{"id":15952,"date":"2013-07-11T13:06:33","date_gmt":"2013-07-11T13:06:33","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=92767"},"modified":"2013-07-11T13:06:33","modified_gmt":"2013-07-11T13:06:33","slug":"partidos-politicos-lideram-percepcao-mundial-de-corrupcao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/07\/ultimas-noticias\/partidos-politicos-lideram-percepcao-mundial-de-corrupcao\/","title":{"rendered":"Partidos pol\u00edticos lideram percep\u00e7\u00e3o mundial de corrup\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_92768\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/manifestacoes1.jpg\"><img class=\" wp-image-92768 \" alt=\"manifestacoes1 Partidos pol\u00edticos lideram percep\u00e7\u00e3o mundial de corrup\u00e7\u00e3o\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/manifestacoes1.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"Partidos pol\u00edticos lideram percep\u00e7\u00e3o mundial de corrup\u00e7\u00e3o\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\"><br \/>Uma manifesta\u00e7\u00e3o opositora no Cazaquist\u00e3o para denunciar crimes eleitorais reuniu apenas cem pessoas. Foto: Christopher Pala\/IPS<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 11\/7\/2013 \u2013 Os partidos pol\u00edticos s\u00e3o vistos como as institui\u00e7\u00f5es sociais mais corruptas em uma maioria de pa\u00edses, segundo uma pesquisa global publicada no dia 9 pela Transpar\u00eancia Internacional, que ouviu mais pessoas em mais pa\u00edses do que nunca, sendo o oitavo estudo publicado desde 2003. O Bar\u00f4metro Global da Corrup\u00e7\u00e3o 2013, que se baseou em pesquisas com mais de 114 mil pessoas em 107 pa\u00edses, tamb\u00e9m encontrou uma maioria de entrevistados (54%) para a qual seus governos est\u00e3o controlados, parcial ou totalmente, por um punhado de entidades que atuam em seu pr\u00f3prio benef\u00edcio.<\/p>\n<p>Pouco mais de uma em quatro pessoas (27%) reconheceram ter pago um suborno nos 12 meses anteriores para realizar tr\u00e2mites junto a institui\u00e7\u00f5es p\u00fablicas, como pol\u00edcia ou tribunais. Mas os subornos mostram maior preval\u00eancia em alguns pa\u00edses em rela\u00e7\u00e3o a outros. Na Austr\u00e1lia, Dinamarca, Finl\u00e2ndia e Jap\u00e3o apenas 1% dos entrevistados admitiram ter pago subornos a funcion\u00e1rios p\u00fablicos. Entre os pa\u00edses em desenvolvimento, os melhores colocados foram Uruguai, Mal\u00e1sia e Maldivas, onde apenas 3% reconheceram ter subornado servidores p\u00fablicos no \u00faltimo ano, contra 7% nos Estados Unidos e 5% na Gr\u00e3-Bretanha.<\/p>\n<p>Estes pagamentos ilegais s\u00e3o muito mais frequentes em pa\u00edses pobres, sobretudo da \u00c1frica, segundo a pesquisa. Mais de seis em cada dez pessoas entrevistadas relataram subornos em Camar\u00f5es, Qu\u00eania, Lib\u00e9ria, L\u00edbia, Mo\u00e7ambique, Serra Leoa, Uganda e Zimb\u00e1bue. Em geral, a maioria disse acreditar que a corrup\u00e7\u00e3o em seus pa\u00edses se agravou desde 2011, quando foi divulgada a edi\u00e7\u00e3o anterior do Bar\u00f4metro.<\/p>\n<p>Contudo, dois ter\u00e7os dos entrevistados disseram estar convencidos de que as pessoas comuns podem fazer a diferen\u00e7a no combate \u00e0 corrup\u00e7\u00e3o, embora sejam o segmento que, provavelmente, mais incorreu em condutas como o suborno. Entre 51% e 72% dos entrevistados em cada pa\u00eds se manifestaram dispostos a adotar uma ou mais a\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como ingressar em uma organiza\u00e7\u00e3o anticorrup\u00e7\u00e3o, participar de protestos pac\u00edficos e assinar peti\u00e7\u00f5es p\u00fablicas.<\/p>\n<p>\u201cIsto demonstra uma ampla vontade de participar que deveria ser aproveitada pelo movimento anticorrup\u00e7\u00e3o\u201d, afirmou a Transpar\u00eancia, uma entidade n\u00e3o governamental com 90 associa\u00e7\u00f5es filiadas em diversas partes do mundo. A pesquisa aparece em um momento de particular aten\u00e7\u00e3o e mobiliza\u00e7\u00e3o contra as pr\u00e1ticas corruptas.<\/p>\n<p>Nas \u00faltimas semanas as manifesta\u00e7\u00f5es realizadas no Brasil tiveram entre seus alvos a estendida venalidade p\u00fablica. Na \u00cdndia, outro populoso pa\u00eds emergente, o movimento anticorrup\u00e7\u00e3o que come\u00e7ou em 2011 continua vivo. Da China \u00e0 Nig\u00e9ria, comunidades rurais e popula\u00e7\u00f5es urbanas pobres enfrentam despejos e apropria\u00e7\u00e3o de terras por parte de setores ricos e com liga\u00e7\u00f5es pol\u00edticas e judiciais. Movimentos como o norte-americano Ocupe Wall Street ou os indignados de Espanha, Gr\u00e9cia e outros pa\u00edses europeus afetados pela crise econ\u00f4mica, centraram suas cr\u00edticas na influ\u00eancia desproporcional que corpora\u00e7\u00f5es e bancos exercem sobre os governos.<\/p>\n<p>O Bar\u00f4metro \u00e9 um de v\u00e1rios estudos que observam quest\u00f5es de transpar\u00eancia e cujos resultados s\u00e3o empregados por institui\u00e7\u00f5es internacionais como o Banco Mundial, ag\u00eancias de desenvolvimento e empresas privadas para avaliar o risco dos investimentos e dos neg\u00f3cios nos \u00e2mbitos nacionais. A Transpar\u00eancia tamb\u00e9m publica o \u00cdndice de Percep\u00e7\u00e3o da Corrup\u00e7\u00e3o, que no ano passado qualificou 176 pa\u00edses com base em avalia\u00e7\u00f5es de analistas de risco, empres\u00e1rios e outros especialistas nacionais e internacionais. Por sua vez, o Bar\u00f4metro entrevista pessoas comuns.<\/p>\n<p>Este ano, foi solicitado a cada entrevistado que qualificasse a gravidade da corrup\u00e7\u00e3o em seu pa\u00eds em uma escala de um (nenhuma gravidade) a cinco. O resultado m\u00e9dio desta pergunta foi de 4,1, mas com enormes varia\u00e7\u00f5es. Entre os que reconheceram ter recorrido a subornos, 31% disseram que pagaram a policiais e 24% a funcion\u00e1rios judiciais. Uma propor\u00e7\u00e3o de 75% de subornos policiais foi registrada em Rep\u00fablica Democr\u00e1tica do Congo, Gana, Indon\u00e9sia, Qu\u00eania, Lib\u00e9ria, Nig\u00e9ria e Serra Leoa.<\/p>\n<p>O setor seguinte com maior porcentagem de subornos foi o correspondente a registros, especialmente registros de propriedade e transfer\u00eancia de terras. As piores cifras correspondem a sociedades e pa\u00edses que vivem processos de transi\u00e7\u00e3o ou p\u00f3s-conflito, como Afeganist\u00e3o, Camboja, Iraque, Lib\u00e9ria, Paquist\u00e3o e Serra Leoa, todos com alto grau de desnutri\u00e7\u00e3o. Seguem em preval\u00eancia de subornos os servi\u00e7os m\u00e9dicos (17%) e a educa\u00e7\u00e3o (16%).<\/p>\n<p>Al\u00e9m da persistente pr\u00e1tica de \u201cmolhar a m\u00e3o\u201d, 64% dos entrevistados disseram que outra conduta impr\u00f3pria s\u00e3o os contatos pessoais para realizar tr\u00e2mites no setor p\u00fablico. Em Israel, It\u00e1lia, L\u00edbano, Malawi, Marrocos, Nepal, Paraguai, R\u00fassia, Ucr\u00e2nia e Vanuatu mais de 80% dos entrevistados mencionaram a import\u00e2ncia dos contatos pessoais.<\/p>\n<p>A percep\u00e7\u00e3o de que o governo \u00e9 controlado por uns poucos interesses privados, e n\u00e3o pelo interesse p\u00fablico, parece generalizada, inclusive entre as na\u00e7\u00f5es mais ricas. Enquanto apenas 5% dos noruegueses manifestaram essa convic\u00e7\u00e3o, 83% dos gregos, 70% dos italianos, 66% dos espanh\u00f3is e 64% dos norte-americanos disseram acreditar que seus governos se movem, \u201cem grande parte\u201d ou \u201ccompletamente\u201d, em fun\u00e7\u00e3o de \u201cum punhado de grandes interesses particulares\u201d.<\/p>\n<p>Quanto \u00e0s grandes institui\u00e7\u00f5es sociais, os partidos receberam uma pontua\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 3,8, em uma escala onde cinco indica corrup\u00e7\u00e3o m\u00e1xima. Em seguida est\u00e3o pol\u00edcia, com 3,7, servidores p\u00fablicos, parlamento e justi\u00e7a com 3,6 cada, as empresas e os servi\u00e7os m\u00e9dicos com 3,3 cada, o sistema educacional com 3,2, e os meios de comunica\u00e7\u00e3o com 3,1. As institui\u00e7\u00f5es menos corruptas, segundo a pesquisa s\u00e3o os militares (2,9), as organiza\u00e7\u00f5es n\u00e3o governamentais (2,7) e as igrejas e religi\u00f5es (2,6).<\/p>\n<p>Em 51 pa\u00edses houve uma maioria que colocou os partidos pol\u00edticos como as institui\u00e7\u00f5es mais corruptas, entre eles, Alemanha, Argentina, Brasil, Canad\u00e1, Chile, Col\u00f4mbia, Coreia do Sul, Espanha, Estados Unidos, Finl\u00e2ndia, Fran\u00e7a, Gr\u00e3-Bretanha, Gr\u00e9cia, \u00cdndia, Iraque, Israel, It\u00e1lia, Jap\u00e3o, M\u00e9xico, Nig\u00e9ria, Noruega, Palestina, Portugal, Tail\u00e2ndia, Turquia e Uruguai.<\/p>\n<p>A pol\u00edcia lidera o <i>ranking<\/i> de maior corrup\u00e7\u00e3o em 36 pa\u00edses, como Bangladesh, Bol\u00edvia, Egito, Eti\u00f3pia, Filipinas, Gana, Indon\u00e9sia, Qu\u00eania, Mal\u00e1sia, M\u00e9xico, Mo\u00e7ambique, Nig\u00e9ria, Paquist\u00e3o, Ruanda, Senegal, \u00c1frica do Sul, Sri Lanka, Tanz\u00e2nia, Uganda, Venezuela e Vietn\u00e3, entre outros. Alguns pa\u00edses se repetem porque v\u00e1rios entrevistados apontaram mais de uma institui\u00e7\u00e3o como as mais corruptas de suas sociedades. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 11\/7\/2013 &ndash; Os partidos pol&iacute;ticos s&atilde;o vistos como as institui&ccedil;&otilde;es sociais mais corruptas em uma maioria de pa&iacute;ses, segundo uma pesquisa global publicada no dia 9 pela Transpar&ecirc;ncia Internacional, que ouviu mais pessoas em mais pa&iacute;ses do que nunca, sendo o oitavo estudo publicado desde 2003. 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