{"id":115,"date":"2005-01-23T00:00:00","date_gmt":"2005-01-23T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=115"},"modified":"2005-01-23T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-23T00:00:00","slug":"sade-analgsico-causa-enxaqueca-poderosa-fda","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/sade-analgsico-causa-enxaqueca-poderosa-fda\/","title":{"rendered":"Sa&uacute;de: Analg&eacute;sico causa enxaqueca &agrave; poderosa FDA"},"content":{"rendered":"<p>Nova York, 23\/01\/2005 &ndash; As demandas internacionais contra o fabricante do analg&eacute;sico Vioxx, ao qual s&atilde;o atribu&iacute;dos 136 mil infartos, jogaram por terra o prest&iacute;gio dos laborat&oacute;rios norte-americanos e da Administra&ccedil;&atilde;o de Alimentos e Medicamentos (FDA), que controla os rem&eacute;dios nos Estados Unidos. &quot;O n&uacute;mero de pessoas que podem ter sido prejudicadas &eacute; assombroso&quot;, disse Ricky Bagolie, o advogado norte-americano que criou o Grupo Internacional de Demandas contra o Vioxx. &quot;A cada semana surge uma novidade&quot;, acrescentou Bagolie, que procura poss&iacute;veis queixosos nos Estados Unidos, na Gr&atilde;-Bretanha, Austr&aacute;lia e, provavelmente, China e M&eacute;xico, entre outros pa&iacute;ses.<br \/> <!--more--> <br \/> Desde a aprova&ccedil;&atilde;o para uso humano por parte da governamental FDA, em 1999, o Vioxx foi usado por dois milh&otilde;es de pessoas em mais de 80 pa&iacute;ses. Seu fabricante, a gigante norte-americana Merck %26 Co., ganhou US$ 2,5 bilh&otilde;es com a venda desse medicamento apenas no ano passado. &quot;Cremos que a jurisdi&ccedil;&atilde;o adequada para as demandas &eacute; o Estado de Nova Jersey, onde o laborat&oacute;rio est&aacute; radicado&quot;, disse o advogado &agrave; IPS. &quot;Um dos assuntos a considerar &eacute; se os poss&iacute;veis prejudicados estrangeiros t&ecirc;m alguma possibilidade de processar a companhia em seus pa&iacute;ses. Falta saber se poderemos represent&aacute;-los aqui&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Merck %26 Co. retirou por conta pr&oacute;pria o Vioxx do mercado no dia 30 de setembro, depois que um estudo confirmou as suspeitas de anos sobre o risco de enfermidades coron&aacute;rias e de morte que seu consumo representava. As provas m&eacute;dicas deixaram a descoberto graves falhas nos controles da FDA, que apoiou a inocuidade do Vioxx, apesar dos estudos afirmando o contr&aacute;rio, agora confirmada. Em audi&ecirc;ncias realizadas no Congresso norte-americano, no m&ecirc;s passado, o controlador de seguran&ccedil;a de medicamentos da FDA, David Graham, acusou a ag&ecirc;ncia de minimizar a crescente informa&ccedil;&atilde;o sobre os graves efeitos do Vioxx.<\/p>\n<p> Essa atitude &quot;subestima, descuida e falta ao respeito&quot; quanto &agrave; necessidade do publico de &quot;medicamentos seguros&quot;, afirmou Graham, mencionando outros cinco medicamentos potencialmente perigosos hoje &agrave; venda no mercado. Trata-se de Accutane (cntra a acne, do laborat&oacute;rio Roche), Bextra (calmante para dores causadas pela artrite e menstruais, do GD. Searle %26 Co.), Crestor (redutor do colesteroal e dos triglic&eacute;rides, do AstraZeneca Pharmaceuticals), Meridia (emagrecedor, do Abbot) e Serevent (broncodilatador, do GlaxoSmithKline). Alguns especialistas sugerem que os Estados Unidos sigam o modelo europeu, pelo qual os novos medicamentos s&atilde;o reavaliados cinco anos depois de lan&ccedil;ados no mercado e os laborat&oacute;rios s&atilde;o obrigados a realizar estudos de seguran&ccedil;a permanentes.<\/p>\n<p> Pelo sistema atual, as companhias devem terminar menos da metade dos testes que se compromete, com a FDA, a realizar depois de receber a aprova&ccedil;&atilde;o para coloca&ccedil;&atilde;o de um medicamento no mercado, e muitos destes testes nem mesmo come&ccedil;am, segundo a revista especializada Journal of the American Medical Association . &quot;Em certa &eacute;poca, apenas uma pequena porcentagem de medicamentos apresentados pelos laborat&oacute;rios eram aprovados nos Estados Unidos. Hoje, a situa&ccedil;&atilde;o mudou&quot;, disse o qu&iacute;mico farmac&ecirc;utico Larry Sasich, analista da divis&atilde;o de pesquisas sobre sa&uacute;de da organiza&ccedil;&atilde;o civil Public Citizen.<\/p>\n<p> Como uma das mais influentes ag&ecirc;ncias de regulamenta&ccedil;&atilde;o de quest&atilde;o de sa&uacute;de do mundo, as decis&otilde;es da FDA em mat&eacute;ria de novos medicamentos s&atilde;o questionadas por organismos governamentais de outros pa&iacute;ses em raras ocasi&otilde;es, disse Sasich. &quot;Trabalhei em um pa&iacute;s em desenvolvimento por cinco anos, e suas autoridades realmente dependiam da aprova&ccedil;&atilde;o da FDA. Com este esc&acirc;ndalo, obviamente ter&atilde;o de pensar bem no assunto&quot;, acrescentou. A d&eacute;b&acirc;cle do Vioxx tamb&eacute;m cria d&uacute;vidas quanto ao papel da FDA na aprova&ccedil;&atilde;o de medicamentos gen&eacute;ricos para o mundo em desenvolvimento, segundo ativistas contra a propaga&ccedil;&atilde;o do HIV\/aids.<\/p>\n<p> O Plano de Emerg&ecirc;ncia Presidencial contra a Aids, que financia tratamentos em pa&iacute;ses em desenvolvimento, estabelece que se forem utilizados rem&eacute;dios baratos &eacute; preciso constatar sua bioequival&ecirc;ncia com o fabricado pelo propriet&aacute;rio da patente e autorizada pela FDA. &quot;Usamos gen&eacute;ricos nos Estados Unidos e em todo o mundo. A quest&atilde;o &eacute; garantir medicamentos seguros contra a aids para as pessoas que necessitam deles desesperadamente&quot;, disse Michael Weinstein, presidente da n&atilde;o-governamental Aids Healthcare Foundation, da Calif&oacute;rnia. Mas, segundo Weinstein, enquanto cerca de 136 mil pessoas sofreram ataques do cora&ccedil;&atilde;o por causa do Vioxx, n&atilde;o houve um caso sequer de problema pelo uso de gen&eacute;ricos contra a aids.<\/p>\n<p> &quot;O Norvir, uma marca patenteada de medicamento l&iacute;quido contra a aids, cristalizava e teve de ser retirado do mercado. Qualquer medicamento pode apresentar problemas. Assim com h&aacute; alguns patenteados que s&atilde;o perigosos, existem gen&eacute;ricos excelentes&quot;, disse o ativista. &quot;Como o comprova o caso do Vioxx, regulamentar marcas patenteadas, bem como os gen&eacute;ricos, requer uma vigil&acirc;ncia constante&quot;, escreveu no jornal Seattle Times Eric Goemaere, chefe de miss&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o M&eacute;dicos Sem Fronteiras na localidade de Kahyelitsha, na &Aacute;frica do Sul. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nova York, 23\/01\/2005 &ndash; As demandas internacionais contra o fabricante do analg&eacute;sico Vioxx, ao qual s&atilde;o atribu&iacute;dos 136 mil infartos, jogaram por terra o prest&iacute;gio dos laborat&oacute;rios norte-americanos e da Administra&ccedil;&atilde;o de Alimentos e Medicamentos (FDA), que controla os rem&eacute;dios nos Estados Unidos. &quot;O n&uacute;mero de pessoas que podem ter sido prejudicadas &eacute; assombroso&quot;, disse Ricky Bagolie, o advogado norte-americano que criou o Grupo Internacional de Demandas contra o Vioxx. &quot;A cada semana surge uma novidade&quot;, acrescentou Bagolie, que procura poss&iacute;veis queixosos nos Estados Unidos, na Gr&atilde;-Bretanha, Austr&aacute;lia e, provavelmente, China e M&eacute;xico, entre outros pa&iacute;ses.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/sade-analgsico-causa-enxaqueca-poderosa-fda\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1499,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-115","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1499"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=115"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/115\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=115"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=115"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=115"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}