{"id":11813,"date":"2013-05-03T10:23:18","date_gmt":"2013-05-03T10:23:18","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11813"},"modified":"2013-05-03T10:23:18","modified_gmt":"2013-05-03T10:23:18","slug":"o-mar-alimenta-mas-tambm-ameaa-ilhas-salomo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/economia\/o-mar-alimenta-mas-tambm-ameaa-ilhas-salomo\/","title":{"rendered":"O mar alimenta, mas tamb&eacute;m amea&ccedil;a Ilhas Salom&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Auki, Ilhas Salom&atilde;o, 03\/05\/2013 &ndash; A lagoa de Langa Langa, perto da costa ocidental de Malaita, uma das Ilhas Salom&atilde;o, tem sido o lar de milhares de pessoas durante s&eacute;culos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11813\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mar.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11813\" class=\"size-medium wp-image-11813\" title=\"O aumento do n\u00c3\u00advel do mar amea&ccedil;a as Ilhas Salom&atilde;o. - Catherine Wilson\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/mar.jpg\" alt=\"O aumento do n\u00c3\u00advel do mar amea&ccedil;a as Ilhas Salom&atilde;o. - Catherine Wilson\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11813\" class=\"wp-caption-text\">O aumento do n\u00c3\u00advel do mar amea&ccedil;a as Ilhas Salom&atilde;o. - Catherine Wilson\/IPS<\/p><\/div>  Por gera&ccedil;&otilde;es, os ilh&eacute;us apelaram para sua tenacidade para subsistirem em pequenos at&oacute;is de terras para cultivar. Mas a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica agora se tornou sua maior amea&ccedil;a.<\/p>\n<p>&quot;O mar &eacute; hostil e as mar&eacute;s ficam mais altas. &Agrave;s vezes a &aacute;gua cobre toda a ilha durante a temporada de chuvas&quot;, disse Alphonsus Waleronoa, sentado em um banco sob o beiral de sua casa, em uma ilhota artificial de Raolo, de apenas cem metros quadrados. Uma das colunas de sua casa fica sobre as rochas da ilha e a outra afunda nas &aacute;guas da lagoa.<\/p>\n<p>Em Raolo, h&aacute; meia d&uacute;zia de casas para cinco fam&iacute;lias, com um total de 26 pessoas. A ilhota foi constru&iacute;da sobre uma base de corais, pedras e areia pelo pai de Waleronoa, depois que um ciclone destruiu sua casa em outra ilha artificial chamada Rarata, em 1945. Novos ciclones no final dos anos 1960 obrigaram a pequena comunidade a abandonar temporariamente a prov&iacute;ncia de Malaita, mas regressou h&aacute; dez anos fugindo da guerra civil, entre 1998 e 2003, conhecida neste pa&iacute;s do Pac&iacute;fico como &quot;As Tens&otilde;es&quot;.<\/p>\n<p>Ilhas Salom&atilde;o &eacute; um arquip&eacute;lago com mais de 900 ilhas a leste de Papua Nova Guin&eacute;. A maioria de seus mais de 500 mil habitantes reside na costa, que se estende por 4.023 quil&ocirc;metros. Os desastres naturais s&atilde;o um alto risco, especialmente na temporada de chuvas, entre novembro e abril, quando ciclones, tsunamis e pequenos tornados podem causar inunda&ccedil;&otilde;es e grande destrui&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Atualmente, a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, o maior desafio para os pequenos Estados insulares em desenvolvimento (SIDS) e para os pa&iacute;ses menos avan&ccedil;ados (PMA), agrava os problemas que j&aacute; enfrentam as vulner&aacute;veis comunidades costeiras. O n&iacute;vel do mar nas Ilhas Salom&atilde;o cresceu oito mil&iacute;metros ao ano desde 1993, acima da m&eacute;dia mundial de 2,8\/3,6 mil&iacute;metros, segundo o Programa Cient&iacute;fico sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica do Pac&iacute;fico. A previs&atilde;o &eacute; de que at&eacute; 2030 o mar possa subir 15 cent&iacute;metros, a velocidade m&eacute;dia dos ciclones seria 11% maior e as precipita&ccedil;&otilde;es associadas a estes fen&ocirc;menos cresceriam 20% em intensidade.<\/p>\n<p>Caspar Supa, coordenador nas Ilhas Salom&atilde;o desse programa de adapta&ccedil;&atilde;o, explicou &agrave; IPS que os lugares mais vulner&aacute;veis s&atilde;o as ilhas e os at&oacute;is artificiais, onde &quot;h&aacute; pouca seguran&ccedil;a alimentar, falta de desenvolvimento, poucos recursos e limitada educa&ccedil;&atilde;o&quot; sobre o fen&ocirc;meno do aquecimento global. Cerca 12 mil pessoas vivem nas ilhotas artificiais criadas nas lagoas de Langa Langa, na costa oeste de Malaita, e de Lau, no nordeste. Em Langa Langa, de 21 quil&ocirc;metros de comprimento e um de largura, h&aacute; 13 ilhas artificiais. Muitas pessoas n&atilde;o sabem exatamente o motivo de seus ancestrais terem criado esses ambientes &uacute;nicos, onde as comunidades se dedicam fundamentalmente &agrave; pesca, &agrave; constru&ccedil;&atilde;o de embarca&ccedil;&otilde;es e &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o de moedas tradicionais feitas com conchas do mar que usam em suas opera&ccedil;&otilde;es comerciais.<\/p>\n<p>Os ancestrais de Thomas Dakero h&aacute; 500 anos abandonaram a regi&atilde;o de Kwaio Ocidental rumo &agrave; ilha de Busu, metade natural e metade artificial, onde moram cerca de 300 pessoas. Dakero &eacute; testemunha de como ocorrem altas mar&eacute;s quase a cada m&ecirc;s e as ondas inundam a maior parte da ilha. H&aacute; um mangue que d&aacute; certa prote&ccedil;&atilde;o contra o mar, mas que est&aacute; amea&ccedil;ado. &quot;Falo para as pessoas n&atilde;o cortarem os mangues, mas precisamos de lenha para cozinhar. No passado us&aacute;vamos a madeira morta e seca, mas com o aumento populacional precisamos cortar as &aacute;rvores&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>A vida di&aacute;ria tem muitos outros desafios. N&atilde;o h&aacute; nenhuma fonte de &aacute;gua pot&aacute;vel nas pequenas ilhas artificiais de Raolo e Busu, e o terreno n&atilde;o &eacute; adequado para a agricultura. Os habitantes de Busu coletam &aacute;gua de chuva em tanques, mas durante a &eacute;poca de seca t&ecirc;m de viajar de barco at&eacute; terra firme v&aacute;rias vezes por semana para conseguir &aacute;gua em recipientes de pl&aacute;stico.<\/p>\n<p>&quot;Queremos ficar em nossa ilha&quot;, disse Waleronoa &agrave; IPS. &quot;Fomos pescadores por gera&ccedil;&otilde;es. Vendemos pescado nos mercados, e essa &eacute; a &uacute;nica renda que temos, por isso &eacute; muito dif&iacute;cil nos mudarmos&quot;, acrescentou. A pesca &eacute; uma importante fonte de subsist&ecirc;ncia e dinheiro para muitos habitantes das Ilhas Salom&atilde;o. Contudo, no ano passado, um informe oficial alertou que estavam sendo usados m&eacute;todos destrutivos para esta atividade, o que &eacute; um problema em especial para Langa Langa.<\/p>\n<p>Dakero afirmou que v&aacute;rios pescadores locais usavam dinamite. Para tentar recuperar a lagoa, ele plantou corais nas &aacute;guas que rodeiam Busu, criando uma &aacute;rea para os peixes poderem se alimentar. O futuro dos moradores destas ilhas artificiais &eacute; incerto. &quot;Tentamos elevar o n&iacute;vel da ilha e cultivar mangues de um lado&quot;, disse Waleronoa. Dakero tamb&eacute;m considera aumentar o n&iacute;vel de Busu, mas disse que isso &eacute; muito caro, porque &eacute; necess&aacute;ria grande quantidade de pedra.<\/p>\n<p>O governo provincial de Malaita j&aacute; planeja a poss&iacute;vel realoca&ccedil;&atilde;o das comunidades dos at&oacute;is de Ontong Java e Sikaina, onde se deteriora a seguran&ccedil;a h&iacute;drica e alimentar. &quot;A primeira etapa &eacute; que consultemos as comunidades afetadas sobre um poss&iacute;vel reassentamento&quot;, informou &agrave; IPS a subsecret&aacute;ria provincial de Malaita, Augustine Faliomea. &quot;Poder&atilde;o escolher onde se reassentar na ilha de Malaita. Depois poderemos negociar com os atuais propriet&aacute;rios desses terrenos para compr&aacute;-los e reassent&aacute;-los&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Auki, Ilhas Salom&atilde;o, 03\/05\/2013 &ndash; A lagoa de Langa Langa, perto da costa ocidental de Malaita, uma das Ilhas Salom&atilde;o, tem sido o lar de milhares de pessoas durante s&eacute;culos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/economia\/o-mar-alimenta-mas-tambm-ameaa-ilhas-salomo\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":604,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5],"tags":[17,21],"class_list":["post-11813","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","tag-asia-e-pacifico","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11813","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/604"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11813"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11813\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11813"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11813"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11813"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}