{"id":11961,"date":"2013-05-29T12:06:12","date_gmt":"2013-05-29T12:06:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11961"},"modified":"2013-05-29T12:06:12","modified_gmt":"2013-05-29T12:06:12","slug":"brasil-acelera-nibus-de-trnsito-rpido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/america-latina\/brasil-acelera-nibus-de-trnsito-rpido\/","title":{"rendered":"Brasil acelera &ocirc;nibus de tr&acirc;nsito r&aacute;pido"},"content":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 29\/05\/2013 &ndash; O Brasil, e em especial a cidade do Rio de Janeiro, vivem um boom de &ocirc;nibus de tr&acirc;nsito r&aacute;pido (BRT, sigla em ingl&ecirc;s), um sistema de transporte que j&aacute; tem uma norma internacional de qualidade.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11961\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/onibus.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11961\" class=\"size-medium wp-image-11961\" title=\"\u00c3\u201dnibus articulado de tr&acirc;nsito r&aacute;pido circulando pelo canteiro exclusivo em Curitiba, no Paran&aacute;. - Mario Roberto Duran Ortiz Mariordo CC BY 3.0\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/onibus.jpg\" alt=\"\u00c3\u201dnibus articulado de tr&acirc;nsito r&aacute;pido circulando pelo canteiro exclusivo em Curitiba, no Paran&aacute;. - Mario Roberto Duran Ortiz Mariordo CC BY 3.0\" width=\"200\" height=\"126\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11961\" class=\"wp-caption-text\">\u00c3\u201dnibus articulado de tr&acirc;nsito r&aacute;pido circulando pelo canteiro exclusivo em Curitiba, no Paran&aacute;. - Mario Roberto Duran Ortiz Mariordo CC BY 3.0<\/p><\/div>  Segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Transportes Urbanos do Brasil, h&aacute; 113 projetos de BRT em 25 cidades, que representam 1.270 quil&ocirc;metros de corredores. At&eacute; 2016 todos dever&atilde;o estar funcionando.<\/p>\n<p>&quot;O BRT &eacute; a estrela do transporte sustent&aacute;vel. &Eacute; uma solu&ccedil;&atilde;o ambiental e econ&ocirc;mica para grandes cidades que t&ecirc;m muitos problemas de congestionamento&quot;, disse &agrave; IPS a diretora no Brasil do Instituto de Pol&iacute;ticas para o Transporte e o Desenvolvimento (ITDP, sigla em ingl&ecirc;s), Helena Orenstein. Este sistema n&atilde;o exclui outras formas de locomo&ccedil;&atilde;o, mas integra a malha de meios urbanos de transporte, afirmou. Por&eacute;m, faltava uma defini&ccedil;&atilde;o comum.<\/p>\n<p>O ITDP ajudou a formular um padr&atilde;o de qualidade conhecido como BRT Standard, em associa&ccedil;&atilde;o com uma comiss&atilde;o de especialistas e diferentes organiza&ccedil;&otilde;es. Lan&ccedil;ado em mar&ccedil;o, o BRT Standard analisa e pontua 32 itens divididos em seis categorias, com planejamento de servi&ccedil;os, infraestrutura, integra&ccedil;&atilde;o e acesso, entre outros, al&eacute;m de alguns que somam pontos negativos, como superlota&ccedil;&atilde;o e pouca manuten&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>O resultado &eacute; uma ferramenta com par&acirc;metros comuns de qualidade para avaliar os BRT em todo o mundo, al&eacute;m de orientar e estimular as melhorias destes meios de transporte, segundo Orenstein. &quot;A ideia &eacute; que funcione com caracter&iacute;sticas de excel&ecirc;ncia e atenda os requisitos de seguran&ccedil;a, conforto e funcionalidade. J&aacute; basta desperdi&ccedil;ar tr&ecirc;s horas por dia para se deslocar nas cidades&quot;, acrescentou a diretora do ITDP, uma organiza&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica n&atilde;o governamental que atua em v&aacute;rios pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>A certifica&ccedil;&atilde;o funciona como uma lista de verifica&ccedil;&atilde;o que soma ou diminui pontos, e &eacute; de f&aacute;cil compreens&atilde;o para autoridades, consultores e operadores. O BRT Standard pode conceder certifica&ccedil;&atilde;o de bronze (55-69 pontos), prata (70-85) ou ouro (85-100). A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; &quot;certificar os BRT j&aacute; implantados para corrigir falhas eventuais e premiar os bons exemplos&quot;, afirmou a especialista. Pedro Torres, gerente de desenvolvimento urbano do ITDP, explicou que um comit&ecirc; t&eacute;cnico revisar&aacute; e atualizar&aacute; anualmente a classifica&ccedil;&atilde;o resultante.<\/p>\n<p>Em sua primeira edi&ccedil;&atilde;o, depois de um teste-piloto em 2012, foram analisados 67 sistemas de &ocirc;nibus de tr&acirc;nsito r&aacute;pido de 41 cidades de &Aacute;frica do Sul, Argentina, Austr&aacute;lia, Brasil, Canad&aacute;, China, Col&ocirc;mbia, Equador, Estados Unidos, Fran&ccedil;a, &Iacute;ndia, Indon&eacute;sia, M&eacute;xico e Peru. Deles, 12 receberam certificado ouro, 28 prata e 24 bronze. Os tr&ecirc;s restantes, dois da cidade norte-americana de Pittsburgh e um de Nova D&eacute;lhi, na &Iacute;ndia, n&atilde;o conseguiram pontos suficientes para o bronze, mas cumpriram requisitos m&iacute;nimos para serem considerados &quot;BRT b&aacute;sicos&quot;.<\/p>\n<p>Entre os que mereceram ouro, encabe&ccedil;am a pontua&ccedil;&atilde;o o GBRT de avenida Zhongshan, na cidade chinesa de Guangzhou, quatro servi&ccedil;os do Transmilenio de Bogot&aacute;, e a Linha Verde de Curitiba, a cidade brasileira que em 1974 foi pioneira mundial neste tipo de transporte coletivo. &quot;Foi uma experi&ecirc;ncia muito positiva. &Eacute; uma oportunidade para que a sociedade, os governos e as empresas contem com uma ferramenta p&uacute;blica de avalia&ccedil;&atilde;o e monitoramento dos projetos&quot;, destacou Torres &agrave; IPS.<\/p>\n<p>O presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Transportes Urbanos do Brasil, Ot&aacute;vio Cunha, saudou a iniciativa do BRT Standard e disse que a entidade divulgou entre seus filiados os itens avaliados. &quot;Defendemos a constru&ccedil;&atilde;o de corredores como alternativa de transporte sustent&aacute;vel e com melhor rela&ccedil;&atilde;o custo-benef&iacute;cio. A ideia de ter uma norma de qualidade &eacute; boa&quot;, afirmou &agrave; IPS.<\/p>\n<p>O tr&acirc;nsito gera estresse, eleva a quantidade de acidentes e &eacute; motivo de uma &quot;deseconomia&quot;, uma retra&ccedil;&atilde;o econ&ocirc;mica em raz&atilde;o do desperd&iacute;cio de combust&iacute;vel e de tempo destinados &agrave; locomo&ccedil;&atilde;o, pontuou Cunha. &quot;O Brasil vive uma crise de mobilidade e uma grande deseconomia na vida das cidades em fun&ccedil;&atilde;o do tr&acirc;nsito. Os corredores de &ocirc;nibus podem tornar a viagem mais r&aacute;pida. O BRT &eacute; uma nova concep&ccedil;&atilde;o de transporte p&uacute;blico de superf&iacute;cie, e est&aacute; inspirado nos requisitos de excel&ecirc;ncia dos metr&ocirc;s&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>Em um corredor exclusivo &eacute; poss&iacute;vel transportar dez mil passageiros por hora em &ocirc;nibus, e apenas 750 em autom&oacute;veis. Um &ocirc;nibus pode se encher de passageiros em apenas 15 segundos antes de deixar o ponto. Em muitas cidades o intervalo entre os &ocirc;nibus pode chegar a 20 segundos, o que o torna mais eficiente. Nos BRT do Brasil esse tempo chegar&aacute; a dois minutos, informou Cunha. E um &ocirc;nibus cheio de passageiros pode tirar de circula&ccedil;&atilde;o 120 autom&oacute;veis, acrescentou.<\/p>\n<p>Outros benef&iacute;cios s&atilde;o redu&ccedil;&atilde;o nas emiss&otilde;es de gases-estufa procedentes do transporte. O BRT da Cidade do M&eacute;xico, que tem 20 quil&ocirc;metros de extens&atilde;o, reduziu em 80 mil toneladas por ano o volume de di&oacute;xido de carbono dessa fonte, segundo o ITDP. Embora os BRT tenham seus custos e seu tempo de constru&ccedil;&atilde;o, s&atilde;o muito menores do que os de uma linha de metr&ocirc;, que pode exigir at&eacute; dez anos. Construir e equipar dez quil&ocirc;metros de BRT consome, em m&eacute;dia, 18 meses, e uma quantia dez vezes menor do que um metr&ocirc;.<\/p>\n<p>Os 113 projetos de BRT em 25 cidades do Brasil correspondem a 30% do total de &ocirc;nibus r&aacute;pidos que j&aacute; funcionam em todo o mundo, segundo estimativas da Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Empresas de Transportes Urbanos do Brasil. O governo investiu ou est&aacute; investindo cerca de US$ 6 bilh&otilde;es. At&eacute; o final de 2013, ser&atilde;o inclu&iacute;dos mais projetos em cidades m&eacute;dias e se chegar&aacute; a um valor total de quase US$ 9 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p>A cidade do Rio de Janeiro conta com quatro novos projetos: o Transcarioca, de 39 esta&ccedil;&otilde;es, a ser inaugurado em dezembro com custo de US$ 900 milh&otilde;es; o Transbrasil, de 25 esta&ccedil;&otilde;es, come&ccedil;ou a ser constru&iacute;do em 2012 ao custo de US$ 600 milh&otilde;es; o Transoeste, de 64 esta&ccedil;&otilde;es, concluir&aacute; sua segunda fase em agosto com custo de US$ 380 milh&otilde;es; e a Transol&iacute;mpica, de 18 esta&ccedil;&otilde;es, que dever&aacute; come&ccedil;ar a funcionar em janeiro de 2016 e custar&aacute; US$ 1,1 bilh&atilde;o.<\/p>\n<p>Na classifica&ccedil;&atilde;o BRT Standard, o Transoeste recebeu ouro, apesar de apresentar problemas de superlota&ccedil;&atilde;o e da precariedade do asfalto em alguns trechos dos corredores. Como contrapartida, indicou Torres, o tempo m&eacute;dio de viagem que era de duas horas caiu pela metade, e o servi&ccedil;o oferece unidades novas, com ar-condicionado, c&acirc;meras internas, acesso f&aacute;cil e hor&aacute;rios frequentes. O Transbrasil promete ser um dos maiores corredores r&aacute;pidos do mundo em quantidade de passageiros, cerca de 820 mil por dia, segundo o projeto. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rio de Janeiro, Brasil, 29\/05\/2013 &ndash; O Brasil, e em especial a cidade do Rio de Janeiro, vivem um boom de &ocirc;nibus de tr&acirc;nsito r&aacute;pido (BRT, sigla em ingl&ecirc;s), um sistema de transporte que j&aacute; tem uma norma internacional de qualidade. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/05\/america-latina\/brasil-acelera-nibus-de-trnsito-rpido\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,2,5],"tags":[27],"class_list":["post-11961","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-america-latina","category-economia","tag-brasil"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11961","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11961"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11961\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11961"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11961"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11961"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}