{"id":11805,"date":"2013-05-02T11:35:14","date_gmt":"2013-05-02T11:35:14","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11805"},"modified":"2013-05-02T11:35:14","modified_gmt":"2013-05-02T11:35:14","slug":"cada-vez-h-mais-mulheres-migrantes-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/mundo\/cada-vez-h-mais-mulheres-migrantes-no-mundo\/","title":{"rendered":"Cada vez h&aacute; mais mulheres migrantes no mundo"},"content":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 02\/05\/2013 &ndash; O rosto da popula&ccedil;&atilde;o migrante muda de forma dr&aacute;stica, j&aacute; que as mulheres e as meninas representam cerca de metade dos 214 milh&otilde;es de pessoas que s&atilde;o obrigadas a abandonar seus lugares de origem no mundo.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11805\" style=\"width: 152px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/migracao.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11805\" class=\"size-medium wp-image-11805\" title=\"Uma emigrante boliviana regressa ao seu pa\u00c3\u00ads, no aeroporto de El Alto, perto de La Paz. - Franz Ch&aacute;vez\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/migracao.jpg\" alt=\"Uma emigrante boliviana regressa ao seu pa\u00c3\u00ads, no aeroporto de El Alto, perto de La Paz. - Franz Ch&aacute;vez\/IPS\" width=\"142\" height=\"200\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11805\" class=\"wp-caption-text\">Uma emigrante boliviana regressa ao seu pa\u00c3\u00ads, no aeroporto de El Alto, perto de La Paz. - Franz Ch&aacute;vez\/IPS<\/p><\/div>  Em algumas regi&otilde;es superam os homens, afirmou Babatunde Osotimehin, diretor-executivo do Fundo de Popula&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (UNFPA).<\/p>\n<p>Muitas mulheres emigram por sua conta enquanto chefes de fam&iacute;lia para garantir seu sustento, disse Osotimehin, durante a 46&ordf; sess&atilde;o da Comiss&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre Popula&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento (CPD), realizada na semana passada. &quot;Outras abandonam suas casas em busca de sociedades mais abertas, para escapar de um mau casamento ou fugir de todas as formas de discrimina&ccedil;&atilde;o e viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero, conflitos pol&iacute;ticos e limitadores culturais&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Como outros emigrantes, as mulheres contribuem para o bem-estar de seus lares com o envio de dinheiro para suas fam&iacute;lias, detalhou Osotimehin. Uma crescente quantidade de migrantes &eacute; de mulheres, meninos e meninas, que sofrem a pior parte das viola&ccedil;&otilde;es de direitos humanos.<\/p>\n<p>Ap&oacute;s um debate pol&ecirc;mico, a CPD adotou uma tardia resolu&ccedil;&atilde;o de consenso, no dia 26 de abril, &uacute;ltimo dia do encontro, reconhecendo o papel central dos direitos sexuais e reprodutivos, dando-lhes destacada visibilidade. A sess&atilde;o da CPD deste ano se concentrou nas novas tend&ecirc;ncias das migra&ccedil;&otilde;es internacionais. E a mudan&ccedil;a na composi&ccedil;&atilde;o por g&ecirc;nero das popula&ccedil;&otilde;es migrantes &eacute; um dos novos acontecimentos.<\/p>\n<p>Yasmin Hassan, diretora da Equality Now, com sede em Nova York, declarou &agrave; IPS: &quot;Nossa experi&ecirc;ncia mostra que a chamada migra&ccedil;&atilde;o feminina est&aacute; profundamente vinculada ao tr&aacute;fico de pessoas, seja com fins sexuais ou para trabalho dom&eacute;stico&quot;. As mulheres que migram por vontade pr&oacute;pria se veem envolvidas em situa&ccedil;&otilde;es de profunda explora&ccedil;&atilde;o, ressaltou.<\/p>\n<p>&quot;Isso &eacute; poss&iacute;vel e se v&ecirc; exacerbado pela situa&ccedil;&atilde;o legal vulner&aacute;vel que vivem, sua falta de contatos sociais e familiares, seu isolamento, sua incapacidade, frequente, para compreender a linguagem ou ter acesso a sistemas de prote&ccedil;&atilde;o&quot;, afirmou Hassan, que trabalhou na Divis&atilde;o para o Progresso das Mulheres, das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, e colaborou na implanta&ccedil;&atilde;o da Conven&ccedil;&atilde;o para a Elimina&ccedil;&atilde;o de Todas as Formas de Discrimina&ccedil;&atilde;o Contra a Mulher (Cedaw). Esta situa&ccedil;&atilde;o faz com que se tornem um alvo muito atraente para as redes de tr&aacute;fico, pontuou.<\/p>\n<p>Em nome dos Estados Unidos, Margareth Pollack, disse que as migrantes costumam ser v&iacute;timas de explora&ccedil;&atilde;o e abuso sexual, e frequentemente n&atilde;o t&ecirc;m acesso a servi&ccedil;os de sa&uacute;de. Acrescentou que isto ocorre especialmente com as mais jovens e outros setores vulner&aacute;veis com as pessoas LGBT (l&eacute;sbicas, gays, bissexuais, transg&ecirc;neros) e incapacitados. Pollack pediu pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas destinadas a ajudar esses grupos, bem como a coleta de dados sobre abusos aos quais est&atilde;o sujeitas as pessoas migrantes.<\/p>\n<p>Um estudo divulgado na semana passada pela Organiza&ccedil;&atilde;o Internacional do Trabalho (OIT), com sede em Genebra, na Su&iacute;&ccedil;a, disse que cerca de 600 mil trabalhadores migrantes &quot;s&atilde;o enganados e ficam presos em trabalhos for&ccedil;ados no Oriente M&eacute;dio&quot;. Com base em mais de 650 entrevistas realizadas em um per&iacute;odo de dois anos em v&aacute;rios pa&iacute;ses, como Jord&acirc;nia, L&iacute;bano, Kuwait e Emirados &Aacute;rabes Unidos, o informe indica que somente no Oriente M&eacute;dio residem milh&otilde;es de trabalhadores migrantes, os quais em alguns casos excedem de forma substancial a quantidade dos que s&atilde;o cidad&atilde;os.<\/p>\n<p>No Catar, 94% dos trabalhadores s&atilde;o migrantes, e na Ar&aacute;bia Saudita cerca de 50%. Uma empregada dom&eacute;stica do Sri Lanka, acusada de matar o beb&ecirc; do qual cuidava, foi decapitada no m&ecirc;s passado na Ar&aacute;bia Saudita. &quot;O tr&aacute;fico de pessoas s&oacute; poder&aacute; ser atendido de forma efetiva cuidando dos vazios sist&ecirc;micos na governan&ccedil;a da migra&ccedil;&atilde;o trabalhista na regi&atilde;o&quot;, disse Frank Hagemann, subdiretor da OIT para os Estados &aacute;rabes. migrantesafricanos 300&#215;200 Cada vez h&aacute; mais mulheres migrantes no mundo<\/p>\n<p>A resolu&ccedil;&atilde;o adotada pela CPD exorta todos os Estados-membros a garantirem que as migra&ccedil;&otilde;es se integrem &agrave;s pol&iacute;ticas de desenvolvimento nacional e setorial, &agrave;s estrat&eacute;gias e aos programas. Tamb&eacute;m devem levar em considera&ccedil;&atilde;o os v&iacute;nculos entre migra&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento na implanta&ccedil;&atilde;o do Programa de A&ccedil;&atilde;o de 1994, adotado na Confer&ecirc;ncia Internacional sobre Popula&ccedil;&atilde;o e Desenvolvimento, realizada no Cairo, e na elabora&ccedil;&atilde;o da agenda de desenvolvimento para depois de 2015. O texto da resolu&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m pede a prote&ccedil;&atilde;o dos direitos das mulheres, meninas e meninos migrantes, entre eles os vinculados &agrave; sa&uacute;de sexual e reprodutiva.<\/p>\n<p>Em um novo informe sobre migra&ccedil;&otilde;es, divulgado na semana passada, a Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas (ONU) diz que os novos polos de crescimento econ&ocirc;mico no Sul criaram fluxos migrat&oacute;rios entre os pa&iacute;ses da regi&atilde;o. Nos &uacute;ltimos anos, tamb&eacute;m houve um significativo aumento na migra&ccedil;&atilde;o dos pa&iacute;ses em desenvolvimento em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s na&ccedil;&otilde;es ricas do Norte.<\/p>\n<p>&quot;O aumento das migra&ccedil;&otilde;es de Sul para Norte gerou um significativo fluxo de remessas para o Sul, que pode estimular o crescimento econ&ocirc;mico&quot;, diz o informe da ONU. Segundo dados do Banco Mundial, as remessas recebidas pelos pa&iacute;ses em desenvolvimento atingiram US$ 406 bilh&otilde;es em 2012. Muitas economias de r&aacute;pido crescimento na &Aacute;sia Pac&iacute;fico, sudeste da &Aacute;sia, Am&eacute;rica do Sul e &Aacute;frica ocidental se tornaram destino de migrantes de suas respectivas regi&otilde;es, acrescenta o estudo.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, os pa&iacute;ses petroleiros do oeste da &Aacute;sia (Oriente M&eacute;dio e Estados do C&aacute;ucaso) e do sul da Europa (os do Mediterr&acirc;neo) viveram um r&aacute;pido crescimento na quantidade de migrantes internacionais entre 1990 e 2010. Ap&oacute;s o in&iacute;cio da crise econ&ocirc;mica e financeira que come&ccedil;ou em 2008, algumas tend&ecirc;ncias perderam velocidade ou se reverteram temporariamente, mas os &uacute;ltimos dados mostram que a migra&ccedil;&atilde;o nesses pa&iacute;ses cresceu em 2011. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Na&ccedil;&otilde;es Unidas, 02\/05\/2013 &ndash; O rosto da popula&ccedil;&atilde;o migrante muda de forma dr&aacute;stica, j&aacute; que as mulheres e as meninas representam cerca de metade dos 214 milh&otilde;es de pessoas que s&atilde;o obrigadas a abandonar seus lugares de origem no mundo. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/mundo\/cada-vez-h-mais-mulheres-migrantes-no-mundo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":202,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,4,11],"tags":[21,24],"class_list":["post-11805","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-mundo","category-politica","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11805","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/202"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11805"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11805\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11805"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11805"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11805"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}