{"id":11882,"date":"2013-05-16T10:44:02","date_gmt":"2013-05-16T10:44:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11882"},"modified":"2013-05-16T10:44:02","modified_gmt":"2013-05-16T10:44:02","slug":"nos-estados-unidos-se-sugere-ampliar-relao-militar-com-o-paquisto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/direitos-humanos\/nos-estados-unidos-se-sugere-ampliar-relao-militar-com-o-paquisto\/","title":{"rendered":"Nos Estados Unidos se sugere ampliar rela&ccedil;&atilde;o militar com o Paquist&atilde;o"},"content":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 16\/05\/2013 &ndash; Analistas dos Estados Unidos entendem que este pa&iacute;s deve redefinir sua rela&ccedil;&atilde;o de longa data com as For&ccedil;as Armadas do Paquist&atilde;o, ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es do dia 11, que registraram uma hist&oacute;rica grande participa&ccedil;&atilde;o.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11882\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/militares.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11882\" class=\"size-medium wp-image-11882\" title=\"General Ashfaq Parvez, chefe das For&ccedil;as Armadas do Paquist&atilde;o, e o general Stanley A. McChrystal, ex-comandante chefe da For&ccedil;a Internacional de Assist&ecirc;ncia para a Seguran&ccedil;a e do contingente dos Estados Unidos no Afeganist&atilde;o. - Ex&eacute;rcito dos Estados Unidos\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/militares.jpg\" alt=\"General Ashfaq Parvez, chefe das For&ccedil;as Armadas do Paquist&atilde;o, e o general Stanley A. McChrystal, ex-comandante chefe da For&ccedil;a Internacional de Assist&ecirc;ncia para a Seguran&ccedil;a e do contingente dos Estados Unidos no Afeganist&atilde;o. - Ex&eacute;rcito dos Estados Unidos\" width=\"200\" height=\"151\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11882\" class=\"wp-caption-text\">General Ashfaq Parvez, chefe das For&ccedil;as Armadas do Paquist&atilde;o, e o general Stanley A. McChrystal, ex-comandante chefe da For&ccedil;a Internacional de Assist&ecirc;ncia para a Seguran&ccedil;a e do contingente dos Estados Unidos no Afeganist&atilde;o. - Ex&eacute;rcito dos Estados Unidos<\/p><\/div>  Os especialistas em pol&iacute;tica externa coincidem em afirmar que o resultado da vota&ccedil;&atilde;o representa uma importante consolida&ccedil;&atilde;o da democracia no Paquist&atilde;o, pois foi a primeira vez na hist&oacute;ria desse pa&iacute;s que um governo civil passar&aacute; o poder a outro.<\/p>\n<p>&quot;Os Estados Unidos est&atilde;o ao lado de todos os paquistaneses que d&atilde;o as boas-vindas a essa passagem hist&oacute;rica, transparente e em paz do poder civil, um importante &ecirc;xito no processo democr&aacute;tico do Paquist&atilde;o&quot;, afirmou no dia 12 o presidente Barack Obama. &quot;Ao realizarem campanhas competitivas, exercerem livremente seu direito democr&aacute;tico e perseverarem apesar da intimida&ccedil;&atilde;o de extremistas violentos, reafirmam seu compromisso com um governo democr&aacute;tico, fundamental para obter a paz e a prosperidade para todos os paquistaneses nos pr&oacute;ximos anos&quot;, acrescentou Obama.<\/p>\n<p>Na verdade, o j&aacute; duas vezes primeiro-ministro, Nawaz Sharif (1990-1993\/1997-1999), da Liga Mu&ccedil;ulmana do Paquist&atilde;o-N, conseguiu a maioria dos votos e poder&aacute; formar um novo governo. Este registrou uma vit&oacute;ria esmagadora que surpreendeu experientes observadores desse pa&iacute;s. Contudo, talvez o mais surpreendente tenha sido a participa&ccedil;&atilde;o eleitoral, quase 60% dos eleitores aptos a votar, a maior propor&ccedil;&atilde;o registrada nas &uacute;ltimas quatro d&eacute;cadas.<\/p>\n<p>Washington &quot;deve estar contente por uma elei&ccedil;&atilde;o, em que a insurg&ecirc;ncia paquistanesa exortou a popula&ccedil;&atilde;o a n&atilde;o votar e fez duras amea&ccedil;as contra quem votasse, que conseguiu a maior participa&ccedil;&atilde;o neste pa&iacute;s desde 1970&quot;, disse em entrevista &agrave; IPS Andrew Wilder, diretor do programa Paquist&atilde;o do Instituto de Paz dos Estados Unidos, um grupo de estudo semigovernamental.<\/p>\n<p>Segundo Wilder, &quot;representa um forte apoio o fato de a maioria dos paquistaneses ter recha&ccedil;ado a convoca&ccedil;&atilde;o do Talib&atilde;, e &eacute; outro passo importante para a consolida&ccedil;&atilde;o da democracia. Os militares ainda s&atilde;o uma for&ccedil;a importante na pol&iacute;tica nacional, mas &eacute; um pouco menos poderoso hoje do que h&aacute; uma semana&quot;.<\/p>\n<p>Wilder prev&ecirc; uma relativa continuidade nas rela&ccedil;&otilde;es dos Estados Unidos com o Paquist&atilde;o. Os &uacute;ltimos dois anos foram especialmente escabrosos, com momentos de m&aacute;xima tens&atilde;o, mas as rela&ccedil;&otilde;es se mantiveram fortes por necessidade, em especial devido ao papel que esse pa&iacute;s tem para Washington em seu esfor&ccedil;o para estabilizar o Afeganist&atilde;o, com vistas &agrave; retirada de suas for&ccedil;as no pr&oacute;ximo ano.<\/p>\n<p>Um governo democr&aacute;tico que entrega o poder a outro governo democr&aacute;tico &quot;marca uma nova fase na luta democr&aacute;tica do Paquist&atilde;o e demonstra a necessidade de os Estados Unidos avaliarem sua pol&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o a esse pa&iacute;s&quot;, afirmou Ishrat Salim, pesquisador do Centro de Estudos do Paquist&atilde;o, do Instituto do Oriente M&eacute;dio, com sede nessa cidade. &quot;Washington soube encontrar um s&oacute;cio disposto no quartel-general das For&ccedil;as Armadas do Paquist&atilde;o, que ajudou a perseguir seus objetivos estrat&eacute;gicos e t&aacute;ticos na regi&atilde;o&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Desde o nascimento do Paquist&atilde;o, em 1974, suas For&ccedil;as Armadas detiveram por v&aacute;rias vezes o governo. Inclusive, o pr&oacute;prio Sharif sofreu um golpe de Estado em 1999. Na verdade, os militares sempre mantiveram um enorme poder nos bastidores, o que lhes permitiu funcionar como uma liga&ccedil;&atilde;o central com os Estados Unidos.<\/p>\n<p>Washington &eacute; o maior apoio financeiro do Paquist&atilde;o, enquanto este pa&iacute;s &eacute; o segundo benefici&aacute;rio da ajuda estrangeiro norte-americana, que na d&eacute;cada passada chegou a US$ 20 bilh&otilde;es. Em 2009, os Estados Unidos aprovaram US$ 7,5 bilh&otilde;es em assist&ecirc;ncia com fins civis para um per&iacute;odo de cinco anos, embora o apoio ao setor militar continuasse sendo muito significativo.<\/p>\n<p>No or&ccedil;amento de ajuda ao Paquist&atilde;o solicitado por Obama para o presente ano fiscal, cerca de 58% est&atilde;o dirigidos &agrave; &quot;assist&ecirc;ncia &agrave; seguran&ccedil;a&quot;, segundo um informe do Servi&ccedil;o de Investiga&ccedil;&atilde;o do Congresso, de outubro de 2012. As elei&ccedil;&otilde;es paquistanesas sugerem que &eacute; preciso voltar a pensar nessa propor&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;H&aacute; muito tempo os Estados Unidos dependem de uma rela&ccedil;&atilde;o unidimensional com os militares paquistaneses. Agora precisamos nos concentrar em uma amplia&ccedil;&atilde;o de nosso v&iacute;nculo com os dirigentes pol&iacute;ticos e o povo&quot;, disse &agrave; IPS o pesquisador Dan Twining, do centro de estudo e funda&ccedil;&atilde;o German Marshall Fund of the United States, com sede em Washington. &quot;Os Estados Unidos querem fortalecer o governo civil, e a principal tarefa de Sharif &eacute; o desenvolvimento econ&ocirc;mico, al&eacute;m de atender os problemas de governan&ccedil;a que assolaram o governo anterior&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Twining reconheceu que a quest&atilde;o militar continuar&aacute; ocupando um lugar central na pol&iacute;tica relacionada ao Paquist&atilde;o, e que, ainda que esse pa&iacute;s continue sofrendo o fortalecimento da insurg&ecirc;ncia, a raiz do problema n&atilde;o necessariamente tem a ver com a seguran&ccedil;a. &quot;N&atilde;o s&atilde;o problemas militares, mas relacionados com energia, infraestrutura ou fornecimento de &aacute;gua&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>&quot;Mesmo se aceitarmos que os militares manter&atilde;o o controle da pol&iacute;tica externa, uma an&aacute;lise de longo prazo sugere que os problemas mais importantes do Paquist&atilde;o est&atilde;o no &acirc;mbito civil&quot;, argumentou Twining. As dificuldades &quot;exigem boa governan&ccedil;a para manter a economia em funcionamento e gerar emprego, quest&otilde;es que as For&ccedil;as Armadas n&atilde;o atender&atilde;o e, simplesmente, n&atilde;o podem faz&ecirc;-lo&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Naturalmente, o Paquist&atilde;o continua com problemas importantes em mat&eacute;ria de seguran&ccedil;a, j&aacute; que os dias anteriores &agrave;s elei&ccedil;&otilde;es foram muito sangrentos. O pr&oacute;prio Sharif reconheceu que n&atilde;o basta uma estrat&eacute;gia militar para conseguir a paz. Uma semana antes da vota&ccedil;&atilde;o, v&aacute;rios grupos isl&acirc;micos anunciaram que poriam fim aos ataques contra o partido de Sharif, que se mostrou aberto a iniciar negocia&ccedil;&otilde;es com o ramo paquistan&ecirc;s do Talib&atilde;.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; interessante notar que, enquanto Sharif se mostrava aberto ao di&aacute;logo, o chefe do ex&eacute;rcito do Paquist&atilde;o, general Ashfaq Parvez Kayani, dizia que a luta contra os extremistas n&atilde;o era por causa dos Estados Unidos, mas porque aqueles queriam derrubar o governo&quot;, destacou Twining. &quot;Esse &eacute; um problema central no Paquist&atilde;o e ter&atilde;o que lidar com isso&quot;, acrescentou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, Estados Unidos, 16\/05\/2013 &ndash; Analistas dos Estados Unidos entendem que este pa&iacute;s deve redefinir sua rela&ccedil;&atilde;o de longa data com as For&ccedil;as Armadas do Paquist&atilde;o, ap&oacute;s as elei&ccedil;&otilde;es do dia 11, que registraram uma hist&oacute;rica grande participa&ccedil;&atilde;o. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/direitos-humanos\/nos-estados-unidos-se-sugere-ampliar-relao-militar-com-o-paquisto\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1214,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[6,11],"tags":[17],"class_list":["post-11882","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-direitos-humanos","category-politica","tag-asia-e-pacifico"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11882","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1214"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11882"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11882\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11882"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11882"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11882"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}