{"id":11991,"date":"2013-06-04T10:43:52","date_gmt":"2013-06-04T10:43:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=11991"},"modified":"2013-06-04T10:43:52","modified_gmt":"2013-06-04T10:43:52","slug":"deslocamentos-no-param-na-colmbia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/america-latina\/deslocamentos-no-param-na-colmbia\/","title":{"rendered":"Deslocamentos n&atilde;o param na Col&ocirc;mbia"},"content":{"rendered":"<p>Bogot&aacute;, Col&ocirc;mbia, 04\/06\/2013 &ndash; Os munic&iacute;pios colombianos da costa do Oceano Pac&iacute;fico est&atilde;o na mira de traficantes de drogas e de armas, que levam ao deslocamento for&ccedil;ado na regi&atilde;o, afirma um informe apresentado no dia 31 de maio, pela n&atilde;o governamental Consultoria para os Direitos Humanos e o Deslocamento (Codhes).  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_11991\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/criancas.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-11991\" class=\"size-medium wp-image-11991\" title=\"Estudantes em Quibd&oacute;, capital de Choc&oacute;, um dos departamentos onde aumenta o deslocamento. - Jes&uacute;s Abad Colorado\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/criancas.jpg\" alt=\"Estudantes em Quibd&oacute;, capital de Choc&oacute;, um dos departamentos onde aumenta o deslocamento. - Jes&uacute;s Abad Colorado\/IPS\" width=\"200\" height=\"133\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-11991\" class=\"wp-caption-text\">Estudantes em Quibd&oacute;, capital de Choc&oacute;, um dos departamentos onde aumenta o deslocamento. - Jes&uacute;s Abad Colorado\/IPS<\/p><\/div>  Um dos fatores que disparam o n&uacute;mero de pessoas que abandonam suas casas est&aacute; &quot;nas disputas e estrat&eacute;gias de consolida&ccedil;&atilde;o de dom&iacute;nios territoriais por parte dos atores armados&quot;, assegurou o diretor da Codhes, Marco Romero.<\/p>\n<p>Nessa regi&atilde;o, o fen&ocirc;meno &quot;est&aacute; condicionado pela localiza&ccedil;&atilde;o geogr&aacute;fica, com um hist&oacute;rico de abandono estatal que favorece o com&eacute;rcio da droga, ao qual se soma o plano do governo conhecido como &quot;locomotiva mineira&quot;, que aumentou a produ&ccedil;&atilde;o desde 2009, e, com ela, a ambi&ccedil;&atilde;o dos atores armados&quot;, acrescentou o ativista. Este pa&iacute;s vive em guerra interna desde o come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1960. Atualmente, o governo de Juan Manuel Santos e as For&ccedil;as Armadas Revolucion&aacute;rias da Col&ocirc;mbia (Farc), negociam uma agenda de paz em Havana. Entretanto, na Col&ocirc;mbia atuam diversos grupos armados, como m&aacute;fias do narcotr&aacute;fico e mil&iacute;cias paramilitares de extrema direita.<\/p>\n<p>O informe da Codhes &#8211; a fonte n&atilde;o governamental mais respeitada quanto a estat&iacute;sticas sobre este fen&ocirc;meno &#8211; indica que, no ano passado, 92.596 pessoas foram obrigadas a abandonar suas casas e lugares de origem em toda a regi&atilde;o do Pac&iacute;fico, o que equivale a 36% do total de refugiados em todo o pa&iacute;s. Desde 1999 se deslocaram no Pac&iacute;fico 863.334 pessoas, segundo a Codhes, que tamb&eacute;m indica que 2012 foi o pior ano nessa regi&atilde;o e marcou uma alta de quase 22% em rela&ccedil;&atilde;o a 2011. No &acirc;mbito nacional, foram registrados no ano passado 256.590 casos, isto &eacute;, 2.556 a menos do que em 2011, quando as v&iacute;timas somaram 259.146. Por&eacute;m, aumentaram os casos de deslocamento maci&ccedil;o, um fen&ocirc;meno que sofreu aumento de 98% em rela&ccedil;&atilde;o a 2011.<\/p>\n<p>&quot;Considera-se deslocamento maci&ccedil;o quando um &uacute;nico epis&oacute;dio de viol&ecirc;ncia provoca a migra&ccedil;&atilde;o de pelo menos dez fam&iacute;lias ou 50 pessoas&quot;, explicou &agrave; IPS a pesquisadora Paola Hurtado, da Codehs. Na regi&atilde;o do Pac&iacute;fico esta modalidade registrou alta de 45% nos &uacute;ltimos dois anos. As popula&ccedil;&otilde;es mais afetadas s&atilde;o afrocolombianas (51.938) e ind&iacute;genas (18.154), que se concentram nos departamentos que t&ecirc;m litoral no Oceano Pac&iacute;fico: Nari&ntilde;o, Cauca, Valle do Cauca e Choc&oacute;.<\/p>\n<p>&quot;O caso dos afrodescendentes &eacute; dram&aacute;tico&quot;, disse na apresenta&ccedil;&atilde;o do informe Ariel Palacios, da n&atilde;o governamental Confer&ecirc;ncia Nacional de Organiza&ccedil;&otilde;es Afrocolombianas. &quot;As pol&iacute;ticas estatais de prote&ccedil;&atilde;o n&atilde;o s&atilde;o efetivas e o racismo nas cidades &eacute; nefasto. Por isso a maioria tenta se assentar em popula&ccedil;&otilde;es pequenas para reduzir a gravidade da situa&ccedil;&atilde;o&quot;, detalhou. Outra novidade &eacute; o deslocamento intraurbano, dentro das cidades ou de uma para outra, &agrave; qual a Codhes dedica boa parte de seu informe e que atribui a disputas entre grupos criminosos pelo controle do tr&aacute;fico varejista de drogas.<\/p>\n<p>Romero disse que &quot;embora pare&ccedil;a paradoxal, em meio ao conflito e &agrave; crise humanit&aacute;ria, o pa&iacute;s caminha em busca de solu&ccedil;&otilde;es de paz e de repara&ccedil;&atilde;o das v&iacute;timas, com a Lei 1.448 e os di&aacute;logos de paz que realizada. Ele se referia &agrave; Lei de V&iacute;timas e Restitui&ccedil;&atilde;o de Terras, cuja aplica&ccedil;&atilde;o come&ccedil;ou em 2012 para responder ao principal fen&ocirc;meno da guerra, que &eacute; a contraface do deslocamento: a apropria&ccedil;&atilde;o agr&aacute;ria ilegal.<\/p>\n<p>Essa lei &quot;&eacute; positiva porque reconhece as v&iacute;timas como tais, aceitando que, se o Estado n&atilde;o p&ocirc;de proteg&ecirc;-las, deve faz&ecirc;-lo agora&quot;, disse &agrave; IPS o coordenador de pesquisas da Codhes, Gabriel Rojas. &quot;Tamb&eacute;m &eacute; positiva porque lhes garante recursos econ&ocirc;micos&quot;, equivalentes a cerca de US$ 30 milh&otilde;es, acrescentou. &quot;No entanto, sabemos, e o ministro da Agricultura que deixa o cargo, Juan Camilo Restrepo, concordou: existem graves problemas de organiza&ccedil;&otilde;es e registro, o que dificulta os processos e em alguns casos revitimiza as pessoas, porque lhes provoca ansiedade saber que existe uma lei que as protege e, no entanto, em um ano e meio n&atilde;o conseguiu uma implanta&ccedil;&atilde;o adequada&quot;, observou.<\/p>\n<p>A Col&ocirc;mbia &eacute; um dos pa&iacute;ses com maior deslocamento interno no mundo. As estimativas oficiais e n&atilde;o governamentais se aproximaram e se situam em cerca de cinco milh&otilde;es de pessoas desde a d&eacute;cada de 1980. A tal ponto chegou a situa&ccedil;&atilde;o que, em 1998, o Alto Comissariado das Na&ccedil;&otilde;es Unidas para os Refugiados abriu um escrit&oacute;rio permanente em Bogot&aacute;.<\/p>\n<p>A IPS solicitou a opini&atilde;o e dados da governamental Unidade para a Aten&ccedil;&atilde;o e a Repara&ccedil;&atilde;o Integral das V&iacute;timas, mas s&oacute; conseguiu a promessa de resposta, &quot;que n&atilde;o &eacute; imediata&quot;, com o requisito de enviar uma solicita&ccedil;&atilde;o por e-mail. &quot;O desconhecimento de dados oficiais se converte em um problema. O &uacute;ltimo conhecido girava em torno de 90 mil afetados pelo deslocamento for&ccedil;ado em 2012, mas &eacute; um n&uacute;mero incerto&quot;, enfatizou Rojas. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bogot&aacute;, Col&ocirc;mbia, 04\/06\/2013 &ndash; Os munic&iacute;pios colombianos da costa do Oceano Pac&iacute;fico est&atilde;o na mira de traficantes de drogas e de armas, que levam ao deslocamento for&ccedil;ado na regi&atilde;o, afirma um informe apresentado no dia 31 de maio, pela n&atilde;o governamental Consultoria para os Direitos Humanos e o Deslocamento (Codhes). <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/america-latina\/deslocamentos-no-param-na-colmbia\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[2,12,6],"tags":[],"class_list":["post-11991","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-america-latina","category-desenvolvimento","category-direitos-humanos"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11991","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11991"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11991\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11991"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11991"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11991"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}