{"id":11700,"date":"2013-04-15T11:48:15","date_gmt":"2013-04-15T11:48:15","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11700"},"modified":"2013-04-15T11:48:15","modified_gmt":"2013-04-15T11:48:15","slug":"tratado-de-armas-pode-demorar-anos-para-ser-legalmente-vinculante","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/mundo\/tratado-de-armas-pode-demorar-anos-para-ser-legalmente-vinculante\/","title":{"rendered":"Tratado de armas pode demorar anos para ser legalmente vinculante"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 15\/04\/2013 &ndash; Quando no dia 2 a Assembleia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) votou por esmagadora maioria a favor de um Tratado Internacional sobre Com&eacute;rcio de Armas, uma pergunta ficou sem resposta: quanto tempo levar&aacute; para se conseguir as 50 ratifica&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que seja legalmente vinculante? <!--more--> O tratado imp&otilde;e a regulamenta&ccedil;&atilde;o de exporta&ccedil;&otilde;es, importa&ccedil;&otilde;es, transbordos e intermedia&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Seu alcance s&atilde;o as armas convencionais, como tanques de guerra, ve&iacute;culos de combate blindados, sistemas de artilharia de grande calibre, avi&otilde;es e helic&oacute;pteros de combate, navios de guerra, m&iacute;sseis e foguetes, al&eacute;m de armas pequenas e leves. Tamb&eacute;m obriga seus Estados parte &#8211; aqueles que o ratificarem &#8211; a informar sobre suas transfer&ecirc;ncias de armas e a avaliar se esses embarques acabar&atilde;o em m&atilde;os de violadores dos direitos humanos ou do direito internacional humanit&aacute;rio.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; dif&iacute;cil dizer quando este tratado entrar&aacute; em vigor&quot;, disse &agrave; IPS o embaixador Palitha Kohona, ex-diretor da Se&ccedil;&atilde;o de Tratados da ONU. Kahterine Prizeman, coordenadora internacional do programa sobre desarmamento na organiza&ccedil;&atilde;o A&ccedil;&atilde;o Global para Prevenir a Guerra (GAPW), se mostrou mais otimista e disse &agrave; IPS que, em termos de ratifica&ccedil;&atilde;o e entrada em vigor, chegar &agrave;s 50 ratifica&ccedil;&otilde;es &eacute; um objetivo bastante vi&aacute;vel nos pr&oacute;ximos anos, apesar das lutas pol&iacute;ticas inerentes a este tipo de processo nos governos nacionais. &Eacute; muito prov&aacute;vel que se consiga em menos de cinco anos, previu.<\/p>\n<p>Aprovado por 154 votos a favor (embora desde ent&atilde;o Angola tenha mudado sua &quot;absten&ccedil;&atilde;o&quot; para um &quot;sim&quot;, aumentando-os para 155) contra tr&ecirc;s (Ir&atilde;, S&iacute;ria e Coreia do Norte), o tratado estar&aacute; dispon&iacute;vel para assinatura a partir de 2 de junho. Mas sua ratifica&ccedil;&atilde;o por cada um dos Estados-membros poder&aacute; ser um processo longo.<\/p>\n<p>N&atilde;o surpreende que as 23 absten&ccedil;&otilde;es incluam alguns dos principais exportadores e fabricantes de armas do mundo, como China, R&uacute;ssia e &Iacute;ndia, e importantes compradores como Egito, Ar&aacute;bia Saudita, Indon&eacute;sia, Kuwait, Catar e Barein. Kohona disse que pa&iacute;ses importantes, entre eles China, R&uacute;ssia e &Iacute;ndia, expressaram s&eacute;rias reservas com rela&ccedil;&atilde;o ao texto aprovado. Outros, talvez tenham que superar dificuldades internas, observou.<\/p>\n<p>&quot;O Tratado de Proibi&ccedil;&atilde;o Completa dos Testes Nucleares, adotado em setembro de 1996 em vota&ccedil;&atilde;o na Assembleia Geral, depois de n&atilde;o obter consenso na Comiss&atilde;o sobre Desarmamento, ainda n&atilde;o atende as condi&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para entrar em vigor&quot;, 17 anos depois de sua ado&ccedil;&atilde;o, apontou Kohona, tamb&eacute;m representante permanente do Sri Lanka na ONU, e que se absteve de votar.<\/p>\n<p>Ao ser consultado se a aprova&ccedil;&atilde;o pela Assembleia Geral &eacute; apenas uma obriga&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica e moral por parte dos Estados-membros, e sem nenhuma for&ccedil;a legal, Kohona disse que, segundo a Lei de Tratados, um tratado em processo de ratifica&ccedil;&atilde;o cria certas obriga&ccedil;&otilde;es limitadas para os Estados signat&aacute;rios. &quot;A ado&ccedil;&atilde;o, por si s&oacute;, n&atilde;o as cria&quot;, explicou.<\/p>\n<p>Prizeman disse que, considerando o amplo e firme apoio ao Tratado em toda &Aacute;frica, Am&eacute;rica Latina e no Caribe, bem como na Uni&atilde;o Europeia, &eacute; prov&aacute;vel que 50 Estados o ratifiquem nos pr&oacute;ximos anos. A maioria dos Estados, refletindo os 155 votos a favor, expressa um apoio relativamente categ&oacute;rico ao tratado, e inclusive exige disposi&ccedil;&otilde;es mais fortes do que as contidas no texto, recordou.<\/p>\n<p>Na semana passada, uma coaliz&atilde;o de aproximadamente 50 senadores dos Estados Unidos disseram se opor &agrave; ratifica&ccedil;&atilde;o, em meio a uma campanha contra o Tratado liderada pela poderosa Associa&ccedil;&atilde;o Nacional do Rifle. &quot;A chave para a implanta&ccedil;&atilde;o &eacute; a transpar&ecirc;ncia e a press&atilde;o dos pares&quot;, disse &agrave; IPS a diretora-geral de Direito Internacional e Pol&iacute;tica na Anistia Internacional, Widney Brown.<\/p>\n<p>A ativista destacou que os elementos importantes da implanta&ccedil;&atilde;o s&atilde;o que todas as exporta&ccedil;&otilde;es de armas dever&atilde;o ser informadas &agrave; Secretaria, e que a informa&ccedil;&atilde;o ser&aacute; compartilhada com outros Estados. &quot;Se um Estado pensa que outro n&atilde;o est&aacute; cumprindo os termos do Tratado, haver&aacute; um mecanismo de disputa para abordar o assunto. E a press&atilde;o dos pares ser&aacute; forte&quot;, destacou.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, embora a China, atualmente sexta na lista de exportadores de armas, n&atilde;o ratifique o texto, &quot;veremos o que vimos durante as negocia&ccedil;&otilde;es&quot;, ou seja, que os Estados africanos pressionar&atilde;o fortemente a China para que o apoie. J&aacute; a R&uacute;ssia, acrescentou Brown, &eacute; mais problem&aacute;tica, particularmente enquanto tenta recuperar o lugar que perdeu no mercado.<\/p>\n<p>Segundo Brown, a &Iacute;ndia n&atilde;o teve um papel &uacute;til nas negocia&ccedil;&otilde;es, mas, como outras pot&ecirc;ncias emergentes, quer ser vista como um ator importante no cen&aacute;rio internacional, e pode ser vulner&aacute;vel a press&otilde;es para aderir ao Tratado, embora n&atilde;o o ratifique. Os Estados Unidos &quot;votaram a favor, embora seja improv&aacute;vel que o ratifiquem, mas penso que veremos um cumprimento significativo&quot;, ressaltou. O complicado ser&atilde;o as decis&otilde;es relativas aos aliados de Washington no Golfo, como Barein, acrescentou Brown.<\/p>\n<p>Os Estados que apoiam o Tratado Internacional sobre Com&eacute;rcio de Armas se mostraram dispostos a baixar os requisitos para sua entrada em vigor, para que o documento n&atilde;o se torne v&iacute;tima de um limbo perp&eacute;tuo enquanto espera ser implantado, como ocorre com o Tratado de Proibi&ccedil;&atilde;o Completa dos Testes Nucleares. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 15\/04\/2013 &ndash; Quando no dia 2 a Assembleia Geral da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) votou por esmagadora maioria a favor de um Tratado Internacional sobre Com&eacute;rcio de Armas, uma pergunta ficou sem resposta: quanto tempo levar&aacute; para se conseguir as 50 ratifica&ccedil;&otilde;es necess&aacute;rias para que seja legalmente vinculante? <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/mundo\/tratado-de-armas-pode-demorar-anos-para-ser-legalmente-vinculante\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[5,4,11],"tags":[],"class_list":["post-11700","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-economia","category-mundo","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11700","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11700"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11700\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11700"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11700"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11700"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}