{"id":16006,"date":"2013-07-17T12:20:13","date_gmt":"2013-07-17T12:20:13","guid":{"rendered":"http:\/\/envolverde.com.br\/?p=93356"},"modified":"2013-07-17T12:20:13","modified_gmt":"2013-07-17T12:20:13","slug":"china-e-estados-unidos-mais-proximos-na-luta-contra-a-mudanca-climatica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.ipsnews.net\/portuguese\/2013\/07\/ultimas-noticias\/china-e-estados-unidos-mais-proximos-na-luta-contra-a-mudanca-climatica\/","title":{"rendered":"China e Estados Unidos mais pr\u00f3ximos na luta contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica"},"content":{"rendered":"<div id=\"attachment_93357\" class=\"wp-caption aligncenter\" style=\"width: 539px\"><a href=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/china-usa.jpg\"><img class=\" wp-image-93357 \" alt=\"china usa China e Estados Unidos mais pr\u00f3ximos na luta contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica\" src=\"http:\/\/envolverde.com.br\/wp-content\/uploads\/2013\/07\/china-usa.jpg\" width=\"529\" height=\"319\" title=\"China e Estados Unidos mais pr\u00f3ximos na luta contra a mudan\u00e7a clim\u00e1tica\" \/><\/a><p class=\"wp-caption-text\">Washington e Pequim pesquisar\u00e3o sobre tecnologia para a captura de carbono nas usinas a carv\u00e3o. Foto: Bigstock<\/p><\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Washington, Estados Unidos, 17\/7\/2013 \u2013 China e Estados Unidos acordaram um conjunto de iniciativas que podem ajudar a reduzir as emiss\u00f5es de gases-estufa de suas respectivas economias, as maiores do mundo e as mais contaminantes. Organiza\u00e7\u00f5es ambientalistas aplaudiram a not\u00edcia do acordo alcan\u00e7ado entre os dias 10 e 11 deste m\u00eas. Al\u00e9m disso, parece que as rela\u00e7\u00f5es entre as duas pot\u00eancias melhoraram um pouco, o que poderia servir de base para uma nova coopera\u00e7\u00e3o importante nas negocia\u00e7\u00f5es internacionais sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica.<\/p>\n<p>\u201cFoi uma das melhores sess\u00f5es sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica de que j\u00e1 participei\u201d, disse, no dia 10, um porta-voz do governo de Barack Obama. \u201cN\u00e3o havia apenas autoridades dos dois pa\u00edses, mas tamb\u00e9m aconteceram interc\u00e2mbios francos, interessantes e, o mais importante, houve propostas para promover a coopera\u00e7\u00e3o\u201d, acrescentou. Os dois pa\u00edses acordaram se concentrar em grandes \u00e1reas como reduzir as emiss\u00f5es derivadas do transporte pesado, fortalecer a efici\u00eancia energ\u00e9tica e melhorar a coleta de dados relativos aos gases contaminantes.<\/p>\n<p>Washington e Pequim tamb\u00e9m v\u00e3o aumentar a pesquisa sobre tecnologias de captura de carbono nas usinas de gera\u00e7\u00e3o el\u00e9trica a carv\u00e3o e colaborar na constru\u00e7\u00e3o de novas redes el\u00e9tricas \u201cinteligentes\u201d, para serem mais eficientes e poderem incorporar mais facilmente fontes renov\u00e1veis e gera\u00e7\u00e3o distribu\u00edda (a que procede de muitas alternativas energ\u00e9ticas pequenas). As conversa\u00e7\u00f5es bilaterais tamb\u00e9m avan\u00e7aram sobre as modalidades de outro acordo hist\u00f3rico alcan\u00e7ado entre Obama e o presidente da China, Xi Jinping, em junho, para reduzir a quantidade de hidrofluorocarbonos (HFC), utilizados em refrigerantes e em ares-condicionados que os dois pa\u00edses usam e produzem.<\/p>\n<p>\u201cClaramente aponta para alguns dos maiores setores em termos de libera\u00e7\u00e3o de gases-estufa (constru\u00e7\u00e3o, transporte e energia), que juntos concentram a maioria das emiss\u00f5es dos dois pa\u00edses\u201d, afirmou Alden Meyer, diretor do escrit\u00f3rio em Washington da Uni\u00e3o de Cientistas Preocupados, em entrevista \u00e0 IPS. \u201cContudo, no momento \u00e9 dif\u00edcil estimar o impacto real sobre as emiss\u00f5es sem conhecer mais detalhes\u201d, ressaltou. \u201cA quest\u00e3o fundamental \u00e9 se essas iniciativas ajudar\u00e3o apenas os dois pa\u00edses a alcan\u00e7arem os objetivos de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es j\u00e1 estabelecidos para at\u00e9 2020. Seria bom, naturalmente, mas isso n\u00e3o estaria dando um impulso adicional ao esfor\u00e7o global\u201d, advertiu Meyer.<\/p>\n<p>A atual pol\u00edtica dos Estados Unidos procura reduzir, at\u00e9 2020, 17% nas emiss\u00f5es contaminantes em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis registrados em 2005. A China, por seu lado, coloca como seu objetivo central reduzir a \u201cintensidade de carbono\u201d de sua economia entre 40% e 45%, tamb\u00e9m at\u00e9 o final desta d\u00e9cada. Por\u00e9m, Meyer disse que \u201ctodo o mundo concorda\u201d que os dois pa\u00edses t\u00eam que fazer muito mais para se evitar que a temperatura global suba mais do que dois graus at\u00e9 o final do s\u00e9culo. Este \u00e9 o atual objetivo coletivo que, segundo especialistas, constitui um limite perigoso.<\/p>\n<p>Estas conversa\u00e7\u00f5es bilaterais tamb\u00e9m s\u00e3o consideradas um grande \u00eaxito do secret\u00e1rio de Estado norte-americano, John Kerry, conhecido defensor do clima. Kerry foi fundamental para criar um novo grupo de trabalho sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica entre Estados Unidos e China, e afirma-se que promove ativamente este assunto em quase todos os pa\u00edses que visita.<\/p>\n<p>\u201cN\u00e3o \u00e9 mais um assunto marginal. Kerry converteu a mudan\u00e7a clim\u00e1tica em um ponto forte das conversa\u00e7\u00f5es pol\u00edticas, colocando-o entre os mais importantes da agenda geopol\u00edtica, junto com seguran\u00e7a e quest\u00f5es econ\u00f4micas\u201d, pontuou Meyer, acrescentando que \u201ctamb\u00e9m ajudou o Banco Mundial, o Fundo Monet\u00e1rio Internacional e a Ag\u00eancia Internacional de Energia a alertarem que a mudan\u00e7a clim\u00e1tica \u00e9 uma grande amea\u00e7a para o desenvolvimento, bem como para a economia mundial\u201d.<\/p>\n<p align=\"left\"><b>Remendando a desconex\u00e3o<\/b><b><\/b><\/p>\n<p>A mudan\u00e7a clim\u00e1tica n\u00e3o foi o \u00fanico assunto tratado durante a c\u00fapula entre China e Estados Unidos, conhecida como Di\u00e1logo Estrat\u00e9gico e Econ\u00f4mico, mas foi um dos mais destacados. No encontro foram mostrados os resultados iniciais do grupo de trabalho criado em abril para o tema. \u201cQueremos demonstrar ao mundo que as duas maiores economias podem cooperar para ajudar a atender os desafios ambientais\u201d, afirmou na semana passada um porta-voz de Washington.<\/p>\n<p>O grupo sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica realiza um trabalho especialmente intensivo, que, espera-se, continue. A previs\u00e3o \u00e9 que o grupo chegue a um acordo em outubro sobre a implanta\u00e7\u00e3o das cinco primeiras iniciativas. O governo de Obama deu a entender que o tema da mudan\u00e7a clim\u00e1tica permanecer\u00e1 na agenda anual do Di\u00e1logo Estrat\u00e9gico e Econ\u00f4mico, que incluir\u00e1 a revis\u00e3o anual das iniciativas empreendidas, bem como o lan\u00e7amento de novas. Os resultados do interc\u00e2mbio da semana passada poder\u00e3o servir como plataforma para impactar as negocia\u00e7\u00f5es internacionais pr\u00e9vias \u00e0 c\u00fapula de Paris de 2015, quando os governantes mundiais se reunir\u00e3o para criar um novo acordo global contra o aquecimento global.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 um renovado impulso no interc\u00e2mbio entre China e Estados Unidos sobre mudan\u00e7a clim\u00e1tica. Os esfor\u00e7os bilaterais s\u00e3o fundamentais, e esta colabora\u00e7\u00e3o \u00e9 uma inje\u00e7\u00e3o adicional para abordar o tema em escala mundial\u201d, diz um comunicado de Jennifer Morgan, diretora do programa de clima e energia do World Resources Institute, um grupo de estudo com sede em Washington. \u201cEstas a\u00e7\u00f5es ajudam a criar confian\u00e7a e melhorar a coopera\u00e7\u00e3o entre dois grandes pa\u00edses. Os benef\u00edcios s\u00e3o claros. Agora precisamos que sejam tomadas medidas para reduzir as emiss\u00f5es contaminantes no mundo e aproveitar as oportunidades econ\u00f4micas de um futuro com menos di\u00f3xido de carbono\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Por sua vez, Meyer destacou que a desconex\u00e3o entre estes dois pa\u00edses em mat\u00e9ria de mudan\u00e7a clim\u00e1tica constituiu um enorme obst\u00e1culo no avan\u00e7o das negocia\u00e7\u00f5es internacionais dos \u00faltimos anos. \u201cNa medida em que agora cooperarem, esperamos que se chegue a uma associa\u00e7\u00e3o mais \u00fatil nas negocia\u00e7\u00f5es para um acordo posterior a 2020\u201d, acrescentou. \u201cEm Paris, em 2015, necessitaremos um amplo compromisso e coopera\u00e7\u00e3o entre os governantes das grandes pot\u00eancias, que n\u00e3o tivemos antes da c\u00fapula de Copenhague (2009). Contar com esta nova rela\u00e7\u00e3o dois anos antes da c\u00fapula de Paris \u00e9 algo bom. Ser\u00e1 essencial esse n\u00edvel de compromisso entre os governantes\u201d, concluiu. Envolverde\/IPS<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Washington, Estados Unidos, 17\/7\/2013 &ndash; China e Estados Unidos acordaram um conjunto de iniciativas que podem ajudar a reduzir as emiss&otilde;es de gases-estufa de suas respectivas economias, as maiores do mundo e as mais contaminantes. Organiza&ccedil;&otilde;es ambientalistas aplaudiram a not&iacute;cia do acordo alcan&ccedil;ado entre os dias 10 e 11 deste m&ecirc;s. 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