{"id":1238,"date":"2005-11-24T00:00:00","date_gmt":"2005-11-24T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1238"},"modified":"2005-11-24T00:00:00","modified_gmt":"2005-11-24T00:00:00","slug":"comrcio-diferenas-menos-duras-na-omc","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/mundo\/comrcio-diferenas-menos-duras-na-omc\/","title":{"rendered":"Com&eacute;rcio: Diferen&ccedil;as menos duras na OMC"},"content":{"rendered":"<p>Genebra, 24\/11\/2005 &ndash; Os pa&iacute;ses respons&aacute;veis pelas negocia&ccedil;&otilde;es comerciais mant&ecirc;m as mesmas diferen&ccedil;as quase intranspon&iacute;veis dos &uacute;ltimos anos, faltando tr&ecirc;s semanas para a sexta confer&ecirc;ncia ministerial da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio em Hong Kong, embora tenham reduzido a rispidez de suas discuss&otilde;es. O novo tom permite descartar a possibilidade de a reuni&atilde;o se transformar em um desastre. &quot;Espero que isso nunca ocorra&quot;, disse o chanceler brasileiro, Celso Amorim. &quot;Por esse motivo, nos reunimos&quot;. Ao contr&aacute;rio do que ocorreu na terceira confer&ecirc;ncia, na cidade norte-americana de Seattle, em 1999, e na quinta, realizada no balne&aacute;rio mexicano de Canc&uacute;n, em 2003, que terminaram em fracassos, nos reunimos agora porque queremos avan&ccedil;ar, insistiu o chanceler.<br \/> <!--more--> <br \/> Al&eacute;m de Amorim, os m&aacute;ximos negociadores, Rob Portman, dos Estados Unidos; Kamal Nath, da &Iacute;ndia; Shoichi Nakagawa, do Jap&atilde;o, e Peter Mandelson, da Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, examinaram na ter&ccedil;a-feira com Pascal Lamy, diretor-geral da OMC, o panorama que se apresenta para a confer&ecirc;ncia na cidade asi&aacute;tica, de 13 a 18 de dezembro. Celso Amorim afirmou que as ambi&ccedil;&otilde;es de uma abertura comercial mais profunda, especialmente na agricultura, n&atilde;o haviam diminu&iacute;do. Entretanto, o brasileiro mencionou de maneira significativa que as negocia&ccedil;&otilde;es tinham um valor particular em outras dimens&otilde;es internacionais mais afastadas do puro com&eacute;rcio, como a garantia da paz mundial e do multilateralismo. Essas parecem ser algumas das raz&otilde;es que sustentam atualmente o processo da Rodada de Doha, uma negocia&ccedil;&atilde;o lan&ccedil;ada na capital do Qatar em 2001 e que se ocupa principalmente do aprofundamento da abertura comercial na agricultura, nos servi&ccedil;os, produtos industriais e propriedade intelectual, entre outros aspectos.<\/p>\n<p> As negocia&ccedil;&otilde;es do ponto de vista t&eacute;cnico encontram-se em um estado de paralisia que se acentuou quando a UE apresentou, no dia 28 de outubro, sua &uacute;ltima proposta que deixou insatisfeita a maior parte dos demais 147 Estados-membros da organiza&ccedil;&atilde;o. Nessas condi&ccedil;&otilde;es, e descartada a possibilidade de um novo fiasco como em Seattle e Canc&uacute;n, a confer&ecirc;ncia de Hong Kong abre duas possibilidades. Uma consiste em oferecer aos ministros, para sua aprova&ccedil;&atilde;o, um documento que se limite a recolher os avan&ccedil;os alcan&ccedil;ados desde janeiro de 2002 quando come&ccedil;aram na pr&aacute;tica as negocia&ccedil;&otilde;es de Doha. Esta &eacute; a id&eacute;ia da UE, exposta por Mandelson, que pretende dar por encerrada a etapa atual das negocia&ccedil;&otilde;es sem novos avan&ccedil;os antes de Hong Kong, que ser&aacute; a plataforma de lan&ccedil;amento para os progressos a longo prazo de todo ano de 2006, quando dever&aacute; concluir a Rodada de Doha.<\/p>\n<p> Outra opini&atilde;o t&ecirc;m os Estados Unidos; o Grupo dos 20 &#8211; coaliz&atilde;o de pa&iacute;ses com interesses agr&iacute;colas liderada por Brasil, China, &Iacute;ndia e &Aacute;frica do Sul e uma boa parte das demais na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento. Este bloco deseja que antes do encontro de Hong Kong fiquem definidos os elementos essenciais da negocia&ccedil;&atilde;o para que os ministros d&ecirc;em a &uacute;ltima palavra. &quot;Necessitamos obter em Hong Kong algo mais do que um balan&ccedil;o da situa&ccedil;&atilde;o&quot;, criticou Portman. A id&eacute;ia dos europeus exigir&aacute; muito tempo para estabelecer acordos, e dessa maneira se colocar&aacute; em risco a possibilidade de concluir as negocia&ccedil;&otilde;es antes do final de 2006, preveniu o chanceler brasileiro. Por outro lado, a outra proposta permitir&aacute; alcan&ccedil;ar progressos, talvez, em dois ou tr&ecirc;s meses, acrescentou.<\/p>\n<p> Os ministros dos quatro pa&iacute;ses voltar&atilde;o a se reunir na pr&oacute;xima semana para continuar as negocia&ccedil;&otilde;es. De todo modo, j&aacute; se vislumbra que o processo de Doha necessitar&aacute; do apoio de uma nova confer&ecirc;ncia geral dos ministros de toda a OMC. Nath estimou que esta poderia acontecer em mar&ccedil;o, em Genebra. Mas no mesmo processo se registrou na &uacute;ltima ter&ccedil;a-feira um epis&oacute;dio singular, pois o presidente do Comit&ecirc; de Negocia&ccedil;&otilde;es em Agricultura, Crawford Falconer, apresentou um informe sobre o estado dos debates que superou folgadamente o escrut&iacute;nio dos Estados-membros. Apesar de a agricultura ter sido considerada como o n&oacute; g&oacute;rdio do processo de Doha, o documento apresentado por Falconer &quot;&eacute; neutro, equilibrado e reflete o estado da negocia&ccedil;&atilde;o&quot;, disse &agrave; IPS uma fonte do G-20 especializada na quest&atilde;o agr&iacute;cola.<\/p>\n<p> Entretanto, um grupo de pa&iacute;ses latino-americanos, integrado por Col&ocirc;mbia, Costa Rica, Equador, Nicar&aacute;gua e Peru, que reclamam apoio aos seus produtos tropicais de exporta&ccedil;&atilde;o, lembrou que o texto outorgava muito peso &agrave;s prefer&ecirc;ncias comerciais das ex-col&ocirc;nias europ&eacute;ias da &Aacute;frica, do Caribe e Pac&iacute;fico. O representante da UE na OMC, Carlo Trojan, disse que o documento de Falconer deveria ser incorporado, &quot;de maneira objetiva&quot;, ao informe sobre os progressos alcan&ccedil;ados durante a negocia&ccedil;&atilde;o de Doha, que Lamy apresentar&aacute; aos ministros em Hong Kong. A observa&ccedil;&atilde;o de Trojan reflete o &acirc;ngulo escolhido pela UE para superar o obst&aacute;culo da confer&ecirc;ncia de Hong Kong sem aprofundar as negocia&ccedil;&otilde;es agr&iacute;colas, como reclamam o G-20, os Estados Unidos, e os pa&iacute;ses em desenvolvimento, disse a fonte. Falconer apresentar&aacute; esta semana seu informe ao Comit&ecirc; de Negocia&ccedil;&otilde;es Comerciais, &oacute;rg&atilde;o respons&aacute;vel pela globalidade das discuss&otilde;es. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Genebra, 24\/11\/2005 &ndash; Os pa&iacute;ses respons&aacute;veis pelas negocia&ccedil;&otilde;es comerciais mant&ecirc;m as mesmas diferen&ccedil;as quase intranspon&iacute;veis dos &uacute;ltimos anos, faltando tr&ecirc;s semanas para a sexta confer&ecirc;ncia ministerial da Organiza&ccedil;&atilde;o Mundial do Com&eacute;rcio em Hong Kong, embora tenham reduzido a rispidez de suas discuss&otilde;es. O novo tom permite descartar a possibilidade de a reuni&atilde;o se transformar em um desastre. &quot;Espero que isso nunca ocorra&quot;, disse o chanceler brasileiro, Celso Amorim. &quot;Por esse motivo, nos reunimos&quot;. Ao contr&aacute;rio do que ocorreu na terceira confer&ecirc;ncia, na cidade norte-americana de Seattle, em 1999, e na quinta, realizada no balne&aacute;rio mexicano de Canc&uacute;n, em 2003, que terminaram em fracassos, nos reunimos agora porque queremos avan&ccedil;ar, insistiu o chanceler.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/mundo\/comrcio-diferenas-menos-duras-na-omc\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":421,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1238","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1238","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/421"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1238"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1238\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1238"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1238"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1238"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}