{"id":11601,"date":"2013-03-27T10:57:50","date_gmt":"2013-03-27T10:57:50","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11601"},"modified":"2013-03-27T10:57:50","modified_gmt":"2013-03-27T10:57:50","slug":"na-suazilndia-os-poos-so-muitos-mas-a-gua-pouca","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/africa\/na-suazilndia-os-poos-so-muitos-mas-a-gua-pouca\/","title":{"rendered":"Na Suazil&acirc;ndia os po&ccedil;os s&atilde;o muitos, mas a &aacute;gua &eacute; pouca"},"content":{"rendered":"<p>Mbabane, Suazil&acirc;ndia, 27\/03\/2013 &ndash; H&aacute; quatro anos que Tintfombi Msibi passa diariamente por um po&ccedil;o abandonado em sua aldeia de Ekuphakameni, uma das mais secas no sul da Suazil&acirc;ndia, quando se dirige a um sujo riacho a dois quil&ocirc;metros de dist&acirc;ncia para pegar &aacute;gua.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11601\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/sa13-300x199.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11601\" class=\"size-medium wp-image-11601\" title=\"Novos projetos com torneiras comunit&aacute;rias poderiam ser a solu&ccedil;&atilde;o para a Suazil&acirc;ndia. - Mantoe Phakathi\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/sa13-300x199.jpg\" alt=\"Novos projetos com torneiras comunit&aacute;rias poderiam ser a solu&ccedil;&atilde;o para a Suazil&acirc;ndia. - Mantoe Phakathi\/IPS\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11601\" class=\"wp-caption-text\">Novos projetos com torneiras comunit&aacute;rias poderiam ser a solu&ccedil;&atilde;o para a Suazil&acirc;ndia. - Mantoe Phakathi\/IPS<\/p><\/div>  &quot;Temos que nos esfor&ccedil;ar para trazer &aacute;gua a esta comunidade, porque o po&ccedil;o que o governo instalou para n&oacute;s j&aacute; deteriorou&quot;, disse &agrave; IPS esta mulher de 52 anos.<\/p>\n<p>O po&ccedil;o foi instalado gra&ccedil;as ao Plano de &Aacute;gua Umbfombo Wekuphila, sob a condi&ccedil;&atilde;o de os benefici&aacute;rios criarem um fundo para sua manuten&ccedil;&atilde;o. Por&eacute;m, Msibi contou que alguns membros da comunidade s&atilde;o muito pobres para pagar a cota mensal de US$ 1,60. &quot;A maior parte das pessoas daqui &eacute; pobre, por isso n&atilde;o podem pagar&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Devido &agrave; falta de manuten&ccedil;&atilde;o, o po&ccedil;o foi se deteriorando, e o custo dos reparos agora exige que cada fam&iacute;lia consiga dez vezes mais dinheiro do que contribuiu originalmente para a sua abertura. Em um pa&iacute;s onde 63% da popula&ccedil;&atilde;o vive abaixo da linha de pobreza, de US$ 2 di&aacute;rios, US$ 17 &eacute; uma quantia muito alta. E a comunidade de Msibi n&atilde;o &eacute; a &uacute;nica com dificuldades no acesso &agrave; &aacute;gua.<\/p>\n<p>A organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental Water Project afirma que 90% dos projetos comunit&aacute;rios para fornecer &aacute;gua neste pa&iacute;s da &Aacute;frica austral n&atilde;o est&atilde;o funcionando. O diretor do Departamento de &Aacute;gua Rural do Minist&eacute;rio de Recursos Naturais e Energia, Obed Ngwenya, confirmou que a enorme maioria dos projetos est&aacute; paralisada, mas que s&oacute; poderia fornecer dados concretos ap&oacute;s a avalia&ccedil;&atilde;o do funcionamento de cada um deles.<\/p>\n<p>&quot;Mais de 90% dos planos rurais de &aacute;gua usam po&ccedil;os, que representam um grande desafio, porque se rompem&quot;, disse Ngwenya &agrave; IPS. O resto dos projetos consiste em mananciais, que s&atilde;o muito mais f&aacute;ceis de manejar, explicou. Al&eacute;m disso, acrescentou que normalmente, quando um po&ccedil;o se rompe, outro &eacute; constru&iacute;do. &quot;O que est&aacute; deteriorado n&atilde;o &eacute; refeito, por isso fica ocioso&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>A aldeia de Ekuphakameni fica dentro da jurisdi&ccedil;&atilde;o de Matsanjeni, que tem 175 po&ccedil;os. O diretor do distrito, Seth Gumbi, explicou &agrave; IPS que 75 deles n&atilde;o funcionam e que os cem restantes n&atilde;o s&atilde;o suficientes para cobrir a demanda dos 17 mil habitantes. Alguns po&ccedil;os usam bombas operadas manualmente que quebram com facilidade, disse Gumbi, esclarecendo que outras se deterioraram pela alta concentra&ccedil;&atilde;o de sal na &aacute;gua, que corroeu seus mecanismos. &quot;Alguns po&ccedil;os secam porque a &aacute;gua subterr&acirc;nea &eacute; insuficiente. H&aacute; po&ccedil;os por todos os lados, mas n&atilde;o h&aacute; &aacute;gua para beber&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Trevor Shongwe, diretor interino do Departamento de &Aacute;gua Rural, assegurou &agrave; IPS que o po&ccedil;o de Ekuphakameni ser&aacute; reparado dentro de poucos meses, e ent&atilde;o Msibi n&atilde;o ter&aacute; que sair de sua aldeia para conseguir &aacute;gua pot&aacute;vel. &quot;Atualmente estamos fazendo um mapa de todos os planos de &aacute;gua rural no pa&iacute;s para saber quantos est&atilde;o funcionando&quot;, informou, acrescentando que cinco dos 55 distritos do pa&iacute;s j&aacute; foram estudados. Shongwe afirmou que o governo se associou com privados e grupos da sociedade civil para reparar os po&ccedil;os danificados.<\/p>\n<p>Segundo o presidente do n&atilde;o governamental F&oacute;rum de &Aacute;gua, Saneamento e Higiene, Jameson Mkhonta, a maior parte dos projetos ficou paralisada por falta de manuten&ccedil;&atilde;o. E outros deixaram de funcionar porque as comunidades n&atilde;o podiam pagar a eletricidade exigida pelas bombas. &quot;Como parte de uma iniciativa de reabilita&ccedil;&atilde;o, tamb&eacute;m sensibilizaremos as comunidades para que mobilizem recursos de maneira a pagarem suas contas de eletricidade&quot;, afirmou Mkhonta &agrave; IPS. As comunidades tamb&eacute;m ser&atilde;o capacitadas sobre como administrar os projetos de forma eficiente. O Departamento de &Aacute;gua Rural exorta as comunidades a usarem bombas de &aacute;gua por gravidade, sempre que seja poss&iacute;vel, para n&atilde;o gastar eletricidade.<\/p>\n<p>Nsuka, comunidade que fica a uma hora de Manzini, a capital comercial do pa&iacute;s, utilizar&aacute; este tipo de bombas. Financiado pela organiza&ccedil;&atilde;o World Vision Swaziland (WVS), o projeto implica a constru&ccedil;&atilde;o de um tanque com capacidade para 120 mil litros de &aacute;gua de um manancial pr&oacute;ximo. &quot;O manancial fica no topo de uma colina, o que facilita o bombeamento gra&ccedil;as &agrave; gravidade&quot;, explicou &agrave; IPS o gerente do programa de &aacute;gua e saneamento da WVS, Daniel Maduna.<\/p>\n<p>O projeto atender&aacute;, a partir de junho, a demanda de 221 domic&iacute;lios com m&eacute;dia de dez pessoas cada um, afirmou Maduna. Embora o custo do projeto seja baixo, os moradores de Nsuka ter&atilde;o que contribuir para a manuten&ccedil;&atilde;o das tubula&ccedil;&otilde;es. At&eacute; agora reuniram US$ 66 para criar um fundo. Maduna disse que as torneiras comunit&aacute;rias ser&atilde;o instaladas em um raio de 200 metros de cada casa. &quot;Cada pessoa tem direito a 30 litros de &aacute;gua por dia. Este projeto atender&aacute; essa demanda, e se espera que funcione por mais de 20 anos&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mbabane, Suazil&acirc;ndia, 27\/03\/2013 &ndash; H&aacute; quatro anos que Tintfombi Msibi passa diariamente por um po&ccedil;o abandonado em sua aldeia de Ekuphakameni, uma das mais secas no sul da Suazil&acirc;ndia, quando se dirige a um sujo riacho a dois quil&ocirc;metros de dist&acirc;ncia para pegar &aacute;gua. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/03\/africa\/na-suazilndia-os-poos-so-muitos-mas-a-gua-pouca\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":128,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,8,12,5],"tags":[21],"class_list":["post-11601","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11601","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/128"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11601"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11601\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11601"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11601"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11601"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}