{"id":15937,"date":"2013-07-10T12:40:00","date_gmt":"2013-07-10T12:40:00","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=92635"},"modified":"2013-07-11T12:33:00","modified_gmt":"2013-07-11T12:33:00","slug":"paises-do-caribe-buscam-financiamento-para-energias-limpas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/07\/ultimas-noticias\/paises-do-caribe-buscam-financiamento-para-energias-limpas\/","title":{"rendered":"Pa\u00edses do Caribe buscam financiamento para energias limpas"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_92636\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/energiasolar.jpg\"><img class=\" wp-image-92636 \" alt=\"energiasolar Pa\u00edses do Caribe buscam financiamento para energias limpas\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/energiasolar.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Pa\u00edses do Caribe buscam financiamento para energias limpas\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Meninos e meninas aprendem sobre energia solar durante uma exibi\u00e7\u00e3o em Georgetown, Guiana. Foto: Cortesia de CREDP<\/p><\/div>\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p>Porto Espanha, Trinidad e Tobago, 10\/7\/2013 \u2013 Quando James Husbands, um empres\u00e1rio de 24 anos de Barbados, come\u00e7ou a lidar com a possibilidade de fabricar aquecedores de \u00e1gua solares, na ilha j\u00e1 existia um prot\u00f3tipo projetado e instalado por um sacerdote anglicano que viveu ali no come\u00e7o da d\u00e9cada de 1970. Uma organiza\u00e7\u00e3o n\u00e3o governamental local fez um estudo de mercado para determinar a viabilidade de produzir aquecedores de \u00e1gua solares.<\/p>\r\n<p>A pesquisa, junto com o fato de o governo de Barbados gravar as importa\u00e7\u00f5es destes produtos procedentes de uma empresa australiana, convenceu Husbands de que era o momento adequado para entrar nesse setor. O agora diretor-gerente da Solar Dynamics contou \u00e0 IPS que o apoio governamental no final dos anos 1970 foi crucial para o \u00eaxito de seu empreendimento. Atualmente, Barbados tem a quinta maior penetra\u00e7\u00e3o mundial de aquecedores de \u00e1gua solares para cada mil unidades habitacionais.<\/p>\r\n<p>Arnaldo Vieira de Carvalho, especialista da Divis\u00e3o de Energia do Setor de Infraestrutura e Meio Ambiente do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), disse \u00e0 IPS que a Am\u00e9rica Latina e o Caribe usam energias renov\u00e1veis em maior propor\u00e7\u00e3o do que qualquer outra regi\u00e3o, embora boa parte delas seja hidrel\u00e9trica e biocombust\u00edvel. O uso de energia e\u00f3lica e solar \u00e9 \u00ednfimo.<\/p>\r\n<p>O BID e seus s\u00f3cios patrocinam, desde 2009, uma competi\u00e7\u00e3o de projetos de energias renov\u00e1veis e efici\u00eancia energ\u00e9tica no Caribe, cujos ganhadores recebem at\u00e9 US$ 100 mil em financiamento e apoio t\u00e9cnico. No ano passado selecionaram oito ganhadores. Entre os crit\u00e9rios do concurso Ideias consta que os projetos ganhadores devem favorecer os pobres, a igualdade de g\u00eanero e as comunidades ind\u00edgenas. Um incentivo adicional para acelerar o lento ritmo do desenvolvimento de energias renov\u00e1veis, embora a regi\u00e3o n\u00e3o seja uma fonte importante de emiss\u00f5es derivadas da queima de combust\u00edveis f\u00f3sseis, \u00e9 a onda de devastadores desastres naturais da \u00faltima d\u00e9cada.<\/p>\r\n<p>Ulric Trotz, subdiretor e assessor cient\u00edfico do Centro de Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica da Comunidade do Caribe (CCCCC) recordou \u00e0 IPS, por email, que \u201ceventos meteorol\u00f3gicos extremos (frequentemente associados com a mudan\u00e7a clim\u00e1tica) causaram danos significativos na regi\u00e3o, como, por exemplo, o furac\u00e3o Ivan em 2004, que arrasou cerca de 200% do produto interno bruto de Granada\u201d. \u201cDe modo semelhante, uma inunda\u00e7\u00e3o \u00fanica em cem anos arrasou, em 2005, mais de 60% do produto interno bruto desse pa\u00eds, fazendo com que passasse de uma posi\u00e7\u00e3o de crescimento positivo para uma de crescimento negativo real\u201d, explicou.<\/p>\r\n<p>Em raz\u00e3o disso, os governos caribenhos come\u00e7am a adotar um enfoque mais proativo para promover o desenvolvimento das energias renov\u00e1veis, estabelecendo uma Unidade de Energia na sede regional da Comunidade do Caribe (Caricom), que trabalha junto com o CCCCC. Trotz afirmou que promover as energias renov\u00e1veis \u00e9 importante porque, \u201cao desviar custos da importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis, os pa\u00edses caribenhos ter\u00e3o recursos adicionais derivados desta economia para destinar \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de resili\u00eancia diante dos impactos da mudan\u00e7a clim\u00e1tica e da vulnerabilidade clim\u00e1tica\u201d.<\/p>\r\n<p>A regi\u00e3o n\u00e3o est\u00e1 apenas se centrando em passar para energias renov\u00e1veis, mas na efici\u00eancia energ\u00e9tica, ressaltou Trotz. \u201cReunir projetos de energias renov\u00e1veis de toda a regi\u00e3o pode ter um efeito catalisador para incentivar os investimentos, j\u00e1 que isto pode baixar significativamente os custos de transa\u00e7\u00e3o e tornar mais atraentes os investimentos\u201d, acrescentou. Com exce\u00e7\u00e3o de Trinidad e Tobago, que \u00e9 produtor de petr\u00f3leo, atualmente o Caribe gasta a cada ano milhares de milh\u00f5es de d\u00f3lares na importa\u00e7\u00e3o de combust\u00edveis f\u00f3sseis.<\/p>\r\n<p>Em maio, enquanto visitava este pa\u00eds, o vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, destacou que \u00e9 preciso reduzir os custos da energia na regi\u00e3o e aumentar o uso de fontes renov\u00e1veis. \u201cProvavelmente, n\u00e3o haja nenhum grupo de na\u00e7\u00f5es melhor situadas para aproveitar as possibilidades das energias renov\u00e1veis do que aqui, o Caribe\u201d, afirmou Biden. \u201cE n\u00f3s sabemos que muitas na\u00e7\u00f5es caribenhas pagam tr\u00eas vezes mais pela energia do que n\u00f3s nos Estados Unidos. Estamos trabalhando nisto, com o olhar voltado para o investimento em redes el\u00e9tricas regionais conectadas para criar economias de escala, e economias de escala em mat\u00e9ria de energias renov\u00e1veis\u201d, ressaltou.<\/p>\r\n<p>A regi\u00e3o tamb\u00e9m buscou ajuda de s\u00f3cios da Uni\u00e3o Europeia e lan\u00e7ou o Programa Caribenho de Desenvolvimento de Energias Renov\u00e1veis (CREDP), com o objetivo primordial de fortalecer a capacidade dos pa\u00edses do Caribe para mobilizar os investidores a fim de concretizar a passagem dos investimentos em energia convencional para as renov\u00e1veis. Segundo Thomas Scheutzlich, assessor principal do CREDP desde 2003, a falta de um contexto pol\u00edtico legal habitante e a falta de propostas bem definidas de projetos financi\u00e1veis s\u00e3o barreiras importantes para o desenvolvimento de iniciativas de energias renov\u00e1veis na regi\u00e3o.<\/p>\r\n<p>Scheutzlich tem uma responsabilidade geral na implanta\u00e7\u00e3o do programa do CREDP em nome da consultoria alem\u00e3 Projekt-Consult GmbH, encarregada desta tarefa pela Ag\u00eancia Alem\u00e3 de Coopera\u00e7\u00e3o Internacional (GIZ). A Alemanha entra com 80% do financiamento do CREDP. Um problema \u00e9 que muitos bancos da regi\u00e3o duvidam da solidez econ\u00f4mica dos empreendimentos em mat\u00e9ria de energias renov\u00e1veis, e n\u00e3o s\u00e3o capazes de avaliar os riscos inerentes a essas novas tecnologias, pontuou o assessor.<\/p>\r\n<p>A falta de garantias governamentais tamb\u00e9m faz com que bancos tradicionais sejam reticentes em apoiar esses projetos. Por\u00e9m, bancos regionais e internacionais, com BID, Banco Europeu de Investimentos e Banco de Desenvolvimento do Caribe, \u201cbuscam projetos energ\u00e9ticos financi\u00e1veis e oferecem financiamento\u201d, apontou Scheutzlich. \u201cAinda h\u00e1 uma falta generalizada de compreens\u00e3o do potencial das fontes aut\u00f3ctones de energia e da efici\u00eancia energ\u00e9tica em toda a sociedade. Assim, os governos n\u00e3o podem promover o que n\u00e3o entendem, e as empresas de servi\u00e7o p\u00fablico n\u00e3o promovem o que elas mesmas n\u00e3o est\u00e3o produzindo\u201d, ressaltou.<\/p>\r\n<p>As empresas de servi\u00e7o p\u00fablico na regi\u00e3o geralmente t\u00eam o monop\u00f3lio universal sobre gera\u00e7\u00e3o, transmiss\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o e venda de eletricidade. Segundo Scheutzlich, \u201ceste \u00e9 seu modelo empresarial tradicional e s\u00f3 se desviar\u00e1 desse modelo se para elas for economicamente atraente\u201d. No entanto, apesar do ritmo lento com que ocorrem as mudan\u00e7as no Caribe, nos \u00faltimos anos a paisagem energ\u00e9tica foi alvo de uma virada positiva, em que \u201cos processos de mudan\u00e7a foram acelerados e ganharam certo dinamismo, e isto \u00e9 exatamente o que o CREDP quer disparar\u201d, concluiu. Envolverde\/IPS<\/p>\r\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Espanha, Trinidad e Tobago, 10\/7\/2013 &ndash; Quando James Husbands, um empres&aacute;rio de 24 anos de Barbados, come&ccedil;ou a lidar com a possibilidade de fabricar aquecedores de &aacute;gua solares, na ilha j&aacute; existia um prot&oacute;tipo projetado e instalado por um sacerdote anglicano que viveu ali no come&ccedil;o da d&eacute;cada de 1970. 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