{"id":12073,"date":"2013-06-18T09:14:47","date_gmt":"2013-06-18T09:14:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=12073"},"modified":"2013-06-18T09:14:47","modified_gmt":"2013-06-18T09:14:47","slug":"reportagem-ajuda-financeira-contra-mudana-climtica-de-novo-paralisada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/mundo\/reportagem-ajuda-financeira-contra-mudana-climtica-de-novo-paralisada\/","title":{"rendered":"REPORTAGEM: Ajuda financeira contra mudan&ccedil;a clim&aacute;tica de novo paralisada"},"content":{"rendered":"<p>UXBRIDGE, Canad&aacute;, 18\/06\/2013 &ndash; (Tierram&eacute;rica).-  A suspens&atilde;o de tratativas por um acordo mundial para enfrentar as cada vez mais recorrentes trag&eacute;dias relacionadas com o clima deixam os pa&iacute;ses pobres mais expostos.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_12073\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/633_inundaciones.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12073\" class=\"size-medium wp-image-12073\" title=\"Um mundo com temperatura mais alta ser&aacute; mais propenso a eventos meteorol&oacute;gicos extremos. - Naseem Ackbarally\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/633_inundaciones.jpg\" alt=\"Um mundo com temperatura mais alta ser&aacute; mais propenso a eventos meteorol&oacute;gicos extremos. - Naseem Ackbarally\/IPS\" width=\"200\" height=\"132\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12073\" class=\"wp-caption-text\">Um mundo com temperatura mais alta ser&aacute; mais propenso a eventos meteorol&oacute;gicos extremos. - Naseem Ackbarally\/IPS<\/p><\/div>  Enquanto o mundo se dirige para um catastr&oacute;fico aumento das temperaturas de entre 3,6 e 5,3 graus, as negocia&ccedil;&otilde;es sobre um novo tratado clim&aacute;tico est&atilde;o em ponto morto e os pa&iacute;ses ricos n&atilde;o concretizam o financiamento prometido para ajudar os mais vulner&aacute;veis. &quot;A mudan&ccedil;a clim&aacute;tica deslizou claramente para um segundo plano das prioridades pol&iacute;ticas&quot;, disse a diretora-executiva da Ag&ecirc;ncia Internacional de Energia (AIE), Maria van der Hoeven, na apresenta&ccedil;&atilde;o de um informe, no dia 10 deste m&ecirc;s.<\/p>\n<p>O novo informe especial das Perspectivas da Energia no Mundo, Redrawing the Energy-Climate Map (Redesenhando o Mapa de Energia-Clima), afirma que a humanidade caminha para um aumento de tr&ecirc;s graus nas temperaturas mundiais at&eacute; 2100 (em compara&ccedil;&atilde;o com os n&iacute;veis pr&eacute;-industriais) e de entre 3,6 e 5,3 graus em mais longo prazo. Esta eleva&ccedil;&atilde;o ser&aacute;, provavelmente, duas a tr&ecirc;s vezes maior nos polos, liderando a perda de boa parte dos gelos do planeta e aumentando em um metro o n&iacute;vel do mar at&eacute; 2100 ou, inclusive, muito mais nas d&eacute;cadas seguintes.<\/p>\n<p>Todos os pa&iacute;ses acordaram trabalhar para manter as temperaturas mundiais abaixo de dois graus no contexto da Conven&ccedil;&atilde;o Marco das Na&ccedil;&otilde;es Unidas sobre a Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica. Encontrar maneiras de conseguir isto implica negocia&ccedil;&otilde;es mais complexas jamais tentadas pela humanidade, disse a secret&aacute;ria-executiva da Conven&ccedil;&atilde;o, Cristiana Figueres. Em uma declara&ccedil;&atilde;o na qual comentou o informe da AIE, Figueres declarou: &quot;Uma vez mais nos recordam que existe uma brecha entre os esfor&ccedil;os atuais e o compromisso necess&aacute;rio&quot; para que as temperaturas mundiais n&atilde;o aumentem al&eacute;m de dois graus.<\/p>\n<p>Essa brecha ficou dolorosamente em evid&ecirc;ncia na confer&ecirc;ncia sobre mudan&ccedil;a clim&aacute;tica que a Conven&ccedil;&atilde;o organizou em Bonn. Embora este seja o 19&ordm; ano de negocia&ccedil;&otilde;es, uma disputa t&eacute;cnica por parte de Bielor&uacute;ssia, Ucr&acirc;nia e R&uacute;ssia em torno da agenda paralisou um dos temas mais importantes, que inclui a assist&ecirc;ncia financeira para ajudar os pa&iacute;ses a enfrentarem os impactos da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica. Por fim, as negocia&ccedil;&otilde;es foram suspensas no dia 11, segundo comunicado da Conven&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>A maioria das emiss&otilde;es de carbono que esquentam a atmosfera procede do mundo industrializado. Reconhecendo esse fato, os pa&iacute;ses ricos acordaram na 15&ordf; Confer&ecirc;ncia das Partes (COP 15) da Conven&ccedil;&atilde;o Marco, realizada em 2009 em Copenhague, fornecer ajuda financeira aos pobres, que, apesar de terem menor responsabilidade na mudan&ccedil;a clim&aacute;tica, experimentar&atilde;o muitos de seus impactos. Sup&otilde;e-se que esses fundos ser&atilde;o &quot;novos e adicionais&quot; para n&atilde;o ser preciso desviar os que entregam para os muito necess&aacute;rios programas de assist&ecirc;ncia ao desenvolvimento.<\/p>\n<p>Entretanto, n&atilde;o est&aacute; claro se s&atilde;o novos fundos ou apenas ajuda ao desenvolvimento reetiquetada como finan&ccedil;as clim&aacute;ticas, observou Laetitia de Marez, analista de pol&iacute;ticas na organiza&ccedil;&atilde;o n&atilde;o governamental alem&atilde; Climate Analytics. &quot;N&atilde;o h&aacute; consenso sobre uma defini&ccedil;&atilde;o do significado de &#39;novas e adicionais&#39;. Cada pa&iacute;s decide por si mesmo&quot;, destacou Marez ao Terram&eacute;rica, de Bonn. A maior parte dessas finan&ccedil;as clim&aacute;ticas foi usada em projetos de redu&ccedil;&atilde;o de emiss&otilde;es contaminantes (mitiga&ccedil;&atilde;o), como plantio de &aacute;rvores ou em energias renov&aacute;veis em pa&iacute;ses em desenvolvimento.<\/p>\n<p>Isto pouco faz para ajudar as na&ccedil;&otilde;es mais vulner&aacute;veis, que carecem do dinheiro necess&aacute;rio para enfrentar os impactos da mudan&ccedil;a clim&aacute;tica que j&aacute; est&atilde;o experimentando, afirmou Marez. &quot;Deveria haver uma divis&atilde;o meio a meio entre mitiga&ccedil;&atilde;o e adapta&ccedil;&atilde;o&quot;, acrescentou. Contudo, tudo isso pouco importa se n&atilde;o existe financiamento clim&aacute;tico para dividir. Em Copenhague, as na&ccedil;&otilde;es industrializadas prometeram aumentar para US$ 100 bilh&otilde;es anuais at&eacute; 2020 o dinheiro que alimentaria o Fundo Verde para o Clima. Esse gradual aumento teria que come&ccedil;ar este ano.<\/p>\n<p>Felix Fallasch, da Climate Analytics, disse ao Terram&eacute;rica que &quot;at&eacute; agora h&aacute; compromissos por apenas US$ 10,8 bilh&otilde;es, e parte disso cobre o per&iacute;odo 2013-2015&quot;. Jap&atilde;o e Estados Unidos n&atilde;o assumiram compromissos para 2013 e dizem n&atilde;o estar em posi&ccedil;&atilde;o de faz&ecirc;-lo, acrescentou. Para Marez, &quot;n&atilde;o &eacute; muito &uacute;til falarmos isto. D&aacute; a outros pa&iacute;ses, como &Iacute;ndia e China, uma desculpa conveniente para evitar tomar medidas fortes em rela&ccedil;&atilde;o ao clima&quot;, pontuou.<\/p>\n<p>Est&aacute; previsto que o Fundo Verde seja um organismo independente que administre o financiamento clim&aacute;tico, mas ainda n&atilde;o est&aacute; operacional. Sem esses recursos, que somem milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares, &eacute; muito improv&aacute;vel que haja um novo tratado clim&aacute;tico, como se esperava, para 2015, opinou Marez. A coaliz&atilde;o Climate Action Network, que re&uacute;ne mais de 700 organiza&ccedil;&otilde;es da sociedade civil, exorta os pa&iacute;ses industrializados a comprometerem US$ 20 bilh&otilde;es anuais em 2013 e nos pr&oacute;ximos dois anos na 19&ordf; Confer&ecirc;ncia das Partes (COP 19) da Conven&ccedil;&atilde;o Marco, que acontecer&aacute; em novembro em Vars&oacute;via, na Pol&ocirc;nia.<\/p>\n<p>Os pa&iacute;ses doadores esperam que a maior parte deste dinheiro proceda do setor privado. Isso ser&aacute; dif&iacute;cil, com os pre&ccedil;os muito baixos que dominam os mercados de carbono e as poucas perspectivas de ir al&eacute;m de US$ 10 ou US$ 15 a tonelada, segundo a Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Com&eacute;rcio de Emiss&otilde;es. O Fundo Verde ajudar&aacute; a reduzir o risco dos investimentos privados, entretanto, &eacute; prov&aacute;vel que os retornos sejam muito maiores na velha &quot;economia marrom&quot; do que na nova &quot;economia verde&quot;, ressaltou Marez.<\/p>\n<p>Alguns pa&iacute;ses em desenvolvimento e boa parte da sociedade civil s&atilde;o contr&aacute;rios aos investimentos privados e &agrave; aplica&ccedil;&atilde;o de enfoques de mercado &agrave; crise clim&aacute;tica. &quot;N&atilde;o estamos falando de ganhar dinheiro. Tentamos abordar a mudan&ccedil;a clim&aacute;tica&quot;, disse Bernarditas Muller, negociadora do governo das Filipinas. O dinheiro do Fundo Verde deveria ser entregue aos Estados que mais precisem dele e n&atilde;o usado com o olhar posto nos retornos dos investimentos, enfatizou Muller por ocasi&atilde;o da confer&ecirc;ncia de Bonn.<\/p>\n<p>Como atualmente as condi&ccedil;&otilde;es econ&ocirc;micas nos pa&iacute;ses industrializados s&atilde;o deficientes, em termos gerais, seus governos t&ecirc;m pouca avidez para assumir novos compromissos financeiros, indicou Sivan Kartha, da divis&atilde;o norte-americana do Instituto de Estocolmo para o Oriente M&eacute;dio. &quot;Isso n&atilde;o mudar&aacute; enquanto o p&uacute;blico n&atilde;o se alarmar mais e for&ccedil;ar seus governos a apoiarem pa&iacute;ses que precisam de assist&ecirc;ncia e, assim, ajudar a tornar verdes suas economias&quot;, afirmou Kartha aos jornalistas em Bonn. &quot;Necessitaremos um compromisso p&uacute;blico muito maior&quot;, ressaltou.<\/p>\n<p>*<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>UXBRIDGE, Canad&aacute;, 18\/06\/2013 &ndash; (Tierram&eacute;rica).-  A suspens&atilde;o de tratativas por um acordo mundial para enfrentar as cada vez mais recorrentes trag&eacute;dias relacionadas com o clima deixam os pa&iacute;ses pobres mais expostos. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/mundo\/reportagem-ajuda-financeira-contra-mudana-climtica-de-novo-paralisada\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":194,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[8,12,5,4],"tags":[21],"class_list":["post-12073","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-ambiente","category-desenvolvimento","category-economia","category-mundo","tag-metas-do-milenio"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12073","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/194"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12073"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12073\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12073"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12073"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12073"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}