{"id":11756,"date":"2013-04-23T11:13:11","date_gmt":"2013-04-23T11:13:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11756"},"modified":"2013-04-23T11:13:11","modified_gmt":"2013-04-23T11:13:11","slug":"mulheres-somalianas-e-a-independncia-econmica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/africa\/mulheres-somalianas-e-a-independncia-econmica\/","title":{"rendered":"Mulheres somalianas e a independ&ecirc;ncia econ&ocirc;mica"},"content":{"rendered":"<p>Mogad&iacute;scio, Som&aacute;lia, 23\/04\/2013 &ndash; No mercado de Hamarweyne, o maior de Mogad&iacute;scio, capital da Som&aacute;lia, Maryama Yunis, de 24 anos, tem sucesso com seu ponto de venda de cosm&eacute;ticos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11756\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mulheres-300x214.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11756\" class=\"size-medium wp-image-11756\" title=\"Nasro Elmi tem seu pr&oacute;prio neg&oacute;cio no mercado de Bakara. - Abdurraham Warsameh\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mulheres-300x214.jpg\" alt=\"Nasro Elmi tem seu pr&oacute;prio neg&oacute;cio no mercado de Bakara. - Abdurraham Warsameh\/IPS\" width=\"200\" height=\"142\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11756\" class=\"wp-caption-text\">Nasro Elmi tem seu pr&oacute;prio neg&oacute;cio no mercado de Bakara. - Abdurraham Warsameh\/IPS<\/p><\/div>  H&aacute; dois anos que esta jovem somaliana est&aacute; no neg&oacute;cio, vendendo todo tipo de produto, como sabonete, xampu, batom e delineadores. Agora est&aacute; come&ccedil;ando a gerar uma renda decente.<\/p>\n<p>&quot;Conforme mais mulheres jovens somalianas se preocupam com sua apar&ecirc;ncia e gostam de se cuidar, o setor de cosm&eacute;ticos cresce naturalmente e eu aproveito esta demanda&quot;, disse Yunis &agrave; IPS. Ela integra o crescente n&uacute;mero de mulheres, nesse pa&iacute;s tradicionalmente mu&ccedil;ulmano conservador, que abrem seus pr&oacute;prios neg&oacute;cios para conquistar independ&ecirc;ncia financeira e crescer em status socioecon&ocirc;mico.<\/p>\n<p>Nesta na&ccedil;&atilde;o do Chifre da &Aacute;frica, inclusive as mulheres com educa&ccedil;&atilde;o est&atilde;o destinadas a criar seus filhos, mas as atitudes da popula&ccedil;&atilde;o est&atilde;o se transformando, segundo a ativista social Hawa Dahir. &quot;Os tempos est&atilde;o mudando na Som&aacute;lia, e agora as pessoas est&atilde;o mais conscientes do potencial empresarial das mulheres, e se aceita melhor que possam ter um papel na economia familiar e nacional&quot;, explicou &agrave; IPS.<\/p>\n<p>A pr&oacute;pria Yunis tem diploma universit&aacute;rio. Estudou enfermagem mas optou por seguir seu sonho de abrir sua pr&oacute;pria empresa. &quot;Com a ajuda da minha m&atilde;e, pude convencer meu pai a permitir que eu seguisse meu sonho e abrisse o neg&oacute;cio. Com o dinheiro que estou ganhando fiquei mais independente e me converti em inspira&ccedil;&atilde;o para muitas outras jovens&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Entretanto, para muitas somalianas, entrar no mundo dos neg&oacute;cios n&atilde;o &eacute; uma op&ccedil;&atilde;o, mas uma obriga&ccedil;&atilde;o devido &agrave; morte ou o desemprego do marido, segundo Dahir, que realizou estudos sobre o papel das mulheres no setor empresarial.<\/p>\n<p>Faduma Maow tem uma loja no mercado de Bakara, em Mogad&iacute;scio, onde vende roupa, desde que seu marido morreu, h&aacute; tr&ecirc;s anos. Ela contou &agrave; IPS que precisa levar &agrave; escola seus quatro filhos, com idades entre sete e 15 anos, antes de ir trabalhar. &quot;&Eacute; dif&iacute;cil ser m&atilde;e que trabalha, mas tamb&eacute;m pode ser proveitoso. Sou financeiramente independente e estou orgulhosa de dizer que progrido em minha meta de criar uma fam&iacute;lia e construir um futuro est&aacute;vel para mim e meus filhos&quot;, afirmou Maow.<\/p>\n<p>Segundo Dahir, embora n&atilde;o haja estat&iacute;sticas confi&aacute;veis sobre o n&uacute;mero de empreendedoras somalianas, sua crescente presen&ccedil;a no setor comercial do pa&iacute;s &eacute; &quot;palp&aacute;vel&quot;. De acordo com Rahmo Yarey, propriet&aacute;ria de um sal&atilde;o de ch&aacute;, &quot;muitas mulheres come&ccedil;aram seus neg&oacute;cios aqui no mercado de Sinai e em outros da capital. Tamb&eacute;m ouvi que o mesmo ocorre em mercados de outras regi&otilde;es. As mulheres est&atilde;o se convertendo nas pessoas que levam o p&atilde;o para casa em nosso pa&iacute;s&quot;.<\/p>\n<p>As somalianas participam de uma ampla gama de pequenos com&eacute;rcios, como venda de roupa, cosm&eacute;ticos, frutas, verduras e folhas de &aacute;rvore de khat, que neste pa&iacute;s se mastiga como estimulante. H&aacute; mulheres vendendo tanto em mercados quanto nas esquinas de Mogad&iacute;scio, e fazem tudo sozinhas, com pouca ajuda. As empres&aacute;rias admitem que t&ecirc;m de enfrentar muitos desafios.<\/p>\n<p>O primeiro deles &eacute; conseguir o capital inicial para seu neg&oacute;cio. Muitas institui&ccedil;&otilde;es de cr&eacute;dito locais e internacionais fecharam suas sucursais na Som&aacute;lia ap&oacute;s o colapso do governo central em 1991, que marcou o come&ccedil;o de duas d&eacute;cadas de guerra civil. Agora existem dois bancos, mas um deles se dedica apenas a administrar poupan&ccedil;as e remessas de somalianos no exterior. O outro oferece empr&eacute;stimos, mas apenas com a contrapartida de uma garantia, e pouqu&iacute;ssimas mulheres neste pa&iacute;s contam com uma.<\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o &eacute; f&aacute;cil conseguir dinheiro para come&ccedil;ar um neg&oacute;cio, muito menos sendo mulher&quot;, lamentou Aisha Guled, comerciante de khat, em conversa com a IPS. Ela s&oacute; p&ocirc;de abrir sua loja gra&ccedil;as ao apoio de um familiar, e desde ent&atilde;o trabalha duro para mant&ecirc;-la. &quot;A maioria de n&oacute;s come&ccedil;ou com o pouco que pudemos juntar e depois lutamos para subir. Algumas n&atilde;o conseguem, outras n&atilde;o saem do lugar no come&ccedil;o, mas algumas t&ecirc;m sorte de conseguir lucro rapidamente e crescer&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Embora as autoridades somalianas assegurem fazer todo o poss&iacute;vel para ajudar as pequenas empres&aacute;rias, um funcion&aacute;rio do governo admitiu &agrave; IPS que este n&atilde;o est&aacute; em condi&ccedil;&otilde;es de oferecer apoio financeiro a elas. &quot;A cria&ccedil;&atilde;o de um ambiente seguro para que as mulheres operem &eacute; uma prioridade&quot;, disse o funcion&aacute;rio, que pediu para n&atilde;o ser identificado.<\/p>\n<p>&quot;Apesar dos desafios que enfrentam as empreendedoras na Som&aacute;lia, estas demonstram estar &agrave; altura do desafio de serem h&aacute;beis negociantes e tamb&eacute;m exercerem seus pap&eacute;is como m&atilde;es e esposas&quot;, opinou Dahir. A ativista exortou os acad&ecirc;micos do pa&iacute;s a estudarem a ascens&atilde;o das mulheres no setor empresarial e na pol&iacute;tica.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; apenas uma quest&atilde;o de tempo para vermos muitas mulheres se unirem aos homens de forma igualit&aacute;ria para a reconstru&ccedil;&atilde;o de nosso pa&iacute;s, afirmou Yunis. &quot;Nossa sociedade est&aacute; se transformando gra&ccedil;as, em parte, aos tempos estarem mudando. As mulheres estar&atilde;o em um mesmo plano com os homens em cada &aacute;rea&quot;, ressaltou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Mogad&iacute;scio, Som&aacute;lia, 23\/04\/2013 &ndash; No mercado de Hamarweyne, o maior de Mogad&iacute;scio, capital da Som&aacute;lia, Maryama Yunis, de 24 anos, tem sucesso com seu ponto de venda de cosm&eacute;ticos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/africa\/mulheres-somalianas-e-a-independncia-econmica\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,6,5,11],"tags":[21,24],"class_list":["post-11756","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-direitos-humanos","category-economia","category-politica","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11756","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11756"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11756\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11756"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11756"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11756"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}