{"id":12115,"date":"2013-06-10T12:29:00","date_gmt":"2013-06-10T12:29:00","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=89568"},"modified":"2013-06-10T12:29:00","modified_gmt":"2013-06-10T12:29:00","slug":"terramerica-ciencia-mede-dioxido-de-carbono","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/06\/ultimas-noticias\/terramerica-ciencia-mede-dioxido-de-carbono\/","title":{"rendered":"TERRAM\u00c9RICA \u2013 Ci\u00eancia mede di\u00f3xido de carbono"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_89571\" class=\"wp-caption alignright\" style=\"width: 350px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/c21.jpg\"><img class=\"size-full wp-image-89571\" title=\"c2\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/06\/c21.jpg\" alt=\"c21 TERRAM\u00c9RICA   Ci\u00eancia mede di\u00f3xido de carbono\" width=\"340\" height=\"255\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Um peda\u00e7o de selva no Estado de Campeche. Foto: Emilio Godoy\/IPS<\/p><\/div>\n<p><em>O papel dos ecossistemas de selva como sumidouros de carbono \u00e9 motivo de investiga\u00e7\u00f5es focadas no sudeste do M\u00e9xico.<\/em><\/p>\n<p>Cidade do M\u00e9xico, M\u00e9xico, 10 de junho de 2013 (Terram\u00e9rica).- Florestas, marismas, mangues e lagoas s\u00e3o dep\u00f3sitos naturais de carbono nas zonas do Caribe mexicano. No entanto, agora se procura medir sua capacidade de absorver o di\u00f3xido de carbono que \u00e9 abundante na atmosfera. Esses ecossistemas s\u00e3o pr\u00f3prios da faixa costeira que inclui os Estados de Veracruz, Tabasco, Yucat\u00e1n, Campeche e Quintana Roo.<\/p>\n<p>\u201cA recomenda\u00e7\u00e3o de evitar a deteriora\u00e7\u00e3o e o desmatamento das florestas \u00e9 uma medida de mitiga\u00e7\u00e3o (redu\u00e7\u00e3o) de quase 20% das emiss\u00f5es de gases-estufa por essas pr\u00e1ticas\u201d, afirmou ao Terram\u00e9rica Jos\u00e9 Andrade, acad\u00eamico do estatal Centro de Pesquisa Cient\u00edfica de Yucat\u00e1n (Cicy). \u201cPor outro lado, \u00e9 necess\u00e1rio reduzir emiss\u00f5es da ind\u00fastria e do transporte com energias alternativas. A conserva\u00e7\u00e3o de florestas n\u00e3o \u00e9 uma solu\u00e7\u00e3o para reduzir emiss\u00f5es globais\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>No estudo <em>As Folhas: Parte Fundamental do Armazenamento de Carbono em uma Floresta de Yucat\u00e1n<\/em>, Andrade e quatro de seus colegas avaliaram fatores com as correntes de ar, a biomassa e o fluxo de carbono do ecossistema na reserva de Kiuic, em Yucat\u00e1n, com 1.800 hectares de extens\u00e3o. Das esp\u00e9cies vegetais estudadas, o alm\u00e1cigo (<em>Bursera simaruba<\/em>) mostrou capacidade para absorver 730 gramas de di\u00f3xido de carbono (CO2) por metro quadrado, o jab\u00edn (<em>Piscidia piscipula<\/em>), 680 gramas, e o kitinch\u00e9 (<em>Caesalpinia gaumeri<\/em>), 1,32 quilos. Estas duas \u00faltimas s\u00e3o nativas do M\u00e9xico.<\/p>\n<p>\u201cOs dados sugerem que as esp\u00e9cies da regi\u00e3o utilizam a \u00e1gua eficazmente para promover a regenera\u00e7\u00e3o de folhas novas, o que lhes permite continuar assimilando CO2 e assim armazenar o carbono em forma de biomassa\u201d, explicou Andrade. O Caribe mexicano est\u00e1 exposto a furac\u00f5es e tempestades cada vez mais destruidoras e \u00e0 amea\u00e7a do aumento do n\u00edvel do mar, que inundaria extensas faixas costeiras, afirmam especialistas. Al\u00e9m disso, a riqueza biol\u00f3gica est\u00e1 amea\u00e7ada pelo avan\u00e7o da ind\u00fastria do turismo, pelo desmatamento, pela pecu\u00e1ria intensiva e pelas atividades petroleiras.<\/p>\n<p>O M\u00e9xico emite anualmente cerca de 748 milh\u00f5es de toneladas de CO2, um dos gases respons\u00e1veis pelo aquecimento da atmosfera. A agricultura responde por 12,3%, a ind\u00fastria por 8,2%, e a mudan\u00e7a no uso do solo e a silvicultura por 6,3%, segundo o Minist\u00e9rio de Meio Ambiente e Recursos Naturais. \u201cA mudan\u00e7a clim\u00e1tica intensifica nossa incerteza sobre o futuro das florestas. N\u00e3o estamos certos do que vai acontecer\u201d, disse ao Terram\u00e9rica o especialista do Servi\u00e7o Florestal do Minist\u00e9rio da Agricultura dos Estados Unidos, Richard Birdsey.<\/p>\n<p>\u201cEm alguns lugares, as florestas crescem mais e em outros, menos. Influem muitos fatores que temos de estudar\u201d, acrescentou Birdsey, membro da CarboNA (North American Carbon Program), um programa de pesquisa do ciclo do carbono nos pa\u00edses da Am\u00e9rica do Norte. Os projetos da CarboNA, um dos quais \u00e9 desenvolvido em Yucat\u00e1n, se dirigem a construir modelos de monitoramento de CO2 na regi\u00e3o, com sensores remotos e mapas. \u201c\u00c9 dif\u00edcil calcular o CO2 no solo, mas estamos tentando medi-lo. Processamos ecossistemas em pequena escala para gerar curvas de fator de emiss\u00f5es do g\u00e1s\u201d, explicou Birdsey.<\/p>\n<p>Em 2011, um grupo de cientistas criou no M\u00e9xico a rede MexFlux, de fluxos de \u00e1gua e carbono, com o mesmo esquema da norte-americana AmeriFlux e que conta com pelo menos sete locais de estudo desses interc\u00e2mbios de massa e energia. Os ecossistemas do Caribe mexicano prestam valiosos servi\u00e7os para o equil\u00edbrio ambiental da regi\u00e3o e funcionam como prote\u00e7\u00e3o diante de fen\u00f4menos meteorol\u00f3gicos como secas, tempestades, ressacas do mar e inunda\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Entretanto, \u201ca pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n est\u00e1 muito degradada. H\u00e1 muita press\u00e3o sobre os ecossistemas. \u00c9 preciso analisar as \u00e1reas de sumidouros (de CO2). As florestas tropicais fixam mais di\u00f3xido de carbono do que liberam\u201d, detalhou ao Terram\u00e9rica o estudante de p\u00f3s-gradua\u00e7\u00e3o Rodrigo Valle, do Cicy. Valle e dois colegas trabalham na <em>Estimativa da Distribui\u00e7\u00e3o Espacial da Biomassa Florestal na Pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n, Usando Percep\u00e7\u00e3o Remota e Dados de Campo<\/em>. Na pesquisa encontraram uma biomassa de 229 mil toneladas por hectare na \u00e1rea estudada, medindo a radia\u00e7\u00e3o eletromagn\u00e9tica refletida pela mat\u00e9ria verde.<\/p>\n<p>Com base no Invent\u00e1rio Nacional Florestal e de Solos 2009-2013, duas institui\u00e7\u00f5es governamentais, a Comiss\u00e3o Nacional Florestal e o Programa Mexicano do Carbono, calcularam uma reserva de 9,146 bilh\u00f5es de toneladas de carbono nos solos do M\u00e9xico. A pen\u00ednsula de Yucat\u00e1n \u00e9 a regi\u00e3o com maiores n\u00edveis de CO2 enterrado, devido \u00e0 natureza calc\u00e1ria de sua superf\u00edcie.<\/p>\n<p>A concentra\u00e7\u00e3o de gases-estufa na atmosfera este ano ultrapassou 400 partes por milh\u00e3o, um n\u00edvel cr\u00edtico para o term\u00f4metro do planeta e sin\u00f4nimo de que as medidas aplicadas at\u00e9 agora n\u00e3o funcionam e que a solu\u00e7\u00e3o \u00e9 reduzir drasticamente as emiss\u00f5es desses gases. Como \u201cparte do di\u00f3xido de carbono se armazena nas plantas, uma alternativa \u00e9 diminuir o desmatamento e incentivar o manejo e a conserva\u00e7\u00e3o de florestas como reservat\u00f3rios\u201d, disse ao Terram\u00e9rica a acad\u00eamica Luisa C\u00e1mara, da p\u00fablica Universidade Ju\u00e1rez Aut\u00f3noma de Tabasco.<\/p>\n<p>A especialista encabe\u00e7a o estudo <em>Carbono Armazenado na Floresta Mediana de <\/em>Quercus oleoides <em>e Planta\u00e7\u00f5es de <\/em>Eucalyptus urophylla <em>e <\/em>Gmelina arborea <em>em Huimanguillo, Tabasco<\/em>, sobre azinheiros, melinas e duas planta\u00e7\u00f5es comerciais de eucalipto, nenhuma delas aut\u00f3ctone do M\u00e9xico. Nas \u00e1reas analisadas de savana, Luisa C\u00e1mara e seus colegas mediram 14,75 toneladas de CO2 por hectare no caso de eucaliptos, 15,54 no de melinas, e 63,51 toneladas no de encinos. Os n\u00fameros indicam que o desenvolvimento de planta\u00e7\u00f5es comerciais n\u00e3o representa uma solu\u00e7\u00e3o para capturar CO2. (Envolverde\/Terram\u00e9rica)<\/p>\n<p><em>* O autor \u00e9 correspondente da IPS.<\/em><\/p>\n<p><strong>LINKS<\/strong><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/ambiente\/terramerica-biodiversidade-e-qualidade-de-vida\/\" >Biodiversidade e qualidade de vida<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/2011\/08\/pescadoras-mexicanas-a-la-captura-del-cambio-climatico\/\" >Pescadoras mexicanas na captura da mudan\u00e7a clim\u00e1tica, em espanhol<\/a><\/p>\n<p><a href=\"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/2010\/11\/cancun-impensable-sede-de-una-cumbre-climatica\/\" >Canc\u00fan, impens\u00e1vel sede de uma c\u00fapula clim\u00e1tica, em espanhol<\/a><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Artigo produzido para o Terram\u00e9rica, projeto de comunica\u00e7\u00e3o apoiado pelo Banco Mundial Latin America and Caribbean, realizado pela Inter Press Service (IPS) e distribu\u00eddo pela Ag\u00eancia Envolverde.<\/strong><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O papel dos ecossistemas de selva como sumidouros de carbono &eacute; motivo de investiga&ccedil;&otilde;es focadas no sudeste do M&eacute;xico. 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