{"id":11641,"date":"2013-04-04T11:29:44","date_gmt":"2013-04-04T11:29:44","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11641"},"modified":"2013-04-04T11:29:44","modified_gmt":"2013-04-04T11:29:44","slug":"tnue-esperana-de-desnuclearizao-em-crise-coreana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/politica\/tnue-esperana-de-desnuclearizao-em-crise-coreana\/","title":{"rendered":"T&ecirc;nue esperan&ccedil;a de desnucleariza&ccedil;&atilde;o em crise coreana"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 04\/04\/2013 &ndash; Distender a crise na pen&iacute;nsula coreana parece uma tarefa tit&acirc;nica, para n&atilde;o falar em convencer Pyongyang a abandonar seu arsenal nuclear como alguma vez prometeu, com todas as partes pressionando. <!--more--> Na verdade, as &uacute;ltimas medidas dos principais atores, Coreia do Sul, Coreia do Norte e Estados Unidos, motivaram, no dia 2, novos apelos &agrave; calma por parte do secret&aacute;rio-geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU), Ban Ki-moon.<\/p>\n<p>&quot;A crise chegou muito longe&quot;, alertou Ban, que foi chanceler da Coreia do Sul. &quot;A situa&ccedil;&atilde;o deve come&ccedil;ar a se acalmar, n&atilde;o h&aacute; necessidade de a Coreia do Norte tomar um rumo de colis&atilde;o com a comunidade internacional. As amea&ccedil;as nucleares n&atilde;o s&atilde;o um jogo&quot;, insistiu.<\/p>\n<p>A rea&ccedil;&atilde;o de Ban aconteceu ap&oacute;s as &uacute;ltimas amea&ccedil;as de Pyongyang e, em especial, ao an&uacute;ncio do dia 2, de que reativaria o complexo nuclear de Yongbyon, que, segundo a intelig&ecirc;ncia norte-americana, havia extra&iacute;do plut&ocirc;nio suficiente para produzir at&eacute; oito bombas at&ocirc;micas. Acredita-se que pelo menos duas delas foram testadas sob a terra em 2006 e 2009.<\/p>\n<p>O complexo inclui uma sofisticada usina de enriquecimento de ur&acirc;nio que poderia oferecer uma segunda fonte de combust&iacute;vel para a fabrica&ccedil;&atilde;o de bombas. O mesmo foi parcialmente desmantelado h&aacute; sete anos em um acordo de desnucleariza&ccedil;&atilde;o em troca de ajuda, patrocinado pelas demoradas conversa&ccedil;&otilde;es das Seis Partes (Coreia do Norte, Coreia do Sul, China, Estados Unidos, Jap&atilde;o e R&uacute;ssia).<\/p>\n<p>&quot;Os trabalhos come&ccedil;ar&atilde;o sem demora&quot;, segundo um comunicado divulgado pela Ag&ecirc;ncia Central de Not&iacute;cias Coreana, que tamb&eacute;m destacou que o complexo seria usado para a gera&ccedil;&atilde;o el&eacute;trica e para &quot;refor&ccedil;ar a for&ccedil;a armada nuclear, tanto em qualidade quanto em quantidade, at&eacute; que o mundo se desnuclearize&quot;.<\/p>\n<p>Por sua vez, os Estados Unidos enviaram um destroyer com m&iacute;sseis guiados para unir-se ao destroyer John McCain, cujos sistemas est&atilde;o projetados para interceptar m&iacute;sseis bal&iacute;sticos pouco depois de seu lan&ccedil;amento, despachado no dia 1&ordm; para a regi&atilde;o. O envio coincide com as manobras anuais conjuntas de Estados Unidos e Coreia do Sul, que inclu&iacute;ram voos de bombardeiros B-52 e simula&ccedil;&otilde;es de bombardeios com dois B-2 perto da fronteira norte-coreana.<\/p>\n<p>Os exerc&iacute;cios militares, conhecidos como Foal Eagle, parecem ter avivado a escalada de tens&atilde;o dos &uacute;ltimos dias, que j&aacute; estava quase ao m&aacute;ximo depois que o Conselho de Seguran&ccedil;a da ONU determinou novas san&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas e diplom&aacute;ticas contra Pyongyang, em mar&ccedil;o. O Conselho, que tem entre seus membros a China (aliada mais pr&oacute;xima da Coreia do Norte e principal fornecedor de combust&iacute;vel e alimento a esse pa&iacute;s), decidiu por unanimidade impor san&ccedil;&otilde;es contra esse pa&iacute;s, ap&oacute;s os testes nucleares subterr&acirc;neos de 12 de fevereiro, os terceiros desde 2006.<\/p>\n<p>Desde a aprova&ccedil;&atilde;o das san&ccedil;&otilde;es, que coincidiu com o come&ccedil;o dos exerc&iacute;cios militares, o regime, liderado por Kim Jong-um, de 29 anos e neto do fundador da Coreia do Norte, afirma que Washington e Seul planejavam um ataque nuclear contra seu territ&oacute;rio. Desde ent&atilde;o lan&ccedil;ou, entre outras medidas, suas pr&oacute;prias manobras militares, renunciou ao armist&iacute;cio de 1953 que p&ocirc;s fim &agrave; guerra da Coreia, cortou as &quot;linhas diretas&quot; com Seul, amea&ccedil;ou com um &quot;ataque nuclear preventivo&quot; contra o pa&iacute;s vizinho, os Estados Unidos e suas bases no Oceano Pac&iacute;fico, e anunciou que entrara em &quot;estado de guerra&quot;.<\/p>\n<p>O governo de Barack Obama destacou que n&atilde;o v&ecirc; preparativos espec&iacute;ficos da Coreia do Norte para cumprir suas amea&ccedil;as, mas o temor de que as hostilidades degenerem por acidente, pois ambos pa&iacute;ses est&atilde;o em alerta m&aacute;ximo e t&ecirc;m as linhas diretas desligadas, aumentam sem cessar.<\/p>\n<p>&quot;A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; que um proj&eacute;til isolado de qualquer das partes inicie uma cadeia de acontecimentos com resultado tr&aacute;gico&quot;, apontou Alan Romberg, especialista em &Aacute;sia que trabalhou no Departamento de Estado norte-americano e atualmente dirige programas sobre &Aacute;sia Pac&iacute;fico no Centro Stimson. &quot;N&atilde;o &eacute; uma marcha para a guerra intencional, mas por acidente poderia nos levar a uma situa&ccedil;&atilde;o muito perigosa&quot;, advertiu.<\/p>\n<p>O an&uacute;ncio feito por Pyongyang no dia 2 n&atilde;o necessariamente &eacute; uma m&aacute; not&iacute;cia, disse Romberg &agrave; IPS. Contudo, parece deixar claro que pretende ser reconhecido como Estado nuclear e n&atilde;o considerar&aacute; o desarmamento at&eacute; que as outras pot&ecirc;ncias nucleares o fa&ccedil;am. Em especial, o especialista se referiu &agrave; nova lei adotada no dia 1&ordm; pela Assembleia Popular Suprema (parlamento), sobre a &quot;consolida&ccedil;&atilde;o da posi&ccedil;&atilde;o dos Estados nucleares para autodefesa&quot;, que cria as bases de um contexto legal para a estrat&eacute;gia nuclear do pa&iacute;s.<\/p>\n<p>Entre outros artigos, a lei declara que o principal objetivo das armas nucleares da Coreia do Norte &eacute; dissuadir e que poder&atilde;o ser usadas somente para &quot;repelir uma invas&atilde;o ou um ataque de um pa&iacute;s nuclear hostil e lan&ccedil;ar contra-ataques&quot; e a n&atilde;o prolifera&ccedil;&atilde;o. &quot;Fazem duas coisas ao mesmo tempo, dar passos para mostrar que insistem em seu programa nuclear, mas tamb&eacute;m o fazem de forma disciplinada e legal. N&atilde;o h&aacute; ind&iacute;cios de ren&uacute;ncia ao programa nuclear, mas, talvez, certa retirada da ret&oacute;rica que mant&eacute;m todo o mundo nervoso&quot;, pontuou Romberg.<\/p>\n<p>Os &uacute;ltimos acontecimentos apresentam problemas dif&iacute;ceis para o governo de Obama, que reiterou sua disposi&ccedil;&atilde;o ao di&aacute;logo com Pyongyang sobre v&aacute;rios assuntos, incluindo as negocia&ccedil;&otilde;es de um acordo de paz permanente, mas somente se a Coreia do Norte se comprometer com a desnucleariza&ccedil;&atilde;o, lembrou Romberg.<\/p>\n<p>Cada vez mais analistas distantes de Washington pedem aos Estados Unidos urg&ecirc;ncia em reconsiderar sua negativa de convencer Pyongyang e alertam que, ao n&atilde;o faz&ecirc;-lo, correm o risco de colocar uma cunha entre Estados Unidos e Coreia do Sul, cuja presidenta, Park Geun-hye, n&atilde;o condicionou as conversa&ccedil;&otilde;es Norte-Sul ao compromisso de desnucleariza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em uma destacada coluna publicada no jornal The Washington Post, Mike Chinoy, da Universidade do Sul da Calif&oacute;rnia, pede urg&ecirc;ncia a Obama no sentido de enviar um funcion&aacute;rio de alto n&iacute;vel para se reunir com Kim e &quot;explorar as possibilidades de reverter a &uacute;ltima espiral descendente&quot;. Envolverde\/IPS<\/p>\n<p>* O blog de Jim Lobe sobre pol&iacute;tica externa dos Estados Unidos pode ser lido em www.lobelog.com.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 04\/04\/2013 &ndash; Distender a crise na pen&iacute;nsula coreana parece uma tarefa tit&acirc;nica, para n&atilde;o falar em convencer Pyongyang a abandonar seu arsenal nuclear como alguma vez prometeu, com todas as partes pressionando. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/politica\/tnue-esperana-de-desnuclearizao-em-crise-coreana\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":104,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[17],"class_list":["post-11641","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11641","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/104"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11641"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11641\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11641"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11641"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11641"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}