{"id":12075,"date":"2013-06-18T09:34:38","date_gmt":"2013-06-18T09:34:38","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=12075"},"modified":"2013-06-18T09:34:38","modified_gmt":"2013-06-18T09:34:38","slug":"para-uma-zona-de-livre-comrcio-entre-frica-do-sul-e-nigria","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/africa\/para-uma-zona-de-livre-comrcio-entre-frica-do-sul-e-nigria\/","title":{"rendered":"Para uma zona de livre com&eacute;rcio entre &Aacute;frica do Sul e Nig&eacute;ria"},"content":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul,, 18\/06\/2013 &ndash; A negocia&ccedil;&atilde;o de uma zona de livre com&eacute;rcio entre as duas maiores economias africanas, Nig&eacute;ria e &Aacute;frica do Sul, caso exista, teria um efeito poderoso nos interc&acirc;mbios no sul do continente e obrigaria outros pa&iacute;ses a agirem.  <!--more--><br \/>\n <div id=\"attachment_12075\" style=\"width: 210px\" class=\"wp-caption alignright\"><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/n88-300x214.jpg\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" aria-describedby=\"caption-attachment-12075\" class=\"size-medium wp-image-12075\" title=\"Ajegunte, um assentamento prec&aacute;rio de Lagos, na Nig&eacute;ria. - Sam Olukoya\/IPS\" src=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/fotos\/n88-300x214.jpg\" alt=\"Ajegunte, um assentamento prec&aacute;rio de Lagos, na Nig&eacute;ria. - Sam Olukoya\/IPS\" width=\"200\" height=\"142\" \/><\/a><p id=\"caption-attachment-12075\" class=\"wp-caption-text\">Ajegunte, um assentamento prec&aacute;rio de Lagos, na Nig&eacute;ria. - Sam Olukoya\/IPS<\/p><\/div>  &quot;Traria benef&iacute;cios econ&ocirc;micos substanciais para os dois lados em termos de exporta&ccedil;&otilde;es, investimentos, melhor competi&ccedil;&atilde;o e de produtividade&quot;, disse &agrave; IPS o pesquisador Peter Draper, do Instituto de Assuntos Internacionais da &Aacute;frica do Sul. Os dois pa&iacute;ses come&ccedil;aram um acordo de coopera&ccedil;&atilde;o informal.<\/p>\n<p>Por ocasi&atilde;o da visita do presidente nigeriano, Goodluck Jonathan &agrave; &Aacute;frica do Sul, em maio, o ministro da Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio sul-africano, Rob Davies, anunciou o compromisso de seu pa&iacute;s em ajudar a Nig&eacute;ria, a na&ccedil;&atilde;o mais povoada da &Aacute;frica, a converter o setor automobil&iacute;stico em um ramo emblem&aacute;tico. Contudo, para alguns especialistas, preocupa que uma zona de livre com&eacute;rcio beneficie apenas os sul-africanos, que t&ecirc;m um setor manufatureiro desenvolvido, &agrave; custa da Nig&eacute;ria, menos industrializada.<\/p>\n<p>&quot;Isso n&atilde;o significa que a &Aacute;frica do Sul n&atilde;o esteja disposta, mas sim sugerir que, havendo vontade pol&iacute;tica por tr&aacute;s dessa ideia, seria favor&aacute;vel a um acordo comercial limitado e n&atilde;o a um exaustivo&quot;, pontuou Draper. O empres&aacute;rio R. J. van Spaandonk, residente em Johannesburgo, tem licen&ccedil;a para importar computadores Apple, telefones, tablets e outros produtos para os dois pa&iacute;ses. Ele disse &agrave; IPS que uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio &eacute; um sinal muito positivo, pois os dois governos parecem se aproximar cada vez mais.<\/p>\n<p>&quot;Entretanto, na pr&aacute;tica, os benef&iacute;cios podem ser limitados. Muitas empresas sul-africanas operam na Nig&eacute;ria por meio de entidades que n&atilde;o s&atilde;o da &Aacute;frica do Sul, por isso n&atilde;o est&aacute; claro se poderiam ser consideradas benefici&aacute;rias de uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio&quot;, afirmou Spaandonk. &quot;Aplaudiria uma transpar&ecirc;ncia maior no tocante a normas e regula&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o aplicadas, em termos de restri&ccedil;&otilde;es de importa&ccedil;&otilde;es, certificados de produtos, vistos, etc., e um processamento e uma execu&ccedil;&atilde;o mais r&aacute;pida. Nas duas partes, provavelmente&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>Jabu Mabuza, presidente do Business Unity South Africa, disse que existe um grande potencial para que haja rela&ccedil;&otilde;es mais estreitas entre os dois pa&iacute;ses, mas acrescentou que necessitaria mais tempo para decidir se uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio &eacute; o melhor enfoque, ou n&atilde;o. &quot;Pessoalmente, aplaudo a aproxima&ccedil;&atilde;o e o rein&iacute;cio das rela&ccedil;&otilde;es entre os dois pa&iacute;ses&quot;, afirmou, acrescentando que, &quot;se podemos ter rela&ccedil;&otilde;es que sejam social e politicamente proveitosas, devemos fazer tudo o que for preciso&quot;.<\/p>\n<p>Por outro lado, Dianna Games, diretora-executiva da consultoria africa@work, disse &agrave; IPS acreditar que h&aacute; suficiente com&eacute;rcio, atual e futuro, entre os dois pa&iacute;ses para pensar em uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio. Por&eacute;m, afirmou que &eacute; preocupante a falta de interc&acirc;mbios comerciais de produtos n&atilde;o petrol&iacute;feros entre Nig&eacute;ria e &Aacute;frica do Sul. &quot;O setor manufatureiro na Nig&eacute;ria ainda est&aacute; em uma fase incipiente, em parte devido &agrave; grave escassez de energia. Esse pa&iacute;s &eacute; o principal fornecedor de petr&oacute;leo da &Aacute;frica do Sul, quase n&atilde;o existe com&eacute;rcio al&eacute;m do petrol&iacute;fero&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>O Servi&ccedil;o de Impostos da &Aacute;frica do Sul informou que, no primeiro trimestre de 2012, as exporta&ccedil;&otilde;es da Nig&eacute;ria para o mercado sul-africano chegaram a US$ 750 milh&otilde;es, com US$ 740 milh&otilde;es compostos de produtos minerais, principalmente petr&oacute;leo. No mesmo per&iacute;odo, as exporta&ccedil;&otilde;es da &Aacute;frica do Sul para a Nig&eacute;ria foram de US$ 150 milh&otilde;es. &quot;O mercado nigeriano &eacute; enorme e est&aacute; desatendido, por isso qualquer que seja sua capacidade, facilmente &eacute; absorvida pelo mercado local, com algum interc&acirc;mbio para a regi&atilde;o da &Aacute;frica ocidental. N&atilde;o h&aacute; nada que sugira que a &Aacute;frica do Sul ser&aacute; um mercado de escolha para os produtos e servi&ccedil;os nigerianos nos pr&oacute;ximos tempos&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>O mesmo alerta fez Foluso Phillips, presidente da Phillips Consulting, com sede em Lagos. &quot;A &Aacute;frica do Sul tem muito a oferecer &agrave; Nig&eacute;ria, mas houve um problema de atitude e de falta de confian&ccedil;a, bem como objetivos divergentes de ambas as partes&quot;, afirmou. &quot;No entanto, deve haver um forte esp&iacute;rito ganhador, pois o registro de acompanhamento e a percep&ccedil;&atilde;o faz com que tudo pare&ccedil;a favorecer a &Aacute;frica do Sul&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Qualquer acordo entre os dois pa&iacute;ses deve se basear em uma transfer&ecirc;ncia de tecnologia real e de valor para a Nig&eacute;ria. Phillips insistiu que &eacute; preciso se concentrar em levar valor &agrave; Nig&eacute;ria e n&atilde;o em converter seu pa&iacute;s em um dep&oacute;sito de produtos sul-africanos se as fronteiras forem abertas &agrave;s exporta&ccedil;&otilde;es da &Aacute;frica do Sul. &quot;A Nig&eacute;ria n&atilde;o pode continuar financiando importa&ccedil;&otilde;es pagando-as com petr&oacute;leo, por isso, se a proposi&ccedil;&atilde;o de valor da &Aacute;frica do Sul se basear em insumos locais, mas de propriedade conjunta, ent&atilde;o haveria um ganhador&quot;, acrescentou.<\/p>\n<p>Games observou que existe o reconhecimento da import&acirc;ncia m&uacute;tua dos dois pa&iacute;ses e para o continente em geral, mas a Nig&eacute;ria necessitar&aacute; se convencer dos benef&iacute;cios para seu mercado. &quot;Tal medida tem consequ&ecirc;ncias positivas no tocante &agrave; assist&ecirc;ncia da &Aacute;frica do Sul &agrave;s companhias nigerianas para que construam escala e capacidade industrial&quot;, afirmou.<\/p>\n<p>&quot;A discuss&atilde;o sobre desenvolver v&iacute;nculos entre &Aacute;frica do Sul e Nig&eacute;ria na ind&uacute;stria automobil&iacute;stica (o que ocorreu durante a visita de Jonathan) &eacute; um exemplo de algo que poderia ser replicado em outros setores&quot;, pontuou Games. Ela tamb&eacute;m acredita que, simbolicamente, seria importante destacar um maior grau de coopera&ccedil;&atilde;o entre os dois pa&iacute;ses, pois ambos s&atilde;o Estados base na &Aacute;frica, tanto econ&ocirc;mica quanto politicamente.<\/p>\n<p>&quot;O &ecirc;xito econ&ocirc;mico de cada um &eacute; importante n&atilde;o apenas para seus respectivos territ&oacute;rios, mas tamb&eacute;m para o desenvolvimento maior do continente, e se uma &aacute;rea de livre com&eacute;rcio for aceit&aacute;vel do ponto de vista pol&iacute;tico, n&atilde;o apenas para os dirigentes mas para outros atores empresariais, ajudaria a cimentar os la&ccedil;os entre os dois pa&iacute;ses&quot;, concluiu Games.<\/p>\n<p>Por sua vez, Draper disse que, se Nig&eacute;ria e &Aacute;frica do Sul convidarem seus vizinhos regionais para as negocia&ccedil;&otilde;es, isso &quot;poderia ter um efeito enorme, ao liberar a competi&ccedil;&atilde;o incorporando a &Aacute;frica meridional e ocidental. Dominar isto seria, no m&iacute;nimo, um desafio&quot;, destacou. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Johannesburgo, &Aacute;frica do Sul,, 18\/06\/2013 &ndash; A negocia&ccedil;&atilde;o de uma zona de livre com&eacute;rcio entre as duas maiores economias africanas, Nig&eacute;ria e &Aacute;frica do Sul, caso exista, teria um efeito poderoso nos interc&acirc;mbios no sul do continente e obrigaria outros pa&iacute;ses a agirem. <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/africa\/para-uma-zona-de-livre-comrcio-entre-frica-do-sul-e-nigria\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1358,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[3,12,5,11],"tags":[],"class_list":["post-12075","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-africa","category-desenvolvimento","category-economia","category-politica"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12075","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1358"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=12075"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/12075\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=12075"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=12075"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=12075"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}