{"id":1164,"date":"2005-11-03T00:00:00","date_gmt":"2005-11-03T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1164"},"modified":"2005-11-03T00:00:00","modified_gmt":"2005-11-03T00:00:00","slug":"ambiente-como-se-deve-combater-a-gripe-aviria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/america-latina\/ambiente-como-se-deve-combater-a-gripe-aviria\/","title":{"rendered":"Ambiente: Como se deve combater a gripe avi&aacute;ria"},"content":{"rendered":"<p>Roma, 03\/11\/2005 &ndash; A cont&iacute;nua propaga&ccedil;&atilde;o do mort&iacute;fero v&iacute;rus H5N1 da gripe avi&aacute;ria em pa&iacute;ses fora do Sudeste Asi&aacute;tico confirma o alerta lan&ccedil;ado pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura e a Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO) de que se trata de um problema internacional que requer uma resposta em n&iacute;vel mundial. O v&iacute;rus agora viaja para o ocidente atrav&eacute;s das rotas das aves migrat&oacute;rias e j&aacute; chegou &agrave;s portas da Europa. Calcula-se que alcan&ccedil;ar&aacute; os pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio e da &Aacute;frica em um futuro muito pr&oacute;ximo. O cen&aacute;rio atual dessa enfermidade n&atilde;o deve causar p&acirc;nico, mas necessita de uma resposta racional e imediata para combat&ecirc;-la em sua origem, isto &eacute;, nos animais.<br \/> <!--more--> <br \/> A gripe do frango &eacute;, antes de tudo, uma doen&ccedil;a animal que necessita de uma resposta em n&iacute;vel veterin&aacute;rio. O v&iacute;rus pode ser derrotado e controlado se os pa&iacute;ses afetados e a comunidade internacional cooperarem de forma estreita e estabelecerem sistemas eficazes de vigil&acirc;ncia e controle da doen&ccedil;a. Os focos do v&iacute;rus nos animais devem ser detectados em sua fase inicial, as aves infectadas t&ecirc;m de ser sacrificadas e se deve vacinar as que estiverem amea&ccedil;adas. Reduzir a gripe avi&aacute;ria nos animais contribui diretamente para proteger a sa&uacute;de humana. Os pa&iacute;ses desenvolvidos contam com todos os meios e as ferramentas necess&aacute;rias para responder de forma imediata a um foco de gripe avi&aacute;ria.<\/p>\n<p> A FAO est&aacute; mais preocupada com o epicentro da doen&ccedil;a no Sudeste Asi&aacute;tico, onde o v&iacute;rus se tornou end&ecirc;mico e onde alguns pa&iacute;ses enfrentam um alto grau de infec&ccedil;&atilde;o. E mais, a propaga&ccedil;&atilde;o potencial do v&iacute;rus para a &Aacute;frica poderia tornar-se desastrosa, considerando a sa&uacute;de debilitada de muitos africanos e a prec&aacute;ria infra-estrutura veterin&aacute;ria que existe nos pa&iacute;ses pobres. Entretanto, a gripe do frango n&atilde;o deve fazer com que nos sintamos impotentes. Os pa&iacute;ses afetados no Sudeste Asi&aacute;tico est&atilde;o demonstrando que &eacute; poss&iacute;vel conter o v&iacute;rus com &ecirc;xito. A Tail&acirc;ndia conseguiu uma not&aacute;vel redu&ccedil;&atilde;o dos focos atrav&eacute;s de grandes investimentos na luta contra a doen&ccedil;a nas granjas, atrav&eacute;s do sacrif&iacute;cio de aves e melhora da vigil&acirc;ncia e na identifica&ccedil;&atilde;o de animais doentes.<\/p>\n<p> No Vietn&atilde;, a melhoria da higiene e das t&eacute;cnicas de produ&ccedil;&atilde;o nas granjas, junto com o controle do movimento de aves e as campanhas de vacina&ccedil;&atilde;o, reduzir&atilde;o a freq&uuml;&ecirc;ncia dos focos. V&aacute;rios pa&iacute;ses, como Mal&aacute;sia, Rep&uacute;blica da Cor&eacute;ia e Jap&atilde;o eliminaram a doen&ccedil;a de forma r&aacute;pida depois do surgimento dos primeiros casos. Para vencer a batalha contra a gripe do frango &eacute; necess&aacute;rio limitar o contato estreito entre as aves de cria&ccedil;&atilde;o, as pessoas e as aves silvestres. Frangos, patos e outras esp&eacute;cies dom&eacute;sticas t&ecirc;m de ser mantidos isolados e as granjas a salvo das aves silvestres, na medida do poss&iacute;vel. Tamb&eacute;m &eacute; necess&aacute;rio controlar de forma r&iacute;gida os mercados de animais vivos no Sudeste Asi&aacute;tico, onde as aves dom&eacute;sticas e silvestres s&atilde;o oferecidas em engradados juntas umas das outras.<\/p>\n<p> Os veterin&aacute;rios est&atilde;o linha de frente na guerra contra a gripe avi&aacute;ria. T&ecirc;m os conhecimentos para detectar o v&iacute;rus e tomar medidas imediatas. Infelizmente, quase todo o debate p&uacute;blico se centra hoje nas conseq&uuml;&ecirc;ncias da gripe avi&aacute;ria sobre a sa&uacute;de humana, ignorando o estado, freq&uuml;entemente prec&aacute;rio, dos servi&ccedil;os veterin&aacute;rios em muitos pa&iacute;ses pobres. As na&ccedil;&otilde;es afetadas e a comunidade internacional devem, com urg&ecirc;ncia, destinar mais recursos aos servi&ccedil;os veterin&aacute;rios e aos trabalhadores da &aacute;rea da sa&uacute;de animal, j&aacute; que representam a primeira linha de defesa contra o v&iacute;rus.<\/p>\n<p> A FAO e a Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial de Sa&uacute;de Animal (OIE) desenvolvem uma detalhada estrat&eacute;gia mundial para o controle da gripe avi&aacute;ria em animais, cuja instrumenta&ccedil;&atilde;o tem custo de US$ 175 milh&otilde;es para a vigil&acirc;ncia, diagn&oacute;stico e outras medidas de controle, incluindo a vacina&ccedil;&atilde;o. Entretanto, devemos enfrentar uma grave falta de financiamento, j&aacute; que at&eacute; agora recebemos apenas US$ 30 milh&otilde;es da Alemanha, Su&iacute;&ccedil;a, do Jap&atilde;o, dos Estados Unidos e dos Pa&iacute;ses Baixos.<\/p>\n<p> Os pa&iacute;ses amea&ccedil;ados e a comunidade internacional devem agir com rapidez para controlar a gripe avi&aacute;ria em sua origem, nos animais. N&atilde;o podemos nos permitir esperar para combater a doen&ccedil;a nos hospitais e nas farm&aacute;cias, mas devemos eliminar o v&iacute;rus nas granjas e aldeias infectadas. Prevenir ser&aacute; mais barato a longo prazo do que curar. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p> (*) Jacques Diouf &eacute; diretor-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura e a Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO).<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Roma, 03\/11\/2005 &ndash; A cont&iacute;nua propaga&ccedil;&atilde;o do mort&iacute;fero v&iacute;rus H5N1 da gripe avi&aacute;ria em pa&iacute;ses fora do Sudeste Asi&aacute;tico confirma o alerta lan&ccedil;ado pela Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Agricultura e a Alimenta&ccedil;&atilde;o (FAO) de que se trata de um problema internacional que requer uma resposta em n&iacute;vel mundial. O v&iacute;rus agora viaja para o ocidente atrav&eacute;s das rotas das aves migrat&oacute;rias e j&aacute; chegou &agrave;s portas da Europa. Calcula-se que alcan&ccedil;ar&aacute; os pa&iacute;ses do Oriente M&eacute;dio e da &Aacute;frica em um futuro muito pr&oacute;ximo. 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