{"id":11733,"date":"2013-04-19T10:33:47","date_gmt":"2013-04-19T10:33:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11733"},"modified":"2013-04-19T10:33:47","modified_gmt":"2013-04-19T10:33:47","slug":"expulso-de-palestinos-estampada-em-mapa-em-hebreu","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/politica\/expulso-de-palestinos-estampada-em-mapa-em-hebreu\/","title":{"rendered":"Expuls&atilde;o de palestinos estampada em mapa em hebreu"},"content":{"rendered":"<p>Tel Aviv, Israel, 19\/04\/2013 &ndash; Fogos de artif&iacute;cio iluminaram o c&eacute;u de Tel Aviv esta semana enquanto milhares de cidad&atilde;os festejavam o 65&ordm; anivers&aacute;rio da funda&ccedil;&atilde;o de Israel.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11733\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ips4-300x199.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11733\" class=\"size-medium wp-image-11733\" title=\"Israelenses leem em hebreu sobre a Nakba em um centro de Tel Aviv. - Jillian Kestler-D&#39;Amours\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ips4-300x199.jpg\" alt=\"Israelenses leem em hebreu sobre a Nakba em um centro de Tel Aviv. - Jillian Kestler-D&#39;Amours\/IPS\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11733\" class=\"wp-caption-text\">Israelenses leem em hebreu sobre a Nakba em um centro de Tel Aviv. - Jillian Kestler-D&#39;Amours\/IPS<\/p><\/div>  Mas um pequeno grupo de ativistas lembrou do outro lado, frequentemente esquecido, da cria&ccedil;&atilde;o deste pa&iacute;s: o &ecirc;xodo for&ccedil;ado de centenas de milhares de palestinos. A organiza&ccedil;&atilde;o Zochrot (Recordando) publicou o primeiro mapa em hebreu deste Dia da Independ&ecirc;ncia, comemorado no dia 15, com detalhes dos povoados palestinos, da Palestina hist&oacute;rica, destru&iacute;dos desde o come&ccedil;o do movimento sionista at&eacute; a guerra &aacute;rabe-israelense, de 1967.<\/p>\n<p>O mapa tamb&eacute;m inclui povoados judeus e s&iacute;rios destru&iacute;dos, alguns datando do final do s&eacute;culo 19. Cada lugar est&aacute; indicado com um ponto vermelho, azul, amarelo, rosa, violeta ou verde, conforme sua caracter&iacute;stica e quando e como seus residentes foram expulsos. Tamb&eacute;m constam os nomes das localidades israelenses constru&iacute;das sobre as palestinas.<\/p>\n<p>&quot;Era hora, n&atilde;o?&quot;, ironizou Eitan Bronstein, fundador da Zochrot, ao comentar a decis&atilde;o da organiza&ccedil;&atilde;o de criar um mapa da Nakba em hebreu. Nakba (&quot;cat&aacute;strofe&quot;, em &aacute;rabe) &eacute; o termo utilizado pelos palestinos para se referirem ao &ecirc;xodo for&ccedil;ado que se seguiu &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de Israel. Concretamente, se refere aos 750 mil palestinos expulsos ou que tiveram que fugir de suas casas e de seus povoados e perderam seus meios de vida antes e durante a funda&ccedil;&atilde;o do Estado judeu, entre 1947 e 1948.<\/p>\n<p>&quot;Para n&oacute;s &eacute; importante mostrar n&atilde;o apenas a destrui&ccedil;&atilde;o, e faz&ecirc;-lo como um antecedente do que ocorre atualmente. &Eacute; crucial reconhecer que onde vivemos agora esta perto do que foi um povoado palestino ou aldeia&quot;, disse Bronstein &agrave; IPS. As for&ccedil;as israelenses despovoaram e destru&iacute;ram cerca de 500 aldeias palestinas naqueles anos e nos seguintes. Os refugiados foram proibidos de voltar para suas casas. Atualmente, este povo constitui o maior grupo de refugiados do mundo. Muitos, na verdade, ainda vivem em acampamentos na Cisjord&acirc;nia, Faixa de Gaza, Jord&acirc;nia, S&iacute;ria e no L&iacute;bano.<\/p>\n<p>Hanna Farah, de 52 anos, &eacute; origin&aacute;rio da aldeia palestina de Kufr Bir&#39;im, n&atilde;o longe da fronteira com o L&iacute;bano, na regi&atilde;o israelense da Galileia. Sua fam&iacute;lia foi expulsa em 1948 e ele se criou sob o status de refugiado interno em Jesh, a aldeia de sua m&atilde;e, na mesma regi&atilde;o. &quot;Sempre serei de Kufr Bir&#39;im, sempre e para sempre&quot;, afirmou Farah, que agora mora na localidade israelense de Jaffa, ao sul de Tel Aviv.<\/p>\n<p>No lan&ccedil;amento do mapa sobre a Nakba em hebreu, Farah declarou&agrave; IPS que espera que esta iniciativa sirva para abrir os olhos dos israelenses sobre sua hist&oacute;ria e ajude a reconhecer o problema. &quot;Quando v&atilde;o ao parque e preparam um churrasco, se sentam em pedras de casas palestinas. Talvez este mapa seja como um choque el&eacute;trico&quot;, acrescentou. &quot;A maioria fecha os olhos. N&atilde;o quer ver porque se torna inc&ocirc;modo. Pode ser que agora estejam abertos para ver o verdadeiro problema e discuti-lo sobre uma base real&quot;, ressaltou Farah.<\/p>\n<p>A ativista israelense Rivka Vitenberg insistiu na import&acirc;ncia de falar sobre a Nakba, especialmente em uma sociedade em que somente se ensina a hist&oacute;ria israelense e se ignora a experi&ecirc;ncia palestina. &quot;Quando era estudante, os professores sempre me ensinavam que n&oacute;s s&oacute; t&iacute;nhamos um Estado e os &aacute;rabes 22. Quando comecei a conhecer o ponto de vista palestino, aprendi que n&atilde;o era exatamente assim. Havia gente vivendo aqui antes&quot;, afirmou &agrave; IPS. &quot;Quero que as pessoas recordem a Nakba. &Eacute; uma parte importante da hist&oacute;ria. Temos que conhec&ecirc;-la&quot;, ressaltou Vitenberg.<\/p>\n<p>Um estudo feito em fevereiro pelo Conselho de Institui&ccedil;&otilde;es Religiosas da Terra Santa concluiu que os livros de texto israelenses e palestinos apresentam uma &quot;hist&oacute;ria nacional unilateral&quot;. Os fatos hist&oacute;ricos, com a Nakba palestina, ou, como a chamam em Israel, a guerra da independ&ecirc;ncia &quot;s&atilde;o apresentados de forma seletiva para refor&ccedil;ar a hist&oacute;ria oficial de cada comunidade&quot;.<\/p>\n<p>Eitan Bronstein, da Zochrot, disse que ocorre uma mudan&ccedil;a gradual na sociedade israelense que tende a falar da Nakba de forma mais aberta, gra&ccedil;as, em parte, &agrave; maior visibilidade que vem tendo a reclama&ccedil;&atilde;o dos refugiados palestinos para regressarem aos seus lares de origem e, ainda, aos esfor&ccedil;os do governo israelense para reprimir a vis&atilde;o palestina.<\/p>\n<p>Em 2011, foi aprovada em Israel a controvertida Lei de Nakba, que pro&iacute;be as institui&ccedil;&otilde;es de receberem fundos estatais para organizarem acontecimentos que comemorem o &ecirc;xodo for&ccedil;ado. O texto original do projeto de lei, depois descartado, pretendia castigar a comemora&ccedil;&atilde;o da Nakba com tr&ecirc;s anos de pris&atilde;o.<\/p>\n<p>Se a iniciativa tivesse sido lan&ccedil;ada &quot;h&aacute; dez anos, as pessoas teriam dito &#39;o que &eacute; isto?&#39;. N&atilde;o sabiam o que queria dizer Nakba. Agora, certamente, h&aacute; mais gente aberta a conhecer&quot;, disse Bronstein. &quot;Vamos distribuir o mapa entre professores universit&aacute;rios e do secund&aacute;rio, diretores, bibliotecas, jornalistas, etc. Realmente, espero que sejam criados mais espa&ccedil;os de debate&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Tel Aviv, Israel, 19\/04\/2013 &ndash; Fogos de artif&iacute;cio iluminaram o c&eacute;u de Tel Aviv esta semana enquanto milhares de cidad&atilde;os festejavam o 65&ordm; anivers&aacute;rio da funda&ccedil;&atilde;o de Israel. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/politica\/expulso-de-palestinos-estampada-em-mapa-em-hebreu\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":103,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[11],"tags":[16],"class_list":["post-11733","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-politica","tag-oriente-medio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11733","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/103"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11733"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11733\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11733"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11733"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11733"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}