{"id":152,"date":"2005-01-23T00:00:00","date_gmt":"2005-01-23T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=152"},"modified":"2005-01-23T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-23T00:00:00","slug":"clima-nvel-do-mar-sobe-mais-rpido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/clima-nvel-do-mar-sobe-mais-rpido\/","title":{"rendered":"Clima: N&iacute;vel do mar sobe mais r&aacute;pido"},"content":{"rendered":"<p>Toronto,  Canad&aacute;, 23\/01\/2005 &ndash; O aumento do n&iacute;vel do mar devido &agrave; altera&ccedil;&atilde;o do clima &eacute; mais r&aacute;pido do que se pensava, afirma um estudo de cientistas da Administra&ccedil;&atilde;o Nacional da Aeron&aacute;utica e do Espa&ccedil;o (Nasa) que registraram uma acelera&ccedil;&atilde;o no derretimento do gelo do &Aacute;rtico e da Ant&aacute;rtida. Novas imagens da Groel&acirc;ndia obtidas via sat&eacute;lite demonstram que parte dessas regi&otilde;es derrete rapidamente e contribuem at&eacute; tr&ecirc;s vezes mais do que se acreditava para elevar o n&iacute;vel do mar. &quot;Esta &eacute; a primeira vez que pesquisadores conseguiram obter dados reais sobre essa quest&atilde;o&quot;, destacou Waleed Abdalati, pesquisador do Centro de V&ocirc;o Espacial Dogbard, da Nasa.<br \/> <!--more--> <br \/> Abdalati e seus colegas da Nasa apresentaram suas conclus&otilde;es em uma reuni&atilde;o da Uni&atilde;o Americana de Geof&iacute;sica, na cidade de S&atilde;o Francisco. O derretimento parece ser uma conseq&uuml;&ecirc;ncia direta do aumento da temperatura da atmosfera nessas regi&otilde;es. Preocupante &eacute; a rapidez com que as grandes massas de gelo respondem a eleva&ccedil;&otilde;es da temperatura de dois graus cent&iacute;grados, destacaram os cientistas. &quot;Veremos uma resposta em alguns meses, n&atilde;o em s&eacute;culos, como se pensava antes&quot;, disse Abdalati &agrave; IPS. Cerca de 10% da superf&iacute;cie terrestre est&aacute; coberta por geleiras que cont&ecirc;m 75% da &aacute;gua do ce do mundo. Se todo esse gelo derretesse, o n&iacute;vel do mar aumentaria aproximadamente 70 metros em todo o mundo, segundo a Administra&ccedil;&atilde;o Nacional Oceanogr&aacute;fica e Atmosf&eacute;rica dos Estados Unidos. A maior geleira da Groenl&acirc;ndia, chamada Jacobshavn Isbrae, se move para o mar ap&oacute;s 50 anos de virtual imobilidade, assinalou Abadalati.<\/p>\n<p> A massa de gelo come&ccedil;ou a movimentar-se no in&iacute;cio dos anos 90, em resposta ao aumento da temperatura do ar. Em meados da d&eacute;cada, j&aacute; era a geleira mais r&aacute;pida do mundo, movendo-se &agrave; raz&atilde;o de sete quil&ocirc;metros por ano. Em 1997, esse movimento come&ccedil;ou a acelerar e, atualmente, apresenta velocidade de 13 quil&ocirc;metros por ano, deixando em sua passagem enormes quantidades de gelo no mar, informou a Nasa. Apenas em 2003 Jakobshavn Isbrae contribuiu com 4% do aumento mundial do n&iacute;vel do mar, segundo a ag&ecirc;ncia. Abdalati qualificou de &quot;fenomenal&quot; a velocidade do derretimento e sugeriu que as geleiras n&atilde;o s&atilde;o t&atilde;o est&aacute;veis como se acreditava. As geleiras do Canad&aacute; e do Alasca experimentam transforma&ccedil;&otilde;es semelhantes, iniciadas no final dos anos 90 e que tamb&eacute;m parece estar acelerando.<\/p>\n<p> Em 2001, o Painel Intergovernamental sobre Mudan&ccedil;a Clim&aacute;tica estimou que o n&iacute;vel do mar aumentaria entre 40 cm e 1metro at&eacute; 2100. Esta estimativa deve ser revista para cima, de acordo com as &uacute;ltimas descobertas dos cientistas norte-americanos. O panorama &eacute; mais complexo na Ant&aacute;rtida. Partes do continente gelado &#8211; que cont&eacute;m dois ter&ccedil;os da &aacute;gua doce do planeta &#8211; esfriaram, enquanto o oeste est&aacute; esquentando. Cientistas na Nasa advertiram neste ver&atilde;o boreal que v&aacute;rias geleiras gigantescas do oeste ant&aacute;rtico est&atilde;o deslizando para o oceano e aumentando o n&iacute;vel do mar muito mais rapidamente do que se esperava. &quot;Se a tend&ecirc;ncia de aquecimento chegar a outras partes da Ant&aacute;rtida, logo vermos r&aacute;pidas e grandes altera&ccedil;&otilde;es no gelo&quot;, previu Ted Scambos, do Centro Nacional de Informa&ccedil;&atilde;o sobre Neve e Gelo, da Universidade do Colorado.<\/p>\n<p> V&aacute;rias geleiras ant&aacute;rticas est&atilde;o atualmente contidas pela plataforma de gelo Ross, assim chamada em homenagem ao seu descobridor, James Clark Ross. Se o bloco se romper, como ocorreu na plataforma Larsen B. em 2002, essas geleiras deslizar&atilde;o para o mar e seu derretimento aumentaria o n&iacute;vel do mar em quatro metros. Os gelos perp&eacute;tuos do &Aacute;rtico tampouco j&aacute; n&atilde;o s&atilde;o eternos. &quot;&Eacute; a mudan&ccedil;a mais not&aacute;vel observada at&eacute; agora no &Aacute;rtico&quot;, destacou Josefino Comiso, do grupo de pesquisadores da Nasa. Proje&ccedil;&otilde;es feitas por computador indicaram que o aquecimento do &Aacute;rtico continuar&aacute; e que sua temperatura aumentar&aacute;, em m&eacute;dia, seis graus at&eacute; o final deste s&eacute;culo, mesmo se forem cumpridos os compromissos do Protocolo de Kyoto de redu&ccedil;&atilde;o das emiss&otilde;es de gases causadores do efeito estufa, como o di&oacute;xido de carbono. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Toronto,  Canad&aacute;, 23\/01\/2005 &ndash; O aumento do n&iacute;vel do mar devido &agrave; altera&ccedil;&atilde;o do clima &eacute; mais r&aacute;pido do que se pensava, afirma um estudo de cientistas da Administra&ccedil;&atilde;o Nacional da Aeron&aacute;utica e do Espa&ccedil;o (Nasa) que registraram uma acelera&ccedil;&atilde;o no derretimento do gelo do &Aacute;rtico e da Ant&aacute;rtida. 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