{"id":15951,"date":"2013-07-11T13:13:36","date_gmt":"2013-07-11T13:13:36","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=92771"},"modified":"2013-07-11T13:13:36","modified_gmt":"2013-07-11T13:13:36","slug":"estados-unidos-questionados-por-tratamento-a-especies-marinhas-vulneraveis","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/07\/ultimas-noticias\/estados-unidos-questionados-por-tratamento-a-especies-marinhas-vulneraveis\/","title":{"rendered":"Estados Unidos questionados por tratamento a esp\u00e9cies marinhas vulner\u00e1veis"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_92772\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/biodiversidade.jpg\"><img class=\" wp-image-92772 \" alt=\"biodiversidade Estados Unidos questionados por tratamento a esp\u00e9cies marinhas vulner\u00e1veis\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/biodiversidade.jpg\" width=\"529\" height=\"318\" title=\"Estados Unidos questionados por tratamento a esp\u00e9cies marinhas vulner\u00e1veis\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Sob a ilha caribenha de Bonaire, o coral verde-oliva est\u00e1 vivo, mas o de manchas cinzas est\u00e1 morto. Foto: Living Oceans Foundation\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 11\/7\/2013 \u2013 Ambientalistas cobram do governo dos Estados Unidos salvaguardas regulamentares para 81 esp\u00e9cies marinhas em situa\u00e7\u00e3o especialmente vulner\u00e1vel, desde corais at\u00e9 tubar\u00f5es. Segundo a organiza\u00e7\u00e3o conservacionista WildEarth Guardians, as autoridades norte-americanas n\u00e3o protegem as esp\u00e9cies oce\u00e2nicas com o fazem com as terrestres. O mais importante, segundo a entidade, \u00e9 que os fatos cient\u00edficos n\u00e3o sustentam tal disparidade.<\/p>\n<p>H\u00e1 d\u00e9cadas os Estados Unidos contam com uma lei federal, a Lei de Esp\u00e9cies em Perigo (ESA), que protege as esp\u00e9cies vegetais e animais consideradas oficialmente em perigo de extin\u00e7\u00e3o. Segundo dados da WildEarth Guardians, a ESA protegeu 2.097 esp\u00e9cies desde que foi promulgada em 1973. Contudo, somente 94 delas s\u00e3o de oceanos e mares. A lista da demanda da organiza\u00e7\u00e3o praticamente duplicar\u00e1 as esp\u00e9cies marinhas sob prote\u00e7\u00e3o federal.<\/p>\n<p>\u201cAt\u00e9 agora os Estados Unidos n\u00e3o protegeram esp\u00e9cies marinhas no contexto da ESA\u201d, diz uma declara\u00e7\u00e3o da WildEarth Guardians divulgada no dia 8. A nova peti\u00e7\u00e3o \u201cobjetiva corrigir esse desequil\u00edbrio, que n\u00e3o reflete a realidade das esp\u00e9cies em risco de extin\u00e7\u00e3o. A demanda demonstra que as amea\u00e7as \u00e0s esp\u00e9cies marinhas n\u00e3o s\u00e3o menos nefastas ou diversas das que colocam em risco as terrestres\u201d acrescenta.<\/p>\n<p>A WildEarth Guardians declara que quer aproveitar a reclama\u00e7\u00e3o, que enumera apenas as esp\u00e9cies que reconhecidas organiza\u00e7\u00f5es cient\u00edficas internacionais consideram em perigo ou em estado cr\u00edtico, para lan\u00e7ar um debate nacional sobre a disparidade e, mais amplamente, sobre o estado de crescente perigo dos ecossistemas e da vida marinha.<\/p>\n<p>\u201cHouve um claro desequil\u00edbrio hist\u00f3rico em termos da prote\u00e7\u00e3o federal oferecida \u00e0s esp\u00e9cies marinhas, em parte porque por muito tempo a ci\u00eancia se concentrou nas terrestres. Simplesmente era mais f\u00e1cil dizer quando estas estavam em problemas\u201d, disse \u00e0 IPS Bethany Cotton, diretora de programa da WildEarth Guardians. \u201cMas a ci\u00eancia se atualizou sobre muitas das esp\u00e9cies marinhas e sua situa\u00e7\u00e3o de perigo \u00e9 muito clara\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>\u201cDe certa forma, o p\u00fablico se relaciona com o oceano segundo o ditado \u201co que os olhos n\u00e3o veem, o cora\u00e7\u00e3o n\u00e3o sente\u201d, tornando mais f\u00e1cil animais grandes e carism\u00e1ticos, como baleias, receberem aten\u00e7\u00e3o, ao contr\u00e1rio dos menores ou de esp\u00e9cies menos conhecidas\u201d, explicou Cotton. A diretora tamb\u00e9m se referiu \u00e0s \u201camea\u00e7as sem precedentes\u201d sobre os ecossistemas marinhos pela acidifica\u00e7\u00e3o dos oceanos, pelos maiores graus de contamina\u00e7\u00e3o e pela sobrepesca, em particular em \u00e1guas internacionais. Tamb\u00e9m citou o fato de as esp\u00e9cies marinhas serem particularmente vulner\u00e1veis \u00e0 superexplora\u00e7\u00e3o do com\u00e9rcio internacional.<\/p>\n<p>Um porta-voz do Servi\u00e7o Nacional de Pesca Marinha, Connie Barclay, disse \u00e0 IPS que a equipe de trabalho de esp\u00e9cies em perigo n\u00e3o viu a demanda da WildEarth Guardians e por isso n\u00e3o podia comentar a respeito. \u201cO prop\u00f3sito da Lei de Esp\u00e9cies em Perigo \u00e9 conservar as que est\u00e3o amea\u00e7adas e em risco, bem como seus ecossistemas. Ajuda a direcionar os esfor\u00e7os de conserva\u00e7\u00e3o e assegura que as esp\u00e9cies n\u00e3o sejam extintas\u201d, afirmou Barclay por email. \u201cNosso processo de listar esp\u00e9cies sob a ESA \u00e9 transparente e oferece oportunidades para que haja coment\u00e1rios p\u00fablicos\u201d, acrescentou.<\/p>\n<p>A demanda da organiza\u00e7\u00e3o ocorre ap\u00f3s uma ordem executiva emitida em 2010 pelo presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, na qual expressa preocupa\u00e7\u00e3o pela deteriora\u00e7\u00e3o dos ecossistemas oce\u00e2nicos. Tamb\u00e9m ordenou a todos os \u00f3rg\u00e3os estatais a \u201cutilizarem todo o conhecimento e a ci\u00eancia dispon\u00edvel para proteger, manter e restabelecer a sa\u00fade e a diversidade biol\u00f3gica dos ecossistemas oce\u00e2nicos\u201d. A ordem se baseou em recomenda\u00e7\u00f5es de uma equipe de trabalho nacional que tamb\u00e9m levou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de uma nova pol\u00edtica marinha geral. H\u00e1 tr\u00eas meses o governo de Obama publicou um plano final para a implanta\u00e7\u00e3o da nova Pol\u00edtica Nacional de Oceanos.<\/p>\n<p>\u201cO governo de Obama se concentrou em criar um contexto legal para gerenciar nossos oceanos\u201d, disse Miyoko Sakashita, diretor de oceanos do Centro para a Diversidade Biol\u00f3gica, em entrevista \u00e0 IPS. \u201cPor\u00e9m, a Lei de Esp\u00e9cies em Perigo \u00e9 um exemplo de lei que, provavelmente, foi subutilizada no Plano Nacional de Oceanos\u201d, acrescentou. Aproveitando um artigo da lei que habilita o p\u00fablico a realizar peti\u00e7\u00f5es baseadas em evid\u00eancia cient\u00edfica, a demanda da WildEarth Guardians se baseia em avalia\u00e7\u00f5es de dois \u00f3rg\u00e3os internacionais, a Uni\u00e3o Internacional para a Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN) e a Conven\u00e7\u00e3o sobre o Com\u00e9rcio Internacional de Esp\u00e9cies Amea\u00e7adas de Fauna e Flora Silvestres (Cites), um acordo global de 1973.<\/p>\n<p>As 81 esp\u00e9cies inclu\u00eddas na demanda s\u00e3o consideradas em perigo ou em situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica por IUCN e Cites. Os ambientalistas entendem a nova peti\u00e7\u00e3o como uma forma de testar a seriedade dos reguladores norte-americanos ap\u00f3s a ordem presidencial de 2010. \u201cSe o governo n\u00e3o tomar medidas em situa\u00e7\u00f5es t\u00e3o nefastas como as destas esp\u00e9cies em situa\u00e7\u00e3o de grave perigo, mostrar\u00e1 que a ag\u00eancia n\u00e3o quer nada al\u00e9m de falar sobre a deteriora\u00e7\u00e3o da sa\u00fade dos oceanos\u201d, disse Jay Tutchton, advogado da WildEarth Guardians.<\/p>\n<p>A ESA permite ao governo dos Estados Unidos oferecer prote\u00e7\u00e3o fora de seu territ\u00f3rio. Isto pode causar uma queda na demanda nacional de certos produtos derivados de fauna e flora silvestre e habilitar fundos para atividades no estrangeiro. \u201cH\u00e1 maior consci\u00eancia do significado da amea\u00e7a para os ecossistemas oce\u00e2nicos e a sa\u00fade marinha, mas vemos v\u00e1rias vezes que as a\u00e7\u00f5es em n\u00edvel internacional s\u00e3o obstru\u00eddas por quest\u00f5es pol\u00edticas\u201d, lamentou Cotton.<\/p>\n<p>Uma vez que o Servi\u00e7o Nacional de Pesca Marinha tenha recebido a demanda da WildEarth Guardians, as autoridades ter\u00e3o tr\u00eas meses para decidir se alguma das esp\u00e9cies justifica uma investiga\u00e7\u00e3o. Depois, a ag\u00eancia ter\u00e1 12 meses para decidir se merece prote\u00e7\u00e3o e apresentar uma proposta com normas. \u201cOs oceanos s\u00e3o complexos, pois est\u00e3o sob muitas jurisdi\u00e7\u00f5es e se chocam com muitos problemas coletivos\u201d, explicou Sakashita, do Centro para a Diversidade Biol\u00f3gica. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 11\/7\/2013 &ndash; Ambientalistas cobram do governo dos Estados Unidos salvaguardas regulamentares para 81 esp&eacute;cies marinhas em situa&ccedil;&atilde;o especialmente vulner&aacute;vel, desde corais at&eacute; tubar&otilde;es. Segundo a organiza&ccedil;&atilde;o conservacionista WildEarth Guardians, as autoridades norte-americanas n&atilde;o protegem as esp&eacute;cies oce&acirc;nicas com o fazem com as terrestres. 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