{"id":11506,"date":"2013-03-12T08:46:23","date_gmt":"2013-03-12T08:46:23","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11506"},"modified":"2013-03-12T08:46:23","modified_gmt":"2013-03-12T08:46:23","slug":"brasil-desenvolve-plstico-solar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/brasil-desenvolve-plstico-solar\/","title":{"rendered":"Brasil desenvolve pl&aacute;stico solar"},"content":{"rendered":"<p>Porto Alegre, Brasil, 12\/03\/2013 &ndash; (Terram&eacute;rica).- Mediante uma t&eacute;cnica j&aacute; existente, as c&eacute;lulas org&acirc;nicas solares, mas gra&ccedil;as &agrave; sua pr&oacute;pria f&oacute;rmula secreta, cientistas brasileiros criaram pain&eacute;is fotovoltaicos pl&aacute;sticos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11506\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/TiagoMaranhaoAlves_Cortesia-300x200.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11506\" class=\"size-medium wp-image-11506\" title=\"Tiago Maranh&atilde;o Alves mostra um peda&ccedil;o de pl&aacute;stico solar. - Cortesia de CSEM Brasil\/Rafael Motta\/Ag&ecirc;ncia Nitro\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/TiagoMaranhaoAlves_Cortesia-300x200.jpg\" alt=\"Tiago Maranh&atilde;o Alves mostra um peda&ccedil;o de pl&aacute;stico solar. - Cortesia de CSEM Brasil\/Rafael Motta\/Ag&ecirc;ncia Nitro\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11506\" class=\"wp-caption-text\">Tiago Maranh&atilde;o Alves mostra um peda&ccedil;o de pl&aacute;stico solar. - Cortesia de CSEM Brasil\/Rafael Motta\/Ag&ecirc;ncia Nitro<\/p><\/div>  Pesquisadores brasileiros desenvolveram pain&eacute;is pl&aacute;sticos capazes de gerar eletricidade a partir da luz do Sol. A descoberta &eacute; parte de uma tend&ecirc;ncia em alta no Brasil: o desenvolvimento e a inser&ccedil;&atilde;o de tecnologias verdes. O pl&aacute;stico &eacute; fino e flex&iacute;vel, com apar&ecirc;ncia bastante comum, mas se trata de um painel de gera&ccedil;&atilde;o de energia fotovoltaica. O material, que em nada se parece com as pesadas e caras placas de sil&iacute;cio que imaginamos ao pensar nesta fonte de eletricidade, foi criado por cientistas do CSEM Brasil, instituto com sede em Minas Gerais.<\/p>\n<p>Composto por pol&iacute;meros comuns, aos quais s&atilde;o incorporadas c&eacute;lulas fotovoltaicas org&acirc;nicas, este material &eacute; transparente, com pequenas faixas nas quais est&atilde;o impressos os pol&iacute;meros org&acirc;nicos &agrave; base de carbono. A tecnologia para produzir estas c&eacute;lulas j&aacute; era conhecida na Europa e nos Estados Unidos, e agora tamb&eacute;m &eacute; no Brasil. O &quot;pl&aacute;stico solar&quot; pode representar, afirmaram seus inventores, uma pequena revolu&ccedil;&atilde;o na forma de gerar energia limpa a partir do Sol.<\/p>\n<p>&quot;Embora a capacidade de gera&ccedil;&atilde;o seja bastante parecida, por seu pequeno tamanho pode ter usos quase imposs&iacute;veis para as placas de sil&iacute;cio&quot;, disse ao Terram&eacute;rica o presidente do CSEM Brasil, Tiago Maranh&atilde;o Alves, engenheiro f&iacute;sico que participou diretamente das pesquisas. Esta t&eacute;cnica pode ser empregada para fazer funcionar componentes el&eacute;tricos dos autom&oacute;veis, em dispositivos eletr&ocirc;nicos como telefones celulares, mouses de computadores e teclados sem fio.<\/p>\n<p>Por&eacute;m, os brasileiros est&atilde;o concentrados em desenvolver pain&eacute;is solares, que podem revestir superf&iacute;cies mais ou menos extensas, como janelas. &quot;Um painel de dois ou tr&ecirc;s metros quadrados pode ser suficiente para gerar energia em uma casa onde vive uma fam&iacute;lia de quatro pessoas&quot;, explicou Alves. &quot;Como a rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio &eacute; boa, pode ser uma op&ccedil;&atilde;o para levar energia a &aacute;reas remotas que n&atilde;o t&ecirc;m servi&ccedil;o el&eacute;trico. No Brasil, com mais de 192 milh&otilde;es de habitantes, h&aacute; cerca de um milh&atilde;o de lugares nessas condi&ccedil;&otilde;es&quot;, acrescentou o cientista.<\/p>\n<p>A facilidade do transporte &eacute; sua principal vantagem em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s placas de sil&iacute;cio. &quot;Como &eacute; simples transport&aacute;-las, os custos log&iacute;sticos s&atilde;o baixos. Al&eacute;m disso, a pessoa pode levar com ela quando mudar de casa&quot;, destacou Alves. O pl&aacute;stico pode ser usado ainda para revestir pr&eacute;dios e recintos como aeroportos ou est&aacute;dios esportivos, evitando a necessidade de reservar uma &aacute;rea para instalar os pain&eacute;is solares.<\/p>\n<p>Para alcan&ccedil;ar a f&oacute;rmula que tem o material brasileiro, foram investidos US$ 10 milh&otilde;es e se prev&ecirc; que o investimento duplicar&aacute; no pr&oacute;ximo ano. &quot;Agora vamos estudar a melhor forma de dar escala ao produto. No estado atual j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel comercializ&aacute;-lo, mas o pre&ccedil;o deve ser analisado caso a caso&quot;, explicou Alves. Os recursos investidos, que tamb&eacute;m possibilitaram a cria&ccedil;&atilde;o do CSEM Brasil, procedem de uma sociedade entre a administradora de investimentos FIR Capital e o Centre Suisse d&#39;Electronique et de Microtechnique. Al&eacute;m disso, o projeto obteve apoio da Funda&ccedil;&atilde;o de Fomento &agrave; Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig).<\/p>\n<p>O projeto ainda &eacute; mantido reservado, pois est&aacute; sujeito a segredo comercial. &quot;Este &eacute; um mercado de milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares, e muitos centros est&atilde;o atr&aacute;s desta tecnologia&quot;, pontuou o engenheiro. O an&uacute;ncio dos pesquisadores de Minas faz parte de uma tend&ecirc;ncia crescente no Brasil: os investimentos em tecnologias limpas. A Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), empresa estatal vinculada do Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia e Inova&ccedil;&atilde;o, implantou no ano passado o Programa Brasil Sustent&aacute;vel, que distribuir&aacute; o equivalente a US$ 10 milh&otilde;es em linhas de cr&eacute;dito para iniciativas que considerarem a preserva&ccedil;&atilde;o dos recursos naturais.<\/p>\n<p>Segundo a Finep, o programa responde a uma demanda percebida pela institui&ccedil;&atilde;o, que nos &uacute;ltimos anos destinou US$ 2,3 milh&otilde;es a 480 projetos com alguma caracter&iacute;stica verde, 25% deles concebidos para gera&ccedil;&atilde;o de energias limpas. Para o professor e doutor em administra&ccedil;&atilde;o de empresas Andr&eacute; Pereira de Carvalho, o aumento de recursos para este tipo de pesquisa se deve a que, tanto os fundos privados de investimento como as institui&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas, perceberam que esta &eacute; uma &aacute;rea lucrativa.<\/p>\n<p>&quot;Estas organiza&ccedil;&otilde;es avaliam principalmente se o produto &eacute; bom, possui uma f&oacute;rmula dif&iacute;cil de ser copiada e tem potencial para ser produzido em escala. Isto vale para qualquer vers&atilde;o, seja uma empresa de tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o ou de tecnologias verdes&quot;, explicou ao Terram&eacute;rica Carvalho, que coordena estudos sobre inova&ccedil;&atilde;o para a sustentabilidade.<\/p>\n<p>No entanto, se comparado com Estados Unidos, Jap&atilde;o ou Alemanha, o Brasil est&aacute; nas fraldas em mat&eacute;ria de neg&oacute;cios verdes, mas promete aprender a caminhar a grande velocidade. &quot;H&aacute; alguns anos, o empreendedor que queria investir neste setor encontrava muitas dificuldades. Hoje ainda existe a desconfian&ccedil;a de olh&aacute;-lo como um mercado mais caro e de nicho, mas j&aacute; &eacute; mais simples obter financiamento&quot;, ressaltou Carvalho. Envolverde\/Terram&eacute;rica<\/p>\n<p>* A autora &eacute; correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, Brasil, 12\/03\/2013 &ndash; (Terram&eacute;rica).- Mediante uma t&eacute;cnica j&aacute; existente, as c&eacute;lulas org&acirc;nicas solares, mas gra&ccedil;as &agrave; sua pr&oacute;pria f&oacute;rmula secreta, cientistas brasileiros criaram pain&eacute;is fotovoltaicos pl&aacute;sticos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/brasil-desenvolve-plstico-solar\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":994,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5,10],"tags":[27,21],"class_list":["post-11506","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","category-energia","tag-brasil","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11506","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/994"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11506"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11506\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11506"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11506"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11506"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}