{"id":11555,"date":"2013-03-19T10:46:30","date_gmt":"2013-03-19T10:46:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11555"},"modified":"2013-03-19T10:46:30","modified_gmt":"2013-03-19T10:46:30","slug":"rssia-recebe-petrleo-venezuelano-a-centavos-por-barril","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/rssia-recebe-petrleo-venezuelano-a-centavos-por-barril\/","title":{"rendered":"R&uacute;ssia recebe petr&oacute;leo venezuelano a centavos por barril"},"content":{"rendered":"<p>Caracas, Venezuela, 19\/03\/2013 &ndash; As empresas estatais Rosneft, da R&uacute;ssia, e PDVSA, da Venezuela, se associaram para explorar um campo de petr&oacute;leo com reservas estimadas em 40 bilh&otilde;es de barris, em um refor&ccedil;o da alian&ccedil;a entre os dois pa&iacute;ses. A parte russa entrar&aacute; com 40% do projeto, no valor de US$ 1,5 bilh&atilde;o, de um po&ccedil;o venezuelano que em cinco anos produzir&aacute; 400 mil barris por dia, segundo dirigentes das duas empresas.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11555\" style=\"width: 142px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/c2-199x300.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11555\" class=\"size-medium wp-image-11555\" title=\"Atividade em um dos campos da Faixa Petrol\u00c3\u00adfera do Orenoco. - Minist&eacute;rio de Petr&oacute;leo e Minera&ccedil;&atilde;o\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/c2-199x300.jpg\" alt=\"Atividade em um dos campos da Faixa Petrol\u00c3\u00adfera do Orenoco. - Minist&eacute;rio de Petr&oacute;leo e Minera&ccedil;&atilde;o\" width=\"132\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11555\" class=\"wp-caption-text\">Atividade em um dos campos da Faixa Petrol\u00c3\u00adfera do Orenoco. - Minist&eacute;rio de Petr&oacute;leo e Minera&ccedil;&atilde;o<\/p><\/div>  &quot;Para a Rosneft &eacute; um atraente neg&oacute;cio comprar o acesso a reservas a pre&ccedil;o muito baixo. Com esses 40% &#39;adquire&#39; 16 bilh&otilde;es de barris ao custo unit&aacute;rio de US$ 0,10 o barril&quot;, disse &agrave; IPS V&iacute;ctor Poleo, docente de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o em economia petroleira da Universidade Central da Venezuela (p&uacute;blica). O barril (159 litros) &eacute; cotado entre US$ 90 e US$ 100 no mercado mundial.<\/p>\n<p>O petr&oacute;leo objeto do acordo se encontra na Faixa Petrol&iacute;fera do Orenoco, uma &aacute;rea de 55 mil quil&ocirc;metros quadrados no sudoeste da Venezuela que conteria 1,2 trilh&atilde;o de barris, dos quais cerca de 240 mil s&atilde;o reservas recuper&aacute;veis, segundo o Minist&eacute;rio de Petr&oacute;leo e Minera&ccedil;&atilde;o. O governo de Hugo Ch&aacute;vez (1999-2013), falecido no dia 5 deste m&ecirc;s, batizou os lotes da Faixa com nomes de batalhas da Guerra da Independ&ecirc;ncia (1810-1824) e concedeu &aacute;reas a empresas mistas, com uma participa&ccedil;&atilde;o acion&aacute;ria m&iacute;nima da PDVSA (Petr&oacute;leos da Venezuela) de 60%. <\/p>\n<p>Com esse esquema, a Lei de Hidrocarbonos de 2006 substituiu os contratos de servi&ccedil;o que antes se estendiam a operadoras estrangeiras, as quais tiveram que se transformar em s&oacute;cias. Legalmente, o petr&oacute;leo dos po&ccedil;os pertence &agrave; na&ccedil;&atilde;o. A Rosneft pagar&aacute; &agrave; PDVSA um b&ocirc;nus de US$ 1,1 bilh&atilde;o por seu direito &agrave; nova associa&ccedil;&atilde;o no lote Carabobo, j&aacute; aprovada pelo parlamento venezuelano. Em abril, as duas empresas afinar&atilde;o detalhes da constitui&ccedil;&atilde;o da nova companhia mista, a PetroVictoria. <\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, os russos passaram a donos de 40% da empresa mista que opera o vizinho campo de Jun&iacute;n, quando adquiriu em outubro o cons&oacute;rcio russo-brit&acirc;nico TNK-BP. As reservas de Jun&iacute;n s&atilde;o estimadas em 53 bilh&otilde;es de barris, dos quais 40% superam os 18 bilh&otilde;es de barris que a Rosneft possui na R&uacute;ssia. Com a opera&ccedil;&atilde;o em Carabobo, &quot;valoriza suas a&ccedil;&otilde;es a um custo muito baixo&quot;, apontou Poleo, cr&iacute;tico das empresas mistas, por consider&aacute;-las &quot;uma cess&atilde;o de nossos direitos sobre as reservas&quot;.<\/p>\n<p>Para Poleo, que foi vice-ministro de Energia nos tr&ecirc;s primeiros anos do governo de chaves, &quot;no fim do dia significa que cada cem barris produzidos por seus lotes em Jun&iacute;n e Carabobo, 40 ser&atilde;o da Rosneft, al&eacute;m de 40% da renda com o petr&oacute;leo&quot;. Jos&eacute; Su&aacute;rez N&uacute;&ntilde;ez, da publica&ccedil;&atilde;o especializada Petrofinanzas, destacou &agrave; IPS o avan&ccedil;o russo na Faixa, embora &quot;em volumes no momento irris&oacute;rios e de um petr&oacute;leo muito pesado, de refino caro&quot;. Isso contrasta &quot;com os dep&oacute;sitos de petr&oacute;leo leve e uma produ&ccedil;&atilde;o l&iacute;der, de dez milh&otilde;es de barris\/dia na R&uacute;ssia&quot;, recordou.<\/p>\n<p>A maior parte do petr&oacute;leo da Faixa &eacute; extrapesado, de menos de dez graus API (classifica&ccedil;&atilde;o do American Petroleum Institute), diante dos de mais de 30 graus no do Oriente M&eacute;dio, R&uacute;ssia ou Mar do Norte. Por isso, antes de ser refinado, precisa ser melhorado, em um processo equivalente a um refino parcial. &quot;Os acordos da Rosneft com a PDVSA fazem parte da proje&ccedil;&atilde;o da R&uacute;ssia para a Am&eacute;rica Latina, uma regi&atilde;o de tradicional influ&ecirc;ncia dos Estados Unidos&quot;, lembrou Kenneth Ram&iacute;rez, especialista em geopol&iacute;tica petroleira e presidente do privado Conselho Venezuelano de Rela&ccedil;&otilde;es Internacionais.<\/p>\n<p>Essa proje&ccedil;&atilde;o integra &quot;a grande estrat&eacute;gia da R&uacute;ssia para ressurgir como pot&ecirc;ncia global e replicar o avan&ccedil;o de Washington sobre o que j&aacute; foi sua zona de influ&ecirc;ncia, na &Aacute;sia central e do sul, no C&aacute;ucaso, nos B&aacute;lc&atilde;s e no Mar Negro&quot;, disse o especialista &agrave; IPS. &quot;Entre suas linhas est&aacute; fortalecer v&iacute;nculos com o Brasil, integrante do Brics (Brasil, R&uacute;ssia, &Iacute;ndia, China, &Aacute;frica do Sul), e avan&ccedil;ar para a Alba (Alian&ccedil;a Bolivariana para os Povos de Nossa Am&eacute;rica, com oito pa&iacute;ses) que a Venezuela lidera&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Para os funerais de Ch&aacute;vez, no dia 8, o mandat&aacute;rio russo, Vladimir Putin, enviou como seu representante o presidente da Rosneft, Igor Sechin. O executivo aproveitou para manter uma reuni&atilde;o com Nicol&aacute;s Maduro, presidente interino e candidato a suceder Ch&aacute;vez nas elei&ccedil;&otilde;es de 14 de abril, para discutir obst&aacute;culos que teriam surgido em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; petroleira binacional.<\/p>\n<p>A imprensa local mencionou problemas na capacidade da PDVSA para atender seus compromissos financeiros, como evidenciam atrasos em suas obriga&ccedil;&otilde;es com a Petrobras na constru&ccedil;&atilde;o da refinaria Abreu e Lima. Contudo, o ministro do Petr&oacute;leo e presidente da PDVSA, Rafael Ram&iacute;rez, ratificou &quot;o compromisso de continuar com a pol&iacute;tica energ&eacute;tica empreendida desde 1999&quot; por Hugo Ch&aacute;vez.<\/p>\n<p>&quot;A rela&ccedil;&atilde;o estrat&eacute;gica com China e R&uacute;ssia continuar&aacute; se aprofundando, em concord&acirc;ncia com o esquema de multipolaridade, que tem sido fundamental na pol&iacute;tica internacional da revolu&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou o ministro. Quando os projetos se desenvolverem, a alian&ccedil;a russo-venezuelana implicar&aacute; investir US$ 46 bilh&otilde;es na Faixa, dos quais Moscou entregar&aacute; US$ 17 bilh&otilde;es, assegurou.<\/p>\n<p>Kenneth Ram&iacute;rez destacou que a Rosneft tamb&eacute;m trabalha em campos maduros (velhos) em &aacute;reas distintas da Faixa e assinou acordos para participar de futuras explora&ccedil;&otilde;es de g&aacute;s e fornecimento de brocas para a extra&ccedil;&atilde;o de petr&oacute;leo. &quot;Moscou n&atilde;o vem buscar fornecimento, pois tem reservas de 88 bilh&otilde;es de barris, mas faz neg&oacute;cios que alavanquem uma alian&ccedil;a estrat&eacute;gica&quot;, ressaltou o especialista em geopol&iacute;tica. Poleo afirmou que, &quot;tamb&eacute;m para a nova nomenclatura venezuelana, &eacute; um bom neg&oacute;cio comprar alian&ccedil;as com Putin e seus &#39;silovikis&#39;, hierarcas de intelig&ecirc;ncia que integraram a KGB (pol&iacute;cia pol&iacute;tica da extinta Uni&atilde;o Sovi&eacute;tica) e assumiram a condu&ccedil;&atilde;o de grandes empresas ap&oacute;s a queda do antigo regime&quot;.<\/p>\n<p>Dentro dessa nova alian&ccedil;a se situariam as compras militares da Venezuela na R&uacute;ssia. Desde 2006, Caracas comprou dos russos pelo menos US$ 9 bilh&otilde;es em avi&otilde;es, helic&oacute;pteros, lan&ccedil;a-foguetes, tanques, blindados e fuzis de assalto, segundo a organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Controle Cidad&atilde;o para a Seguran&ccedil;a, a Defesa e a For&ccedil;a Armada. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caracas, Venezuela, 19\/03\/2013 &ndash; As empresas estatais Rosneft, da R&uacute;ssia, e PDVSA, da Venezuela, se associaram para explorar um campo de petr&oacute;leo com reservas estimadas em 40 bilh&otilde;es de barris, em um refor&ccedil;o da alian&ccedil;a entre os dois pa&iacute;ses. A parte russa entrar&aacute; com 40% do projeto, no valor de US$ 1,5 bilh&atilde;o, de um po&ccedil;o venezuelano que em cinco anos produzir&aacute; 400 mil barris por dia, segundo dirigentes das duas empresas. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/america-latina\/rssia-recebe-petrleo-venezuelano-a-centavos-por-barril\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,5,10,11],"tags":[18],"class_list":["post-11555","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-economia","category-energia","category-politica","tag-europa"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11555","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11555"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11555\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11555"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11555"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11555"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}