{"id":12020,"date":"2013-06-10T10:24:33","date_gmt":"2013-06-10T10:24:33","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=12020"},"modified":"2013-06-10T10:24:33","modified_gmt":"2013-06-10T10:24:33","slug":"ugandesas-contra-os-esteretipos-de-gnero","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/africa\/ugandesas-contra-os-esteretipos-de-gnero\/","title":{"rendered":"Ugandesas contra os estere&oacute;tipos de g&ecirc;nero"},"content":{"rendered":"<p>Gulu, Uganda, 10\/06\/2013 &ndash; Tudo &eacute; curvas e voltas para a ugandense Keddy Olanya, de 32 anos, casada e m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_12020\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Ugandesa.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12020\" class=\"size-medium wp-image-12020\" title=\"Keddy Olanya, uma das poucas mulheres do norte de Uganda que dirige bodaboda. - Amy Fallon\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/Ugandesa.jpg\" alt=\"Keddy Olanya, uma das poucas mulheres do norte de Uganda que dirige bodaboda. - Amy Fallon\/IPS\" width=\"200\" height=\"156\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12020\" class=\"wp-caption-text\">Keddy Olanya, uma das poucas mulheres do norte de Uganda que dirige bodaboda. - Amy Fallon\/IPS<\/p><\/div>  Ela &eacute; uma das poucas mulheres motoristas que dirigem nas ruas cheias de buracos uma bodaboda, ou servi&ccedil;o de t&aacute;xi com motocicleta. Olanya, que vive em Gulu, norte de Uganda, foi professora durante um ano na aldeia de Lukome, na mesma regi&atilde;o.<\/p>\n<p>At&eacute; que, em 2008, se deu conta de que poderia ganhar mais dinheiro com um segundo emprego, dirigindo um desses ve&iacute;culos nos finais de semana e feriados escolares. Muitos homens ganham a vida com essa ocupa&ccedil;&atilde;o. Mas em Gulu h&aacute; apenas uma outra mulher que trabalha como motorista, contou Olanya &agrave; IPS. Como mulher em um setor dominado por homens, seu g&ecirc;nero pode jogar a favor, mas tamb&eacute;m contra.<\/p>\n<p>&quot;Na realidade, uma mulher que dirige um bodaboda pode ganhar mais do que um homem&quot; que fa&ccedil;a o mesmo, admitiu Olanya. Ela garante que chega a ganhar o equivalente a US$ 138 mensais dando aulas, enquanto consegue at&eacute; US$ 19 por dia como motorista. &quot;Na maioria dos casos os clientes confiam mais nas mulheres que dirigem bodaboda do que em homens, pela maneira como o fazem. N&oacute;s n&atilde;o vamos com tanta depressa&quot;, explicou.<\/p>\n<p>N&atilde;o se sabe a quantidade exata de pessoas que manejam estes ve&iacute;culos no pa&iacute;s, embora se diga que s&oacute; em Kampala h&aacute; cerca de 145 mil, segundo um informe publicado na edi&ccedil;&atilde;o digital do jornal local Red Pepper. Esta na&ccedil;&atilde;o do leste africano &eacute; mencionada como dona de uma &quot;economia do bodaboda&quot;, apesar de ser dif&iacute;cil ter acesso a estat&iacute;sticas a respeito.<\/p>\n<p>Segundo um projeto financiado em 2002 pelo Departamento de Desenvolvimento Internacional da Gr&atilde;-Bretanha e realizado pelo assessor em temas de transporte John Howe, intitulado Boda Boda &#8211; Uganda&#39;s Rural and Urban Low-Capacity Transport Services, cerca de 1,6 milh&atilde;o de ugandenses, ou 7% da popula&ccedil;&atilde;o, dependem desta ind&uacute;stria para ganhar a vida, ainda que parcialmente. O sustento de outras cem mil pessoas tamb&eacute;m depende dos servi&ccedil;os de conserto e manuten&ccedil;&atilde;o destes ve&iacute;culos, acrescentou.<\/p>\n<p>S&atilde;o esperados os olhares e coment&aacute;rios de alguns homens condutores quando Olanya est&aacute; nas ruas, ou no ponto onde espera pelos clientes. &quot;&Agrave;s vezes podem apenas dizer que este &eacute; um trabalho adequado para mulheres solteiras, que sou muito delicada para isto, que vou muito devagar&quot;, detalhou. Por outro lado, &eacute; comum enfrentar as habituais tentativas de violar a rela&ccedil;&atilde;o entre cliente e motorista.<\/p>\n<p>Quando transporta homens, alguns chegam a fazer propostas sexuais, contou Olanya. Outros lhe oferecem mais dinheiro do que o valor da viagem, e em rela&ccedil;&atilde;o a isso &quot;&eacute; preciso ter princ&iacute;pios&quot;, afirmou. Ap&oacute;s passar anos lidando com estudantes rebeldes, ela diz saber como agir para os clientes n&atilde;o a molestarem. &quot;S&oacute; preciso falar suavemente, para marcar terreno&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>Algumas mulheres &quot;me admiram. Mas outras dizem que &eacute; melhor eu procurar outras op&ccedil;&otilde;es, como ter uma empresa&quot;, comentou Olanya, que gostaria de incentivar as pessoas a fazerem qualquer tipo de trabalho com o qual possam ganhar a vida, independente de g&ecirc;nero. &#39;&quot;Atualmente estamos passando para um mundo de igualdade&quot;, ressaltou. Ela &eacute; parte de uma tend&ecirc;ncia crescente entre professores e outros profissionais, que buscam um segundo emprego como motoristas para poderem chegar ao fim do m&ecirc;s.<\/p>\n<p>Wilfred, um policial de 35 anos, de Kampala, trabalhou durante seis meses como condutor, em hor&aacute;rios de tempo parcial, cinco dias por semana, &quot;para sobreviver&quot;. &quot;Muitos policiais fazem isso&quot;, acrescentou Wilfred, que disse ganhar US$ 125 mensais com seu trabalho em tempo integral. &quot;Isto &eacute; necess&aacute;rio porque o sal&aacute;rio que recebemos &eacute; insuficiente&quot;, destacou. Segundo disse &agrave; IPS, normalmente ganha cerca de US$ 7 di&aacute;rios transportando passageiros.<\/p>\n<p>Flavia Nuwabine, de 23 anos, que vive em Kyebando, em Kampala, dirige um bodaboda h&aacute; dois anos. Ela n&atilde;o conhece outras mulheres que fa&ccedil;am o mesmo na capital, e conta que recorreu a essa atividade depois de estudar hotelaria e descobrir que trabalhando nessa &aacute;rea ganharia apenas US$ 38 por m&ecirc;s. Agora, transporta passageiros e encomendas. Vai carregada com sab&otilde;es e papel A4 para impressoras. Com eles atravessa a cidade para fazer a entrega a uma empresa local. Em um dia ganha, em m&eacute;dia, US$ 11, contou. Nuwabine admitiu que gostaria de trabalhar naquilo para o qual estudou, mas disse estar feliz por poder ganhar mais. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Gulu, Uganda, 10\/06\/2013 &ndash; Tudo &eacute; curvas e voltas para a ugandense Keddy Olanya, de 32 anos, casada e m&atilde;e de tr&ecirc;s filhos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/africa\/ugandesas-contra-os-esteretipos-de-gnero\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2036,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5],"tags":[21,24],"class_list":["post-12020","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","tag-metas-do-milenio","tag-mulheres"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12020","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2036"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12020"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12020\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12020"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12020"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12020"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}