{"id":11546,"date":"2013-03-19T08:23:47","date_gmt":"2013-03-19T08:23:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11546"},"modified":"2013-03-19T08:23:47","modified_gmt":"2013-03-19T08:23:47","slug":"transparncia-extrativista-turvada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/transparncia-extrativista-turvada\/","title":{"rendered":"Transpar&ecirc;ncia extrativista turvada"},"content":{"rendered":"<p>Tegucigalpa, Honduras, 19\/03\/2013 &ndash; (Terram&eacute;rica).- As institui&ccedil;&otilde;es hondurenhas que devem velar pelo cumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; ind&uacute;stria da minera&ccedil;&atilde;o &quot;s&atilde;o insignificantes, com um pobre n&iacute;vel t&eacute;cnico e sem poder pol&iacute;tico&quot;, segundo ativistas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11546\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/am12-300x199.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11546\" class=\"size-medium wp-image-11546\" title=\"Minerador artesanal busca ouro na regi&atilde;o de El Corpus, Choluteca, na faixa hondurenha sobre o Oceano Pac\u00c3\u00adfico. - Thelma Mej\u00c3\u00ada\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/am12-300x199.jpg\" alt=\"Minerador artesanal busca ouro na regi&atilde;o de El Corpus, Choluteca, na faixa hondurenha sobre o Oceano Pac\u00c3\u00adfico. - Thelma Mej\u00c3\u00ada\/IPS\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11546\" class=\"wp-caption-text\">Minerador artesanal busca ouro na regi&atilde;o de El Corpus, Choluteca, na faixa hondurenha sobre o Oceano Pac\u00c3\u00adfico. - Thelma Mej\u00c3\u00ada\/IPS<\/p><\/div>  O an&uacute;ncio de ades&atilde;o de Honduras &agrave; Iniciativa para a Transpar&ecirc;ncia das Ind&uacute;strias Extrativistas (Eiti) desperta expectativas e d&uacute;vidas, sobretudo pela velocidade de um processo que, em outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o, demorou v&aacute;rios anos. A Eiti &eacute; uma coaliz&atilde;o de governos, empresas, sociedade civil, investidores e organiza&ccedil;&otilde;es multilaterais que promove a governabilidade em pa&iacute;ses ricos em recursos naturais, mediante a publica&ccedil;&atilde;o e verifica&ccedil;&atilde;o de pagamentos realizados pelas empresas e da arrecada&ccedil;&atilde;o fiscal procedente de petr&oacute;leo, g&aacute;s e minerais.<\/p>\n<p>Honduras ainda n&atilde;o tem o status de pa&iacute;s candidato alcan&ccedil;ado por Guatemala e Trinidad e Tobago em 2011, e muito menos o de cumprimento que o Peru obteve em 2012, ap&oacute;s um processo iniciado em 2004. Estes s&atilde;o os &uacute;nicos Estados da Am&eacute;rica Latina e do Caribe parte desta iniciativa que conta com 35 pa&iacute;ses, metade deles africana. Honduras tampouco figura no site da Eiti como pa&iacute;s aspirante. Contudo, seu governo informou que pretende completar a fase inicial de ades&atilde;o em um ano e meio.<\/p>\n<p>&quot;Ningu&eacute;m pode ir contra a transpar&ecirc;ncia, mas nos surpreende como se deu esta ades&atilde;o, sem consultas aos setores envolvidos, como as comunidades onde se concentra a minera&ccedil;&atilde;o&quot;, disse ao Terram&eacute;rica o ativista Pedro Landa, da Coaliz&atilde;o Nacional de Redes Ambientais de Honduras. Landa anunciou para as pr&oacute;ximas semanas &quot;uma posi&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, porque a transpar&ecirc;ncia e a presta&ccedil;&atilde;o de contas s&atilde;o necess&aacute;rias, e sentimos que at&eacute; agora esse processo da Eiti n&atilde;o &eacute; suficientemente transparente.<\/p>\n<p>Quando o Congresso nacional aprovou a nova lei de minera&ccedil;&atilde;o, em janeiro, incluiu-se no &uacute;ltimo momento um artigo gen&eacute;rico sobre a Eiti, o que &quot;foi uma surpresa, porque ningu&eacute;m sabia que o pa&iacute;s estava tentando entrar para esta iniciativa&quot;, comentou Landa. A Coaliz&atilde;o, com mais de 40 grupos ecol&oacute;gicos comunit&aacute;rios, teve grande protagonismo no debate da lei, cujo texto foi submetido a consultas com diversos setores por mais de um ano. Quando entrar em vigor, a lei por&aacute; fim a uma suspens&atilde;o de seis anos para autoriza&ccedil;&otilde;es de explora&ccedil;&atilde;o de min&eacute;rios, vigente desde que o Supremo Tribunal de Justi&ccedil;a declarou inconstitucionais 11 artigos de uma lei anterior.<\/p>\n<p>O deputado Donaldo Reyes Avelar, do governante Partido Nacional, disse ao Terram&eacute;rica que a novidade da legisla&ccedil;&atilde;o est&aacute; em que as comunidades ter&atilde;o participa&ccedil;&atilde;o direta na decis&atilde;o sobre instalar, ou n&atilde;o, uma explora&ccedil;&atilde;o mineradora. Al&eacute;m disso, aumenta o pagamento que as empresas dever&atilde;o fazer, de 1% para 2% do produzido. Por&eacute;m, a Coaliz&atilde;o se retirou da fase final de consultas porque no texto &quot;n&atilde;o h&aacute; clareza sobre a participa&ccedil;&atilde;o das comunidades na decis&atilde;o de aprovar, ou n&atilde;o, a instala&ccedil;&atilde;o de uma mineradora, e os mecanismos de transpar&ecirc;ncia e presta&ccedil;&atilde;o de contas n&atilde;o est&atilde;o definidos&quot;, pontuou Landa.<\/p>\n<p>Este m&ecirc;s, cerca de 400 pessoas realizaram uma caminhada de dez dias &#8211; desde a localidade de La Barca, ao norte, at&eacute; a sede do Congresso em Tegucigalpa -, para protestar contra a lei. Francisca Valle, do departamento de Santa B&aacute;rbara e uma das integrantes da caminhada Dignidade e Soberania Passo a Passo, reclamou &quot;maior transpar&ecirc;ncia quanto aos alcances da nova lei, pois n&atilde;o fomos levados em considera&ccedil;&atilde;o&quot;. Junto a ela marchavam representantes de povos ind&iacute;genas, de mulheres e de organiza&ccedil;&otilde;es religiosas.<\/p>\n<p>&quot;Nestes dias de caminhada, pernoitando em centros comunit&aacute;rios, percebemos um calor popular incr&iacute;vel, pois o governo fez consultas sobre a lei com seus ativistas em patronatos que controla, mas a gente de base, o povo, est&aacute; indignado, n&atilde;o foi considerado&quot;, disse ao Terram&eacute;rica o sacerdote jesu&iacute;ta Ismael Moreno. Os manifestantes pediram um prazo de 90 dias para sugerir reformas ao texto legal, com ampla participa&ccedil;&atilde;o social, e que o presidente Porfirio Lobo vete o projeto aprovado. No entanto, no parlamento &quot;nos disseram que chegamos tarde&quot;, lamentou o sacerdote.<\/p>\n<p>Espera-se que o presidente sancione a lei nas pr&oacute;ximas semanas. &quot;O que ocorre &eacute; que nem o governo nem os congressistas est&atilde;o lendo o pa&iacute;s, e quando uma mineradora deseja se instalar, por exemplo em Santa B&aacute;rbara, onde as pessoas est&atilde;o indignadas, essa lei em vez de ser solu&ccedil;&atilde;o ser&aacute; fonte de conflito e viol&ecirc;ncia&quot;, alertou Moreno. Al&eacute;m disso, ao chegarem a Tegucigalpa, os manifestantes ficaram sabendo que o governo planejava aderir &agrave; Eiti.<\/p>\n<p>Omar Rivera, diretor-executivo do Grupo Sociedade Civil, que re&uacute;ne v&aacute;rias organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais, acompanhou de perto o processo da Eiti. O grande desafio &eacute; fortalecer as institui&ccedil;&otilde;es encarregadas de controlar a atividade mineradora, tanto em seus aspectos tribut&aacute;rios como em seu impacto ambiental e na potencial transgress&atilde;o de direitos dos povos onde as jazidas s&atilde;o exploradas, alertou. &quot;Atualmente, as institui&ccedil;&otilde;es estatais e municipais respons&aacute;veis por cuidar do cumprimento da lei relacionada &agrave; ind&uacute;stria da minera&ccedil;&atilde;o s&atilde;o insignificantes, com um pobre n&iacute;vel t&eacute;cnico e sem poder pol&iacute;tico&quot;, afirmou ao Terram&eacute;rica.<\/p>\n<p>No governo as expectativas diante da Eiti s&atilde;o outras. Roberto Herrera C&aacute;ceres, alto representante e coordenador nacional para a Eiti, disse ao Terram&eacute;rica que se busca tornar mais transparentes as regras de explora&ccedil;&atilde;o das ind&uacute;strias extrativistas, e para isso se conta com assessoria do Banco Mundial. A vice-presidente Mar&iacute;a Antonieta Guill&eacute;n disse que o governo seguiu todos os requisitos para aderir a essa iniciativa, incluindo a forma&ccedil;&atilde;o de um conselho consultivo com participa&ccedil;&atilde;o de setores acad&ecirc;micos, empresariais e da sociedade civil. O objetivo &eacute; que se reconhe&ccedil;a quanto &eacute; pago em impostos e como s&atilde;o investidos esses recursos. &quot;Queremos assentar bases de uma verdadeira transpar&ecirc;ncia nessa &aacute;rea&quot;, disse vice-presidente &agrave; imprensa local. Envolverde\/Terram&eacute;rica<\/p>\n<p>* A autora &eacute; correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tegucigalpa, Honduras, 19\/03\/2013 &ndash; (Terram&eacute;rica).- As institui&ccedil;&otilde;es hondurenhas que devem velar pelo cumprimento da legisla&ccedil;&atilde;o relacionada &agrave; ind&uacute;stria da minera&ccedil;&atilde;o &quot;s&atilde;o insignificantes, com um pobre n&iacute;vel t&eacute;cnico e sem poder pol&iacute;tico&quot;, segundo ativistas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/transparncia-extrativista-turvada\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,12,5,11],"tags":[21],"class_list":["post-11546","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11546","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11546"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11546\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11546"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11546"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11546"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}