{"id":11827,"date":"2013-05-07T11:55:13","date_gmt":"2013-05-07T11:55:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11827"},"modified":"2013-05-07T11:55:13","modified_gmt":"2013-05-07T11:55:13","slug":"refugiados-ruandeses-so-contra-regressar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/africa\/refugiados-ruandeses-so-contra-regressar\/","title":{"rendered":"Refugiados ruandeses s&atilde;o contra regressar"},"content":{"rendered":"<p>Goma, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, 07\/05\/2013 &ndash; O governo congolense reclama uma estrat&eacute;gia integral que permita conseguir uma solu&ccedil;&atilde;o duradoura para a repatria&ccedil;&atilde;o dos mais de 127.500 refugiados ruandeses que se estima residem neste pa&iacute;s.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11827\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/102794-20130502-300x225.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11827\" class=\"size-medium wp-image-11827\" title=\"Restos de alguns dos 800 mil mortos no genoc\u00c3\u00addio de Ruanda. - Edwin Musoni\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/102794-20130502-300x225.jpg\" alt=\"Restos de alguns dos 800 mil mortos no genoc\u00c3\u00addio de Ruanda. - Edwin Musoni\/IPS\" width=\"200\" height=\"150\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11827\" class=\"wp-caption-text\">Restos de alguns dos 800 mil mortos no genoc\u00c3\u00addio de Ruanda. - Edwin Musoni\/IPS<\/p><\/div>  O ministro de Assuntos Internos da Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo (RDC), Richard Muyej, disse que o governo acredita que &eacute; prematuro cessar o status de refugiados para cidad&atilde;os ruandeses exilados, fixado para 30 de junho pelo Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados (Acnur).<\/p>\n<p>Esta entidade concedeu o status &agrave;s pessoas que fugiram de Ruanda entre 1959 e 1998. A cl&aacute;usula de cessa&ccedil;&atilde;o, vinculante para os refugiados e para os pa&iacute;ses de acolhida, indica que os implicados ter&atilde;o que escolher entre a repatria&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria e a resid&ecirc;ncia onde vivem atualmente. Est&aacute; previsto que podem solicitar uma prorroga&ccedil;&atilde;o de seu status de refugiados, mas individualmente. Por&eacute;m, a RDC, vizinha de Ruanda &eacute; contra a medida.<\/p>\n<p>A posi&ccedil;&atilde;o do governo congolense refor&ccedil;a a adotada pela di&aacute;spora ruandesa na Confer&ecirc;ncia Internacional sobre os Refugiados de Ruanda, realizada nos dias 19 e 20 de abril em Bruxelas. A mesma pede ao Acnur e aos pa&iacute;ses de asilo que considerem a seguran&ccedil;a das pessoas implicadas.<\/p>\n<p>Gervais Condo, presidente do Congresso Nacional de Ruanda (CNR), com sede nos Estados Unidos, e que presidiu a confer&ecirc;ncia de Bruxelas, declarou &agrave; IPS que &quot;n&atilde;o h&aacute; circunst&acirc;ncias sob as quais o status de refugiado seja uma solu&ccedil;&atilde;o de longo prazo&quot;. E acrescentou: &quot;n&atilde;o podemos esperar que os refugiados regressem para suas casas quando as quest&otilde;es que os levaram ao ex&iacute;lio n&atilde;o foram resolvidas&quot;. Condo &eacute; aliado do general Kayumba Nyamwasa, ex-chefe do Estado Maior do ex&eacute;rcito ruand&ecirc;s e presidente fundador do CNR, e vive exilado na &Aacute;frica do Sul.<\/p>\n<p>O Acnur negociou o repatriamento de aproximadamente 3,5 milh&otilde;es de refugiados ruandeses entre 1994, quando a Frente Patri&oacute;tica de Ruanda chegou ao poder ap&oacute;s o genoc&iacute;dio, e fevereiro de 2013. N&atilde;o h&aacute; dados concludentes, mas as estimativas indicam que, em 1994, morreram quase um milh&atilde;o de pessoas, em grande parte da minoria tutsi e alguns hutus moderados.<\/p>\n<p>O ministro Muyej disse que a RDC s&oacute; aplicar&aacute; a cl&aacute;usula de cessa&ccedil;&atilde;o ap&oacute;s ser implantado o Acordo Tripartite assinado por Acnur e pelos governos de Ruanda e RDC para garantir que as pessoas em quest&atilde;o que desejarem ser repatriadas possam regressar ao seu pa&iacute;s com dignidade e seguran&ccedil;a. Muyej se dirigiu assim aos ministros de Assuntos Internos dos 11 pa&iacute;ses africanos onde est&atilde;o isolados os refugiados ruandeses, reunidos em uma confer&ecirc;ncia no dia 18 de abril.<\/p>\n<p>Entretanto, Ruanda e Acnur insistem em que n&atilde;o se justifica a amplia&ccedil;&atilde;o do status de refugiado depois de 30 de junho. O governo ruand&ecirc;s ofereceu garantias e disse que a situa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s dos Grandes Lagos &eacute; segura e que quer a implanta&ccedil;&atilde;o da cl&aacute;usula de cessa&ccedil;&atilde;o prevista na Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Status dos Refugiados, aprovada em Genebra em 1951.<\/p>\n<p>Em outubro de 2009 o presidente ruand&ecirc;s Paul Kagame e o alto comiss&aacute;rio para os refugiados, Ant&oacute;nio Guterres, acordaram que o status de refugiados cessaria em junho de 2011. Mas a oposi&ccedil;&atilde;o dos ruandeses exilados e de organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o governamentais fez o Acnur prolongar as conversa&ccedil;&otilde;es com as partes implicadas at&eacute; junho.<\/p>\n<p>Preocupa os refugiados que a situa&ccedil;&atilde;o quanto &agrave; liberdade de express&atilde;o e de reuni&atilde;o em Ruanda n&atilde;o tenha mudado. Acreditam que isso est&aacute; confirmado pela grande quantidade de figuras pol&iacute;ticas no ex&iacute;lio, entre eles o ex-procurador geral G&eacute;rard Gahima e o ex-embaixador ruand&ecirc;s Th&eacute;og&egrave;ne Rudasingwa. Tamb&eacute;m causou preocupa&ccedil;&atilde;o a deten&ccedil;&atilde;o e o julgamento de Victoire Ingabire, candidata da oposi&ccedil;&atilde;o nas elei&ccedil;&otilde;es presidenciais de 2010.<\/p>\n<p>Ingabire foi condenada a oito anos de pris&atilde;o por conspira&ccedil;&atilde;o contra seu pa&iacute;s. No dia 25 de mar&ccedil;o, a Anistia Internacional pediu um julgamento justo para a candidata, que cumprisse os padr&otilde;es internacionais. A organiza&ccedil;&atilde;o de direitos humanos declarou que o tribunal n&atilde;o examinou as provas. &quot;V&aacute;rios altos funcion&aacute;rios disseram que a Europa n&atilde;o considera Ruanda suficientemente segura para o retorno dos refugiados&quot;, ressaltou Condo.<\/p>\n<p>A ministra de Gest&atilde;o de Desastres e Assuntos de Refugiados de Ruanda, S&eacute;raphine Mukantabana, que esteve exilada no Congo-Brazzaville e foi repatriada em maio de 2011, afirmou que os refugiados n&atilde;o podem gozar desse status por tempo indeterminado havendo paz no pa&iacute;s. &quot;Incentivamos a repatria&ccedil;&atilde;o volunt&aacute;ria, pois muitos refugiados ter&atilde;o dificuldades para permanecerem no pa&iacute;s de acolhida&quot;, destacou a ministra.<\/p>\n<p>&quot;Os que quiserem solicitar o status de refugiado de forma pessoal n&atilde;o ter&atilde;o bases para recorrer ao Acnur&quot;, acrescentou Mukantabana, que presidiu a associa&ccedil;&atilde;o de refugiados ruandeses no Congo-Brazzaville. Para facilitar a situa&ccedil;&atilde;o, Ruanda entregar&aacute; passaportes aos cidad&atilde;os ruandeses que desejarem permanecer em seu pa&iacute;s de resid&ecirc;ncia depois de 30 de junho. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Goma, Rep&uacute;blica Democr&aacute;tica do Congo, 07\/05\/2013 &ndash; O governo congolense reclama uma estrat&eacute;gia integral que permita conseguir uma solu&ccedil;&atilde;o duradoura para a repatria&ccedil;&atilde;o dos mais de 127.500 refugiados ruandeses que se estima residem neste pa&iacute;s. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/africa\/refugiados-ruandeses-so-contra-regressar\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1351,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,6,11],"tags":[],"class_list":["post-11827","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-direitos-humanos","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11827","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1351"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11827"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11827\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11827"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11827"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11827"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}