{"id":1242,"date":"2005-11-25T00:00:00","date_gmt":"2005-11-25T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=1242"},"modified":"2005-11-25T00:00:00","modified_gmt":"2005-11-25T00:00:00","slug":"ambiente-sudeste-asitico-unido-contra-o-trfico-de-flora-e-fauna","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/mundo\/ambiente-sudeste-asitico-unido-contra-o-trfico-de-flora-e-fauna\/","title":{"rendered":"Ambiente: Sudeste asi&aacute;tico unido contra o tr&aacute;fico de flora e fauna"},"content":{"rendered":"<p>Bangcoc, 25\/11\/2005 &ndash; Os governos do sudeste da &Aacute;sia instalar&atilde;o armadilhas virtuais transfronteiri&ccedil;as para pegar traficantes de fauna e flora, que colocam em risco de extin&ccedil;&atilde;o numerosas esp&eacute;cies em troca de um punhado de milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares. A Rede de Ag&ecirc;ncias de Seguran&ccedil;a de Flora e Fauna da Asean (Aseanwen) j&aacute; &eacute; considerada por organiza&ccedil;&otilde;es conservacionistas internacionais a maior do mundo em seu tipo. &quot;Ser&aacute; a maior rede em quantidade de pa&iacute;ses envolvidos, mais do que as existentes na Europa, &Aacute;frica e Am&eacute;rica&quot;, disse &agrave; IPS Tim Redford, diretor na Tail&acirc;ndia da organiza&ccedil;&atilde;o WildAid. A Asesan (Associa&ccedil;&atilde;o de Na&ccedil;&otilde;es do Sudeste Asi&aacute;tico) est&aacute; integrada por Birm&acirc;nia, Brunei, Camboja, Filipinas, Indon&eacute;sia, Laos, Mal&aacute;sia, Cingapura, Tail&acirc;ndia e Vietn&atilde;.<br \/> <!--more--> <br \/> No contexto da nova rede, as autoridades policiais encarregadas de investigar crimes contra a flora e fauna de seus respectivos pa&iacute;ses poder&atilde;o trabalhar diretamente com seus pares na regi&atilde;o para reprimir o tr&aacute;fico ilegal de animais e vegetais. &quot;Isto reduzir&aacute; as restri&ccedil;&otilde;es que hoje limitam a investiga&ccedil;&atilde;o policial desses crimes. A pr&aacute;tica predominante &eacute; que os policiais de pa&iacute;ses distintos estabele&ccedil;am contato somente atrav&eacute;s das chancelarias&quot;, explicou Redford. O plano inclui maior interven&ccedil;&atilde;o das aduanas na repress&atilde;o a esse tr&aacute;fico. Dentro dos seis meses posteriores &agrave; reuni&atilde;o prevista para o final do m&ecirc;s, &quot;haver&aacute; novas barreiras para esse tr&aacute;fico na Asean&quot;.<\/p>\n<p> Grande quantidade de animais da regi&atilde;o est&aacute; em risco de extin&ccedil;&atilde;o por causa da cobi&ccedil;a dos grupos de traficantes ativos h&aacute; d&eacute;cadas. &quot;Seus integrantes n&atilde;o s&atilde;o apenas das popula&ccedil;&otilde;es locais, mas tamb&eacute;m alheias a estas&quot;, disse &aacute; IPS o chefe de cientistas da Uni&atilde;o Mundial para a Natureza (UICN), Jeffrey McNeely. &quot;Agora h&aacute; mais press&atilde;o sobre a vida silvestre do Vietn&atilde; do que durante a guerra. Existe um grande mercado na China, e o sudeste asi&aacute;tico &eacute; o principal centro de fornecimento para essa demanda&quot;, afirmou o especialista. O Banco Mundial chamou a aten&ccedil;&atilde;o para esta tend&ecirc;ncia em julho, ao divulgar um informe intitulado &quot;Vai&#8230; vai&#8230; foi: Tr&aacute;fico ilegal de flora e fauna no leste e sudeste da &Aacute;sia&quot;.<\/p>\n<p> &quot;O com&eacute;rcio e a ca&ccedil;a ilegais atingiram n&iacute;veis cr&iacute;ticos na medida em que a popularidade da medicina tradicional chinesa se amplia, em parte pelo aumento da riqueza pessoal e pelo status que confere o consumo de esp&eacute;cies raras e ex&oacute;ticas&quot;, segundo o relat&oacute;rio. Os animais e vegetais em estado natural ou suas partes s&atilde;o procurados pela popula&ccedil;&atilde;o local e pelos turistas para fazer pratos e engrossar cole&ccedil;&otilde;es ou como mascotes, trof&eacute;us, elementos de decora&ccedil;&atilde;o, bijuteria e medicamentos tradicionais.<\/p>\n<p> Somente no Vietn&atilde;, este tr&aacute;fico foi estimado em US$ 66,5 milh&otilde;es em 2002. No ano passado, as autoridades chinesas confiscaram a pele de 31 tigres, avaliadas em mais de US$ 1,2 milh&atilde;o, segundo o informe do Banco Mundial. &quot;Estima-se que hoje se encontram em estado natural apenas 50 tigres na China&quot;, prossegue o documento. E mais de 50 foram mortos a cada ano na ilha indon&eacute;sia de Sumatra entre 1998 e 2002, acrescenta. Tamb&eacute;m os pangolins, mam&iacute;feros desdentados cobertos de escamas que costumam rolar para se defender, s&atilde;o alvo de intensa ca&ccedil;a, mas tendo como destino a Am&eacute;rica. Entre 1993 e 2003, mais de 80 desses animais foram traficados do Laos especialmente para Estados Unidos e M&eacute;xico, segundo o documento.<\/p>\n<p> A UICN confirmou que v&aacute;rias esp&eacute;cies est&atilde;o muito perto da extin&ccedil;&atilde;o, apesar das advert&ecirc;ncias emitidas, em alguns casos, h&aacute; quase tr&ecirc;s d&eacute;cadas.&quot;O rinoceronte de Sumatra e o Kouprey (ou boi cinza, ou da boi da floresta) j&aacute; quase n&atilde;o existe&quot;, disse McNeely. As manadas de rinoceronte de Java e de b&uacute;falo de &aacute;gua foram &quot;seriamente reduzidas&quot;, acrescentou. Hoje, a popula&ccedil;&atilde;o remanescente de koupreys est&aacute; reduzida a 250 animais, segundo a &uacute;ltima &quot;Lista vermelha de esp&eacute;cies amea&ccedil;adas&quot; da UICN. &quot;A ca&ccedil;a, tanto de subsist&ecirc;ncia quanto para o tr&aacute;fico de carne e partes, como chifre e cr&acirc;nio, &eacute; a maior amea&ccedil;a ao kouprey&quot;, advertiu a organiza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p> N&atilde;o restam d&uacute;vidas de que os conservacionistas aplaudem a era de coopera&ccedil;&atilde;o internacional no sudeste asi&aacute;tico. &quot;Os elementos criminosos que controlam o com&eacute;rcio ilegal de fauna e flora ganharam por muito tempo&quot;, disse John Sella, especialista em tr&aacute;fico do &oacute;rg&atilde;o que controla o cumprimento da Conven&ccedil;&atilde;o sobre o Com&eacute;rcio Internacional de Esp&eacute;cies Amea&ccedil;adas de Flora e Fauna Silvestres (CITES). Ao se concentrar o tr&aacute;fico, a Aseanwen t&ecirc;m chances de liderar uma resposta coordenada que desmantele as organiza&ccedil;&otilde;es de traficantes, ressaltou Sellar. (IPS\/Envolverde) <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Bangcoc, 25\/11\/2005 &ndash; Os governos do sudeste da &Aacute;sia instalar&atilde;o armadilhas virtuais transfronteiri&ccedil;as para pegar traficantes de fauna e flora, que colocam em risco de extin&ccedil;&atilde;o numerosas esp&eacute;cies em troca de um punhado de milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares. A Rede de Ag&ecirc;ncias de Seguran&ccedil;a de Flora e Fauna da Asean (Aseanwen) j&aacute; &eacute; considerada por organiza&ccedil;&otilde;es conservacionistas internacionais a maior do mundo em seu tipo. &quot;Ser&aacute; a maior rede em quantidade de pa&iacute;ses envolvidos, mais do que as existentes na Europa, &Aacute;frica e Am&eacute;rica&quot;, disse &agrave; IPS Tim Redford, diretor na Tail&acirc;ndia da organiza&ccedil;&atilde;o WildAid. A Asesan (Associa&ccedil;&atilde;o de Na&ccedil;&otilde;es do Sudeste Asi&aacute;tico) est&aacute; integrada por Birm&acirc;nia, Brunei, Camboja, Filipinas, Indon&eacute;sia, Laos, Mal&aacute;sia, Cingapura, Tail&acirc;ndia e Vietn&atilde;.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/11\/mundo\/ambiente-sudeste-asitico-unido-contra-o-trfico-de-flora-e-fauna\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":133,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-1242","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1242","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/133"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1242"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1242\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1242"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1242"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1242"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}