{"id":1213,"date":"2005-11-18T00:00:00","date_gmt":"2005-11-18T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1213"},"modified":"2005-11-18T00:00:00","modified_gmt":"2005-11-18T00:00:00","slug":"comunicaes-internet-amplia-o-alcance-do-rdio","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/america-latina\/comunicaes-internet-amplia-o-alcance-do-rdio\/","title":{"rendered":"Comunica&ccedil;&otilde;es: Internet amplia o alcance do r&aacute;dio"},"content":{"rendered":"<p>T&uacute;nis, 18\/11\/2005 &ndash; Enquanto as multinacionais competiam para exibir as novidades em tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e das comunica&ccedil;&otilde;es durante a c&uacute;pula da informa&ccedil;&atilde;o realizada no m&ecirc;s passado em T&uacute;nis, os meios alternativos de r&aacute;dio se mantiveram fi&eacute;is aos seus gravadores e microfones de sempre. &quot;Quando quisemos nos desenvolver, nos disseram que para montar uma r&aacute;dio na Internet precisar&iacute;amos de um milh&atilde;o de d&oacute;lares e uma tecnologia super avan&ccedil;ada&quot;, contou &agrave; IPS Mar&iacute;a Su&aacute;rez Toro, co-diretora da R&aacute;dio Internacional Feminista, emissora que em seu in&iacute;cio ultrapassava as fronteiras da Costa Rica gra&ccedil;as &agrave;s transmiss&otilde;es em onda curta. Entretanto, a solu&ccedil;&atilde;o n&atilde;o demorou.<br \/> <!--more--> <br \/> &quot;&Eacute;ramos engenheiras e t&eacute;cnicas de nossa r&aacute;dio de onda curta, assim, decidimos usar toda nossa tecnologia antiga da r&aacute;dio com um cord&atilde;o umbilical para o computador&quot;, explicou Su&aacute;rez. Desse modo, o equipamento que a acompanha em suas coberturas inclui uma misturadora, um gravador, um microfone e um computador que se conecta &aacute; Internet. Um estudo recente provou que sua audi&ecirc;ncia se estendeu a 145 pa&iacute;ses nos &uacute;ltimos cinco anos. &quot;Os arquivos de som que colocamos na Internet s&atilde;o baixados pelas mulheres de r&aacute;dios comunit&aacute;rias que os reproduzem em suas emissoras. Outros profissionais tomam nota de nossas transmiss&otilde;es ao vivo, e somos fonte direta dos acontecimentos&quot;, afirmou.<\/p>\n<p> A emissora transmite seu material em espanhol e ingl&ecirc;s, o que, segundo Su&aacute;rez, tem a vantagem de &quot;ligar&quot; o setor feminino latino-americano com mulheres da &Aacute;sia, &Aacute;frica, Europa, Estados Unidos e Canad&aacute;. &quot;Estamos apostando que a express&atilde;o oral das mulheres &eacute; onde reside nossa maior for&ccedil;a. Somos amantes do r&aacute;dio e decidimos inventar o r&aacute;dio na Internet&quot;, acrescentou esta ativa defensora da igualdade de g&ecirc;nero. Esse foi um dos v&aacute;rios assuntos que atra&iacute;ram a aten&ccedil;&atilde;o da sociedade civil na C&uacute;pula Mundial sobre a Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o, em T&uacute;nis, com participa&ccedil;&atilde;o de mais de nove mil representantes de 597 organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais.<\/p>\n<p> Esse n&uacute;mero fez da sociedade civil a mais representada, depois de governos e empres&aacute;rios. Estima-se que no total cerca de 17 mil pessoas participaram da c&uacute;pula, convocada para reduzir a diferen&ccedil;a de acesso &agrave; inform&aacute;tica e &agrave;s telecomunica&ccedil;&otilde;es entre ricos e pobres. A reuni&atilde;o tamb&eacute;m teve um grande n&uacute;mero de atividades a cargo das ONGs e outros setores da sociedade civil, algumas das quais, paradoxalmente, n&atilde;o puderam acontecer por causa da censura exercida pelo pa&iacute;s anfitri&atilde;o. Su&aacute;rez disse que transmitia ao vivo o desenvolvimento do semin&aacute;rio &quot;Express&atilde;o sob repress&atilde;o&quot;, a cargo da organiza&ccedil;&atilde;o holandesa Hivos, quando autoridades tunisinas advertiram que n&atilde;o era permitido distribuir propaganda dentro da sala de sess&otilde;es. &quot;Enquanto isso ocorria, n&oacute;s, com uma maquininha, est&aacute;vamos transmitindo ao vivo e dali mesmo para todo o mundo, o que acontecia no semin&aacute;rio&quot;, contou.<\/p>\n<p> O semin&aacute;rio incluiu testemunhos sobre o uso de weblogs (sites onde s&atilde;o colocados coment&aacute;rios e not&iacute;cias sobre determinados assuntos, tamb&eacute;m chamados bit&aacute;coras) e boletins eletr&ocirc;nicos no Zimb&aacute;bue, Ir&atilde; e China, como alternativa para fazer a informa&ccedil;&atilde;o chegar &agrave;s pessoas atrav&eacute;s da Internet. &quot;Quando falamos de comunica&ccedil;&atilde;o alternativa e comunit&aacute;ria, significa poder contar o que acontece na C&uacute;pula com um olhar diferente do apresentado pelos grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o e, al&eacute;m disso, contar o que estes n&atilde;o contam&quot;, disse &agrave; IPS In&eacute;s Farina, da ag&ecirc;ncia noticiosa Pulsar.<\/p>\n<p> Esta ag&ecirc;ncia se define como &quot;a voz dos que n&atilde;o t&ecirc;m voz&quot;, explicou Farina. Trata-se de uma iniciativa da Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias &#8211; Am&eacute;rica Latina e Caribe (AMARC-ALC) para democratizar as comunica&ccedil;&otilde;es atrav&eacute;s do contato direto entre jornalistas e fontes da sociedade civil. A Pulsar tem escrit&oacute;rios permanentes no Brasil, Uruguai, M&eacute;xico e Argentina, e mant&eacute;m acordos com redes nacionais e regionais de not&iacute;cias para ter acesso e divulgar informa&ccedil;&atilde;o em primeira m&atilde;o sobre o que acontece em cada pa&iacute;s. Seus servi&ccedil;os s&atilde;o distribu&iacute;dos por e-mail e pela web de maneira gratuita.<\/p>\n<p> &quot;S&oacute; o que pedimos &eacute; que nos citem&quot;, disse Farina, acrescentando que a Pulsar procurou cobrir as incid&ecirc;ncias do encontro de T&uacute;nis com um olhar cr&iacute;tico, com perspectiva do que tem a ver com a sociedade civil e a r&aacute;dio comunit&aacute;ria, bem como com as organiza&ccedil;&otilde;es n&atilde;o-governamentais. A jornalista estima que cerca de 400 r&aacute;dios comunit&aacute;rias est&atilde;o associadas na Am&eacute;rica Latina &agrave; AMARC-ALC, que tem entre seus postulados a democratiza&ccedil;&atilde;o da radiodifus&atilde;o atrav&eacute;s de a&ccedil;&otilde;es locais e internacionais e a promo&ccedil;&atilde;o do movimento do r&aacute;dio comunit&aacute;rio no mundo. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>T&uacute;nis, 18\/11\/2005 &ndash; Enquanto as multinacionais competiam para exibir as novidades em tecnologias da informa&ccedil;&atilde;o e das comunica&ccedil;&otilde;es durante a c&uacute;pula da informa&ccedil;&atilde;o realizada no m&ecirc;s passado em T&uacute;nis, os meios alternativos de r&aacute;dio se mantiveram fi&eacute;is aos seus gravadores e microfones de sempre. &quot;Quando quisemos nos desenvolver, nos disseram que para montar uma r&aacute;dio na Internet precisar&iacute;amos de um milh&atilde;o de d&oacute;lares e uma tecnologia super avan&ccedil;ada&quot;, contou &agrave; IPS Mar&iacute;a Su&aacute;rez Toro, co-diretora da R&aacute;dio Internacional Feminista, emissora que em seu in&iacute;cio ultrapassava as fronteiras da Costa Rica gra&ccedil;as &agrave;s transmiss&otilde;es em onda curta. 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