalho de grupos locais, para acompanharem de perto as pr&oacute;ximas elei&ccedil;&otilde;es. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* O blog de Jim Lobe est&aacute; no endere&ccedil;o www.Lobelog.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 08\/03\/2013 &ndash; Ap&oacute;s a morte do presidente Hugo Ch&aacute;vez, os Estados Unidos expressaram seu desejo de melhorar as rela&ccedil;&otilde;es com a Venezuela. 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