{"id":160,"date":"2005-01-23T00:00:00","date_gmt":"2005-01-23T00:00:00","guid":{"rendered":"http:\/\/www.ipsnoticias.net\/portuguese\/?p=160"},"modified":"2005-01-23T00:00:00","modified_gmt":"2005-01-23T00:00:00","slug":"economia-temor-mundial-pela-debilidade-do-dlar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/economia-temor-mundial-pela-debilidade-do-dlar\/","title":{"rendered":"Economia: Temor mundial pela debilidade do d&oacute;lar"},"content":{"rendered":"<p>Washington, 23\/01\/2005 &ndash; A debilidade do d&oacute;lar criou incerteza e desconfian&ccedil;a no mundo, mas isso pode ser revertido se o governo norte-americano corrigir seu atual d&eacute;ficit comercial atrav&eacute;s de algumas poucas medidas, afirmam economistas. Esse d&eacute;ficit segue aumentando conforme o d&oacute;lar se desvaloriza diante do euro e de outras divisas fortes, segundo um relat&oacute;rio do Escrit&oacute;rio de An&aacute;lise Econ&ocirc;mica, do Departamento de Com&eacute;rcio. O d&eacute;ficit em conta corrente (a parte da balan&ccedil;a de pagamentos que registra a importa&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os) norte-americano chegou a 5,6% do produto interno bruto (PIB) no per&iacute;odo julho-setembro, uma propor&ccedil;&atilde;o sem precedentes. De acordo com o Departamento de Com&eacute;rcio, as importa&ccedil;&otilde;es de bens e servi&ccedil;os foram 54% maiores do que as exporta&ccedil;&otilde;es, nesse terceiro trimestre do ano.<br \/> <!--more--> <br \/> Nesse per&iacute;odo, as importa&ccedil;&otilde;es aumentaram US$ 14 bilh&otilde;es, chegando a US$ 532,6 bilh&otilde;es, enquanto as exporta&ccedil;&otilde;es cresceram US$ 10 bilh&otilde;es, atingindo US$ 382,5 bilh&otilde;es. V&aacute;rios especialistas alertaram o presidente George W. Bush para que intervenha a fim de restaurar a confian&ccedil;a na economia norte-americana. &quot;A verdadeira causa da deprecia&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar e que temos um d&eacute;ficit de conta corrente&quot;, disse Mark Weisbrot, do Centro para a Pesquisa de Pol&iacute;tica Econ&ocirc;mica, com sede em Washington. Um d&oacute;lar fraco implica que, por exemplo, os norte-americanos que quiserem viajar de f&eacute;rias para o exterior ter&atilde;o de levar mais dinheiro do que seria necess&aacute;rio meses atr&aacute;s. Al&eacute;m disso, os produtos importados da &Aacute;sia e da Europa est&atilde;o cada vez mais caros para os consumidores dos Estados Unidos.<\/p>\n<p> Na semana passada, Bush tentou acalmar os investidores estrangeiros e os europeus preocupados por suas vendas aos Estados Unidos. O presidente prometeu que trabalhar&aacute; para reduzir o d&eacute;ficit or&ccedil;ament&aacute;rio quando o Congresso voltar a funcionar. &quot;Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance na pr&oacute;xima legislatura para enviar um sinal aos mercados de que estamos trabalhando para reduzir o d&eacute;ficit, e isso far&aacute; com que as pessoas queiram comprar d&oacute;lares&quot;, garantiu Bush em uma reuni&atilde;o com economistas. &quot;J&aacute; era tempo de prestar aten&ccedil;&atilde;o a esse assunto, pelo menos retoricamente&quot;, afirmou em um comunicado o instituto Novos Democratas, pertencente ao Partido Democrata.<\/p>\n<p> Desde o come&ccedil;o de novembro, quase diariamente o d&oacute;lar caiu a n&iacute;veis sem precedentes frente ao euro. A moeda norte-americana atingiu os n&iacute;veis que tinha h&aacute; 10 anos com rela&ccedil;&atilde;o a quase todas as principais moedas comercializadas, como a libra esterlina, o iene japon&ecirc;s, o franco su&iacute;&ccedil;o, a coroa dinamarquesa, a coroa sueca, o d&oacute;lar australiano e o d&oacute;lar canadense. Um euro que custava apenas US$ 0,84 em junho de 2002 e US$ 1,21 em setembro, agora chega aos US$ 1,32. Analistas tamb&eacute;m assinalam que a queda do d&oacute;lar &eacute; um claro sinal de como s&atilde;o negativas as pol&iacute;ticas fiscais de Bush, que em pouco tempo esgotou o excedente herdado de Bill Clinton (1993-2001). Um super&aacute;vit de US$ 236,4 bilh&otilde;es rapidamente se converteu em um d&eacute;ficit de US$ 413 bilh&otilde;es.<\/p>\n<p> Apesar da promessa de Bush, permanecem os temores de que seu governo esteja empenhado em continuar adotando medidas que aumentam tanto o d&eacute;ficit or&ccedil;ament&aacute;rio quanto o de conta corrente. Por exemplo, a Casa Branca estuda aplicar mais redu&ccedil;&otilde;es de impostos e fazer mais gastos na &aacute;rea da defesa, e &eacute; pouco prov&aacute;vel que isto seja bloqueado no congresso, dominando pelo governante Partido Republicano. A administra&ccedil;&atilde;o Bush argumenta que, com um d&oacute;lar fraco, as exporta&ccedil;&otilde;es norte-americanas ficar&atilde;o mais baratas e que, quando o mundo come&ccedil;ar a comprar seus produtos, o d&eacute;ficit em conta corrente diminuir&aacute;. Por&eacute;m, o problema que ocorre at&eacute; agora &eacute; que, enquanto as exporta&ccedil;&otilde;es crescem as importa&ccedil;&otilde;es aumentam em um ritmo muito mais r&aacute;pido.<\/p>\n<p> As baixas taxas de juros permitem que os consumidores continuem comprando produtos importados, apesar da queda do d&oacute;lar, explicam analistas. O desequil&iacute;brio comercial dos Estados Unidos com a Uni&atilde;o Europ&eacute;ia, por exemplo, passou de US$ 73 bilh&otilde;es em 2002 para US$ 95 bilh&otilde;es este ano em favor do bloco europeu. Mas, o maior temor dos economistas &eacute; que o d&oacute;lar caia a um ritmo ainda maior e incontrol&aacute;vel, com conseq&uuml;&ecirc;ncias que v&atilde;o al&eacute;m do com&eacute;rcio. &quot;As quedas r&aacute;pidas podem provocar p&acirc;nico financeiro e recess&atilde;o. No longo prazo, um d&oacute;lar fraco pode causar infla&ccedil;&atilde;o e elevar as taxas de juros&quot;, alertou o instituto Novos Democratas.<\/p>\n<p> Tamb&eacute;m &eacute; motivo de preocupa&ccedil;&atilde;o o fato de a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar acabar com os 60 anos de predom&iacute;nio da divisa norte-americana como a maior moeda de reserva mundial. V&aacute;rios pa&iacute;ses do Golfo j&aacute; anunciaram seus planos no sentido de diversificar suas reservas incluindo outras moedas. &quot;Isto poderia iniciar uma corrida&quot;, disse Weisbrot. &quot;Paises como China e Jap&atilde;o, com reservas em d&oacute;lares em lugar de euros, j&aacute; perderam milhares de milh&otilde;es de d&oacute;lares nos &uacute;ltimos dois anos. Muitas na&ccedil;&otilde;es em desenvolvimento tamb&eacute;m sofrem significativas perdas por possu&iacute;rem reservas em d&oacute;lares&quot;, acrescentou. (IPS\/Envolverde)<\/p>\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Washington, 23\/01\/2005 &ndash; A debilidade do d&oacute;lar criou incerteza e desconfian&ccedil;a no mundo, mas isso pode ser revertido se o governo norte-americano corrigir seu atual d&eacute;ficit comercial atrav&eacute;s de algumas poucas medidas, afirmam economistas. Esse d&eacute;ficit segue aumentando conforme o d&oacute;lar se desvaloriza diante do euro e de outras divisas fortes, segundo um relat&oacute;rio do Escrit&oacute;rio de An&aacute;lise Econ&ocirc;mica, do Departamento de Com&eacute;rcio. O d&eacute;ficit em conta corrente (a parte da balan&ccedil;a de pagamentos que registra a importa&ccedil;&atilde;o e exporta&ccedil;&atilde;o de bens e servi&ccedil;os) norte-americano chegou a 5,6% do produto interno bruto (PIB) no per&iacute;odo julho-setembro, uma propor&ccedil;&atilde;o sem precedentes. De acordo com o Departamento de Com&eacute;rcio, as importa&ccedil;&otilde;es de bens e servi&ccedil;os foram 54% maiores do que as exporta&ccedil;&otilde;es, nesse terceiro trimestre do ano.<br \/> <a href=\"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2005\/01\/mundo\/economia-temor-mundial-pela-debilidade-do-dlar\/\" class=\"more-link\">Continue Reading <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":64,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[4],"tags":[],"class_list":["post-160","post","type-post","status-publish","format-standard","hentry","category-mundo"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/users\/64"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=160"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/160\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=160"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=160"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=160"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}