{"id":11746,"date":"2013-04-22T10:06:52","date_gmt":"2013-04-22T10:06:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11746"},"modified":"2013-04-22T10:06:52","modified_gmt":"2013-04-22T10:06:52","slug":"urbanismo-pavimenta-o-desenvolvimento-humano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/mundo\/urbanismo-pavimenta-o-desenvolvimento-humano\/","title":{"rendered":"Urbanismo pavimenta o desenvolvimento humano"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 22\/04\/2013 &ndash; Promovendo a urbaniza&ccedil;&atilde;o pode-se reduzir a pobreza e avan&ccedil;ar para as Metas do Mil&ecirc;nio, segundo o Banco Mundial e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI).  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11746\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/assentamento1.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11746\" class=\"size-medium wp-image-11746\" title=\"Assentamento irregular em Port Moresby, capital de Papua Nova Guin&eacute;. - Catherine Wilson\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/assentamento1.jpg\" alt=\"Assentamento irregular em Port Moresby, capital de Papua Nova Guin&eacute;. - Catherine Wilson\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11746\" class=\"wp-caption-text\">Assentamento irregular em Port Moresby, capital de Papua Nova Guin&eacute;. - Catherine Wilson\/IPS<\/p><\/div>  Em um informe conjunto estes dois organismos multilaterais de cr&eacute;dito afirmam que as &aacute;reas urbanas no Sul em desenvolvimento caminham para abrigar 96% dos adicionais 1,4 bilh&atilde;o de habitantes esperados nesses pa&iacute;ses at&eacute; 2030. De acordo com alguns indicadores, isso poderia oferecer oportunidades significativas, se forem aproveitadas de forma adequada.<\/p>\n<p>Ao apresentar o Informe Mundial de Acompanhamento 2013 (GMR) em Washington, no dia 17, as duas organiza&ccedil;&otilde;es disseram que os pa&iacute;ses mais urbanizados mostraram maiores indicadores de desenvolvimento. Isto &eacute; particularmente significativo no contexto dos esfor&ccedil;os para os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio (ODM), que vencem em 2015.<\/p>\n<p>&quot;Espera-se que pa&iacute;ses com um grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o superior a 60% alcancem 50% a mais dos ODM do que aqueles com um grau de urbaniza&ccedil;&atilde;o de 40% ou menos&quot;, diz o estudo. &quot;Na verdade, praticamente nenhum pa&iacute;s alcan&ccedil;ou um status de alta renda sem se urbanizar, e as taxas de urbaniza&ccedil;&atilde;o acima de 70% se encontram em pa&iacute;ses de alta renda&quot;, acrescenta.<\/p>\n<p>O informe GMR, que completa dez anos, oferece uma fotografia dos progressos mundiais em rela&ccedil;&atilde;o aos ODM. Uma resenha que acompanha o informe sugere um significativo progresso na redu&ccedil;&atilde;o da pobreza extrema nas &uacute;ltimas d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>As pessoas que sobrevivem com US$ 1,25 ao dia deixaram de representar 50% dos habitantes do Sul em desenvolvimento, em 1981, caindo para 21% em 2010, apesar de a popula&ccedil;&atilde;o nesses pa&iacute;ses ter aumentado quase 60% nesse per&iacute;odo. A exce&ccedil;&atilde;o &eacute; a &Aacute;frica subsaariana, onde os n&iacute;veis de extrema pobreza duplicaram nas &uacute;ltimas tr&ecirc;s d&eacute;cadas, afetando cerca de 414 milh&otilde;es de pessoas. O Banco Mundial fez um chamado no sentido de se acabar com a pobreza extrema at&eacute; 2030.<\/p>\n<p>&quot;O dr&aacute;stico aumento no n&uacute;mero de pobres na &Aacute;frica &eacute; um triste ind&iacute;cio do fato de que as necessidades dos pa&iacute;ses ricos e das elites s&atilde;o cobertas, muitas vezes, &agrave; custa dos mais pobres&quot;, afirmou &agrave; IPS, por correio eletr&ocirc;nico, Emma Seery, porta-voz da organiza&ccedil;&atilde;o Oxfam. &quot;Acelerar os progressos para a meta do Banco Mundial de acabar com a pobreza extrema exigir&aacute; dr&aacute;sticas decis&otilde;es e que se ataque os interesses que se apresentam no caminho para um mundo mais justo&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Embora o novo GMR esteja mais otimista sobre a macroeconomia internacional do que no ano passado, o cen&aacute;rio n&atilde;o &eacute; nada animador. &quot;Realmente, n&atilde;o h&aacute; tempo para ser complacente&quot;, advertiu Jos Verbeek, economista do Banco Mundial e principal autor do informe. &quot;A atual an&aacute;lise mostra que, se n&atilde;o acontecerem r&aacute;pidas mudan&ccedil;as, o mundo ter&aacute; que se preparar para que quase nenhuma meta adicional seja alcan&ccedil;ada&quot;, declarou em conversa com jornalistas.<\/p>\n<p>Entretanto, Verbeek sugeriu que os crescentes n&iacute;veis de urbaniza&ccedil;&atilde;o poderiam dar aos governos uma oportunidade fundamental. Descobriu-se que a urbaniza&ccedil;&atilde;o segue lado a lado com rendas mais altas e que as &aacute;reas urbanas t&ecirc;m melhor desempenho no caminho para os ODM do que as rurais, particularmente em rela&ccedil;&atilde;o a taxas de pobreza, indicou. &quot;Uma conclus&atilde;o &eacute; que devemos estimular a urbaniza&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o fre&aacute;-la, nem deix&aacute;-la lenta, enquanto outra conclus&atilde;o &eacute; que devemos facilitar a mobilidade, particularmente nesses pa&iacute;ses que est&atilde;o parcialmente urbanizados&quot;, destacou.<\/p>\n<p>&quot;Como promovemos a urbaniza&ccedil;&atilde;o? Em primeiro lugar, com melhor planejamento, que permita aos governos e &agrave;s autoridades municipais terem a dire&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o serem levados por financistas privados ou doadores, que, em geral, defendem suas pr&oacute;prias prioridades, que nem sempre v&atilde;o em linha com as do pa&iacute;s&quot;, acrescentou o economista. Ao mesmo tempo, quase tr&ecirc;s quartos dos pobres do mundo vivem em &aacute;reas rurais.<\/p>\n<p>O Banco Mundial e o FMI coincidem quanto &agrave; necessidade de mais esfor&ccedil;os nos pr&oacute;ximos anos para reduzir a brecha entre os ambientes rural e urbano. &quot;Fornecer servi&ccedil;os de sa&uacute;de e educa&ccedil;&atilde;o de alta qualidade continua sendo um grande desafio crucial para reduzir a pobreza onde quer que exista&quot;, disse Seery. &quot;Contudo, para a maioria da popula&ccedil;&atilde;o pobre, que vive na &aacute;rea rural, o acesso &agrave; terra e aos investimentos na pequena agricultura tamb&eacute;m s&atilde;o passos fundamentais para escapar da armadilha da pobreza&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>As duas institui&ccedil;&otilde;es tamb&eacute;m alertam que uma urbaniza&ccedil;&atilde;o mal planejada pode ter o efeito oposto, multiplicando favelas nas quais muitas pessoas se veem privadas de servi&ccedil;os essenciais e do gozo de seus direitos civis. Kaushik Basu, economista-chefe do Banco Mundial, disse a jornalistas, no dia 17, que &quot;a urbaniza&ccedil;&atilde;o selvagem n&atilde;o &eacute; nenhuma solu&ccedil;&atilde;o&quot;, e alertou que &quot;quando se permite um desenvolvimento das &aacute;reas urbanas sem nenhum planejamento, o que se tem &eacute; o crescimento de favelas, onde haver&aacute; bols&otilde;es de pobreza nos quais os padr&otilde;es de vida ser&atilde;o muito piores&quot;.<\/p>\n<p>O GMR recomenda &quot;um pacote coordenado de infraestrutura essencial e de servi&ccedil;os&quot; para o desenvolvimento das cidades. &quot;Somente com atendimento das necessidades essenciais, relacionadas com transporte, moradia, &aacute;gua e saneamento, bem como educa&ccedil;&atilde;o e aten&ccedil;&atilde;o m&eacute;dica, as cidades podem evitar se converter em antros de pobreza e mis&eacute;ria&quot;, acrescenta o documento. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 22\/04\/2013 &ndash; Promovendo a urbaniza&ccedil;&atilde;o pode-se reduzir a pobreza e avan&ccedil;ar para as Metas do Mil&ecirc;nio, segundo o Banco Mundial e o Fundo Monet&aacute;rio Internacional (FMI). <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/mundo\/urbanismo-pavimenta-o-desenvolvimento-humano\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1214,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[12,5,4,11,7],"tags":[21],"class_list":["post-11746","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","category-politica","category-saude","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11746","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1214"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11746"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11746\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11746"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11746"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11746"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}