{"id":11842,"date":"2013-05-09T10:54:31","date_gmt":"2013-05-09T10:54:31","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11842"},"modified":"2013-05-09T10:54:31","modified_gmt":"2013-05-09T10:54:31","slug":"a-segurana-das-mulheres-d-segurana-nao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/africa\/a-segurana-das-mulheres-d-segurana-nao\/","title":{"rendered":"&quot;A seguran&ccedil;a das mulheres d&aacute; seguran&ccedil;a &agrave; na&ccedil;&atilde;o&quot;"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 09\/05\/2013 &ndash; Nyaradzayi Gumbonzvanda, advogada de direitos humanos e secret&aacute;ria-geral da rede internacional de mulheres por justi&ccedil;a social World YWCA, sabe o que &eacute; lutar contra a fome e a viol&ecirc;ncia.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11842\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ips4-300x223.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11842\" class=\"size-medium wp-image-11842\" title=\"Gumbonzvanda &eacute; candidata a diretora-executiva da ONU Mulheres. - Ravi Kanth Devarakonda\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/ips4-300x223.jpg\" alt=\"Gumbonzvanda &eacute; candidata a diretora-executiva da ONU Mulheres. - Ravi Kanth Devarakonda\/IPS\" width=\"200\" height=\"148\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11842\" class=\"wp-caption-text\">Gumbonzvanda &eacute; candidata a diretora-executiva da ONU Mulheres. - Ravi Kanth Devarakonda\/IPS<\/p><\/div>  Ela mesma procede de uma fam&iacute;lia pobre da aldeia de Magaya, no Zimb&aacute;bue. Gumbonzvanda passou grande parte de sua vida tentando melhorar a das mulheres que tiveram menos sorte que ela. Agora, &eacute; candidata a diretora-executiva da ONU Mulheres, posto ocupado at&eacute; mar&ccedil;o pela ex-presidente do Chile, Michelle Bachelet.<\/p>\n<p>Em entrevista &agrave; IPS em Genebra, Gumbonzvanda afirmou que, al&eacute;m de procurar crescimento econ&ocirc;mico, os pa&iacute;ses devem gerar &quot;oportunidades para criar riqueza em n&iacute;vel das fam&iacute;lias e atender temas estruturais como viol&ecirc;ncia e desigualdade que as mulheres continuam experimentando quase diariamente&quot;. Gumbonzvanda aplaudiu o desenvolvimento obtido pelo continente africano, embora assinalando que &eacute; necess&aacute;rio maior empoderamento social para mudar a vida das mulheres. &quot;Vejo que as mulheres avan&ccedil;am em v&aacute;rios setores em todos os pa&iacute;ses africanos, mas &eacute; necess&aacute;rio empoderamento econ&ocirc;mico e social&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>IPS: Comecemos com os crescentes &iacute;ndices de viola&ccedil;&otilde;es e viol&ecirc;ncia dom&eacute;stica. O quanto este problema &eacute; grave? &Eacute; universal?<\/p>\n<p>NYARADZAYI GUMBONZVANDA: Creio que &eacute; um dos maiores problemas que mulheres e meninas enfrentam no mundo hoje. Vejo a viol&ecirc;ncia contra as mulheres como uma manifesta&ccedil;&atilde;o de desigualdades, de falta de empoderamento e de exclus&atilde;o. A falta de empoderamento social, o fato de as mulheres serem consideradas cidad&atilde;s de segunda classe sem voz nem direitos sobre seus pr&oacute;prios corpos, a dolorosa realidade da pobreza e da viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero, e o tr&aacute;fico de meninas para explora&ccedil;&atilde;o sexual s&atilde;o todos temas que devem ser encarados. &Eacute; importante destacar que trabalhamos na preven&ccedil;&atilde;o da viol&ecirc;ncia contra as mulheres, incluindo a dom&eacute;stica, as agress&otilde;es em situa&ccedil;&otilde;es de conflito e o abuso sexual. A preven&ccedil;&atilde;o &eacute; fundamental, e deve ser acompanhada de pol&iacute;ticas fortes em coordena&ccedil;&atilde;o com diferentes atores sociais dentro dos pa&iacute;ses e em n&iacute;vel internacional.<\/p>\n<p>IPS: Nos &uacute;ltimos 30 anos houve grandes mudan&ccedil;as na economia e na cultura do mundo, principalmente gra&ccedil;as &agrave; internet e &agrave; globaliza&ccedil;&atilde;o. Que impacto isto teve nas mulheres?<\/p>\n<p>NG: Creio que nos &uacute;ltimos 30 anos aconteceram v&aacute;rias coisas. Estive em Pequim em 1995, para a IV Confer&ecirc;ncia Mundial sobre a Mulher, e posso dizer que h&aacute; um verdadeiro trabalho sobre as normas internacionais que t&ecirc;m a ver com as mulheres e os direitos humanos, e esse trabalho est&aacute; progredindo. Agora temos conven&ccedil;&otilde;es e tratados em n&iacute;vel internacional, e inclusive regional, como o Plano de A&ccedil;&atilde;o para as Mulheres (sobre direitos de sa&uacute;de reprodutiva e sexual) de Maputo. Inclusive em n&iacute;vel normativo vemos muito trabalho e progressos. Contudo, ainda devem ser resolvidos problemas estruturais que contribuem para a viol&ecirc;ncia contra as mulheres.<\/p>\n<p>IPS: Os governos fazem o necess&aacute;rio para enfrentar estes desafios?<\/p>\n<p>NG: N&atilde;o o suficiente. Creio que os governos devem definir suas prioridades e fazer mais quando apresentam seus or&ccedil;amentos. A maior seguran&ccedil;a de qualquer na&ccedil;&atilde;o &eacute; quando suas m&atilde;es e filhas est&atilde;o seguras, quando h&aacute; alimento na mesa e &aacute;gua perto, quando h&aacute; escolas funcionando e possibilidades de obter emprego. Essa &eacute; a na&ccedil;&atilde;o mais segura. Eu exortaria nossos governos a repensarem a rela&ccedil;&atilde;o entre o gasto militar e o investimento em servi&ccedil;os sociais e b&aacute;sicos. Comprando apenas um helic&oacute;ptero militar a menos, um governo pode construir dez escolas. Esse &eacute; o maior desafio para os governos de todo o mundo.<\/p>\n<p>IPS: Na &Aacute;frica houve grandes progressos no desenvolvimento e empoderamento das mulheres, o que mais &eacute; preciso fazer por elas nesse continente?<\/p>\n<p>NG: Este ano a Uni&atilde;o Africana comemora seu 50&ordm; anivers&aacute;rio, e as mulheres do continente est&atilde;o muito envolvidas no processo de descoloniza&ccedil;&atilde;o. Estiveram nas trincheiras, trabalhando por uma nova &Aacute;frica. Comemoramos que Nkosazana Dlamini-Zuma se converteu na primeira mulher a dirigir a Uni&atilde;o Africana, pois &eacute; bom para o continente. Tamb&eacute;m vemos pa&iacute;ses como Ruanda e outros que t&ecirc;m significativos n&uacute;meros de mulheres em postos de tomada de decis&otilde;es. No entanto, ainda temos que resolver os problemas que geram conflitos. Enquanto os pa&iacute;ses continuarem em situa&ccedil;&otilde;es de conflito, e sempre que houver viol&ecirc;ncia, haver&aacute; retrocessos. O continente, da Cidade do Cabo at&eacute; Cairo, &eacute; muito rico, e por isso temos que detectar em quais grandes setores, como minera&ccedil;&atilde;o, transporte e agricultura, as mulheres podem se envolver mais.<\/p>\n<p>IPS: A tecnologia desempenha um papel fundamental no desenvolvimento do continente. Por exemplo, s&atilde;o usados servi&ccedil;os de mensagens SMS para informar as m&atilde;es sobra a vacina&ccedil;&atilde;o de seus filhos. Que papel isto representa na vida dos africanos?<\/p>\n<p>NG: Consideramos que a telefonia m&oacute;vel tem um grande potencial na &Aacute;frica. Na Tanz&acirc;nia &eacute; usada para servi&ccedil;os sobre planejamento familiar ou para a imuniza&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as. Tamb&eacute;m foram introduzidos servi&ccedil;os banc&aacute;rios por telefone celular no Qu&ecirc;nia e Zimb&aacute;bue, e estas s&atilde;o poderosas formas de empoderar as comunidades. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 09\/05\/2013 &ndash; Nyaradzayi Gumbonzvanda, advogada de direitos humanos e secret&aacute;ria-geral da rede internacional de mulheres por justi&ccedil;a social World YWCA, sabe o que &eacute; lutar contra a fome e a viol&ecirc;ncia. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/africa\/a-segurana-das-mulheres-d-segurana-nao\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1654,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,6,5],"tags":[21,24],"class_list":["post-11842","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-direitos-humanos","category-economia","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11842","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1654"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11842"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11842\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11842"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11842"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11842"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}