{"id":11765,"date":"2013-04-25T10:38:52","date_gmt":"2013-04-25T10:38:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11765"},"modified":"2013-04-25T10:38:52","modified_gmt":"2013-04-25T10:38:52","slug":"o-primeiro-abrao-salva-vidas-na-frica-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/africa\/o-primeiro-abrao-salva-vidas-na-frica-do-sul\/","title":{"rendered":"O primeiro abra&ccedil;o salva-vidas na &Aacute;frica do Sul"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 25\/04\/2013 &ndash; Karren, uma jovem m&atilde;e, que n&atilde;o quis dar seu sobrenome, sorri enquanto amamenta seu rec&eacute;m-nascido no Instituto de Sa&uacute;de Reprodutiva e HIV da Universidade de Witwatersrand, nesta cidade.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11765\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Africa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11765\" class=\"size-medium wp-image-11765\" title=\"A \u00c3\u0081frica do Sul encabe&ccedil;a os esfor&ccedil;os para promover o M&eacute;todo M&atilde;e Canguru, uma f&aacute;cil interven&ccedil;&atilde;o que as mulheres podem colocar em pr&aacute;tica. - Ann Hellman\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Africa.jpg\" alt=\"A \u00c3\u0081frica do Sul encabe&ccedil;a os esfor&ccedil;os para promover o M&eacute;todo M&atilde;e Canguru, uma f&aacute;cil interven&ccedil;&atilde;o que as mulheres podem colocar em pr&aacute;tica. - Ann Hellman\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11765\" class=\"wp-caption-text\">A \u00c3\u0081frica do Sul encabe&ccedil;a os esfor&ccedil;os para promover o M&eacute;todo M&atilde;e Canguru, uma f&aacute;cil interven&ccedil;&atilde;o que as mulheres podem colocar em pr&aacute;tica. - Ann Hellman\/IPS<\/p><\/div>  Karren recebe as orienta&ccedil;&otilde;es sobre como cuidar de seu beb&ecirc; de uma enfermeira e logo desfrutar&aacute; de seus frutos, como o primeiro sorriso e os primeiros passos de seu filho.<\/p>\n<p>No entanto, cerca de tr&ecirc;s milh&otilde;es de beb&ecirc;s morrem todos os anos em seu primeiro m&ecirc;s de vida por serem prematuros, por complica&ccedil;&otilde;es no parto e por infec&ccedil;&otilde;es, segundo a organiza&ccedil;&atilde;o Save the Children. Para reverter a tend&ecirc;ncia, a &Aacute;frica do Sul lan&ccedil;ar&aacute; o Plano Global de A&ccedil;&atilde;o para Rec&eacute;m-Nascidos, para diretamente reduzir a mortalidade neonatal.<\/p>\n<p>Este pa&iacute;s encabe&ccedil;a os esfor&ccedil;os para promover o M&eacute;todo M&atilde;e Canguru (MMC), uma interven&ccedil;&atilde;o de emerg&ecirc;ncia que pode ser colocada em pr&aacute;tica pelas m&atilde;es, segundo Gary Darmstadt, diretor de sa&uacute;de familiar da Funda&ccedil;&atilde;o Bill &amp; Melinda Gates. &quot;Foi uma ideia que h&aacute; alguns anos mudou o paradigma. J&aacute; n&atilde;o podemos ignorar os primeiros meses de vida, n&atilde;o h&aacute; mais desculpas. Agora conhecemos uma s&eacute;rie de interven&ccedil;&otilde;es simples que t&ecirc;m grande possibilidade de evitar as principais causas de morte em rec&eacute;m-nascidos&quot;, afirmou Darmstadt &agrave; IPS.<\/p>\n<p>O MMC &eacute; a pr&aacute;tica de carregar o rec&eacute;m-nascido em contato direto com a pele. Pode come&ccedil;ar no hospital e continuar em casa. Costuma facilitar a amamenta&ccedil;&atilde;o, reduzir o risco de infec&ccedil;&otilde;es graves e mant&ecirc;-lo quente, o que ajuda a reduzir pela metade a mortalidade de beb&ecirc;s prematuros. Essa pr&aacute;tica &eacute; ensinada a Karren, m&atilde;e de primeira viagem. Os estudos indicam que, praticando o MMC com beb&ecirc;s prematuros, &eacute; poss&iacute;vel salvar mais de 1.500 vidas por ano em todo o mundo.<\/p>\n<p>Outra interven&ccedil;&atilde;o fundamental &eacute; o uso pr&eacute;-natal de corticoides para ajudar a desenvolver os pulm&otilde;es do beb&ecirc; para que possa respirar ao nascer. Seu uso est&aacute; generalizado nos pa&iacute;ses ricos, com incid&ecirc;ncia de 90% de cobertura nos casos indicados de mulheres com possibilidade de partos prematuros. Sendo utilizado nas na&ccedil;&otilde;es de renda m&eacute;dia e baixa pode salvar mais de mil rec&eacute;m-nascidos diariamente.<\/p>\n<p>Darmstadt explicou que houve mudan&ccedil;as destac&aacute;veis no tocante &agrave; compreens&atilde;o da mortalidade neonatal e dos m&eacute;todos de preven&ccedil;&atilde;o, mas continuam morrendo rec&eacute;m-nascidos, representando 40% das mortes de menores de cinco anos. &quot;A quantidade de rec&eacute;m-nascidos que morrem na &Aacute;frica subsaariana aumentou nos &uacute;ltimos anos, ainda que a mortalidade materna e infantil tenha ca&iacute;do&quot;, destacou.<\/p>\n<p>A melhora na preven&ccedil;&atilde;o da transmiss&atilde;o do v&iacute;rus da defici&ecirc;ncia imunol&oacute;gica humana (HIV, causador da aids) de m&atilde;e para filho e da aten&ccedil;&atilde;o pedi&aacute;trica dos infectados conseguiu avan&ccedil;os significativos na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade de menores de cinco anos neste pa&iacute;s. Contudo, os avan&ccedil;os enfrentam sistemas de sa&uacute;de deficientes em pa&iacute;ses muito afetados por este problema, disse Lee Fairlie, pediatra do Wits Reproductive Health and HIV Institute (WRHI).<\/p>\n<p>&quot;A preven&ccedil;&atilde;o do HIV recebe mais aten&ccedil;&atilde;o. A mortalidade infantil tamb&eacute;m diminuiu gra&ccedil;as aos avan&ccedil;os na aten&ccedil;&atilde;o a esta doen&ccedil;a. Por&eacute;m, &eacute; preciso maior concentra&ccedil;&atilde;o no apoio &agrave; alimenta&ccedil;&atilde;o p&oacute;s-natal&quot;, indicou Fairlie. Houve uma queda nas epidemias vinculadas ao HIV, a tuberculose, doen&ccedil;as cr&ocirc;nicas e sa&uacute;de mental, les&otilde;es e viol&ecirc;ncia, e sa&uacute;de materna, neonatal e infantil, ressaltou.<\/p>\n<p>A &Aacute;frica do Sul tem o maior programa de terapia antirretroviral do mundo e obteve &ecirc;xitos na implanta&ccedil;&atilde;o de novas formas de diagn&oacute;stico da tuberculose, al&eacute;m de melhorar o tratamento e a integra&ccedil;&atilde;o do paciente. Entretanto, Vivian Black, do WRHI, disse &agrave; IPS que o sistema de sa&uacute;de sul-africano ainda enfrenta v&aacute;rios desafios, como falta de pessoal e um ineficiente mecanismo de coleta de dados, que pode impedir o registro de alguns casos de mortes.<\/p>\n<p>As autoridades de sa&uacute;de foram negligentes na hora de coletar de forma adequada informa&ccedil;&atilde;o detalhada sobre casos de mortalidade materna que poderiam ajudar a desenhar pol&iacute;ticas. &quot;Algumas mulheres n&atilde;o conhecem seus direitos como pacientes. Temos que incentiv&aacute;-las a conhec&ecirc;-los&quot;, enfatizou.<\/p>\n<p>A &Aacute;frica do Sul pode aprender sobre redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade infantil com outros pa&iacute;ses da regi&atilde;o, como Ruanda e Malawi, segundo Koki Agarwal, diretora do Programa Integrado de Sa&uacute;de Materna e Infantil, uma associa&ccedil;&atilde;o de organiza&ccedil;&otilde;es que conta com fundos da Ag&ecirc;ncia dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (Usaid). Nesses pa&iacute;ses tamb&eacute;m foi criada a figura do trabalhador da sa&uacute;de comunit&aacute;rio, que atende mulheres gr&aacute;vidas e registram informa&ccedil;&atilde;o sobre mortes, pr&eacute;-natal, p&oacute;s-natal e neonatais.<\/p>\n<p>O sistema de sa&uacute;de de Malawi &eacute; defendido especialmente pela presidente Joyce Banda, que &quot;fez muito para oferecer assist&ecirc;ncia prim&aacute;ria de sa&uacute;de e apoiou o MMC&quot;, pontuou Darmstadt. Ruanda tamb&eacute;m obteve grandes &ecirc;xitos na redu&ccedil;&atilde;o da mortalidade materna e infantil. Gra&ccedil;as a um programa que incentiva as ruandesas a receberem aten&ccedil;&atilde;o pr&eacute;-natal com pessoal qualificado e interven&ccedil;&otilde;es como o MMC, esse pa&iacute;s est&aacute; perto de cumprir as metas de reduzir a mortalidade infantil e melhorar a sa&uacute;de materna, inclu&iacute;das nos oito Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio, que vencem em 2015.<\/p>\n<p>&quot;O caso nutricional da m&atilde;e antes e durante a gravidez contribui para definir sua sa&uacute;de, bem como a de seu beb&ecirc; e as possibilidades de sobreviv&ecirc;ncia deste, ao nascer e depois&quot;, apontou Agarwal, que, al&eacute;m de especialista em sa&uacute;de materna e reprodutiva, tamb&eacute;m &eacute; vice-presidente da Jhiego, principal s&oacute;cia do Programa Integrado de Sa&uacute;de Materna e Infantil e associada &agrave; Universidade John Hopkins, dos Estados Unidos.<\/p>\n<p>Agarwal acrescentou que no Qu&ecirc;nia o Programa Integrado de Sa&uacute;de Materna e Infantil &quot;guia a tarefa dos trabalhadores comunit&aacute;rios no sentido de incentivar as mulheres gr&aacute;vidas, e depois com seus beb&ecirc;s, a buscar atendimento m&eacute;dico&quot;. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul, 25\/04\/2013 &ndash; Karren, uma jovem m&atilde;e, que n&atilde;o quis dar seu sobrenome, sorri enquanto amamenta seu rec&eacute;m-nascido no Instituto de Sa&uacute;de Reprodutiva e HIV da Universidade de Witwatersrand, nesta cidade. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/04\/africa\/o-primeiro-abrao-salva-vidas-na-frica-do-sul\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1808,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,11,7],"tags":[28,21,24],"class_list":["post-11765","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica","category-saude","tag-africa-do-sul","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11765","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1808"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11765"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11765\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11765"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11765"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11765"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}