{"id":11661,"date":"2013-04-09T09:53:15","date_gmt":"2013-04-09T09:53:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11661"},"modified":"2013-04-09T09:53:15","modified_gmt":"2013-04-09T09:53:15","slug":"drones-para-a-paz","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/america-latina\/drones-para-a-paz\/","title":{"rendered":"Drones para a paz"},"content":{"rendered":"<p>Cidade do M&eacute;xico, M&eacute;xico, 09\/04\/2013 &ndash; (Terram&eacute;rica).- Engenheiros mexicanos se dedicaram a desenvolver ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o tripulados para fins pac&iacute;ficos e produtivos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11661\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/JORDI_MUNOZ-300x222.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11661\" class=\"size-medium wp-image-11661\" title=\"Jordi Mu\u00c3\u00b1oz come&ccedil;ou em 2007 a fabricar avi&otilde;es n&atilde;o tripulados de forma artesanal, a semente do que &eacute; hoje uma florescente empresa. - Cortesia Jordi Mu\u00c3\u00b1oz\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/JORDI_MUNOZ-300x222.jpg\" alt=\"Jordi Mu\u00c3\u00b1oz come&ccedil;ou em 2007 a fabricar avi&otilde;es n&atilde;o tripulados de forma artesanal, a semente do que &eacute; hoje uma florescente empresa. - Cortesia Jordi Mu\u00c3\u00b1oz\" width=\"200\" height=\"148\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11661\" class=\"wp-caption-text\">Jordi Mu\u00c3\u00b1oz come&ccedil;ou em 2007 a fabricar avi&otilde;es n&atilde;o tripulados de forma artesanal, a semente do que &eacute; hoje uma florescente empresa. - Cortesia Jordi Mu\u00c3\u00b1oz<\/p><\/div>  Ofuscados pelo pol&ecirc;mico uso que os Estados Unidos lhes d&atilde;o em sua &quot;guerra ao terrorismo&quot;, os drones (ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o tripulados) t&ecirc;m um potencial quase ilimitado de usos em pesquisa cient&iacute;fica. A palavra inglesa &quot;drones&quot; se refere a avi&otilde;es teledirigidos, os mesmos que os Estados Unidos utilizam, fortemente armados, para assassinar supostos terroristas e que causam muitas mortes civis no Afeganist&atilde;o, Paquist&atilde;o, I&ecirc;men e Som&aacute;lia.<\/p>\n<p>Mais de 40 pa&iacute;ses utilizam ou fabricam estes dispositivos, segundo diversos informes consultados para um artigo publicado pela IPS. Contudo, com estes avi&otilde;es e helic&oacute;pteros aut&ocirc;nomos &eacute; poss&iacute;vel tra&ccedil;ar mapas, inspecionar o fundo marinho, medir a temperatura ou os n&iacute;veis de contamina&ccedil;&atilde;o, monitorar fen&ocirc;menos clim&aacute;ticos e vigiar zonas de alto risco ou s&iacute;tios arqueol&oacute;gicos. No m&ecirc;s passado, a ag&ecirc;ncia espacial norte-americana, Nasa, enviou drones para inspecionar a composi&ccedil;&atilde;o qu&iacute;mica da fuma&ccedil;a do vulc&atilde;o Turrialba, na Costa Rica.<\/p>\n<p>&quot;A tecnologia est&aacute; surgindo, est&atilde;o sendo feitas apenas as primeiras aplica&ccedil;&otilde;es. A mesma sociedade aprendeu a aceitar os drones al&eacute;m dos usos militares, pois percebeu seus diferentes usos. &Eacute; apenas quest&atilde;o de tempo&quot;, para ganharem maior desenvolvimento, disse ao Terram&eacute;rica o mexicano Jordi Mu&ntilde;oz, fundador da empresa 3D Robotics, prioneira na fabrica&ccedil;&atilde;o desses artefatos no M&eacute;xico.<\/p>\n<p>Sua hist&oacute;ria &eacute; semelhante ao surgimento desses aparelhos, que come&ccedil;aram a ser produzidos com US$ 500 fornecidos pelo f&iacute;sico norte-americano Chris Anderson, em 2007. &quot;Me deram confian&ccedil;a pura. Foram os US$ 500 melhor investidos da minha vida. Me ocorreu construir um drone. Eu desenvolvia o piloto autom&aacute;tico e &#39;googleava&#39; em busca de informa&ccedil;&atilde;o quando encontrei um f&oacute;rum, entrei, me registrei e vi que postavam informa&ccedil;&otilde;es sobre drones feitos em casa&quot;, recordou Mu&ntilde;oz, que est&aacute; para se formar engenheiro em computa&ccedil;&atilde;o na estatal Universidade da Calif&oacute;rnia, em Berkeley.<\/p>\n<p>Em 2007, Anderson criou o blog DIY (sigla em ingl&ecirc;s para &quot;fa&ccedil;a voc&ecirc; mesmo&quot;) Drones, um f&oacute;rum para que interessados trocassem experi&ecirc;ncias, c&oacute;digos eletr&ocirc;nicos e mapas de componentes. &quot;Comecei a postar v&iacute;deos, escrever c&oacute;digos, documentava e publicava o que fazia&quot;, contou Mu&ntilde;oz, cujo trabalho chamou a aten&ccedil;&atilde;o de Anderson, at&eacute; janeiro editor-chefe da revista norte-americana Wired e agora s&oacute;cio na 3D Robotics.<\/p>\n<p>A empresa n&atilde;o vende aparelhos para uso militar. Os projetos s&atilde;o criados na cidade de San Diego, sudoeste dos Estados Unidos, e a montagem acontece em Tijuana, norte do M&eacute;xico. Diariamente chegam entre cem e 150 pedidos de clientes de Brasil, Estados Unidos, Gr&atilde;-Bretanha, Austr&aacute;lia, Alemanha, Israel e Jap&atilde;o.<\/p>\n<p>A 3D Robotics emprega 60 pessoas e pretende fechar o ano com cem. Desde sua funda&ccedil;&atilde;o, em 2009, vendeu cerca de US$ 10 milh&otilde;es e captou outros US$ 5 milh&otilde;es de tr&ecirc;s fundos norte-americanos que financiam empresas tecnol&oacute;gicas. &quot;Em 2013, queremos profissionalizar todos os produtos. Houve avan&ccedil;os enormes, tudo j&aacute; &eacute; muito simplificado, e queremos fazer do drone um objeto mais f&aacute;cil de usar. Por&eacute;m, precisamos de engenheiros para escrever c&oacute;digos, para manufatura&quot;, indicou Mu&ntilde;oz.<\/p>\n<p>Ao trabalhar com o esquema de licen&ccedil;as abertas, construiu uma rede de engenheiros por todo o mundo, que melhoram os c&oacute;digos e dessa forma geram produtos avan&ccedil;ados. &quot;Quando isto evoluir, poder&aacute; surgir uma aplica&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica poss&iacute;vel de ser comercializada. Houve aproxima&ccedil;&atilde;o de empresas, mas ainda n&atilde;o t&iacute;nhamos um prot&oacute;tipo pronto&quot;, informou Mu&ntilde;oz.<\/p>\n<p>Sete estudantes de mestrado em mecatr&ocirc;nica entraram desde 2007, e atualmente trabalham na iniciativa dois candidatos a mestre e dois a doutorado. Mu&ntilde;oz foi selecionado em 2012 entre os dez melhores inovadores menores de 35 anos do M&eacute;xico pela revista norte-americana Technology Review, do Instituto Tecnol&oacute;gico de Massachusetts.<\/p>\n<p>Um drone consta de um processador r&aacute;pido, uma bateria, um receptor do sistema de posicionamento global (GPS), uma b&uacute;ssola e sensores, como um aceler&ocirc;metro e um girosc&oacute;pio. Um avi&atilde;o pode voar por tr&ecirc;s horas e um helic&oacute;ptero por meia hora. Conectado a um modem, pode ter alcance de at&eacute; 60 quil&ocirc;metros, transmitindo dados em tempo real.<\/p>\n<p>No M&eacute;xico n&atilde;o h&aacute; normas sobre o uso de drones, embora o governo os use para combater o narcotr&aacute;fico, algumas empresas para supervisionar constru&ccedil;&otilde;es e as universidades para testes cient&iacute;ficos. No Centro de Pesquisa e de Estudos Avan&ccedil;ados do Instituto Polit&eacute;cnico Nacional, tr&ecirc;s pesquisadores equipam prot&oacute;tipos para vigil&acirc;ncia e seguran&ccedil;a, com vistas a dar-lhes escala comercial.<\/p>\n<p>&quot;Perdemos um pouco de tempo. Se tiv&eacute;ssemos feito h&aacute; cinco anos, estar&iacute;amos junto com outros pa&iacute;ses. N&atilde;o foi dada muita import&acirc;ncia, n&atilde;o havia pesquisa. Temos muitas possibilidades, e o ponto principal &eacute; que os estudantes que formamos partam de uma consci&ecirc;ncia mais avan&ccedil;ada&quot;, afirmou ao Terram&eacute;rica o pesquisador em mecatr&ocirc;nica do Centro, Hugo Rodr&iacute;guez.<\/p>\n<p>&quot;Os novos modelos v&atilde;o melhorando, vamos ganhar experi&ecirc;ncia, resolvendo novos problemas. Em pouco tempo, poderemos ter um prot&oacute;tipo para comercializ&aacute;-lo, com forma&ccedil;&atilde;o de recursos humanos&quot;, pontuou Rodr&iacute;guez, doutor em automatiza&ccedil;&atilde;o e tratamento de sinal pela Universidade de Paris XI. Desde 2007, estes especialistas projetaram um avi&atilde;o quadrimotor, duas aeronaves de asas fixas e dois helic&oacute;pteros, e testaram com seus controles autom&aacute;ticos.<\/p>\n<p>Embora nos Estados Unidos esteja proibido o uso comercial de drones (s&oacute; &eacute; permitido para utiliza&ccedil;&atilde;o cient&iacute;fica ou lazer), o governo projeta integr&aacute;-los ao seu espa&ccedil;o a&eacute;reo em 2015, e a Administra&ccedil;&atilde;o Federal de Avia&ccedil;&atilde;o estima que at&eacute; o final desta d&eacute;cada haver&aacute; cerca de 30 mil ve&iacute;culos voando para m&uacute;ltiplas aplica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O estudo The Economic Impact of Unmanned Aircraft Systems Integration in the United States (O Impacto Econ&ocirc;mico da Integra&ccedil;&atilde;o de Ve&iacute;culos A&eacute;reos n&atilde;o Tripulados nos Estados Unidos) estima que nos primeiros tr&ecirc;s anos ser&aacute; poss&iacute;vel criar 70 mil empregos. O informe divulgado em mar&ccedil;o pela AUVSI, a associa&ccedil;&atilde;o internacional destes sistemas, prev&ecirc; que, entre 2015 e 2017, seu impacto econ&ocirc;mico vai superar os US$ 13 bilh&otilde;es, chegando aos US$ 82 bilh&otilde;es entre 2015 e 2025, incluindo venda de novos produtos, impostos, renda para os fabricantes, as comunidades e as lojas locais. Envolverde\/Terram&eacute;rica<\/p>\n<p>* O autor &eacute; correspondente da IPS.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cidade do M&eacute;xico, M&eacute;xico, 09\/04\/2013 &ndash; (Terram&eacute;rica).- Engenheiros mexicanos se dedicaram a desenvolver ve&iacute;culos a&eacute;reos n&atilde;o tripulados para fins pac&iacute;ficos e produtivos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/america-latina\/drones-para-a-paz\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":66,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12,4,11],"tags":[],"class_list":["post-11661","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11661","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/66"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11661"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11661\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11661"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11661"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11661"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}