{"id":1184,"date":"2005-11-09T00:00:00","date_gmt":"2005-11-09T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1184"},"modified":"2005-11-09T00:00:00","modified_gmt":"2005-11-09T00:00:00","slug":"desenvolvimento-o-fator-feminino","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/america-latina\/desenvolvimento-o-fator-feminino\/","title":{"rendered":"Desenvolvimento: O fator feminino"},"content":{"rendered":"<p>Bruxelas, 09\/11\/2005 &ndash; Especialistas em quest&otilde;es de g&ecirc;nero se re&uacute;nem esta semana em uma confer&ecirc;ncia internacional para examinar com as mudan&ccedil;as das pol&iacute;ticas de desenvolvimento afetam os esfor&ccedil;os para promover os direitos das mulheres. A confer&ecirc;ncia &quot;Apoderando-se do desenvolvimento: Associa&ccedil;&otilde;es e novas modalidades de promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&ecirc;nero&quot;, que acontece em Bruxelas de quarta-feira at&eacute; sexta-feira, &eacute; organizada pelo Fundo de Desenvolvimento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Mulher (Unifem) e pela Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, bra&ccedil;o executivo da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. Especialistas no assunto procedentes de pa&iacute;ses industriais e em desenvolvimento, representantes de governos e institui&ccedil;&otilde;es doadoras v&atilde;o discutir as estrat&eacute;gias a seguir para conseguir que os direitos da mulher ocupem um lugar central na &quot;nova arquitetura&quot; dos programas de ajuda internacional.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;O Unifem tentar&aacute; garantir que a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia e a Organiza&ccedil;&atilde;o para a Coopera&ccedil;&atilde;o e o Desenvolvimento Econ&ocirc;mico (OCDE) tome a iniciativa quanto aos direitos da mulher e que a ajuda chegue efetivamente &agrave;s mulheres de cada pa&iacute;s, mediante a cria&ccedil;&atilde;o de estrat&eacute;gias originadas no plano nacional&quot;, disse &agrave; IPS a diretora-executiva da ag&ecirc;ncia das Na&ccedil;&otilde;es Unidas, Noeleen Heyzer. Na OCDE se encontram os 30 pa&iacute;ses mais industrializados. Nos &uacute;ltimos anos, houve consider&aacute;vel reformula&ccedil;&atilde;o das estruturas e do financiamento da ajuda ao desenvolvimento. Agora, a destina&ccedil;&atilde;o da ajuda depende de cada doador e benefici&aacute;rio, e da apropria&ccedil;&atilde;o e poder de decis&atilde;o sobre os fundos por parte dos destinat&aacute;rios finais.<\/p>\n<p> O Unifem afirma que embora essas mudan&ccedil;as apresentem novas oportunidades para avan&ccedil;ar rumo &agrave; igualdade de g&ecirc;nero e &agrave; erradica&ccedil;&atilde;o da pobreza, colocam em evid&ecirc;ncia uma s&eacute;rie de problemas na implementa&ccedil;&atilde;o da ajuda e na responsabilidade dos atores sociais. Heyzer alerta que a igualdade de g&ecirc;nero n&atilde;o &eacute; apresentada como uma quest&atilde;o e uma meta expl&iacute;cita em muita dessa assist&ecirc;ncia. Em sua opini&atilde;o, pode-se perder uma grande oportunidade, a menos que se fa&ccedil;a &quot;um esfor&ccedil;o s&eacute;rio&quot; para que &quot;o imperativo da igualdade de g&ecirc;nero&quot; seja o eixo da nova arquitetura da ajuda internacional ao desenvolvimento.<\/p>\n<p> O discurso de Heyzer na confer&ecirc;ncia destaca os avan&ccedil;os em mat&eacute;ria de direitos da mulher desde a quarta c&uacute;pula mundial de Pequim em 1995, mas destacar&aacute; que este progresso foi excessivamente lento. &quot;A aids &eacute; cada dia mais jovem, hoje a pobreza tem cara de mulher e brecha entre a renda dos homens e a das mulheres aumentou&quot;, afirmou. &quot;Temos boas pol&iacute;ticas e estrat&eacute;gias, mas n&atilde;o s&atilde;o corretamente implementadas porque n&atilde;o existe suficiente transpar&ecirc;ncia e responsabilidade. Ningu&eacute;m est&aacute; obrigado a prestar contas e, portanto, ningu&eacute;m o faz&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p> Em uma s&eacute;rie de encontros, os delegados colocar&atilde;o na mesa perguntas sobre como as mudan&ccedil;as afetar&atilde;o as tentativas de atingir a igualdade de g&ecirc;nero e que tipo de associa&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio para poder alcan&ccedil;ar os Objetivos de Desenvolvimento do Mil&ecirc;nio da Organiza&ccedil;&atilde;o das Na&ccedil;&otilde;es Unidas. Em setembro de 2000, os pa&iacute;ses-membros da ONU estabeleceram oito metas b&aacute;sicas de desenvolvimento, com a pretens&atilde;o de alcan&ccedil;&aacute;-las at&eacute; 2015. Como parte das Metas do Mil&ecirc;nio, se comprometeram a reduzir a pobreza e a fome, universalizar o ensino prim&aacute;rio e promover a igualdade de g&ecirc;nero e o enriquecimento das mulheres.<\/p>\n<p> A confer&ecirc;ncia de Bruxelas foi precedida por outros encontros preparat&oacute;rios este ano. Entre 28 de fevereiro e 11 de mar&ccedil;o, em Pequim, foram examinados os avan&ccedil;os em mat&eacute;ria de igualdade e direitos da mulher nos &uacute;ltimos 10 anos em cada um dos pa&iacute;ses. Em uma reuni&atilde;o em Paris, tamb&eacute;m na mesma &eacute;poca, discutiu-se a quest&atilde;o da efetividade da ajuda para o desenvolvimento e a melhor forma de canaliz&aacute;-la. Na C&uacute;pula Mundial 2005 realizada em setembro em Nova York, foram repassados os avan&ccedil;os a respeito das metas do mil&ecirc;nio.<\/p>\n<p> &quot;Acreditamos que a desigualdade de g&ecirc;nero &eacute; maior naqueles pa&iacute;ses aos quais a Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia est&aacute; prestando assist&ecirc;ncia atrav&eacute;s de sua corpora&ccedil;&atilde;o para o desenvolvimento, mas sem prestar suficiente aten&ccedil;&atilde;o a este assunto&quot;, disse &agrave; IPS a diretora da unidade para o desenvolvimento humano e social do diret&oacute;rio geral para o desenvolvimento desse &oacute;rg&atilde;o, Lieve Fransen. &quot;Por isso, depois da c&uacute;pula de Pequim planejamos especificamente este encontro para que o foco e o entusiasmo n&atilde;o ficassem somente em declara&ccedil;&otilde;es e formalidades pol&iacute;ticas sem conseq&uuml;&ecirc;ncias&quot;, acrescentou. Fransen disse na reuni&atilde;o de Bruxelas que a Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia espera elaborar uma estrat&eacute;gia mais apropriada para promover a igualdade de g&ecirc;nero.<\/p>\n<p> Tamb&eacute;m a preocupa o fato de os direitos femininos n&atilde;o terem a necess&aacute;ria &quot;visibilidade&quot; nas declara&ccedil;&otilde;es sobre pol&iacute;ticas de desenvolvimento da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia realizadas em julho, e na confer&ecirc;ncia desta semana espera receber um mandato mais contundente neste sentido. &quot;A igualdade de g&ecirc;nero se relaciona com os direitos, e o desenvolvimento social e humano n&atilde;o pode ser alcan&ccedil;ado se metade da popula&ccedil;&atilde;o, isto &eacute;, as mulheres, s&atilde;o pobres&quot;, afirmou. Fransen advertiu que dar&aacute; especial aten&ccedil;&atilde;o &agrave; epidemia de aids, exemplo da neglig&ecirc;ncia em mat&eacute;ria de igualdade de g&ecirc;nero. &quot;O rosto do HIV (v&iacute;rus causador da aids) &eacute; o da jovem africana que tem apenas um companheiro. Esta &eacute; uma das conseq&uuml;&ecirc;ncias mais evidentes da desigualdade de g&ecirc;nero&quot;, concluiu Fransen. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bruxelas, 09\/11\/2005 &ndash; Especialistas em quest&otilde;es de g&ecirc;nero se re&uacute;nem esta semana em uma confer&ecirc;ncia internacional para examinar com as mudan&ccedil;as das pol&iacute;ticas de desenvolvimento afetam os esfor&ccedil;os para promover os direitos das mulheres. A confer&ecirc;ncia &quot;Apoderando-se do desenvolvimento: Associa&ccedil;&otilde;es e novas modalidades de promo&ccedil;&atilde;o da igualdade de g&ecirc;nero&quot;, que acontece em Bruxelas de quarta-feira at&eacute; sexta-feira, &eacute; organizada pelo Fundo de Desenvolvimento das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para a Mulher (Unifem) e pela Comiss&atilde;o Europ&eacute;ia, bra&ccedil;o executivo da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia. 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